☽♛O rito das Luas - Os quatro reinos♕☾
16 ♕ 15. — Te darei o meu arco e flecha.
Notas iniciais
O príncipe élfico se encontrava muito ansioso.
Não por ter que ensinar o manuseio do arco e flecha para a princesa dos homens, mas por enfim poder vê-la.
Era uma sensação estranha na qual ele não estava entendendo muito bem, e muito menos sabendo lidar com tal.
Ele queria muito esse encontro, e por um instante se pegou pensando sobre o que a princesa esperava dessa noite ao seu lado.
— Só espero que seja perfeito para a Minnah.
Ele disse em seus aposentos enquanto olhava para as estrelas, esperando pelo momento em que finalmente a encontraria.
[...]
— Irmã se acalme, — O Seungmin falou sorrindo para de fato tentar acalmá-la. — Está parecendo ser a primeira vez que você vai encontrar o Hwang, não estou entendendo.
— Minnie, nem eu... Tanta coisa já se passou pela minha cabeça desde que passei a manhã com o Lino...
— Pelo que vejo, você está assim, pois os jogos se aproximam e segundo o papai, as cartas aos reinos serão enviadas amanhã logo os reis estarão aqui e verão como vocês estão se saindo e por mais que eles tentem negar, há disputa.
A princesa se senta na cama com um enorme bico.
— Por que eu Minnie? Por que não você? — Ele vai até sua amada irmã e a abraça. — Você se daria tão melhor nisso.
— Você está completamente enganada irmã, só alguém com o seu coração poderia estar ocupando esse lugar, e confie em mim, você está se saindo muito bem.
Ela o olhou com uma carinha que ele julgou fofa.
— Você acha mesmo irmão?
— Acho sim, e quer a prova disso? O que o príncipe Bang te disse quando se despediram?
— Para aproveitar bem o Hyunjin.
— E você acha que isso não doeu nele? Acha mesmo que ele já não gosta de você?
— Nem sei o que achar mais maninho.
— Por isso digo que você é perfeita para isso, eles descobriram um amor genuíno aqui irmã, desejam o seu bem acima do deles, e são correspondidos por você da mesma forma.
— Eu queria que todos eles vivessem lindas histórias de amor, Minnie.
— E eles vão irmã, já estão em uma com você, e depois do veredito das luas todos estarão livres para viverem seus amores.
— Nisso você tem razão, vou torcer para que as luas arrumem os destinos de todos nós na noite do rito.
— Faça isso irmã, prove a todos que o amor vale mais que tradições.
A princesa sorriu e pela carinha que fez o príncipe já imaginava o que seguiria.
— Posso te fazer uma pergunta, Minnie?
— Claro, amada irmã, você sempre faz.
— Bobo, bom, se fosse você no meu lugar, qual dos três príncipes te agradaria mais?
— Uma pergunta difícil...
— Duvido, na verdade, acho até que já sei qual deles seria sua escolha.
— Não diga isso em voz alta, minha irmã, mas sim, provavelmente você já sabe qual deles seria.
— E se a lua o escolher para mim Minnie? Eu não conseguiria amá-lo sabendo que ele pode ser o dono de seus pensamentos.
— Não seja tola princesa Soo-min, por ventura você já não ama os três?
— Mas ficar com quem pode ser o dono do coração do meu irmão? Isso nem seria justo Minnie.
O príncipe a encarou nos olhos e sorriu para a princesa.
— Não se preocupes comigo, é somente o que te peço, deixe as preocupações para as luas e para os mais velhos, até porque eu não estou amando ninguém aqui e muito menos sendo amado por quem quer que seja.
— Mas poderia se não fosse esse tratado idiota.
— Sofreremos menos se deixarmos as especulações de lado maninha, agora venha aqui, deixe-me alinhar os seus cabelos, o príncipe Hwang é de uma beleza impecável e no que depender de mim, essa noite você estará igualmente bela para ele.
Ele começou a alinhar os cabelos de sua amada irmã e ela sem se aguentar se virou para ele e o abraçou.
— Caso as luas não escolham o príncipe dos bárbaros para mim, eu prometo que apoiarei você a viver sua história de amor com ele, o Channie é um príncipe excelente irmão, e tenho certeza que se ele o amar de volta, ele lutará por vocês.
— Já pedi para não falar isso em voz alta, Soo-minnie, — O príncipe beijou a testa de sua irmã. — E você acha mesmo que o povo bárbaro assim como o nosso povo nos apoiaria em algo assim? Devo reinar sobre os homens minha irmã, e o mínimo que eles esperam de um rei é a convencionalidade e convenhamos que dois homens juntos, não é nada convencional para nenhum dos dois reinos...
— Sim, meu amado irmão, mas tem algo que o povo liga muito mais do que o convencional...
— Que seria?
— O tradicional, príncipe Kim Seungmin, e dito isso sei exatamente o que devo pedir as luas.
— Irmã, por favor, você ama o príncipe Bang, espere o rito, depois pensaremos em mim, está bem? Não vamos meter os pés pelas mãos, não podemos estragar esse momento para os reinos, agiremos ao nosso favor depois do que está por vir e futuramente ajeitaremos as tradições, está bem?
A princesa estava relutante, sim, ela amava aos três príncipes, mas amava muito mais ao seu irmão, e agora havia mais esse empasse saltando em sua mente.
— Princesa Soo-min! — O Seungmin a encarou mais sério. — Não ouviu nada do que eu disse, não é mesmo?
— Me desculpe irmão, voltei a pensar no Jinnie.
— Tem certeza que é isso? Não quero você pensando em mais nada essa noite que não seja em você e no elfo.
