Notas iniciais
Oe Minaah!
Pessoal, sei que há alguns capítulos atrás eu disse que ainda teria muita água para rolar, mas resolvi para de enrolar (mesmo porque não tem muito mais o que inventar) e vou dar um final decente (e coerente) para essa FIC.
Esse capítulo de hoje será o penúltimo, esse foi o último capítulo verdadeiramente inspirado que eu consegui escrever então vou pegar esses acontecimentos como um gancho para fechar a história. Não sei se é o que vocês têm em mente, mas (modéstia à parte) eu acho que é um dos capítulos mais bonitos da FIC, nele eu tentei colocar toda a intensidade dos sentimentos desses dois apaixonados. Espero que apreciem lê-lo assim como eu apreciei escrevê-lo.

Vegeta voltou para sua nave voando numa velocidade absurda, ele estava tremendo de ódio por ter sido rejeitado e ridicularizado por Bulma, sua vontade era apertá-la firmemente entre os braços e obrigá-la a ficar com ele mas isso não adiantaria. Ele desconfiava que nem sob ameaça de morte ela abaixaria a cabeça, ela era tão ou mais arrogante do que ele e pelo visto não o perdoaria nunca.

Ele passou os dias seguintes somente treinando com todas as forças para tentar se esquecer dela, mas não adiantou muito, porque depois de ter transado daquela maneira tão selvagem e carnal ele havia se iludido achando que seria mais fácil pois estaria com os ânimos mais calmos, mas ao contrário disso, ter transado com ela tinha atiçado mais ainda o seu desejo, ele lembrava-se de quando a tinha todas as noites, as vezes a noite inteira e sentia-se mais miserável ainda, porque agora ela havia dito que ficaria com outros homens e ela falou de maneira tão segura e decidida que ele achava que era mesmo verdade. Sentiu-se um tolo por desejar tão ardentemente um ser baixo e vulgar como ela.

— Mas o que estou pensando? Bulma não é nada baixa ou vulgar, ela é minha esposa, mãe do meu filho, me ajudou com o meu treinamento, eu que sou um imbecil por não ter ficado ao lado dela quando ela precisou, eu que não entendi que ela como humana é mais frágil do que uma saiyajin e que precisava de mim quando ficou grávida. – ele disse a si mesmo.

Mas ter constatado tudo isso não era o suficiente para fazer ele continuar a correr atrás dela, porque seu coração estava ferido e ele estava decidido a não ceder, e se ela não cedesse também, ótimo, ficariam os dois como estavam.

— Mas que merda! Porque fui me apaixonar por essa humana?! – ele dizia transtornado atingindo uma montanha com um raio e transformando-a em migalhas.

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Após o último e lamentável encontro com o Vegeta, ele partiu e não apareceu mais por lá, mas Bulma não esperava mesmo por isso, ela ainda sofria, mas não mais como antes, com Trunks ela pôde superar esse momento, sua intenção era esquecer mesmo o Vegeta, então ele ter ido embora foi a melhor coisa que ele poderia fazer para ela.

Os Androides chegaram e após um período longo e escuro de intensas batalhas, eles finalmente foram derrotados. Dessa vez não houve mortes, somente uma na verdade, somente o Goku que havia dado a sua vida para ajudar a destruir o maligno androide Cell. Todos sofreram muito, mas estavam gratos por Goku ter ajudado a salvar a terra mais uma vez, mesmo que fosse pagando um preço tão alto.

Com a morte de Goku, Bulma se aproximou ainda mais de Chi-chi. A amiga estava grávida pela segunda vez e com o marido morto, Bulma foi um apoio essencial para ela, foi um verdadeiro braço forte. Gohan brincava bastante com Trunks e assim que ele estava um pouquinho maior, Gohan começou a ensinar artes marciais para ele. Logo o segundo filho de Chi-chi nasceu, ela deu-lhe o nome de Goten, ele era um mini Goku, de tão idêntico ao pai.

Vegeta passou os meses que sucederam a batalha contra os androides, nas montanhas, no final das contas todo o poder que ele havia conseguido não foi tão útil, pois todo o trabalho acabou sendo feito por Goku e Gohan. Goku, dando a própria vida para salvar a todos, emprestou o seu poder para Gohan, e esse sendo somente uma criança, conseguiu exterminar o oponente mais poderoso que jamais havia aparecido. Vegeta sentia-se um idiota inútil, sendo constantemente superado pelo Goku e agora até pelo filho dele, não importava o que fosse, tudo o que ele conseguia, o Goku já dominava há muito tempo.

