☽♛O rito das Luas - Os quatro reinos♕☾

18 ♕ 17. — Força, a primeira prova.


Notas iniciais
Bom dia amores, Boa leitura.

Alguns dias se passaram desde o jantar com as caças dos príncipes, e desde então a fada designada ao reino dos homens segue junto a princesa Kim Soo-min em banhos que ela diz ser para a acalentar e clarear suas ideias, assim como em e preces as luas, onde juntos os dois pedem por iluminação e principalmente por um trato mútuo onde as luas possam seguir a vontade dos corações envolvidos nessa história.

E assim eles seguiram fazendo toda noite sem falhar, porém, nem tudo parecia ser fácil para a princesa.

[...]

— O que mais me atormenta Lixie, é que parece que meu coração não sabe bem o que quer.

A princesa falou se mostrando completamente aflita.

— Tem certeza que não, minha querida? — A fada questionou enquanto a banhava. — Porque tenho quase certeza que você já se decidiu.

A princesa suspirou, ela também sabia para onde seu coração apontava, mas o que doía nela era o medo de magoar os demais.

Ela sofria muito só de pensar nisso.

— Fada, eu só queria ter certeza que a minha entrega a um deles não vá magoar os demais, eu não suportaria os ver entristecidos por conta disso.

— Mas pode ser que eles não fiquem, minha querida, vem, saia da banheira, vou te enrolar e secar seus cabelos, depois faremos uma linda trança.

— Está bem.

Ela saiu como pedido pela fada e agora estava aos cuidados dele.

— O que você precisa entender minha princesa é que por mais que doa neles, será algo do qual eles não poderão fugir, eles precisarão passar por isso para poder seguir em frente.

— Sim Lixie, concordo com você, mas e eu? E se eu me decidir e as luas fizerem tudo diferente do que meu coração deseja?

A fada começou a secar os cabelos longos da princesa e se pôs a pensar.

— Se isso acontecer, então é porque você também precisará aprender algo com tudo isso, mas veja bem querida, se você, no fundo, ama a todos os três, qualquer escolha lhe será boa e o fato de você decidir por alguém aí dentro é para que as luas saibam o que fazer para que isso seja de fato melhor para todos.

— Detesto como você sempre tem razão fada.

— Não detesta não, você até me agradece quando tenho razão.

Os dois sorriram e a princesa olhou para sua cama onde o Jisung dormia junto ao Yang.

— Me diga Lixie...

— O que amorzinho?

— Como você soube que o Yang era seu amor também?

— Na verdade, eu achava que ele seria apenas o amor do meu doce Jijico, eu estava até pronto para sair de cena e deixar os dois viverem o amor deles.

A fada falava com um brilho no olhar, mas a princesa não pôde ver por estar de costas para ele.

— E você deixaria mesmo o Jisung?

— Mas é claro.

— Mas você o ama tanto.

— Sim, é verdade, e por isso mesmo eu ia desejar que ele vivesse seu amor com o Yang, e eu torceria por eles sempre e acho que você me entende bem quanto a isso...

As palavras da fada fizeram a princesa se lembrar.

— Deixar o príncipe Bang para o meu Minnie. — Ela falou como se seu pensamento lhe escapasse aos lábios.

— Exatamente, você também não deixaria que o Bang fosse viver um amor com seu amado irmão?

— Acho até que já o deixei ir Lixie.

— Tem certeza?

— Sim, eu amo o Channie, amo muito até, e eu tenho quase certeza que ele corresponde ao Minnie, — a princesa sorriu de alegria ao imaginar os dois príncipes juntos — Não seria lindo vê-los juntos e felizes?

— Você como a futura rainha dos quatro reinos apoiaria esse amor?

— Mas é claro, eu lutarei por eles se preciso for!

— E o seu futuro rei com certeza lutará ao seu lado, minha querida, não tenha dúvidas.

— O Jinnie ou o Lino... — a princesa suspirou e a fada sorriu. — Sim Lixie acredito que qualquer um dos dois lutará ao meu lado por eles se preciso for.

— Então um dos príncipes já foi descartado pelo seu coração?

— Céus, você falando assim soa tão mal, Lixie.

A fada gargalhou e o menino esquilo se abraçou ainda mais ao Yang que o aninhou nos seus braços sem esforço algum e os dois seguiram dormindo.

— Me desculpe querida, eu só estou tentando fazê-la enxergar melhor.

— Eu entendo, mas é dolorido mesmo assim.

A fada pegou a escova de cabelos da princesa e começou a penteá-la.

— Lixie?

— Hum...

— E como você notou que o Yang amava vocês?

