Notas iniciais
Já!

A segunda semana passou e já era o dia da festa do Gohan. Bulma não tinha vontade alguma de ir, mas todos insistiram tanto que ela teve que ceder. Além disso, ela imaginou que devido ao acontecido o Vegeta não iria mais, então achou melhor ir do que arriscar a ficar na casa sozinha com ele.

Ela foi mais cedo para ajudar na decoração. Chegando lá ficou encantada: Goku e os outros haviam feito um belo tatame para as lutas, com direito a arquibancada e tudo, Chi-chi preparou várias comidas saborosas e a Sra. Briefs levou os doces, inúmeros e de vários tipos, comida era algo que não iria faltar. As mulheres ficaram enchendo as bexigas e cuidando da decoração, enquanto os homens cuidavam dos detalhes finais do torneio, como o Vegeta não havia confirmado se iria ou não, a luta dele com Goku foi deixada por último, e caso ele não aparecesse, Goku lutaria contra Piccolo.

A tarde, as pessoas começaram a chegar. Vários amigos que ela não via há muitos anos: Kuririn, Pual, Oolong, Lunch-san, Tenshihan, Chaos, Yaijirobi, Piccolo, Dende-kun, o Rei Ox, o gato Karin, aquele estranho Mister Popo e até o Mestre Kame foi.

— Bulma-chan, me deixa fazer pafu-pafu! – o velho abusado sempre atrás dela com a mesma história.

— Cale-se! – foi a resposta de Bulma seguido de um forte tapa nele, o velho cambaleou e caiu no chão enquanto todos ao redor gargalhavam.

Mesmo odiando a safadeza do velho, junto com os amigos, era como se tivesse voltado ao tempo de adolescência, com as mesmas velhas brincadeiras e disputas.

Bulma resolveu que não contaria nada do que havia acontecido entre ela e Vegeta para a Chi-chi. Ela agia normalmente, então imaginou que Chi-chi não notaria o seu desgosto.

— Você convidou o Yamcha? Ele virá? – Bulma perguntou para tentar disfarçar.

— Eu o convidei Bulma, como havíamos combinado – Chi-chi respondeu baixinho – falei sobre o Vegeta com o intuito de assustá-lo, mas ele não garantiu se viria ou não. Ontem tentei ligar para confirmar a presença dele, mas o telefone só chamava.

— Entendo – Bulma pensou que isso era bem a cara de Yamcha, ele provavelmente não viria, mas não admitiria estar com medo do Vegeta.

— Relaxa, Bulma, no final vai dar tudo certo! Logo o Vegeta estará aí e vocês poderão passar alguns momentos românticos juntos, se é que me entende... – Chi-chi batia os quadris nos dela enquanto ela falava isso, Bulma só queria chorar e sair correndo, mas sorriu sem muito entusiasmo.

A festa rolou tranquilamente, os adultos conversavam e as crianças brincavam. Depois de comerem, Goku anunciou o início oficial do torneio, todos ficaram excitadíssimos com a brincadeira.

Ele ditou as regras que consistia em não cair fora do tatame, não ficar inconsciente e principalmente, não matar o adversário, quem fizesse isso seria expulso e perderia a partida. Todos riram porque acharam que a última regra era desnecessária de ser dita.

A primeira luta foi entre Gohan e Kuririn. Kuririn estava irritado por ter que lutar contra uma criança, mesmo que fosse o Gohan.

— Porque sempre eu que tenho que lutar contra as crianças? Assim nunca serei levado a sério, nunca vou arrumar uma namorada! – Kuririn protestava.

— Vamos Kuririn, você sabe que o Gohan não pode lutar com as outras crianças, não seria justo para elas. Além do mais, você é o humano mais forte da Terra, lembra? Eu não conto porque sou um saiyajin! – Goku respondeu alto da arquibancada enquanto todos riam.

— Que seja! – Kuririn estava irritado, mas como gostava muito de Gohan resolveu entrar na brincadeira.

— Kuririn-san, prometo que vou dar o meu melhor, você não vai se arrepender – Gohan disse com respeito.

Eles começaram a lutar, uma troca de golpes incrivelmente velozes, Bulma não conseguia acompanhar nada. Ora eles estavam lutando no tatame, ora no céu, eles eram muito rápidos e fortes, mas no fim o Gohan acabou vencendo.

— Vou me esforçar mais nos treinos – Kuririn estava desconsolado.

Todos aplaudiram a primeira luta que tinha sido sensacional.

Depois disso, Tenshihan lutou contra o Mestre Kame, que perdeu feio. O velho estava mesmo fora de forma, o Tenshihan alegou que nem havia lutado sério.

As lutas foram acontecendo e depois de mais ou menos quarenta minutos de torneio, fizeram uma pausa. Bulma estava preocupada, pois nem sinal do Vegeta. Será que ele não viria mesmo? De repente, um carro entra no terreno em alta velocidade. Bulma conhecia bem aquele carro. Yamcha desceu acompanhado de uma garota linda, com os cabelos curtos e um vestido mais ainda.

*******

● Flash back após Yamcha apanhar de Vegeta ●

Yamcha saiu cambaleando e entrou no carro, dirigiu rapidamente, ele tremia de medo, pensando que Vegeta ainda poderia vir atrás dele. Dirigiu em direção à um campo aberto e lá ficou tratando dos ferimentos e tentando se acalmar.