— Parece que é isso que todos querem. — Ela pareceu perdida em pensamentos e o Seungmin sorriu. — Todos querem que eu me foque nos príncipes, e eu até entendo e concordo, eles merecem o melhor de mim, mas irmão, quanto mais foco neles em particular, mais perdida eu me sinto.
— E não era para menos, três príncipes bonitos, charmosos e envolventes, como disse antes minha irmã, eu não queria mesmo estar em seu lugar.
Os dois sorriram juntos e se apertaram em um abraço confortável.
— Às vezes eu te detesto príncipe Kim Seungmin.
— Não detesta nada princesinha Kim Soo-min, agora ponha-se de pé, o Changbin já deve estar chegando para buscá-la.
[...]
A noite estava encantadora e o ar que os envolvia estava perfeito e agora ambos os príncipes se cumprimentavam com sorrisos acanhados e os dois seguiam sem entender bem o porquê daquele clima entre eles.
— Confesso que você está ainda mais bela esta noite, Soo-Minnah, eu não me cansaria de ficar olhando para você pela eternidade.
A princesa corou irremediavelmente, suas bochechas queimaram e ela soltou o ar pela boca sorrindo para o príncipe e lhe encarando em seguida.
— Se eu o elogiar usando exatamente suas palavras parecerei sem criatividade não?
Ele sorriu de lado e selou o dorso da mão da princesa.
— E com isso você quer me dizer que passaria a eternidade olhando para mim?
A princesa corou, e ambos sorriram tímidos.
— Sim Jinnie, eu passaria.
— Então vamos fazer essa promessa?
— Que seria?
— Se a lua nos escolher, vamos sempre contemplar um ao outro com carinho e deleite, apreciar o belíssimo presente que as luas me deram será o meu maior prazer, e espero que seja o seu também.
— Jinnie...
— Me promete?
— Sim, príncipe élfico, eu lhe dou minha palavra.
— E eu a minha, agora venha — ele estendeu sua mão a ela que a pegou de bom grado. — Vamos para o lago.
Como em um passe de mágica os dois apareceram no lago e a princesa pôde notar que os membros da guarda já estavam à espera deles.
— Mas como? — ela perguntou maravilhada.
— Assim como esse lago irá se acender... — Ele fez um simples gesto com a mão — Agora.
O luar já estava intenso e a lua brilhava sobre eles, mas assim que o príncipe élfico fez aquilo era como se mil vaga-lumes estivessem ali apenas iluminando tudo e a luz que saía deles era linda em tons de verde-esmeralda e azul-turquesa e um branco iluminado e a princesa estava muitíssimo encantada em como o lago ficou claro e belo.
— Magia élfica é de fato uma das mais belas.
O príncipe Hwang sorriu satisfeito.
— O que a princesa prefere; jantar primeiro e aula depois ou o contrário?
— Prefiro a aula primeiro, e depois relaxamos no jantar o que me diz?
— Perfeito, assim finalizaremos a noite de uma forma mais tranquila.
— Então acho que agora estou em suas mãos Jinnie.
O príncipe sorriu, ele não poderia falar o que realmente pensou para não constranger a princesa, mas sua vontade agora mesmo era a de beijá-la.
— Então vamos começar.
O príncipe se virou e acenou para o chefe da guarda que veio até eles trazendo dois arcos e duas aljavas cheias de lindas flechas, umas eram verdes, e outras azuis, assim como as luzinhas que os iluminavam e quando o Changbin os entregou ao príncipe o Hyunjin deu a ela as azuis que combinavam também com o arco.
— Aqui Minnah, para você.
— Para mim? Para treinarmos né?
— Não só para as aulas princesa, ele agora é seu, aceite meu presente Minnah, o dou a você de todo meu coração.
— Hyunjin, que lindo.
Ela falou os pegando de sua mão e notou serem bem mais leves do que ela imaginava.
— Você gostou mesmo Minnah?
— Se eu gostei? — o sorriso no semblante da princesa era enorme e o Hyunjin estava muito feliz em vê-la assim. — Olha os detalhes desse arc...
Ela parou por um instante e olhou mais de perto.
— Hyunjin, essas siglas talhadas na madeira do arco...
— Você diz esses, "agá, agá"?
— Sim...
— Meu nome, Hwang Hyunjin, esse em sua mão foi o meu primeiro arco Minnah.
A princesa ficou emocionada, não bastasse o príncipe Bang, agora o príncipe Hwang.
— Por que me dar algo tão importante assim Jinnie?
O príncipe se aproximou dela a encarando nos olhos.
— Para mostrar a você o quanto és importante para mim Minnah.
A princesa corou mais uma vez.
— Isso não é justo.
— E quem disse que seria huh? — Ele disse levando a ponta de seu polegar ao nariz da princesa em um gesto brincalhão e enquanto o fazia não perdia sua pose, mas o sorriso em seu rosto desconcertava e muito a princesa em sua frente que tentou disfarçar sorrindo também. — Venha minha doce Minnah, vamos começar com nossa aula.
— E onde iremos atirar as flechas Jinnie?
O príncipe fez alguns movimentos com seus braços como quem ordenasse que algo se erguesse e em na beira do lago alvos mágicos se fizeram, nessa hora a princesa percebeu que ele balbuciava coisas em linguagem élfica o que ela julgou ser muito atraente de se ver e por um breve instante seus olhos pousaram se fixando nos lábios do príncipe.
Eram lábios carnudos e a cor deles era bem ressaltada, o que fazia a princesa pensar em como eles eram lindos e atrativos e o príncipe Hwang acabou notando o olhar dela em si.
— Se continuar encarando meus lábios assim, vou crer que deseja os tocar Minnah.