— É aí que está, ninguém notou, nem o Jijico, nem eu.

— Sério?

— Uhum... ele só foi se chegando a nós, sempre com seus olhinhos brilhando, admirado, tecendo elogios, porém tanto para mim que sou uma fada quanto para o Jisung essa é uma atitude vista como comum, todos os humanos ficam encantados conosco.

— E então?

— Então que um belo dia o Yang sorriu de uma forma diferente para nós a aí nós entendemos.

A princesa se pôs a pensar, a mente dela voltou no jantar do dia da caçada e depois de um tempo pensando e algumas entortadas de lábios ela finalmente falou.

— Lixie, você também notou o cuidado do Binnie com o Jinnie?

A fada sorriu, enfim chegou onde queria.

— Um pouco...

— Certo, mas notou o jeitinho que o Jinnie o encarava enquanto o Binnie o servia?

— O lindo sorriso do elfo para o chefe da guarda? Sim, eu notei.

— Fiquei pensando um pouco nisso, Lixie...

— E...?

— Será que eles se gostam?

— Não é impossível, e não seria a primeira vez que um elfo amaria um não elfo...

— Como assim Lixie? — A princesa se virou rapidamente para encarar sua fada que sorriu e lhe virou novamente por ainda cuidar de seus cabelos.

— O rei élfico foi apaixonado pela chefe da guarda dos sombrios, eles nunca assumiram nada, talvez nunca tenham ficado juntos, mas se amaram e todos sabiam.

— Sério? Eu nunca ouvi falar nisso.

— Mas é verdade, foi depois que a mãe do Hyunjin morreu, bem depois na verdade, acontece que elfos se apaixonam por corações, e se você for ver o coração do Binnie é um dos mais puros, fortes e bonitos que conhecemos.

— Verdade, eu amo o coração dele, e o jeito como ele cuida do nosso reino.

— Então, sim, pode ser que eles se gostem, mas até aí, assumir... seria um risco e certamente causaria um reboliço não?

— Não se for depois do rito das luas, caso elas não escolham o Jinnie para mim, ele também poderá lutar pelo Binnie se assim desejar.

— E decerto que você os apoiaria.

— Não só eu, mas o Minnie também.

— E o fato do Bang e do Hwang supostamente gostarem de outras pessoas não te magoa?

— No começo me doeu um pouco, não vou mentir Lixie.

— Mas agora?

A princesa encarou timidamente a pulseira feita pelo Minho e sorriu.

— Agora eu apenas desejo que se for para ser assim, que eu tenha forças para os auxiliar no que for preciso.

— Ótimo, e conte com o Minho, eu tenho certeza que ele estará com você nessa.

— Mas Lixie...

— Diga princesa.

— Eu ainda tenho medo.

— Das escolhas?

— Sim... e dos jogos, do baile, os reis chegarão amanhã e eles estão focados no resultado do rito, e não no que seus filhos realmente sentem.

— Não pense neles, pense em vocês, — a fada foi a frente da princesa e a encarou. — Princesa, dessa vez sinto que tudo será diferente, eu sei que vai, e nem os reis poderão fazer nada quando tudo for decidido, você só precisará confiar em sua fada.

— Mas eu confio...

— Ótimo então... terminei, e você está linda. — A fada falou colocando a trança da princesa de lado. — Você é um amor Soo-min, e eu farei de tudo para que você seja feliz e acredite, o Minnie também.

— Obrigada Lixie.

— Não me agradeça ainda, agora venha, vamos fazer sua prece.

Os dois foram para a sacada e olhando para os céus a princesa começou.

— Que as luas enxerguem o mais profundo no meu coração e que façam valer o meu desejo...

A fada ia cantarolando algo e sorrindo, ele sabia que dessa vez as luas não falhariam em sua escolha.

[...]

Na manhã seguinte os príncipes convidados tomavam café junto ao rei Kim e sua esposa, a rainha, assim como com seus filhos, e conversavam animados sobre os jogos que o rei afirmou já estarem prontos, e então um lacaio adentrou o salão ao som de cornetas para fazer um anúncio.

— Anuncio a chegada dos reis Bang e Hwang, os reis dos bárbaros e dos elfos.

E assim que anunciados eles entraram todo imponentes em suas roupas de realeza.

Na entrada do salão ambos se encararam tortamente, mas em demonstração de respeito mútuo reverenciaram um ao outro e em seguida entraram.

— Meus reis, vocês chegaram! — O rei Kim se pôs de pé e eles o reverenciaram. — Quanta honra, se juntarão a nossa refeição matinal.

— Pelo que vejo o pai do Minho ainda não chegou.