Além disso, ainda havia a sua família, durante a batalha, ele descobriu que o jovem do futuro era na verdade o seu próprio filho Trunks, o garoto tinha um poder absurdo e era nobre e digno como ele nunca havia visto. Ele soube que aquele Trunks havia sido criado somente pela Bulma e sentiu orgulho e ciúme ao mesmo tempo, orgulho por ser o legado dele, e ciúme por não ter participado da vida do menino. Era como se a sua ausência tivesse feito o jovem tão nobre. “Será que se eu estiver por perto ele não se tornará assim?” Esses pensamentos atormentavam o Vegeta.

E sobretudo, havia a saudade de Bulma que destruía seu coração. Desde que fora rejeitado naquela madrugada quando a pediu em casamento após se amarem alucinadamente, ele não a viu mais. Tinha o orgulho ferido por ter sido rejeitado e o medo de que ela realmente tivesse levado a cabo a sua ideia insana de transar com outros homens. Vegeta sabia que se sentisse o cheiro diferente no corpo dela, a prova de que ela havia se deitado com outros homens, ele provavelmente perderia a cabeça e a mataria, mas a adorava tanto que preferia ficar eternamente na dúvida do que correr o risco de fazer mal para ela devido ao seu ciúmes louco. Depois de Bulma ele não teve nenhuma outra mulher e isso era realmente torturante para um saiyajin, pois a raça além de necessitar de lutas necessitava também de sexo, isso era como um combustível para eles. Mas mais do que o desejo por ela, ele queria deitar a cabeça naquele colo e sentir a suavidade das suas mãos nos cabelos dele. Ele se sentia tão fraco por desejar algo assim, mas não podia deixar de admitir que a única paz que conhecera na sua vida foi nos braços daquela mulher.

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Depois de muitos meses após o final da Saga dos Androides, Vegeta que já estava cansado da sua solidão, resolveu aproximar-se novamente, ele iria engolir o seu orgulho de saiyajin e mais uma vez buscar a atenção dela, nem que fosse para ficar só de longe olhando, mas ele decidiu que não ficaria mais assim, sofrendo em silêncio sem tomar nenhuma atitude. Se se rebaixar e correr atrás era algo indigno para um saiyajin, ficar suspirando e se lamentando como uma velha era muito pior.

Passou alguns dias somente observando a rotina da família Briefs. O velho continuava mexendo com suas máquinas, a velha com suas idiotices de sempre. Trunks estava um pouquinho maior, devia ter quase dois anos agora, e a Bulma... a Bulma estava mais bela do que nunca, o mesmo corpo, os mesmos cabelos, ele podia até garantir que era o mesmo cheiro. Ao vê-la cuidando de Trunks e tocando seus projetos, Vegeta viu que realmente não era necessário àquela família. Percebeu com amargura que ele é que era de fato o inútil, os humanos tinham aquela estranha característica de dar a volta por cima, enquanto ele passava anos e anos remoendo suas derrotas e fracassos. Vegeta decidiu que iria embora daquele planeta, aquele lugar não era para ele, não poderia viver ali sabendo que Bulma estava ali mas nunca mais seria dele. Lembrou do seu irmão mais novo Tarble que ainda estava vivo, vivendo tranquilamente em um planeta pacífico, resolveu que se juntaria à ele, porém antes ele decidiu que se despediria dela, no fundo não era o que ele queria, mas sabia que ela não o perdoaria mais, então só queria vê-la uma última vez e não deixar nenhum assunto inacabado para trás.

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Embora ela se esforçasse, Bulma não conseguia parar de pensar no Vegeta, seu pensamento era assim: “ Vou esquecer o Vegeta, vou tirá-lo da cabeça”, e com isso só pensava nele, nunca conseguindo qualquer progresso em esquecê-lo de verdade. Depois da batalha não soube mais dele, ele havia sumido, ela sabia que ele estava vivo, mas não sabia mais se ele ainda estava na Terra. Isso a consumia dia e noite, se ele estivesse em outro planeta a chance de vê-lo novamente era praticamente inexistente, com isso chorava só de pensar que amaria para sempre um homem que com certeza nunca mais veria.

Durante o dia, escondia tudo de todos, estava sempre sorrindo e mantendo-se envolvida em algum projeto, além dos cuidados com Trunks, com isso mantinha a mente longe dele, mas à noite sozinha no seu quarto tudo voltava, todas as lembranças dele a tocando e a amando tão apaixonadamente como antes. Ela sonhava todas as noites com ele, via-o voando ao longe, indo em direção à um lugar escuro, ela gritava mas ele estava tão longe que não poderia ouvir, de repente via ele desaparecendo naquela escuridão e não voltava mais, era esse sonho que tinha quase todos as noites.