— Céus me desculpe a falta de postura Jinnie, mas eu estava apenas tentando ler o que dizia enquanto conjurava os alvos.
A princesa agradeceu aos céus pelo rápido raciocínio que teve, pois bem no fundo ela sabia que o que disse a ele não era de todo verdade uma vez que seu olhar ter se fixado assim nos lábios do príncipe foi exatamente por seu desejo em tocá-los.
— Ah então era isso.
O Hyunjin sorriu como quem soubesse o que ela omitiu.
— Sim, apenas isso...
— Entendo, eu apenas ordenava aos alvos que se erguessem para podermos começar enfim; e então eu apenas disse: Targedau hud yn codi — O som da sua voz era doce, e soava como em uma cantiga envolvente e a princesa estava realmente encantada em ouvi-lo em seu idioma nativo. — Que nada mais é que “ergam-se alvos mágicos”.
Ele explicou.
— Tão lindo... — ela se desconcertou por dizer aquilo em voz alta. — Quero dizer, seu idioma é muito lindo príncipe.
Ele fez um carinho leve no rosto da princesa.
— Se quiser posso lhe ensinar a falar Sindarin também.
Os olhos dela brilharam e o Hyunjin não se aguentou sorrindo abertamente.
— Jura? Hyunjin eu quero sim, aprender.
— Então eu lhe ensinarei, mas agora chega de enrolação, já perdemos bons minutos em prosa, precisamos começar a usar nossos arcos e lançar as nossas flechas.
A princesa o encarou com um semblante questionador e ele sorriu ainda mais.
— Príncipe, não posso ficar com seu arco, é algo de grande valor para você, isso não é o certo.
— Minnah, por um acaso meu coração não tem valor algum?
A princesa se pôs a pensar no porquê ele disse aquilo.
— Por que me diz isso Jinnie?
— Porque ao entregar o meu arco a você quero declarar que estou entregando a ti o meu próprio coração, com a entrega do meu primeiro arco entrego a você os meus dois corações essa noite Minnah.
A princesa estava emocionada e sem saber muito o que fazer ou dizer então ele seguiu.
— Entenda doce Minnah, um arco para um elfo é como a extensão de seu próprio corpo e alma e o que estou fazendo essa noite é lhe confessar que eu lhe darei o meu arco não importam as circunstâncias, eu lhe dou o meu próprio corpo para que você sempre tenha um pedaço de mim com você mesmo que não fiquemos juntos, fora que meu coração de carne está completamente entregue a você também Soo-min então se recusas meu arco, entendo que recusas também o meu coração.
A princesa estava paralisada, aquilo foi inesperado para si, dos três príncipes o elfo era o que mais pareceu se declarar a ela tão abertamente, e em um gesto lindo, o que a emocionou.
— Hyunjin eu lhe agradeço, e aceito com honradez seu primeiro arco, assim como ao seu coração independente de como sairemos disso tudo, mas por favor, não se entregue a mim assim, não ainda, isso pode se tornar algo doloroso no futuro e eu não quero que sofra.
— Estando ao seu lado como esposo ou não, eu sempre lhe darei o melhor de mim Minnah e eu apenas queria que você soubesse disso, me desculpe se fui ousado demais, eu não pude evitar.
— Está tudo bem Hyunjin, — a princesa estava tremula, nada bem, na verdade, ela ansiava por abraçá-lo e confortá-lo, mas se conteve para não piorar as coisas. — Venha me mostrar o que devo fazer sim?
O príncipe sorriu para ela e se aproximou.
— Certo princesa, primeiro, respire fundo e relaxe, vamos arrumar sua postura.
Ela assim o fez.
— Agora escolha um dos alvos e se posicione em frente a ele.
Ela caminhou até o alvo central e parou olhando em seguida para o príncipe.
— Ótimo, boa escolha para começarmos, agora me observe.
O príncipe de onde estava mesmo pegou o seu arco e uma flecha em sua aljava, imponente e perfeitamente alinhado ele colocou a flecha em seu arco o erguendo na altura de seu tronco, mirou e atirou e a flecha foi em seu destino de forma certeira cravando bem no centro do alvo.
— Perfeito Jinnie...
— Sua vez, mas fique tranquila, eu irei auxiliá-la.
Ele se pôs encaixado atrás do corpo dela e ambos puderam sentir o calor um do outro.
— Relaxe um pouco Minnah, você está muito tensa.
— Me Desculpe Jinnie.
— Não se desculpe por isso meu doce, agora aqui, — ele tocou em seu braço com o arco. — Mantenha ele sempre estendido com firmeza, agora pegue a flecha.
Ela assim o fez.
— Encaixe essa parte dela assim, — ele mostrou a ela como encaixava a flecha no arco. — E a mantenha com a ponta firme no meio do arco.
— Assim Jinnie?
— Isso mesmo querida, agora junte as nádegas para elevar sua pélvis para frente, depois mantenha suas costas eretas para que seus braços formem um “tê” quando você puxar a corda, tente se manter firme e olhe bem para o alvo.
Ela fez o que ele disse com precisão em seu movimento, o que deixou ele muito orgulhoso da concentração que a princesa mantinha.
— Estou fazendo certo Jinnie?
— Sim Minnah, está com a postura perfeita, agora minha flor se mantenha assim e encare o alvo.
Ela o fez, fechando um de seus olhos para poder mirar, o que tirou um leve sorriso do príncipe que se aproximou bem da princesa e falou em um tom doce e sussurrado.
— Mantenha seus dois olhos abertos, Minnah.
Ela levou um susto e soltou a flecha sem querer que voou na direção oposta acertando o tronco da árvore onde o jovem da guarda se recostava e aquilo o assustou arrancando uma gargalhada sincera do chefe da guarda que logo levou um soquinho do seu pupilo.