O rei élfico falou desdenhoso e o príncipe Hwang detestou a postura de se pai.

— Ele não virá, aquele perdedor não tem culhões para nos encarar, deve ter abandonado o filho a própria sorte.

A fala do rei bárbaro irritou demais o príncipe Bang que pensava: “foi para isso que me mandou aqui pai? Para me fazer passar essa vergonha? Pelos deuses tenha postura rei.”

Ambos os príncipes encararam o amigo que não olhava para nada, nem ninguém e eles se sentiram tristes.

— O mais engraçado é vocês acharem que podem insultar meu filho só porque não viram que já estou à mesa.

Todos levaram um grande susto, menos o príncipe Lee, que já sabia que seu pai estava ali desde o início do café.

— Rei Lee! — O Rei Kim falou sorrindo por gostar da entrada triunfal de seu amigo — Está aí desde quando?

— Tempo o suficiente para entender bem a energia desses belos e jovens príncipes, e fico feliz, todos são amigos, diferentes de seus pais velhos e burros que decidiram manter a tradição chula e brigarem entre si.

O príncipe Kim pensava que adoraria ter o rei dos sombrios como membro de sua família real, mesmo ele também amando os outros dois reis que nitidamente precisavam dessa lição de moral.

— Muito bem... E sim Rei Lee, eles se tornaram ótimos amigos, e eu fico muito feliz e orgulhoso de todos eles.

Os dois reis que chegaram por último se envergonharam de suas atitudes, mas jamais dariam o braço a torcer.

— Bom, estávamos brincando aqui não é elfo?

— E desde quando eu brincaria com você seu velho turrão?

Os príncipes reviraram os olhos e voltaram a se sentar.

— Reis, preciso lhes informar, com o alinhamento das luas já em curso não poderemos enrolar, então os jogos começam ainda hoje.

Os príncipes arregalaram os olhos, isso não era esperado por eles que pensavam que apenas no dia seguinte os jogos começariam.

— Gosto assim, quanto antes começarmos menos torturaremos nossos filhos, e sua filha Kim, só de pensar em como se sentiram esse tempo todo sinto pena por eles.

— Nisso preciso concordar com o Rei Lee, esse tempo com minha rainha pensei muito nesses três meninos e em sua filha Kim, até no meu amigo o jovem príncipe Minnie, isso deve ser torturante para eles, precisamos libertá-los de uma vez.

O rei elfo nada disse, mas, no fundo, ele também queria libertar seu filho amado, só não saberia como expressar isso na presença de todos.

— Por falar em rainha Bang, cadê a Maiev?

Nesse momento a rainha dos bárbaros entrou no salão em toda sua glória.

— Eu estava evitando a vergonha de estar ao lado desses dois aí — ela apontou ao seu rei e ao rei élfico — Quando eles adentrassem o salão.

Ela olhou a todos e foi diretamente beijar o príncipe Bang.

— Oi, meu amor, nossa que carinha boa filho, vejo que já está amando hein... no fundo eu sabia que algo de bom sairia de tudo isso. — Ela cochichou na orelha de seu filho e em seguida se voltou ao rei sombrio. — Espero que você tenha humilhado esses dois turrões.

— Acredite rainha, eu os humilhei.

Ela abriu um enorme sorriso e deu um peteleco na cabeça de seu marido, e na do rei élfico também.

— Aí!

Os dois falaram em uníssono.

— Aí nada, vocês me envergonham, e a rainha Kim também seus inúteis, e não é porque você não tem mais esposa que não será repreendido por uma mulher Rei Hwang.

A princesa amou conhecer a rainha dos bárbaros e pensou que ela seria uma grande aliada em proteger o amor do seu irmão e seu próprio filho o príncipe Bang.

O café foi agitado, mas no final todos se entenderam e os príncipes pensavam de forma unanime que os reis é que pareciam ser as crianças ali e não eles como os próprios diziam.

— Bom vamos nos recolher, em uma hora vamos para a área das provas, e a primeira prova dos jogos será de força, para representar o povo bárbaro.

O anúncio do rei foi ouvido por todos, em uma hora as provas iriam começar.

[...]

Força.

“Segundo as lendas nenhum povo é mais forte do que o povo bárbaro que consegue levantar o tronco de uma árvore arrancando suas raízes do solo com apenas seus braços fortes, mas não só a força física desse povo é admirada como também a fibra de seu coração conhecida por todos como a mais forte entre os reinos.”

E por isso, para representar o povo bárbaro, a força foi escolhida como a prova feita pelo Rei Kim, que queria ver a real força dos três príncipes.

