O romance que eu posso te dar
6 Ciúmes
Notas iniciais
A tarde, Bulma foi ao salão de beleza e Vegeta passou o tempo todo treinando na sala de gravidade. Ele havia perdido alguns dias de treino com a viagem de retorno e depois descansando, não queria perder mais tempo.
Bulma aproveitou para retocar a tintura dos cabelos, aquele tom azul turquesa que usava, além de fazer hidratações no cabelo e massagem na pele, fez as unhas das mãos e dos pés. Ao voltar para casa resolveu ligar para o Yamcha, se tudo corresse bem, aquela noite elés ficariam juntos, pensar nisso a deixou empolgada.
— Yamcha? É a Bulma, tudo bem?
— Estou sim e você? – a voz dele estava apática.
— O que houve? Está chateado?
— Estou, claro.
— Pois não devia, afinal quem agiu como idiota foi você e não eu.
— Olha Bulma, eu estou cansado disso, você brinca comigo, me leva ao limite e depois não posso nem ficar chateado?
— Ai, Yamcha! Precisamos conversar, tem algo que quero falar com você. Você pode vir aqui em casa hoje à noite?
— Eu vou Bulma, mas vou te avisando que não estou com muito saco pra enrolação. Você sabe do que eu estou falando.
— Yamcha, é sobre isso mesmo que quero conversar com você. Mas tem que ser pessoalmente.
— Tudo bem, só vou tomar um banho e logo estarei aí.
Bulma desligou o telefone, radiante. Separou a roupa que usaria, um vestido preto, as lingeries pretas também. Tomou um bom banho, perfumou-se com seus óleos aromáticos que deixavam a pele cheirosa e macia, se trocou e foi até a piscina levando um lençol. Lá tinha uma área reservada, onde ninguém na casa conseguiria ver ou ouvir o que eles estariam fazendo. Levou um balde de gelo com uma champagne e duas taças. Estendeu o lençol na espreguiçadeira e ficou aguardando, já eram quase nove da noite, logo o Yamcha chegaria.
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Após o treino da tarde, Vegeta tomou um banho e foi comer. Nem se incomodou em chamar Bulma para colocar sua comida, pois sabia que ela faria o conhecido teatro. Ele comeu sozinho e tranquilamente. Resolveu ir para o quarto tirar um cochilo. Acordou algumas horas depois, estava já bem descansado e resolveu sair para tomar um ar. Foi então que sentiu um ki excitado e logo percebeu que era a Bulma. Subiu até o quarto dela e ficou observando atrás da porta, ela cantarolava enquanto separava algumas roupas na cama, um vestido preto muito curto e uma lingeries minúsculas.
— "Que roupas vulgares" — ele pensou.
Então ela começou a se despir ali mesmo, ele pensou em sair mas quis olhar para aquele corpo. Primeiro ela tirou a camiseta, revelando seios verdadeiramente suculentos, eram grande e redondos. Vegeta se sentiu mal por estar fazendo algo tão vulgar, mas não podia deixar de olhar. Depois ela tirou a saia e em seguida a calcinha, Vegeta estava alucinado, seu corpo era demais. O bumbum era redondo e parecia ser bem durinho, a cintura fina e a barriga lisa, no meio das pernas pêlos bem claros e ralos desenhavam seu sexo. Ele suava frio, aquela mulher vulgar era muito deliciosa.
Bulma entrou no chuveiro e ele não pode se conter, entrou no quarto e foi até a cama, tocou nas peças de roupa e ficou imaginando o corpo dela vestindo aquilo.
— "Que idiota, o que estou fazendo? Essa mulher vulgar..."
Mas a imagem dela não saía da sua cabeça, ainda mais depois de hoje cedo, quando ela tocou no seu abdômen daquela maneira tão suave. Ouviu ela cantarolar no chuveiro, seu ki estava alegre e excitado, ele queria saber o porquê. Pegou o celular e olhou a última ligação, lá estava o motivo: Yamcha. Aquele verme maldito, que ele havia matado alguns anos antes e que só reviveu graças às Dragon Balls. Ele nunca se importou muito com o rapaz, porque ele nem era um oponente à altura, mas dessa vez estava com muita raiva dele, só de pensar que a Bulma dava toda essa atenção especial à ele.
O chuveiro foi desligado e ele rapidamente saiu de lá. Voou até a janela e ficou novamente olhando para ela do lado de fora do quarto, pairando no ar. Bulma se enxugou e se vestiu. Ela ficava demais com as lingeries, seu corpo era esguio, mas tinha muitas curvas, vestiu o vestido preto e calçou umas sandálias. Escovou os longos cabelos, deu uma última checada no visual pelo espelho e saiu tranquilamente com um lençol na mão. Pegou um balde com gelo e uma garrafa de champagne na cozinha e foi até a área mais reservada do deck da piscina. Vegeta não era desse planeta, mas não era burro, sabia perfeitamente o que ela planejava fazer e pela primeira vez na sua vida, sem saber porquê sentiu um ciúme louco.