— Não teve graça Changbinnie.
— Ah, teve sim, é que você não viu sua cara Yang.
— Me desculpe Yang, — A princesa falou mais alto em direção ao jovem guarda. — Me perdoe por favor, céus, você está bem?
A princesa levou sua mão ao rosto por vergonha.
— Não se preocupe, Soo-min eu estou bem. — O Yang falou em resposta e o Changbin ainda ria do mais novo.
O Hyunjin foi até a princesa e tirou as mãos dela de seu rosto.
— Está tudo bem Minnah, isso é perfeitamente comum de acontecer, chamamos de distração esférica, você estava concentrada e algo a perturbou, eu que me desculpo por ter te assustado.
— Você não fez nada, Jinnie, eu que sou um desastre.
— Jamais repita isso, essa é sua primeira aula Minnah, vamos novamente, mas agora lembre-se, sempre mantenha seus dois olhos abertos, isso te dará um campo de visão mais amplo e limpo, logo aumentará suas chances de êxito.
— Está bem, Jinnie, vou mais uma vez.
— Ótimo! E lembre-se de respirar fundo.
— Está bem.
Dessa vez a princesa fez tudo certinho e sua flecha passou de raspão pela lateral do alvo escolhido.
— Minnah, isso foi muito bom!
A empolgação do Hyunjin parecia genuína o que a fez ficar muito contente.
— Mas eu errei o alvo Jinnie.
— Passando tão perto em seu primeiro lançamento? Meu doce, isso foi muito bom acredite em mim.
— Não fique me chamando assim Jinnie, eu fico encabulada.
— E ainda mais linda devo confessar, — ele sorria para ela, que entendeu que ele ignoraria seu pedido. — Mas vamos lá, faça de novo e agora tente esvaziar a mente, se conecte com o cenário ao seu redor e aí então mire novamente e solte sua flecha.
— Está bem.
Ela fez o indicado pelo jovem príncipe, fechou seus olhos antes de erguer seu arco e respirou profundamente e logo tudo em sua mente desapareceu.
O Hyunjin a encarava com cada vez mais intensidade e com isso ele notou que ela havia entrado em uma zona perfeita para executar seu lançamento, então ele foi até ela e calmamente a ajudou a entrar em posição e o toque leve e quente do príncipe em sua pele fez a princesa se acalmar ainda mais.
Ela estava plenamente segura com ele assim mais perto de si, mas ainda não queria abrir seus olhos.
— Quando você conseguir ouvir o som das batidas dos nossos corações e elas se alinharem, é hora de lançar sua flecha princesa Soo-minnah.
Ela se concentrou ainda mais, pois agora ela ansiava por ouvir o alinhamento de seus corações e logo seus ouvidos capitaram o som desejado.
Tum-tum, tum-tum...
Ela ouviu ao seu coração.
Tum-tum, tum-tum...
Agora ouvia também o coração do príncipe élfico que se uniu ao ritmo do dela.
— Respire fundo Minnah, abra seus olhos e lance sua flecha.
Lentamente ela o fez, e quando ela abriu seus olhos, era como se ela enxergasse cada partícula de átomo presente ali, e ela soube que estava conectada ao todo.
O príncipe abaixou seus braços, mas não se retirou de trás dela, fazendo assim com que ela se sentisse segura.
A princesa encarou o alvo em sua frente e soltou a flecha sentindo como se uma corrente elétrica passasse pelo seu corpo e os dois príncipes seguiram o curso que a flecha fez até acertar precisamente o centro do alvo.
— Jinnie! Eu consegui!
Em um impulso a princesa se abraçou ao príncipe que a ergueu no ar e a girou sorrindo feliz pelo feito, era muito raro alguém acertar tão rapidamente o centro do alvo e para o príncipe élfico aquilo só revelava o dom nato da princesa dos homens.
— Sim minha doce Minnah, você conseguiu perfeitamente.
Os dois se encararam, seus olhos se conectaram de uma forma tão profunda que ambos puderam ouvir seus corações baterem em sincronia.
— Você foi perfeita Soo-min, mas se continuar me olhando assim eu a beijarei.
— E eu temo que se não me colocar no chão, serei eu quem o beijarei Hyunjin.
Ele acabou por colocá-la no chão muito a contra gosto e ambos pensavam em como tudo aquilo era difícil para todos os envolvidos.
— É melhor continuarmos Minnah.
— Sim, tens razão, Jinnie, tem mais algo para me ensinar?
— Tenho sim, vamos aprender a se tornar um só com nosso arco.
— E como fazemos isso?
— Mais simples do que pensa Minnah, pense nele como uma continuação do seu corpo, é a sua mente que vai comandá-lo, seus braços que irão direcioná-lo, mas é você quem determinará até onde a sua flecha deverá ir.
A princesa olhava encantada para o Hyunjin, ele falava tudo de uma forma tão simples que dava a impressão de que qualquer pessoa poderia tirar de letra a arte de lançar flechas.
— Ouvi-lo falar assim parece ser realmente simples.
— E é, faça mais uma vez, e agora eu apenas a olharei.
A princesa sorriu nervosa, ela queria impressionar o príncipe, então ela levou sua mão até sua aljava e pegou mais uma de suas flechas, se posicionou e um pouco mais rápido que da primeira vez ela atirou, acertando um pouco mais para o lado do mesmo alvo.
— Excelente! Minnah, você é perfeita sabia?
— Mas eu não acertei no centro do alvo Jinnie.