Todos já estavam posicionados, os reis em seu palanque de frente aos príncipes que estavam um do lado do outro em ordem, príncipe bárbaro, príncipe élfico, e o príncipe sombrio.

Os príncipes dos homens estavam sentados separadamente na lateral para apenas os observar.

Já o povo estava todo posicionado um pouco mais longe, porém o rei Kim se certificou que todos teriam uma excelente visão dos jogos.

— Todos de pé.

O Rei Kim ordenou e todos obedeceram.

— Para a primeira prova eu pedi ao meu chefe da guarda para lutar com vocês, vocês usarão espada e escudo de madeira, assim como nos treinos da guarda dos homens e aquele que conseguir derrubar o chefe da minha guarda real será o vencedor e caso os três consigam realizar esse feito, será considerado um empate.

O Changbin entrou na área designada aos príncipes e todos ficaram sem entender bem qual era o intuito do rei, pois apesar de ser extremamente forte, o chefe da guarda não passa de um simples humano perto dos três príncipes.

— Vale lembrar que o que será testado aqui é a força de vocês, a verdadeira força, então estejam atentos, e sejam firmes.

[...]

Momentos antes.

A fada e o chefe da guarda foram ao encontro do rei Kim, que o esperava ansioso.

— Nos chamou, meu rei?

— Sim, fada, gostaria de saber se está tudo conforme eu lhe pedi para o primeiro jogo.

— Sim, meu bom Rei, e o Changbin aqui já foi preparado para a prova dos príncipes.

O rei sorriu satisfeito.

— E você está bem com isso, Changbin?

— Claro, meu rei, é uma honra para mim servir aos propósitos de vossa alteza.

— Você é nobre Seo, eu não poderia ter escolhido chefe melhor para minha guarda.

— Obrigado alteza. — O Changbin reverenciou ao rei, mas, no fundo, ele estava um pouco ansioso com tudo isso.

— E fada, somente os príncipes verão o que os aguarda certo?

— Sim, meu rei, eles não serão expostos assim como vossa alteza me pediu.

— Você é a minha fada preferida Felix, nossa ideia foi ótima, não?

— Sim, meu rei, mas a ideia foi sua, eu só a executei.

— Você continua sendo modesto demais, Lixie.

Os três sorriram e o rei estava muito ansioso pelo que viria.

[...]

Momento atual.

— Declaro o início das provas das luas, príncipe Bang quando quiser pode começar a luta.

As palavras do rei seguidas do som da corneta fizeram os outros dois príncipes se afastarem e o Changbin assim como ordenado não pegaria leve em sua luta com o príncipe bárbaro.

— Quando estiver pronto Bang.

O príncipe precisou piscar algumas vezes para poder acreditar no que via.

— Seungmin? — Ele falou baixinho.

— Isso mesmo príncipe, agora venha e me derrube, isso se puder.

O príncipe dos bárbaros sentiu seu coração doer no peito, ele jamais machucaria ou iria contra o príncipe Kim, porém ele tinha uma prova a cumprir então ele respirou fundo encarando o Kim em sua frente, sorriu ladino e anunciou:

— Serei forte nessa prova e usarei toda minha força Minnie, então por favor aguente firme.

E a luta começou.

Os dois se golpeavam habilidosamente e depois de um tempo se segurando o príncipe dos bárbaros lembrou de como seus pais sempre lutavam antes de se amarem como os amantes selvagens que eram, e isso era algo que o príncipe bárbaro tanto admirava e desejava para si em relação ao amor de seus reis.

E então ele viu o príncipe dos homens em sua frente e decidiu.

— Minnie?

O Changbin sorriu.

— Bang? — tentou imitar a postura daquele que ele assumira a forma, e pelo semblante do príncipe ele se orgulhou do seu notável êxito.

— Sinto muito por isso, mas preciso vencer essa luta, principalmente se eu quiser o amar um dia.

O príncipe começou a golpeá-lo com ainda mais força, porém o Changbin estava muito bem preparado e dificultava a vida do príncipe de todo o jeito que podia.

Apesar de usarem espadas de madeira aonde ela pegava em seus corpos os fazia sentir uma dor absurda e quando o príncipe acertou o ombro do Changbin o chefe da guarda urrou de dor, mas o que o Bang viu foi o príncipe Kim se queixando da dor que ele lhe causou.

— Você me mataria Bang?

O príncipe oscilou, e o Changbin seguiu por ser esse o seu dever.

— Você trairia o que sentimos, pela coroa dos quatro reinos?

Estava doendo no Changbin a expressão do príncipe bárbaro que parecia que iria desistir da luta a qualquer momento.

— É assim que prova seu amor por mim?