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Assim que Bulma desligou o telefone, Yamcha levantou-se para tomar um banho. Se vestiu e se perfumou como sempre, olhou no espelho e estava um gato.
— "Como a Bulma pôde resistir tanto tempo? Essa noite ela será minha!" — Yamcha pensava vitorioso.
Pegou o carro e saiu. Eram só dez minutos até a casa dela, então para não demonstrar que estava tão ansioso, resolveu passar no hostess club de sempre, a garota da noite anterior estava lá. Seu rosto estava marcado, mas ela cobriu com várias camadas de maquiagem. Ao ver Yamcha pedir sua bebida, ela foi até lá para servir.
— Ora, ora, olha quem está aqui – ele dizia olhando maliciosamente para ela.
— Tomou um fora da namoradinha denovo? Por isso veio se consolar comigo? – ela provocou, enquanto servia a bebida e sentava-se ao seu lado.
— Você é muito vadia, sabia? Eu fodi você toda e você está aí se rastejando pra mim?
— É que conheço seu tipo. Playboy com dinheiro, deve namorar uma garota virgem, então precisa de serviços profissionais frequentemente. Senão o que traria você aqui denovo?
Yamcha somente sorriu, antes de puxá-la pelo braço e levá-la ao carro.
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— Mas que diabos! Já são dez horas da noite e nada do Yamcha? Onde está aquele infeliz? – Bulma falava bem alterada. A garrafa de champagne estava pela metade.
De longe Vegeta observava a cena. Bulma deitada sob o lençol na espreguiçadeira, a garrafa de champagne pela metade, o ki dela totalmente alterado, nervoso e irritadiço.
De repente um carro chega cantando os pneus.
— "É o inúltil do Yamcha" — pensou Vegeta.
Ao ouvir o carro, Bulma se levantou já tonta devido à bebida e andou em direção à ele. Ele foi direto até ela e a pegou no colo, beijou e abraçou.
— Você bebeu, Bulma? – ele perguntou fingindo estar contrariado.
— Bebi, bebi sssim, pra te esquecer! Porque você é um cachorro que só me faz te esperar! – sua voz estava mole e ela batia no peito dele, mas não doía nada, porque ela estava sem forças e descoordenada.
— Não Bulma-chan, eu tive um problema no caminho, furou o pneu do meu carro e eu tive que trocar.
— É mentira, é mentira! Não queira me enganar Yamcha, não sou burra como pensa!
— Não meu amor, é verdade, porque eu mentiria? Estou louco de saudade de você.
— É verdade? – ela perguntou inocentemente.
— Sim, meu amor, é sim – Yamcha a puxou num beijo profundo, depois olhou no deck e na parte mais escura e escondida ele viu o lençol e o balde com a garrafa, então entendeu tudo. Ela queria transar com ele e preparou tudo, por sorte ela tinha bebido enquanto o esperava, então a coisa toda seria mais fácil, ele pensou.
Pegou ela no colo e levou até lá. Bulma ria enquanto Vegeta assistia tudo de longe bem escondido, ele estava com raiva, principalmente, porque o ki de Yamcha estava malicioso, ele estava excitado, enquanto que a Bulma estava bêbada e alterada, provavelmente não conseguiria se defender caso ele tentasse algo.
— "Ah, mas o que estou pensando? Esses terráqueos inúteis que se fodam, essa mulher inútil que se foda também, quem mandou ela ser vulgar assim? Se não fosse, não armaria uma situação que ela própria não conseguiria sair" — ele pensou, mas não conseguiu se afastar, resolveu esperar para ver o que aconteceria.
Yamcha deitou Bulma na espreguiçadeira e logo foi tirando a camisa, a Bulma ria, mas protestou:
— Não, Yamcha, vamos conversar primeiro, temos que conversar, depois, talvez depois nós ficaremos juntos!
— Não, Bulma, eu te quero agora, não posso esperar mais – disse Yamcha enquanto levantava o seu vestido.
— "A Bulma está bêbada, mas dane-se, eu já esperei muito, não posso mais aguentar" — Yamcha pensava enquanto mordiscava sua orelha e retirava sua calcinha.
— Não Yamcha, assim não! – Bulma somente ria, ela queria falar seriamente mas não conseguia.
— Vamos sim meu amor, vai ser maravilhoso, você vai ver – Yamcha agora estava sobre ela, estava nu e seu membro estava rijo – fica bem quietinha que não vai doer nada, eu te juro.
— Não Yamcha! – Bulma gritou – eu quero conversar primeiro! – agora sua voz saía séria como ela queria.
Yamcha desistiu, deitou do seu lado e falou.
— Então fala ,Bulma! Fala logo que eu não aguento mais esse seu showzinho!