— Vegeta... – ela dizia com lágrimas nos olhos no meio dos seus sonhos.

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Ele entrou no quarto dela pela janela, eram quase três horas da madrugada. Ele havia a observado durante todo o dia e decidiu que seria aquele o momento de despedir-se, escolheu a madrugada, pois com todos dormindo, poderia dizer a ela tudo o que sentia e depois partir sem grande alarde.

Ele ajoelhou-se ao lado da cama e ficou observando o seu rosto, aqueles traços delicados e suaves, a mesma beleza que o tinha enfeitiçado a tanto tempo atrás ainda tinha o poder de deixá-lo hipnotizado, fixou-se naquela boca tão carnuda e bem desenhada, como ele queria beijá-la, fundir-se a ela e ficar ali para sempre, mas ele não era mais digno daquela mulher, agora ele sabia disso, pois constatou que mesmo ela tendo falado, ela não o traiu com nenhum homem, o cheiro dele ainda estava intacto nela. Ele só estava ali para dizer adeus e depois partir, então lentamente passou os dedos pelo rosto dela, ela abriu os olhos sonolenta e ao focar a visão nele tomou um susto, sentou-se bruscamente na cama enquanto tentava recuperar o fôlego.

— Vegeta! O que faz aqui? Quase morri de susto... – ela dizia visivelmente embaraçada, com medo que de alguma maneira ele descobrisse que ela estava sonhando com ele.

—Não queria assustá-la. Eu vim somente para me despedir. – a voz dele era baixa e fria.

— Despedir? Como assim?

— Estou partindo Bulma, dessa vez é para sempre. Sei que você não está nem aí para isso, mas eu tinha que vê-la pela última vez.

— Para onde você vai?

— Não sei exatamente. – a voz de Vegeta era vazia – talvez vá para o planeta onde meu irmão mais novo vive, mas isso não é certo ainda. Não tenho mais qualquer motivo para ficar aqui. Com Kakarotto morto, não há quem superar e você e Trunks não precisam de mim, você tem feito um excelente trabalho cuidando dele sozinha, eu não sou mais necessário nesse planeta.

Bulma achou que estava tendo um pesadelo, na verdade a continuação do pesadelo de sempre. Nessa mesma noite ela havia sonhado que ele entrava na escuridão e ela o seguia, chegando lá ela o chamava e ele se virava para ela, ela viu seu rosto, era duro como uma máscara de ódio, de repente do peito dele começava a escorrer sangue, então ela via que ela própria havia feito aquele ferimento, suas mãos também estavam sujas de sangue.

— Eu só queria que você soubesse – ele continuou – que mesmo que não pareça aos seus olhos, eu te quis como nunca quis ninguém, ainda quero, mas não posso prender você nesse sentimento, você tem direito de seguir sua vida. E também – ele fez uma pausa antes de continuar – queria que você me perdoasse por tê-la magoado naquela noite em que te pedi em casamento, você não merecia nada do que ouviu, eu só falei aquilo porque estava louco de ciúmes e destruído por ter sido rejeitado.

Bulma somente olhava para ele em silêncio. Seu rosto ainda era o mesmo, os cabelos e a pele bronzeada que ela tanto amava. Aquele corpo dele, tão perfeitamente desenhado com os músculos todos em evidência, como ela o desejava... não sabia como podia negar isso pra si própria. De repente sua mente levou-a para aquela noite, há mais de três anos atrás, quando ele entrou no seu quarto e a amou pela primeira vez, eles se encaixavam tão perfeitamente um no outro, que era impossível dizer onde um começava e onde o outro terminava. Bulma olhava fixamente para o Vegeta, ouvia todas as suas palavras, mas não entendia nada. Somente via aquela boca movendo-se, parecia estar em câmera lenta. De repente ele tomou as mãos dela e trouxe próxima aos lábios, beijou-as daquele jeito que ela amava e disse.

— Adeus Bulma. – e levantou-se em direção à janela.