— Mas não é sobre acertar no centro do alvo toda vez, e sim acertá-lo a cada flecha lançada, a sua flecha lançada não se perdeu minha doce Minnah, e isso é o que verdadeiramente importa aqui, tome essa como sua lição principal para hoje princesa, quando tiver um alvo o acerte mesmo que não em cheio logo de cara, mas não o perca de vista e continue tentando o acertar e uma hora você o terá conquistado me entende?
— Acho que o entendo sim, Jinnie.
— Ótimo meu docinho, agora mire nos outros alvos, seja livre e lance suas flechas, eu também irei.
Ela sorriu e pegou mais uma flecha, andou até o alvo mais a esquerda e lançou acertando mais uma vez no alvo e bem próximo ao centro, e assim ela seguiu até o próximo, notando que quanto mais ela fazia seus lançamentos mais ela entendia o que era fazer do arco uma extensão de si mesma.
Logo quem olhava de fora sentia que os dois príncipes estavam em uma dança só deles, eles pegavam suas flechas miravam e atiravam, depois andavam até o próximo alvo e faziam tudo outra vez em uma sincronia de dar inveja.
Claro que a princesa não acertou a todos os alvos a cada lançamento que fez, mas ela estava feliz e satisfeita por acertar a maioria das suas flechas, já o príncipe não errou uma sequer não importando de onde ele lançava, o que fazia a Soo-min o admirar ainda mais.
[...]
— Eles realmente ficam lindos juntos, não é Changbin?
— Sim Yang, eles ficam.
O real pensamento do Changbin era, na verdade, com quem o príncipe élfico não ficaria impecavelmente bem?
[...]
Muitas flechas depois a princesa estava ligeiramente cansada e um tanto intrigada.
— Vamos parar por hoje Minnah? Você precisa descansar um pouco e nós dois temos que comer alguma coisa.
— Está bem Jinnie, mas antes me diga, por que nossas aljavas não ficaram vazias? Lançamos tantas flechas e ainda temos muitas para lançar.
— Ah, isso? Nossas aljavas são encantadas pela minha fada, elas podem carregar muitas flechas e não pesará nada, e eu dei um toque ao encantamento dela, então elas sempre se completam com flechas novamente e assim nunca ficam vazias.
A princesa dos homens estava ainda mais encantada com a revelação do príncipe.
— Isso é incrível Jinnie.
— Sim meu doce, e acredite em mim, em tempos de guerra é muito útil também, agora venha comigo, vamos nos sentar e comer um pouco.
Ele estendeu a mão para ela e eles foram juntos onde tudo estava arrumado para o jantar deles.
[...]
— Experimente essa geleia de morangos silvestres e pimenta com a carne de javali Jinnie.
Ela falou já levando um bom pedaço da carne para a boca do príncipe e ele aceitou de bom grado degustando com atenção a mistura dos sabores em sua boca.
— Pelas luas cintilantes, isso é perfeito demais Minnah.
Ele falou ainda com a boca cheia, o que arrancou risos da princesa.
— Como pode ser tão bonito até quando quebra as regras de etiqueta príncipe?
— Não fale da minha beleza quando a sua está me desnorteando desde que pus meus olhos em você.
— Como já havia dito, você é altamente perigoso, não é príncipe Hyunjin?
Ele sorria enquanto tomava um gole de seu hidromel.
— Perigoso? Eu não sou perigoso...
— É um galanteador compulsivo, e isso é perigoso sim.
— Não tenho culpa se a sua beleza me deixa tonteado todas às vezes em que olho para você, a culpa é toda sua princesa dos homens.
A princesa se sentia perdida ao encará-lo.
— Que discussão boba essa nossa, — Ela buscava algo para mudar de assunto — O que está bebendo aí Jinnie? Hidromel?
— Sim, está servida? A bebida combina muito com a carne de javali.
— Quero sim, por favor.
Ele a serviu e ela tomou, sentiu o gosto leve da bebida e sorriu.
— Como pode ser bela até quando bebe descontraidamente, hein princesa?
— Não gosta que mulheres bebam, príncipe Hwang?
— Para lhe ser bem sincero, eu prefiro mesmo as que bebem, e você já mostrou aguentar bem a bebida.
Ambos sorriram e o príncipe pegou um pedaço de abacaxi e levou até a boca da princesa.
— Obrigada. — ela disse sem jeito.
— Uma honra. — Ele disse a encarando. — Sinto muito Minnah.
Ele falou se aproximando ainda mais e ela ficou paralisada.
— Sente pelo que Jinnie?
— Por isso.
Ele sem hesitar deu um selar no rosto da princesa, selar esse que propositalmente pegou o canto dos lábios da Soo-min que agora tinha os seus olhos arregalados.
— Posso nunca provar os seus lábios, mas quero ter a lembrança de ter chegado o mais perto que pude deles.
— Hyunjinnie eu...
A princesa estava tão corada que não teria como esconder e o príncipe jurava querer tomá-la para si.
Ele sentia seu coração palpitar descompassado e tentou se acalmar.
— Não diga nada, por favor, me deixe pensar que essa noite você é só minha, assim como as estrelas se deram para nos iluminar.
Ambos olhavam as estrelas sem querer se encarar por hora e a Soo-min desejou muito não sentir nada daquilo.
Ela não queria sentir que amava aos três príncipes e também não queria ter a sensação de ter os três gostando de si.
E o príncipe élfico foi muito sincero com ela, ele desejava que pelo menos por essa noite a princesa dos homens fosse apenas dele.
— Você gosta de pudim Jinnie?
A voz tímida da princesa fez o príncipe sorrir.
— Pudim? Não sei se já comi do pudim do reino dos homens Minnah.
Ele se virou para encará-la e ela estava bem mais próxima de si do que ele imaginava.