Novamente aquele maldito saiyajin no seu caminho entre Bulma. Justo hoje que ela também queria, estava tudo certo para acontecer, aquele maldito aparece do nada e estraga tudo, além de dar uma surra nele. A dor no corpo era insuportável, ele não conseguiria se recuperar tão facilmente. Lembrou que havia ainda uma senzu no porta-luvas do carro, comeu-a e logo se recuperou.

— "Agora, só preciso arrumar um jeito de me vingar daqueles dois" — ele falava para si próprio.

Contra Vegeta não poderia fazer nada, então, pensou em atingir Bulma e dessa maneira ferir o saiyajin, pois estava claro que algo estava acontecendo entre os dois, afinal desde quando o Vegeta defendia alguém?

Antes disso, iria ao hostess club dar uma boa lição naquela vagabunda, por culpa dela a coisa toda tinha desandado. Ao chegar o local já estava fechando, viu alguns pessoas saindo e logo a vadia deixou o local. Diferente de antes, ela usava um longo casaco que cobria todo o seu corpo, nem parecia uma puta com aquele rosto de anjo e toda bem vestida.

Yamcha seguiu-a de longe e quando estava longe do bar, aproximou-se dela.

— Entre no carro – ele ordenou.

Ela tomou um susto e respondeu seca.

— Sinto muito senhor, mas meu expediente já terminou, somente amanhã.

Ele se irritou, parou o carro e saiu, pegou-a firme pelo braço e a jogou no banco do passageiro.

— Entre aí e fique quieta – sua voz era ríspida.

A moça quis protestar, mas achando que se tratava de um caso de paixão doentia que o rapaz nutria por ela, resolveu ceder. Afinal, sempre aparecia uns trouxas para se apaixonar por ela, era arriscado, mas muito mais lucrativo.

Yamcha dirigiu até um motel de beira de estrada. Escolheu o quarto mais barato e entraram. A moça entrou na frente, Yamcha fechou a porta atrás de si, quando a jovem se virou para ele, tomou uma forte bofetada no rosto que a fez cair no chão. Ele agora estava puxando os seus cabelos enquanto gritava.

— Sua vagabunda! Por sua culpa, por sua culpa! – ele batia mais no rosto dela, que começou a inchar e sangrar.

— Pare, pare! – ela chorava e tentava se livrar dele.

Ele a jogou no chão com força e se afastou, passando as mãos nos cabelos transtornado.

— Eu tenho que te matar, sabia? Tenho que te matar! – ele continuou gritando

Sayuri, esse era o nome dela, chorava sem entender nada. Ela estava com muito medo agora, talvez não houvesse lucro algum ali.

— O que te fiz, afinal? Você é louco? – ela se encolhia contra a parede.

— Por sua culpa, sua vadia, minha namorada terminou comigo! E ainda por cima apanhei de um brutamontes.

— Bem feito, ele deveria ter te matado! – Sayuri gritava.

Yamcha correu até ela e apertou muito forte o queixo da garota, ela gemia e chorava. Era incrível como isso deixava Yamcha excitado, quanto mais indefesa a mulher parecia, mais ele ficava louco de tesão. Mas agora estava com muita raiva, voltou a bater-lhe no rosto enquanto ameaçava.

— Você vai desfazer isso, senão te mato, entendeu?

— O que quer que eu faça afinal? O que quer? – ela dizia assustada.

— Eu não sei, vou ter que pensar ainda.

Dizendo isso, ele a jogou na cama e retirou seu casaco e vestido. Transou com ela violentamente enquanto apertava seu pescoço.

*

Ao terminar, Yamcha já havia decidido o que faria. Considerava o relacionamento com Bulma perdido, então, faria ela sofrer um pouco, mas faria tudo de maneira que o Vegeta não tivesse como fazer nada contra ele.

— Já resolvi o que vou fazer – ele disse deitado com as mãos atrás da cabeça.

Sayuri chorava baixinho, encolhida ao lado.

— Vou te usar para fazer ciúmes para a Bulma. Continue com os seus hábitos, vou procurá-la na primeira chance que eu tiver, então, se você sumir do hostess club, vou saber, então eu vou te achar e te matar, entendeu?

Ela concordou balançando a cabeça.

— Sua vadia miserável – Yamcha dizia com um tom de desprezo.

— Escute, Yamcha é o seu nome, certo? – ela se virou para ele.

— Sim, esse é o meu nome.

— É o seguinte, eu não tenho nada com isso, você que me procurou antes de se encontrar com ela, a culpa foi sua — ela tentou um argumento.

— O que disse, vadia? – Yamcha estava irado.

— Isso mesmo, foi culpa sua. Mas já que você me envolveu nessa história, vou te ajudar. Serão mil dólares pelo serviço.

— Acha que vou te pagar? — ele riu.

— Vai sim, não saio com clientes de graça.

— Você não entendeu nada mesmo, né? – Yamcha sentou-se na cama e puxando-a pelos cabelos, aproximou o rosto do dela — Sua estúpida, você vai ser a minha namorada agora.

Dizendo isso, deu-lhe um beijo possessivo. Sayuri nunca esteve tão assustada em toda a sua vida.

*

A chance da vingança veio rapidamente. Algumas semanas depois Chi-chi ligou para Yamcha e o convidou para o aniversário de Gohan, ele ficou mais entusiasmado quando ela disse que todos iriam, até o Vegeta.

Perfeito, ele pensou, o maldito estará lá, vai ver a Bulma chorar e não poderá fazer nada, afinal eu não vou tocar nela. Seu sorriso era mais do que maligno.

Notas finais
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