Quando o chefe da guarda disse isso o príncipe dos bárbaros pareceu se iluminar e então avançou com ainda mais veemência para cima de seu adversário.

— Sim, Minnie, é vencendo essa e as outras provas que serei digno de lutar, seja por sua irmã ou por você. — Ele desferia seus golpes com vontade e sorria por acreditar mesmo que falava com o príncipe que por sinal, ele julgava estar lindo lutando assim consigo. — Se as luas não me escolherem, estarei livre para lutar por você e...

O príncipe acertou as pernas do chefe da guarda o pegando de surpresa e o derrubando, e diferente do que faria em outra situação ele estendeu sua mão para levantar seu adversário caído.

— ... Agora que venci também poderei dizer que sou valoroso para estar ao seu lado príncipe Kim, se assim me quiser é claro.

O Changbin segurou a mão do Bang sorrindo abertamente, o primeiro príncipe provou sua força e o chefe da guarda estava satisfeito.

Aplausos vieram de todos os lados, o príncipe Bang venceu sua primeira prova, mostrando a todos que sua maior força vinha de sua determinação e de seu bom coração.

Durante a luta ninguém os ouviu pela distância que estavam nos palanques, apenas o Changbin sabia o que o coração do príncipe o fez ver quando olhava para si, e aquilo iria consigo para o túmulo, pois o próprio rei Kim disse jamais querer saber o que os príncipes veriam em suas provas.

Mas mesmo sem saberem de fato o que ocorreu o coração do jovem príncipe bárbaro foi aberto a todos que viam sua postura e caráter durante toda a luta, e isso bastou aos reis, aos príncipes e ao povo.

E com a luta encerrada o príncipe Bang voltou a ver a realidade se dando conta de qual foi sua verdadeira prova.

— Pelos deuses, pelo que vejo, o mais encrencado aqui sou eu, não é Binnie?

— Talvez sim, meu amigo.

O príncipe olhou para o palanque onde estavam os príncipes dos homens e viu seus dois amores ali, mas agora com ainda mais certeza que se não for o escolhido para a princesa ele iria até o fim do mundo pelo príncipe Kim.

— E ele é tão lindo... — O príncipe Bang falou encarando o jovem Kim.

A voz do rei chamou a atenção de todos.

— Próxima luta, Príncipe Hwang, por favor se aproxime.

O príncipe bárbaro saiu da arena e ao passar pelo príncipe élfico sorriu.

— Boa sorte amigo.

— Obrigado amigo.

O elfo, sempre muito elegante, portava sua espada e escudo majestosamente.

— Oi, Binnie.

O Changbin ficou confuso, talvez o efeito do encantamento da fada só se desse quando o rei anunciasse o início da luta.

— Oi, Jinnie.

— Que a luta comece.

O Rei Kim anunciou e ambos, tanto o elfo quanto o chefe da guarda estremeceram.

— Binnie prometo que não vou te machucar, tentarei o derrubar o mais rápido possível.

— Então comece de uma vez príncipe, e não pegue leve comigo, pois eu não pegarei leve com vossa alteza.

— Por favor Binnie, não me chame assim.

— O chamo pelo que é, você é um príncipe não? Por que insiste em me guardar em seu coração? Sou um homem, um simples guarda real, você não deveria me ter em seu coração Hwang.

O chefe da guarda não podia começar a luta física, mas a mental já estava acontecendo e dessa vez para ambos.

— Eu nunca liguei para posições e títulos Binnie, achei que já soubesse disso.

Os dois apenas andavam desenhando um círculo, se encarando, mas nada de lutar e o rei élfico tentava ouvir a conversa deles, mas a fada foi mais esperta abafando os sons da arena onde estavam.

— Príncipe Hwang, acabe logo com essa tortura.

— Você sente o mesmo por mim Binnie?

— Só te contarei o que realmente sinto se você me derrotar.

O príncipe élfico encontrou sua força, a vontade de ser feliz, e com isso ele avançou em seu adversário e a segunda luta se iniciou.

— Não pegue leve comigo elfo, sou um reles humano, mas sou forte e posso te derrotar.

— Binnie, você já me derrotou, me fez gostar de você mesmo que talvez eu nunca possa o amar de verdade.

— Mas e a princesa? Você também a ama, não?

Os golpes dos dois eram ferrenhos, mas para quem via de fora eles pareciam apenas dançar, e todos estavam achando tudo aquilo muito belo.

— Eu a amo, sim, e se as luas me escolherem eu a amarei até o fim de minha vida, e a honrarei com todo meu ser, nunca duvide disso Binnie, mas se eu não for o escolhido irei atrás de quem faz meu coração ansiar por amor.