— Fiz um para você, em agradecimento pelos doces que me deu em nosso primeiro encontro.
— Fez um pudim para mim Minnah?
— Eu fiz, sim, mas se não quiser comer eu...
— Por favor, meu doce, você poderia servir um pouco do pudim para mim?
— Como quiser elfo.
Ela colocou pudim para os dois, e levou também para os guardas que comeram de tudo do que os dois comiam mesmo estando de longe.
— Acho o seu jeito encantador Minnah, você é exatamente como acredito que a realeza deva ser.
Ela sorriu e o encarou, o príncipe tinha um belíssimo sorriso em seu rosto.
— Obrigada Jinnie, agora prove seu pudim, quero saber o que vai achar do doce.
Ele pegou uma colherada e comeu.
— Isso é tão perfeito Minnah, macio, gostoso, sabor delicado e textura cremosa, que doce perfeito, só não deve ser mais perfeito que o doce do seu beijo.
— Hyunjin pare com isso, — a princesa falou sorrindo — Galanteios não são bons para nós e você sabe disso.
— Não foi um galanteio, foi um devaneio e se me perguntarem nem era da princesa dos homens que eu estava falando. — Ele falou com um semblante arteiro.
— Seu dissimulado.
Os dois sorriram e voltaram a encarar as estrelas.
— Acredito que nossa noite está chegando ao fim.
— Sim, por certo que está.
— Dança comigo, Minnah?
— Dançar contigo?
— Sim princesa dos homens, uma dança élfica sobre a luz do luar, me daria a honra?
Ele se pôs de pé tão rapidamente que a princesa se admirou, e com sua mão estendida a ela que acabou se rendendo ao pedido do príncipe e se juntou a ele.
Ele colou seus corpos e sorriu.
— Apenas me siga, te conduzirei livremente.
— Livremente?
— Sim, ouça a canção com seu coração, e siga o elfo que a leva com devoção.
Os dois começaram a deslizar e a voz do príncipe começou a ecoar por todo o lago.
“As folhas caem com o vento e deixando suas árvores voam sem rumo noite adentro.
E o tempo passa depressa enquanto os elfos festejam na noite da floresta.
Me deixe embriagar-me com meu hidromel, e enquanto contemplo o céu mais uma vez deixo para trás o tempo que me resta.
Minha amada não é minha, mas quem dera um dia fosse.
E a bebida que restava em minha taça sem que eu notasse findou-se.
Oh! Estrelas que nos guiam, façam comigo o que bem quiseres, me escondam da lua e me deixem onde minha amada estiver.
Quero poder meu ouro lhe oferecer e com ela festejar até o dia clarear.
Mas como ela comigo não está, minha taça encherei novamente e apenas o seu líquido esta noite irei beijar.”
A princesa se atentou a letra do cântico élfico, ela sorriu e dançou com ele enquanto o príncipe cantava sem parar, e juntos eles rodopiavam alegres e sorridentes e naquela noite eram apenas ela e ele sem mais ninguém para os perturbar, e eles se beijariam com toda certeza, pois essa era a vontade não dita de ambos até que algo lhes trouxeram de volta a realidade cruel que lhes assolava.
— Príncipes, precisamos voltar, está na hora da princesa se recolher, e vossa alteza também príncipe Hwang.
Na verdade, o Changbin não quis parecer tão formal com eles, mas ele sabia que se não os impedisse os dois poderiam sair feridos daquilo tudo e por intervir ele se sentiu entristecido, o que o levou a tomar aquela postura.
Aos poucos eles foram parando sua dança, mas antes de se soltarem de vez a princesa dos homens se abraçou ao príncipe élfico com toda sua força e foi por ele prontamente correspondida.
— Eu sei, minha doce Minnah, assim como sei que você os ama também, e eu não culpo a eles, muito menos a você, nosso destino foi desenhado por mãos cruéis e sem sabedoria e somos nós quem tem que arcar com as tristes consequências disso.
Ela o olhou mais uma vez nos olhos.
— Jinnie, me prometa que você será feliz independente do resultado do rito?
— Eu te prometo Minnah.
[...]
Antes de voltarem ao castelo, ela fez um pedido ao chefe da guarda.
— Tens certeza que fará isso princesa?
— Sim, Binnie, eu tenho.
— Então está bem, eu farei o que me pede, vamos voltar.
Eles voltaram assim como foram, magia élfica.
— E agora nos despedimos?
— Ainda não Jinnie, farei uma última coisa antes de me recolher.
— E você pode me dizer o que seria?
— Falarei em breve, eu prometo.
Ela foi até ele e o abraçou mais uma vez e ele sentiu um pesar vindo dela.
Ele não queria que ela se sentisse assim e tentou a confortar e antes que falasse algo ele viu os outros príncipes se aproximarem com o Changbin.
— Aqui estão eles, princesa Soo-min.
— Ótimo, muito obrigada Binnie, agora fique de olho como pedi e me avise se alguém estiver vindo.
— Sim Soo-min, com licença.
Os três estavam a encarando sem entender muito bem o que estava acontecendo.
— Me sigam por favor.
Ela se pôs a andar, chegando ao jardim do palácio que estava bem iluminado e muito bonito.
— O que viemos fazer aqui, Minnah? — O príncipe dos bárbaros perguntou.
— Você está bem? — O príncipe sombrio perguntou preocupado.
— Por favor, Minnah fale conosco. — O príncipe élfico disse aflito.
A princesa deixou uma lágrima rolar, mas logo a enxugou e os encarando em seguida ela respirou fundo.
— Tive uma ideia e se os três estiverem de acordo, quero pô-la em prática agora mesmo, antes que os vossos reis cheguem para os jogos.
