Notas iniciais
Vamos ver o que acontece de fato com a Bulma. Espero que gostem, kissu!

Ao ver a sombra sobre ele, Yamcha olho para cima e deu um pulo para trás com o susto que tomou. O terrível namekuseijin Piccolo, estava pairando acima do carro e olhava terrivelmente para ele.

— Eu não sei o que vocês estão fazendo aqui nesse lugar. Eu costumo treinar perto daqui, ao passar voando por sobre essas árvores, senti o que ki de vocês, totalmente alterados, e resolvi checar.

— Piccolo-san, me ajude por favor. – Bulma dizia implorando – estou em perigo.

Yamcha queria bater nela para fazê-la calar-se, mas sabia que isso traria problemas com Piccolo.

— Você é a humana Bulma que ajudou meu povo, os namekuseijins quando o nosso planeta foi destruído, não é? – ele olhava intrigado para a estranha posição em que ela estava, amarrada e seminua.

— Sim Piccolo-san, sou eu. Sou amiga do Son-kun, pai do Gohan, o seu discípulo. – Bulma trazia todas as referências que podia para que ele soubesse que ela era uma pessoa importante para o grupo de amigos dele.

— Sim, eu sei. Lembro claramente de você. – olhando para Yamcha, ele continuou – de você eu também lembro, é um dos inúteis que morreu na batalha contra Vegeta, Nappa e Raditz.

Yamcha estava em pânico. Aquele que antes tinha sido o demônio mais tenebroso que ameaçou destruir a Terra e só não o fez pois foi impedido por Goku, estava ali sobre eles, esse era outro oponente que verdadeiramente ele não tinha chance alguma.

—Solte a moça. – Piccolo ordenou.

Yamcha soltou-a, sabendo que aquilo já era uma admissão de culpa. Embora os namekuseijins fossem seres estranhos que se reproduziam botando um ovo pela boca, eles não eram burros. Por mais que Piccolo não entendesse exatamente o que era aquilo que ele tentava fazer com Bulma, ele sentia o ki de medo dela, o que era suficiente para saber que ela estava em perigo.

Ao ver-se livre, Bulma reuniu todas as forças e deu um violento chute no rosto de Yamcha, que cambaleou para fora do carro. Ela vestiu-se rapidamente e saiu do carro, foi até ele e deu-lhe um forte tapa no rosto.

— Seu miserável desgraçado! Nunca mais ouse tocar em mim, nunca mais! – Bulma sentia-se possuída por um ódio que a cegava. – Escute, uma palavra minha e Vegeta te mata, e dessa vez pode ter certeza que não haverá Dragon Balls para te ressuscitar. Você teve mais de 10 anos para mostrar que era um homem digno de mim, mas você não o fez, sabe porque? Porque você não é!

Yamcha sentia um misto de raiva, medo e vergonha, era lamentável a sua situação. Sua vontade era socar a Bulma igual tinha feito com todas aquelas prostitutas e depois transar com ela até virá-la do avesso, mas agora ele não teria mais chance de fazer nada disso.

— E tem mais. – Bulma continuou – desapareça de vez da minha vida, nunca mais sequer chegue perto de mim, se eu quiser posso até mesmo destruir sua carreirazinha de jogador, entendeu? Nunca precisei, mas se precisar, usarei a influência da minha família para destruir você, deixá-lo numa condição que você próprio buscaria sua morte.

Yamcha sabia que Bulma poderia fazer isso sem grandes dificuldades, a família dela era provavelmente a família mais rica do mundo, com enorme influência política, ela bem poderia fazer muito pior doque aquilo.

— Moça, acho que ele entendeu, seja lá qual for o motivo disso tudo. – era Piccolo que dizia, trazendo Bulma de volta à realidade.

— Piccolo-san, poderia fazer um imenso favor para mim? Me leve até a casa de Son-Goku? Estou sem condições de ir a pé e minha moto não está em condições de ser usada.

— É claro, estou indo para lá mesmo, vou treinar com Gohan e Goku.

Dizendo isso, Piccolo, pegou Bulma pela cintura e ergueu-se ao ar com ela. Já no alto, ele mirou com a mão livre para o carro de Yamcha e soltou um raio que fez o veículo explodir. Yamcha só teve tempo de cobrir a cabeça para tentar se proteger.

— Por que fez isso? – Bulma perguntou espantada.

— Eu nunca fui muito com a cara desse Yamcha. – foi a resposta seca e com um sorriso diabólico de Piccolo.