Bulma não sabia se estava dormindo ou acordada, mas o homem da sua vida estava dizendo adeus? Era ele mesmo que estava prestes a sair voando pela janela? Num impulso ela levantou-se, ele já estava fora do quarto, ela só teve tempo de tocá-lo na ponta do pé e segurou com toda a sua força que podia. Vegeta olhou para trás e a viu segurando o seu pé, quase que totalmente fora do quarto, somente os joelhos ainda estava no parapeito da janela, mais um movimento e ela cairia lá do alto. Ele virou-se e voltou para ela, ajudou-a a entrar no quarto novamente. Colocou-a na cama em segurança. Ambos estavam sentados na cama, com as pernas para fora, ela mantinha a cabeça baixa, e ele a olhava, ele estendeu a mão para tocar naquela pele tão macia. Envolveu-a pelo pescoço, ela aceitou o toque inclinando a cabeça para trás, enquanto ele passeava pela nuca dela, as mãos dele subiram para o rosto e ela inclinou-o para o lado pousando a própria mão sobre a dele. Logo ela trouxe a mão dele até os lábios e a beijou com suavidade mantendo os olhos fechados, ele somente observava, seu coração estava apertado por saber que a perderia para sempre.

Sem dizer uma palavra, ela se aproximou dele, seu rosto estava bem próximo ele podia sentir o calor da respiração dela. Aqueles lábios carnudos tão próximos, estavam entreabertos como que pedindo um beijo. Ele ignorou qualquer razão idiota que o mandava partir para um planeta solitário e tomando o rosto dela com ambas as mãos, a beijou com toda paixão e ternura.

Dando vazão ao desejo de tanto tempo, ele despiu-a e ela a ele, ficaram sentados de joelhos na cama de frente um para o outro e envolveram-se num abraço. Ela pousou a cabeça no ombro dele e ali ficou, enquanto algumas lágrimas desciam. Nesse momento Vegeta decidiu que ficaria com Bulma para sempre, mesmo com ela sendo teimosa e arrogante ela era a mulher ideal para ele, qualquer outra agiria pelas suas costas, mas ela, somente ela poderia amá-lo como ele era e ser fiel. Além disso seria um pai para o seu filho, treinaria ele para ser o guerreiro poderoso que ele estava destinado a ser, Vegeta compreendeu que ele poderia fazer isso, fosse qual fosse o destino, ele poderia ter uma família e viver com eles por todo o tempo que fosse possível. Sem perceber, o poder começou a fluir no corpo dele, muito calma e tranquilamente, a luz amarelada se formou, enquanto seu cabelo mudava de cor assim como seus olhos. Bulma olhava para ele espantada, era a cena mais linda que já havia visto. Quando o viu naquela noite no quarto de Trunks, pensou que a luz ao redor dele causaria algum dano, mas pelo contrário ela aquecia sua pele como uma carícia, passou a mão ao redor dele sem tocar na pele, aquela luz a envolveu e passou a fluir nas suas mãos, mas logo voltou para a origem, para o corpo dele. Ficou brincando com aquela energia durante alguns momentos. Ele a olhava penetrantemente, ela entendeu perfeitamente o que ele queria, era o mesmo que ela. Deitou-se na cama e sem deixar que a luz desvanecesse, ele deitou sobre ela. Começou a beijá-la, ela sentiu uma sensação nova, quando a pele dele iluminada por aquela luz tocava na dela. Lentamente ele afastou as pernas dela e depois posicionando-se começou a penetrá-la com aquela suavidade já conhecida.

A sensação dele dentro dela daquela maneira, era tão extraordinária que ela esqueceu tudo. Não havia mais nada naquele mundo que não fosse Vegeta e Bulma se amando. Seus corpos se fundiram naquela dança, entraram e saíram do mundo dos sonhos diversas vezes, gozando juntos, recuperando o fôlego e continuando. A energia do corpo dele parecia não acabar e alimentava o corpo dela, que pegava a do corpo dele, nutria-se e devolvia com novas qualidades. Ela achou que perto daquela energia poderosa fluindo do corpo dele, ela nada teria a oferecer, mas pelo contrário, a energia dela limpava a dele, apagava qualquer resquício de morte e ódio que a havia gerado, a energia dela era o que fazia a dele querer continuar a existir.

Nunca parando de se beijar e se tocar, eles entraram um no outro, tornaram-se um só e quando saíram sabiam que era eterno. Olhando-se nos olhos, aos poucos a luz ao redor dele foi se apagando, seu cabelo e olhos foram voltando a cor natural, mas nem por isso o quarto ficou escuro, ainda havia uma luz ali. Era uma luz que brilhava a cada momento, aquecendo o coração dele, fazendo-o querer viver e ser melhor. Ele não tinha dúvidas e sabia que sua luz precisava ouvir aquilo, para continuar a brilhar eternamente para ele, guiando-o nesse novo caminho que ele havia escolhido.

— Te amo, Bulma. – pela primeira vez Vegeta dizia essas palavras, ele nunca se sentiu tão poderoso em toda a sua vida.

— Te amo, Vegeta – a luz respondeu para ele.

Notas finais
Vou deixar vocês livres para comentarem o que quiserem... Kissu!