O Changbin viu uma brecha na postura do elfo e lamentou, mas como era seu dever ele foi para cima com tudo para derrubar o príncipe, porém quando ele se aproximou o elfo rolou no chão e acertou a parte de trás de seus joelhos o fazendo perder o equilíbrio e cair.

— E esse alguém por quem meu coração anseia é você Binnie, vou ganhar todas as provas e se as luas não me escolherem para a princesa todos entenderão que saberei lutar por você.

O príncipe élfico sorriu e auxiliou o chefe da guarda que por ter sido vencido cumpriu sua palavra.

— A minha resposta é sim elfo, eu sinto o mesmo por ti, mesmo sabendo que isso é loucura, mas por favor se fores o escolhido cumpra sua palavra; ame e honre minha princesa, eu lhe peço.

O sorriso do elfo dobrou de tamanho.

— Sim Binnie, eu honrarei, mas me diga, se for nosso destino, posso confiar que lutaremos juntos um pelo outro?

— Sim, eu lhe prometo elfo.

Todos já aplaudiam a vitória do segundo príncipe, e os dois sorriam pelo motivo que só eles sabiam qual era.

Naquela luta foi provada que a verdadeira força do príncipe élfico estava em sua postura, honradez e na vontade que ele tinha em ser livre e isso agradou a todos os que assistiam.

— Muito bem, meus parabéns príncipe Hwang, — O rei falou genuinamente feliz. — Príncipe Lee pode se aproximar, a sua vez chegou.

Os dois príncipes se cruzaram e o príncipe élfico abraçou o príncipe sombrio.

— Mostre a eles Lino.

O príncipe sombrio sorriu.

— Pode deixar Jinnie.

O rei dos sombrios se emocionou com a cena, e o rei dos elfos se admirou pensando que talvez ele realmente tivesse muito o que aprender com seu filho afinal.

Como príncipe no seu posto o rei declarou.

— Consiga derrubar meu chefe da guarda e hoje sairemos daqui com um empate triplo, quando quiser pode começar príncipe Lee.

Os dois adversários ficaram de frente um para o outro e o príncipe sombrio quase desfaleceu ao ver a figura que se revelou em sua frente.

— Mãe?

Ele estava atordoado, e o Changbin muito surpreso, mas entendendo o que poderia ser tudo aquilo ele se pôs a falar.

— Meu filho, quando quiser podemos começar.

— Não... mãe eu nunca bateria na senhora.

— Filho, me diga, onde está a sua força?

O Changbin tentava buscar no príncipe dos sombrios a melhor forma de o fazer lutar sem medo.

— Minha força? — Ele segurava a espada com determinação, mas também raiva e frustração. — Minha força tem sido em busca da verdade minha mãe, eu venho lutando ano após ano uma luta solitária para descobrir porque a senhora foi morta e eu não irei descansar enquanto não descobrir o que meu pai esconde de mim.

O príncipe já não segurava suas lágrimas e a princesa Soo-min notou sua aflição ficando também aflita.

— Você vai conseguir sua verdade, meu filho, mas agora lute pelo seu amor também.

— A senhora acredita em mim mãe?

— Acredito em seu coração, e acredito que você pegará essa espada e mostrará a todos o quão forte você é, meu filho.

— Aaaarrghh!!!

O príncipe urrou com a dor que sentia, dor essa que se misturava a sua determinação, e então ele partiu para cima de sua oponente.

E a última luta enfim começou.

— Vamos meu amado filho, eu não aliviarei para você então mostre a eles toda a sua força.

O príncipe dos sombrios desferia seus golpes com toda sua habilidade e força e o Changbin se orgulhou do que via tão de perto, afinal somente ele sabia que ali tinha um filho lutando contra sua própria mãe.

— Me responda meu filho amado. — O Changbin o golpeava sem se conter em momento algum.

— O que quiser saber minha amada mãe.

— Você ama a princesa Kim Soo-min? Ou você a quer como um meio para facilitar sua tarefa árdua de buscar a verdade?

O príncipe pensou nas palavras que ouviu e seu coração automaticamente se ardeu em chamas por um amor que nem ele mesmo queria acreditar que sentia pela princesa mencionada.

— Mãe eu a amo, a amo tanto que sinto que tudo ganha um novo sentido quando estou com ela.

— Então vale a pena seguir nessa luta não vale?

— Sim mamãe.

— Eu te amo meu filho, e sei que você vai conseguir.

O Changbin avançou para o derrubar, sem dó ou receio, e enquanto ele ia para cima do príncipe a visão que ele tinha de sua amada mãe mudou.