No chão, tentando se afastar do carro em chamas, Yamcha só pensava em quão azarado ele era. Tanto trabalho pra nada! E ainda por cima teve o adorado carro destruído.

— Não há mais jeito... é melhor esquecer essa mulher, antes que a coisa piore ainda mais para o meu lado.

**************

Chi-chi se espantou quando viu Bulma chegar junto com Piccolo, a amiga estava demorando para chegar, e para ter vindo com ele, algo terrível deveria ter acontecido, ela sabia do medo que Bulma tinha do namekuseijin.

Piccolo pousou Bulma no chão e perguntou por Gohan e Goku, ao receber a resposta de uma boquiaberta Chi-chi, voou em direção às montanhas.

Bulma correu para dentro da casa e se jogou no sofá.

—Me dê um copo de água, por favor. – seu peito arfava.

Imediatamente Chi-chi trouxe o copo e a garrafa, encheu na frente da amiga e entregou para ela. Bulma estava pálida.

— O que aconteceu, Bulma? Porque chegou aqui com o Piccolo?

Bulma não conseguia responder, sua respiração estava falha, logo ela começou a chorar.

Chi-chi a abraçou e ficaram ali por alguns momentos.

— Ai Chi-chi, que ódio que eu sinto! – Bulma interrompeu o silêncio aos prantos.

— Bulma, me conte por favor, você está ferida? O que fazia com Piccolo? Foi ele que te machucou?

—Não, eu devo minha vida à ele, ele me salvou daquele monstro!

— Que monstro? Me conte que também estou aflita!

— O Yamcha! O maldito Yamcha, novamente! – Bulma respondeu aos gritos.

— Calma, Bulma, calma, me conte tudo, se acalme.

Bulma contou todo o ocorrido, desde os veículos quebrados até o abuso no meio da floresta, e como Piccolo apareceu e a salvou. Chi-chi ficou horrorizada com a narrativa, nunca havia imaginado a que ponto o infeliz do Yamcha chegaria.

— Foi isso Chi-chi, eu estava prestes a ser estuprada por aquele animal nojento. Se não fosse por Piccolo eu estaria à mercê das vontades daquele monstro.

Chi-chi estava mais doque chocada, ela queria uma retaliação imediata. Pensou em chamar Goku para ele dar uma lição no Yamcha.

— Não Chi-chi, agora ele não vai mais fazer nada. Se ele pensar em chegar perto de mim, Vegeta vai matá-lo e dessa vez não vou impedi-lo. Além disso, Piccolo deu um bom susto nele, até explodiu o carro dele, ele vai ter problemas para voltar para casa.

— Sim, mas isso não é suficiente, ele deve apanhar, e bastante!

— Chi-chi, se Vegeta pegar ele, ele não vai somente apanhar, ele vai morrer, além do mais, para ele fazer isso, eu teria que contar o que o Yamcha fez, que ele me tocou... Vegeta o mataria sem pensar.

—Bulma, o que está falando? Vegeta chegaria nesse ponto para defendê-la?

— Sim, é o mínimo que ele faria para preservar a honra da sua esposa.

*************

Chi-chi ficou em choque, de todas as loucuras que havia visto naquele dia, aquela era sem dúvida a mais louca de todas.

— Bulma, não me diga que diga que você o Vegeta...

—Sim, Chi-chi, sim! – o tom de voz de Bulma agora era outro – estamos juntos como um casal! Era isso o que eu queria vir te contar, não aguentava mais esconder, tinha que falar com alguém.

Chi-chi não sabia se ria pela felicidade da amiga, ou se chorava pela dor do abuso recente. Aquilo era demais!

— Me conte todos os detalhes, quero saber tudo! – Chi-chi já estava empolgada.

Bulma narrou toda a história dos últimos meses, desde a primeira vez que ficaram juntos, as semanas que ele a evitou, a reaproximação depois da festa do Gohan, os meses de amor e paixão que vivia com ele e agora a novidade mais recente, o “casamento” escondido de todos. Chi-chi não entendeu muito bem a história de serem unidos, afinal ela era casada com um saiyajin e não sabia de nada daquilo, mas o Goku também não conhecia os costumes dos saiyajins, então deveria ser daquele jeito mesmo.

—Bulma, isso é extraordinário! Então era isso, todo esse tempo sem me ligar era porque você estava bem ocupada na cama de um saiyajin! – Chi-chi já começava com as brincadeiras dela.