— E qual seria essa ideia, minha pequena? — O príncipe Bang perguntou curioso. — Seja o que for, saiba que eu toparei.
— Sim linda flor, nos diga em que estás pensando e seremos gratos em fazer por você seja o que for. — A fala do príncipe dos sombrios a deixou mais calma.
— Sei que não importa o que você for nos propôr, minha doce Minnah, nós três faremos qualquer coisa para vê-la feliz e menos aflita.
A princesa respirou fundo, agora não poderia mais desistir de falar a eles sobre o que pensou, e não era o tipo de princesa que volta atrás em suas decisões.
— Obrigada príncipes, bom, como sabemos apenas um de vocês se unirá a mim no final de tudo, mas também é sabido que todos estamos muito envolvidos então decidi que beijarei a cada um de vocês aqui e agora, se assim os três concordarem, será apenas um selar singelo, mas eu não faria isso com apenas um de vocês, por crer que seria injusto, e também quero que saibam que esse será o único beijo entre nós, depois disso, meus lábios pertencerão apenas ao que as luas escolherem para mim.
A princesa tremia por dentro, mas se mantinha firme em sua postura, era inegável aos quatro ali que essa era a vontade genuína de todos e ela sugerir fazer isso de forma clara para todos era louvável na concepção deles.
Os três entenderam o que ela quis com isso, afinal todos eles quase a beijaram neste dia quando estiveram a sós com ela.
— Você sabe que não precisa fazer isso não é Minnah?
— Sim Channie, eu sei, mas se o rito acontecesse hoje e tu não fosse o escolhido sairia disso sem nenhum arrependimento?
— Meu único arrependimento seria o de não a ter beijado no lago.
— Então você entende o que quero aqui?
— Sim minha pequena. — O príncipe dos bárbaros admirava a fibra da princesa em manter-se firme perante os três.
— Mas você quer mesmo fazer isso por nós, não é? Por favor, não se sinta obrigada a isso.
— Sim Lino, eu quero fazer isso e não só por vocês, por mim também, essa manhã desejei beijá-lo, a tarde desejei beijar o Channie e por muito pouco eu não beijei o Jinnie essa noite.
Eles a encaravam e desejavam que ela não tivesse que sofrer assim.
— Então, meu doce, não deixe seus alvos sem a sua flecha, faça o que deseja fazer.
— Vocês dois concordam com o Jinnie?
— Sim, quando você quiser algo, faça, lembra?
A princesa acenou para o príncipe dos bárbaros.
— Lino?
— Confio em você não só para usar minha magia Minnah, confio para tudo, então por favor, faça o que deseja.
A princesa se sentiu confiante, o momento seria esse e nenhum deles estaria de fora.
— Por favor, apenas não se arrependam ou se ressintam comigo, quis fazer assim por que os três me disseram entender uns aos outros.
— Não iremos. — os três responderam em uníssono.
— Cetro, então por favor virem de costas.
Eles viraram e ela foi até o príncipe dos sombrios, o seu primeiro encontro do dia e lhe tocou o ombro para que ele se virasse para ela e assim ele o fez.
— Você ainda é o ser mais incrível que eu já tive o prazer de conhecer Linnoyah.
Ela sorriu para o príncipe e sem deixar que ele a respondesse ela foi até ele e selou seus lábios aos dele e ele a abraçou enquanto seus corpos estavam colados, já ela segurou em seu rosto e se demorou com seus lábios no dele e ambos sentiam como se o resto do mundo tivesse sumido deixando apenas os dois ali.
Uma lágrima rolou seu rosto e o príncipe dos sombrios a enxugou com uma de suas mãos.
Antes de se separarem, eles selaram seus lábios mais uma vez e ele sorriu para ela.
— Obrigado por isso Minnah.
— Agora se vire novamente Lino.
Ele se virou e ela foi até o príncipe bárbaro, o fazendo se virar e ficar de frente para si.
— Vim buscar o que queria de você mais cedo, Channie, mas por favor não se empolgue muito.
— Serei conduzido por você Minnah, não se preocupe e obrigado por me dar o que eu tanto queria.
Sem mais nada dizer, eles selaram seus lábios e ela sentiu o calor que emanava do corpo dele e assim como disse que faria o príncipe dos bárbaros se conteve, apenas a envolvendo pela cintura, mas sem a apertar demais e senti-lo assim tão próximo a si fez a princesa tremer.
Beijá-lo era ainda mais intenso do que ela imaginava mesmo ele nitidamente se contendo e antes de se separarem, ele assim como o príncipe dos sombrios deu mais um selar breve na princesa.
— Isso foi perfeito Minnah, obrigado por me permitir sentir seus lábios nos meus.
A princesa sorriu e fez sinal para ele voltar a se virar e assim ele o fez.
O último príncipe esperou até que ela o chamasse, e então ela foi até ele, lhe tocando no ombro para que ele virasse, e quando ele se virou, para a surpresa de ambos, os outros príncipes também viraram.
— Terminem a noite de vocês, nós vamos entrar.
— Vocês não precisam fazer isso Channie. — Foi o próprio elfo quem disse.
— Mas é o que queremos Jinnie. — O príncipe sombrio completou. — Nós nos despedimos dela a sós, faça o mesmo amigo.
— Vocês têm certeza disso?
Ela perguntou um tanto sem jeito.
— Sim, nós temos, se despeçam com um beijo e todos estaremos quites.
— O Channie tem razão, e não pensem muito, apenas se façam.
— Está bem então, boa noite Channie, Lino...
— Boa noite princesa.
Os dois saíram e ela encarou o Hyunjin.