— Minnah!

Era a princesa Soo-min em sua frente, e o Changbin sorriu aliviado.

— Vamos Lino, venha e derrube sua linda flor!

— Eu nunca a machucaria Minnah.

— Ah, vamos com isso príncipe, ou deixará que todos pensem que você não me merece quando as luas o escolherem para mim?

A cabeça do príncipe antes confusa agora levava uma certeza.

— Não a quero por merecimento, a quero por ser o meu amor verdadeiro.

— Então venha aqui e acabe com isso de uma vez príncipe Lee, mostre a eles que seu amor e sua verdade são a sua maior força.

O príncipe sorriu largo e avançou na princesa que o enfrentava de igual para igual o deixando ainda mais encantado por ela.

— Me desculpe por isso minha linda flor.

Ele a golpeou tirando dela o escudo, depois a golpeou novamente livrando-se de sua espada e por fim deu um giro e a golpeou em suas costas a fazendo cair, porém, ele se posicionou para poder pegá-la em seus braços para aí então levá-la ao chão como tinha que ser.

— Lino! Para que todo esse cuidado? — O Changbin ainda o testava como tinha que fazer.

— Minha força nunca será a bruta Minnah, principalmente ao que se refere a você princesa.

Todos estavam de pé aplaudindo a vitória do último príncipe, o povo estava em polvoroso, os reis completamente encantados, as rainhas muito admiradas e os príncipes orgulhosos.

E a princesa? Ela agora se via ainda mais apaixonada pelo escolhido em seu coração.

A fada, o jovem guarda, e o menino esquilo estavam tranquilos e satisfeitos e juntos faziam encantamentos de luzes brilhantes e coloridas aparecerem no céu finalizando a primeira prova dos príncipes.

E na última prova o príncipe dos sombrios mostrou a todos que sua força estava em sua verdade e seus valores, assim como em seus reais motivos de amar.

— É com muita alegria que declaro o empate dos três príncipes. — O Rei se pôs de pé e continuou a falar. — E se posso me atrever, digo que eu não esperava por menos, — ele olhou para os príncipes que estavam ali pela mão de sua filha. — Venham a frente meus príncipes.

Os três se puseram lado a lado, mas só após se cumprimentarem felizes e orgulhosos.

— Hoje vocês nos provaram sua real força e quero dizer que todos passaram com louvor, seja lá o que tenham visto ao lutarem com meu chefe da guarda, vocês enfrentaram e venceram a si e isso é motivo de orgulho e comemoração então teremos um banquete no jantar, e para o povo também será servido banquetes fora do palácio.

Mais aplausos vieram, todos estavam muito felizes.

— A segunda prova será ao amanhecer e a última será no entardecer do mesmo dia, então descansem bem e se preparem, lembrando que a segunda prova é para representar o povo élfico, então preparem seus arcos e flechas.

O povo aplaudiu o Rei, aos membros de sua realeza ali presentes, e aos reis convidados, assim como aos príncipes que concluíram com êxito sua prova e como ordenado todos foram dispensados.

[...]

No jardim do castelo.

A princesa pediu permissão ao rei para cumprimentar os príncipes e essa lhe foi concedida, mas contanto que ela fosse breve e agora estavam os quatro juntos no jardim.

— Eu precisava vir falar com vocês e dar-lhes os devidos cumprimentos.

— Você gostou do que viu pequena?

— Sim, Channie, eu realmente gostei do que vi, vocês foram ótimos contra o Binnie, mesmo vendo suas provações ao invés de o ver de fato.

— Mas você viu contra o que lutamos Minnah?

— Ninguém viu Jinnie e a não ser que queiram me contar eu não preciso saber, por favor, não achem que eu me sentirei mal ou muito curiosa se não me disserem, porque não, eu sou como meu rei nesse sentido, são provas, e apenas os provados precisam saber pelo que passam nelas.

— Toda perfeitinha como sempre minha flor, fico feliz de ter conseguido e muito feliz pelos meus amigos também.

— Lino, nós estamos orgulhosos de você, — o príncipe Bang falou sorrindo — esse é o momento de mostrarmos que somos todos iguais em honra, valor e merecimento, e é claro que não pegarei leve, vencerei todas as provas, mas também estarei torcendo por vocês dois.

Os três sorriram com as palavras do príncipe Bang e a princesa viu o Changbin de longe, sinal que era para ela se recolher e se arrumar para o jantar.

— Príncipes, preciso ir.

Ela foi em um por um e lhes deixou um doce selar em suas bochechas.

— Nos vemos no banquete.

— Até mais pequena.

— Tchau, meu doce.

