O sangue do Olimpo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Pov. Annabeth
Sintam-se honrados, pequenos semideuses, disse o deus das profundezas, nem mesmo os olimpianos merecem minha atenção. Mas vocês serão destruídos pelo próprio Tártaro.
Annabeth ficou paralisada. O medo a sufocando.
Ela e Percy chegaram tão longes para serem mortos. Qualquer um podia ver que suas chances eram mínimas, ou melhor, nulas.
Annabeth lembrou-se de toda sua viajem pelo tártaro em um flash. A desagradável viagem pelo tártaro. A pior experiência de sua vida. Se não fosse por Percy, ela já estaria morta. Melhor dizendo vice e versa.
Seu segundo pareceram horas.
Ela não conseguia parar de pensar no momento que ela estava amaldiçoada, quando ela achava que Percy a havia deixado. Uma voz.
A voz de Gaia no seu subconsciente... ainda era clara.
Não se sinta triste semideusa. Ele vai sofrer o pior dos castigos. Pior do que a morte.Eu preciso do sangue dos três grandes.
O que isso queria dizer Annabeth não sabia dizer. E não saber era a coisa que Annabeth Chase mais odiava no mundo.
–Annabeth!- gritou Percy. Ela voltou para realidade. Ela olhava nos seus olhos verdes em desespero. Ele a chacoalhava levemente.
–Percy...
Ele a puxou com sigo. E começou a correr em direção ao elevador.
Annabeth olhou para trás e viu que Bob e o pequeno Bob lutavam contra o Tártaro. Que parecia querer se divertir. Ela já sabia quem ia ganhar e que eles não tinham muito tempo. Damásen lutava contra os monstros que tentavam avançar e era impressionante como ele, lutando mal daquele jeito, estava impedindo os monstros, temporariamente.
Agora ela estava quase dentro do elevador e percebeu. Percebeu o que Percy queria e o que ele ia fazer e ela não podia deixar.
–Você prometeu. — ela sussurrou sem forças. Annabeth tentou sair do elevador. Mas Percy a impediu se colocando na frente dela.
Eles estavam péssimos. Imundos, com as roupas rasgadas, cansados, famintos, olheiras tão profundas quanto o possível e magros como nunca.
–Eu sinto muito. — ele sussurrou. Havia lagrimas em seus olhos. –Eu te amo. Um de nos tem que ficar e não vai ser você. Faça-me um favor, seja feliz.
Ele sorriu tristemente.
Como ela poderia ser feliz se ele não estivesse lá com ela? Sabendo que ele ia morrer e a culpa era dela. Ele veio por inferno com ela, por causa dela.
Ele tem que voltar e não eu. Pensou Annabeth.
Não era justo.
Ele estava certo, alguém tinha que apertar o botão do elevador para que um deles subisse.
–Percy, por favor, isso é ridículo! Estamos perdendo tempo!
Ele a beijou. Um beijo de despedida.
Ela não podia deixar...
–Eu te amo. Me perdoa.
Então ele a empurrou, como estava muito fraca para lutar, ela caiu no chão gélido do elevador. Annabeth tentou se levantar rápido, mas seu corpo doía demais. A velocidade em que se ergueu não foi suficiente e as portas se fecharam.
–NÃO!- ela berrou. — PERCY! PERCY!
Tudo o que ela podia fazer era gritar e bater nas portas com as forças que ela ainda tinha.
Ela não agüentou por muito tempo. Seus joelhos cederam e ela caiu no chão soluçando como nunca. Não podia ser real. Não podia.
Pov. Hazel
O botão verde de subir no lado direito da moldura começou a brilhar. As correntes estremeceram.
–Ali, estão vendo?- Pasifei deus os ombros, se desculpando- As portas estão funcionando. Mais doze minutos e elas se abriram.
O estomago de Hazel estremeceu tanto quanto as correntes.
–Mais gigantes?
–Felizmente, não. — disse a feiticeira- Estão todos mobilizados no mundo mortal, prontos para o ataque final- Pasiefei lançou-lhe um sorriso frio. –Não, imagino que as portas estejam sendo usada por outra pessoa... alguém não autorizado.
Leo deu um passo à frente. Fumaça emanava de seus punhos.
–Percy e Annabeth.
–Pelo que me parece, uma única pessoa está usando o elevador.
Não podia ser verdade. Um deles tinha ficado e morrido.
Seria Annabeth ou Percy? Nenhuma das opções lhe agradava. O aperto no seu estomago foi demais e lagrimas caíram dos seus olhos. Hazel olhou para Leo, com o canto do olho sem desviar a atenção de Pasifei, ele tinha os pulsos em chamas. Uma lagrima caiu de seus olhos.
Um deles fechou as portas da morte.
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