— Ai Chi-chi, eu estou tão apaixonada! Amo aquele homem, mais doque tudo na minha vida... por isso não quero nem que ele saiba o que o Yamcha fez, senão do jeito que ele é ciumento, pode ser que não me entenda, é perigoso ele achar que eu facilitei.

— Mas amiga, você facilitou mesmo! Como pôde entrar no carro dele depois de tudo o que aconteceu? – Chi-chi a repreendia.

— Ai Chi-chi eu sou tão burra! Eu sou uma verdadeira idiota! É que durante os mais de dez anos com Yamcha, ele nunca, nunca mesmo deu qualquer sinal de ser violento, nunca imaginei que ele pudesse tentar algo assim.

— Mas Bulma, lembra daquela noite na piscina? Só com aquilo você poderia ter imaginado o caráter dele, ele tentou te estuprar naquela noite, você estava bêbada e ele usou força física para te forçar, se não fosse o Vegeta aparecer...

— Eu sei Chi-chi, eu sou muito idiota mesmo.

— Não Bulma, na verdade você é ingênua, você acredita nas pessoas, e por ser bondosa, você não acredita que as pessoas possam ser más.

— Chi-chi, mas no final deu tudo certo, eu estou bem, vou tentar esquecer isso e principalmente esconder do Vegeta, eu não poderia viver com uma morte na minha consciência, e mais, o Yamcha vai ter um dele, um dia ele vai encontrar alguém tão podre como ele e vai ter o troco.

—Sim, nesse caso, o melhor a fazer é ocultar o ocorrido. Piccolo nunca falará nada para ninguém, ele está pouco se lixando para o que nós humanos fazemos. – Chi-chi dizia isso, mas estava admirada em como a amiga ainda podia querer salvar a pele do Yamcha.

—Sim, eu pensei nisso. Por isso, queria te pedir que não fale nada, nem para o Goku, por favor. Do jeito que ele é poderá por tudo a perder.

Chi-chi sabia como o marido era inocente e falava sem pensar, além disso ele não entenderia os motivos do silêncio de Bulma, sem falar que por ser amigo do Yamcha a tantos anos era perigoso ele não fazer nada também.

— Bulma, não se preocupe comigo, não falarei nada a ninguém, nunca sob nenhuma circunstância. Só queria que você desse uma lição nesse Yamcha, não acho que ele vai deixar isso passar batido.

— Ah, ele vai. – Bulma estava convicta. – ele treme de medo do Vegeta. Na verdade, acho que se ele tivesse conseguido o que queria, ele próprio se mataria depois, pois saberia que não teria como escapar, o Yamcha é um covarde, isso é algo que nunca vai mudar. Todos nós sabemos disso.

— Sim, ele realmente é um covarde, por fazer isso com você. Mas o que você vai fazer agora?

— Vou ficar aqui conversando com você, me acalmar e depois voltar para casa tranquilamente, como se nada tivesse acontecido. Se o Vegeta sentir qualquer alteração no meu ki, ele vai saber que aconteceu algo, e vai querer saber o que foi, e eu não posso mentir para o meu príncipe.

— Sim, faça isso, fique bem tranquila. Esse negócio de ler o ki é algo muito útil, se quiser te ensino um dia, o Goku me ensinou e eu uso bastante. O Gohan por exemplo não consegue me enganar, eu sempre sei se ele estudou ou não. As últimas ações de uma pessoa ficam registradas no ki dela, dá para saber se ela está mentindo. Aliás, mentir é um péssimo negócio, pois há uma pequena alteração no ki. Sendo o Vegeta o guerreiro no nível que é, ele descobriria facilmente.

— Sim. – Bulma concordou. – por isso, eu quero mudar de assunto, quero que você me dê algumas dicas de mulher casada.

— Ah, eu sabia! Sabia que finalmente você iria querer saber como é segurar a bronca de um saiyajin! – Chi-chi ria provocando a amiga.

— Nada disso, minha cara! Eu já sou uma expert em saiyajin, não preciso desse tipo de conselho! – Bulma falava maliciosamente – só quero dicas de dona de casa mesmo, culinária essas coisas...

Chi-chi ria com a nova condição de expert em saiyajin de Bulma, não pôde evitar de ficar muito feliz pela felicidade da sua melhor amiga.

Notas finais
Pessoal, a Bulma não foi estuprada pelo Yamcha, ele só tirou uma casquinha, eu nunca faria isso com a minha personagem principal.Reviews são aguardados, kissu!