— Até breve, minha linda flor.

— Até rapazes.

E com um enorme sorriso ela se afastou correndo dali.

— Vocês estão mesmo bem? — O príncipe Bang perguntou.

— Acho que sim. — O elfo falou ainda sentindo a adrenalina de sua prova.

— Estou igual ao Jinnie. — No fundo, o príncipe dos sombrios estava completamente em dúvida do que sentiu com sua prova.

— Essas provas são diferentes do que imaginei, mas sei que vamos conseguir.

— Sim, Channie, vamos fazer de tudo para vencer todas elas e deixar que apenas as luas sejam consideradas pelos reis e pelo povo quando fizerem sua escolha, assim como as únicas culpadas pelos nossos destinos, sejam eles quais forem.

— O Jinnie tem razão, mas se não se importam preciso de um banho, que tal irmos nos aprontar e ficar bem bonitos para o banquete?

— Somos lindos o tempo todo Lino, — O príncipe dos bárbaros falou dando uma piscadela aos seus amigos que sorriram alegres. — Mas sim, eu também quero um banho.

— Comigo somos três.

Eles sorriram ainda mais, se despediram e se foram, e no caminho de seus aposentos cada um deles sentia o peso de sua própria prova.

[...]

Já em seus aposentos cada um dos príncipes pensava em tudo que viveram a pouco enquanto relaxavam sozinhos em seus banhos.

O príncipe Bang se viu nervoso.

— Você vai arrumar encrenca entre os quatro reinos Bang? Ou até mais reinos se bobear...?

Ele falou para si pensando em seu destino.

— Sim..., mas isso vai ser interessante, não?

Ele sorriu pensando que no fim, tudo valeria a pena e que se preciso for, ele lutará por seu destino.

O príncipe Hwang se viu com medo.

— Não me importo com mais ninguém, mas se for para ser assim, espero que a Minnah e o Binnie não sofram por minha causa.

Ele disse aflito, mas, no fundo, bem feliz também por saber que o Changbin prometeu lutar ao seu lado se preciso for.

— Isso será intenso, e eu vou protegê-los a todo custo.

Ele afundou em sua banheira ficando submerso, pois era assim que ele dizia conseguir esvaziar sua mente e quando ele emergiu ele sorria acreditando que nenhum medo o separará de seu amor, seja ele qual for.

Já o príncipe Lee se via confrontado.

— Não vou desistir de descobrir a verdade minha mãe, mas também lutarei pelo meu amor pela Minnah, não se preocupe, rainha dos sombrios, seu filho ficará bem.

Ele falou determinado e enquanto falava imagens da luta com sua mãe lhe vieram à mente seguidas pelo sorriso no rosto da princesa Kim Soo-min, o que o fez sorrir também.

— Realmente, com você tudo se transforma para melhor Minnah, e eu realmente a amo por isso...

Ele seguiu seu banho pensando na princesa.

— Isso será ainda melhor com você ao meu lado, minha flor, e eu sei que vamos conseguir.

O príncipe dos sombrios estava com seus pensamentos apaziguados, a magia da mente que ele estudava estava quase desvendada por completo e logo ele confrontaria seu pai para saber o porquê as bruxas mataram sua amada mãe, mas agora seu foco estaria em vencer os jogos, provar seu valor ao povo, aos reis e a princesa e ser digno de ser escolhido pelas luas.

[...]

“Todos no reino comentavam fervorosamente sobre a prova de hoje, já ansiosos pelas provas futuras e era unanime entre o povo como os três príncipes pareciam ser perfeitos para a princesa dos homens.

E uma coisa ficou clara para todos:

As luas terão um árduo trabalho, mas seja qual for a escolha feita por elas, os quatro reinos estavam destinados e prestes a receber os reis mais dignos de toda a história dessa lenda que atravessa gerações e com toda certeza eles serão dignos de toda a devoção que o povo lhes dará.”

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Notas finais
Estou falhando em trazer capítulos curtos, mas essa sou eu então... Espero que tenham curtido, fiz com muito carinho. E sim, os sentimentos estão cada vez mais claros para eles. Ah, antes que me briguem o Seungmin ficou quietinho por ter motivos tá? hehe Próximo capítulo a segunda prova para os príncipes. Obrigada por ler "O rito das Luas - Os quatro reinos". Minha cabeça está fervilhando com ideias para uma nova Fic acreditam? Alguém me manda parar? (socorro) =), mas eu vou me esforçar para só começar a trabalhar nela quando finalizar as que tenho. Tenham um excelente final de semana. Se cuidem, bebam água! Beijoka da Adnoka, amo vocês! ☽♛♕☾