— Obrigada pela noite perfeita Jinnie.
— Sou eu quem devo lhe agradecer meu doce, e parabéns por de fato aprender sua lição não deixando que sua vontade não fosse atendida e fazendo tudo com justiça e respeito, faça sempre assim Minnah, você será uma rainha perfeita, seja em qual reino for.
Ela se aproximou dele e ele se abaixou em sua direção, uma vez que elfos são muito altos e a princesa não o alcançaria.
E então ela suspirou quando ele já estava bem próximo a si, fechou seus olhos sendo acompanhada pelo príncipe e sem se demorar colou seus lábios aos dele se demorando ali tempo suficiente para sentir a macieis de seus lábios o que fez seu estomago se revirar pela terceira vez naquela noite, e assim como ela pensou os lábios dele eram demasiadamente quentes e macios.
Antes de se separarem o príncipe lhe deu mais um selar e depois mais outro a abraçando em seguida e deixando ela bem acolhida em seus braços.
Quando eles finalmente se separaram ela estava corada, e sorriu com o gesto dele.
— Você é muito corajosa Minnah e eu a admiro ainda mais depois de hoje.
— Você não me odeia pelo que acabei de fazer?
— Odiar? Minnah o que você fez aqui foi admirável, você nos ama assim como nós a amamos, mas não queria ceder a nenhum de nós para não ser injusta com os demais e por isso fez o que fez; as claras, e agora todos tiveram a mesma oportunidade com você e mesmo os que a perderem lá na frente saberão como é poder beijá-la e poderão seguir suas vidas sem arrependimentos.
— Não me arrependo Jinnie, mas também não sei se fiz certo.
— Errar você não errou, e vai por mim nós três a entendemos e ficamos felizes por isso.
— Bom então agora preciso ir Jinnie, obrigada mais uma vez pelo presente, pela noite perfeita, pela dança e pelo beijo.
— Seus lábios são mesmo mais deliciosos do que o pudim Minnah.
— Jinnie...
O príncipe sorriu e a reverenciou.
— Boa noite minha linda.
— Boa noite elfo.
[...]
O chefe da guarda levou o príncipe élfico e eles foram conversando.
— Você realmente gosta dela, não gosta Hyunjin?
— Sim, eu gosto dela, Binnie.
— Então, por que essa cara?
— Porque acho que sei de quem ela realmente gosta.
— E dá para saber?
— Dá sim, e se quer saber, eu acho que a lua escolherá junto ao coração da Minnah.
— Mas isso é bom, não é?
— É excelente, perfeito e eu ficarei feliz por eles, mas preciso ir me desligando dela, pois creio que o coração dela está em outro lugar.
O Changbin ouvia atentamente e se perguntava se isso poderia mesmo ser real.
— Não seja tolo Hyunjin, e se a lua o escolher?
— Aí eu serei o elfo mais feliz do mundo, Binnie, mas se não me escolher farei por onde não ser o mais triste.
— Você é bem ajuizado, isso faz muito sentido.
— E você não pensa em me perguntar de quem suspeito?
— De jeito nenhum, não quero sofrer por antecedência.
O príncipe sorriu parando em frente ao seu aposento.
— Estou entregue.
— Sim príncipe está.
— Boa noite Binnie e obrigado por toda sua descrição e amizade pela princesa.
— Não me agradeça, eu a amo e farei de tudo para que ela seja feliz.
— Estou na mesma Binnie, se ela for feliz, eu estarei também.
— Boa noite, Hyunjin.
O príncipe sorriu e deu um selar no topo da cabeça do chefe da guarda, o assustando.
— Bem que o Lino disse, seu coração é lindo.
E sem dizer mais nada, ele entrou em seu quarto deixando um Changbin sem ação para trás.
— Elfo maluco.
[...]
Aquela noite fez com que os quatro príncipes envolvidos se sentissem diferentes e o príncipe élfico decidiu que seguirá nisso amando a princesa da forma mais sensata que puder, pois mesmo com sua intuição gritando dentro de si, as luas ainda poderão o surpreender e ele jura que se isso acontecer ele passara sua vida amando a Soo-min como ela merece.
[...]
Já a princesa pensava se o que fez foi o certo e com isso encarava os presentes ganho pelos três príncipes, ela os amava e seu medo de perder o controle das coisas estava aumentando.
— Ainda bem que amanhã eles caçarão com o Minnie.
Ela pegou sua bússola e abriu para ver as luas dos três reinos e a cada uma delas que contemplava ela suspirava pensando no príncipe protegido pela lua em questão.
[...]
Já o príncipe dos bárbaros e o dos sombrios foram até o quarto do príncipe élfico para ficar um tempo juntos.
— Vocês acham que ela ficará bem?
— Acho que sim Lino, ela é mais forte do que nós três juntos, não é?
— Tens razão, Channie.
— E você Jinnie como ficou com isso tudo?
— Eu? Fiquei feliz, pois eu queria muito a beijar, mas me segurei para não a magoar, porém, no final das contas ela que veio até nós, não foi? E para mim seu ato de coragem foi perfeito.
— Sim... ela é perfeita demais para qualquer um dos três não acham?
— Concordo Lino... será um prazer para qualquer um de nós poder estar ao seu lado para sempre.
— É...
— Sim elfo, de fato será.
Eles seguiram falando e pensando na princesa até eu cada um foi para seu próprio aposento deixando o príncipe élfico sozinho e agora cada um de sus janelas contemplavam o mesmo luar.
E para os príncipes a lua do reino dos homens naquela noite foi ainda mais bela do que poderiam imaginar.
◈ ━━━━━ ☽♛♕☾ ━━━━━ ◈
Fale com o autor