— Showzinho? Olha o que você está falando, seu idiota! Você me fez tudo o que fez ontem, me deixa te esperando por mais de uma hora, age igual um maníaco em cima de mim e eu que estou dando showzinho?
— Bulma, Bulma, quando você vai entender que eu quero comer você? – ele se arrependeu imediatamente.
— O quê? Olha o que diz de mim? É isso o que você quer? Me comer? Seu animal, seu grosso! – ela batia no peito e no rosto dele.
Tentando se defender, Yamcha subiu em cima dela, jogando seu peso todo nela, ele era bem forte, logo ela iria parar de se debater. Enquanto isso ele pedia desculpas.
Bulma chorava e com a agitação, ela já não se sentia mais tão bêbada quanto antes. Foi então que ela viu, perto da orelha dele, uma mancha de batom vermelho, e se lembrou que havia somente passado um brilho incolor, aquele batom definitivamente não era dela.
— Yamcha, o que é isso? – sua voz era nervosa, porém fria.
— O quê?
— Essa mancha de batom em você.
— Mas que diabos! Não acredito, aquela vagabunda... – ele tinha perdido a cabeça.
— Então é isso? Foi por isso que demorou? Você estava com outra, mesmo depois de eu te chamar aqui e te falar que queria conversar algo importante?
— Bulma, você precisa entender. Eu sou homem e tenho as minhas necessidades, e você sempre se negando, me deixando louco de tesão e depois tirando o corpo fora.
— Saia de cima de mim, Yamcha, fique longe de mim. Acabou, entendeu? Acabou! – Bulma gritava enfurecida.
Mas ele não saiu. Yamcha estava com raiva, da besteira que tinha feito momentos antes de vir para a casa de Bulma, estava com raiva da Bulma também, por iludi-lo e brincar tanto com ele, por ser tão deliciosa e não deixá-lo provar nenhum pouquinho.
Ele estava em cima dela, ele era mais forte que ela e ela estava meio bêbada. Seus olhos estavam azuis escuros, ela estava com a expressão de raiva, seu lábio inferior tremia, ela parecia tão indefesa daquele jeito. O desejo voltou a dominar Yamcha, ele decidiu que seria naquela noite, com ou sem o consentimento dela. Rapidamente tomou a boca de Bulma em um beijo feroz, ela se debatia e tentava gritar. Ele terminou de tirar a calcinha dela e agora tampava a boca dela com a mão, ela chorava e gritava, mas o som saía abafado, ele pressionava muito forte. Ele estava quase a penetrando à força, quando algo extremamente forte o atirou para longe de Bulma, ele voou vários metros até cair no gramado à frente.
— Recomponha-se – foi somente isso que Vegeta disse à Bulma.
Ela se enrolou no lençol, sentou na cadeira e ficou observando com os olhos cheios de lágrimas.
Em menos de um segundo, Vegeta atravessou o campo até onde Yamcha estava caído, este quando o viu se aproximar levantou-se e ficou em posição de luta, mas foi inúltil, pois Vegeta derrubou somente com um golpe e o pegou pelo pescoço e levantou no alto com uma mão, enquanto com a outra, formava uma bola de energia, com ela explodiria todo o corpo de Yamcha, se não fosse a Bulma chegar gritando.
— Por favor, não o mate, não o mate!
— Ainda quer defender esse verme? – Vegeta estava irado.
— Não, não vou defendê-lo mas ele não merece morrer por suas mãos, ele é menos que um verme, é um lixo, um esgoto – Bulma feria com as palavras, embora sua intenção fosse protegê-lo.
Yamcha foi jogado no chão e depois sentiu um chute forte no estômago.
— Apareça aqui denovo e eu te mato – Vegeta ameaçou.
Yamcha, saiu cambaleando para o seu carro, o ligou e saiu apressadamente.
— Sua mulher vulgar, cria as suas confusões e eu tenho que salvá-la?
— Não te pedi nada, Vegeta. Me deixe em paz – sua voz era pesada.
— Vocês terráqueos são uns vermes malditos, todos vocês.
Bulma chorava silenciosamente, estava destruída por dentro, com medo, com frio e com vergonha.
Então, sem saber co motivo, nem porquê, Bulma sentiu Vegeta pegando-a no colo e levou-a voando até seu quarto. Foi rápido, mas ela teve tempo de pousar a cabeça no peito forte dele e pôde sentir uma segurança que nunca havia sentido. Ele a deitou na sua cama e ela olhou nos seus olhos, eram frios e penetrantes. Ele havia pousado ela gentilmente na cama, mas agora não sabia o que fazer, ela tinha aquele corpo tão voluptuoso e ele estava sozinho há tanto tempo, que ele não sabia mais se algum dia teve a companhia real de alguém.
— Vegeta, eu... – antes de concluir, Bulma viu somente a silhueta dele desaparecer pela janela.
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