Notas iniciais
Mais um capítulo... esse será o ultimo dos príncipes em seus respectivos reinos, espero que curtam. Boa leitura!

Três mensageiros foram enviados aos três reinos envolvidos no tratado avisando que o reino dos homens estava pronto para os receber e o fariam de braços abertos.

Os pergaminhos com o selo real tinham instruções e eram elas:

“O príncipe deve partir o mais breve possível depois que receber este comunicado, porém só serão apresentados a princesa Kim Soo-min quando os três tiverem chegado ao reino dos homens, para que não haja um sentimento de favoritismos ou desvantagens por nenhum dos três.

Tragam quantos criados e guardas necessitarem, todos serão bem acomodados e igualmente bem tratados.

Esperamos ansiosos por recebê-los e espero que façam uma excelente viagem até aqui.

Rei Kim

Reino dos homens.”

[...]

No reino dos Bárbaros.

O primeiro mensageiro do reino dos homens estava entregando o comunicado para o Rei Bang.

— Ah, finalmente chegou! Maiev minha rainha chame nosso filho, ele partirá agora mesmo para o reino dos homens.

— Meu rei, para que tanta urgência?

— Vai discutir comigo querida? Podemos lutar aqui e agora, só precisamos tomar cuidado com o mensageiro do rei Kim, ele pode desejá-la se a vir me batendo.

Ambos sorriram ao notar que o mensageiro engoliu seco.

— Chamarei nosso filho, mas isso não o livrará de mim rei Bang, — ela se virou ao mensageiro. — E quanto a você, fique e beba conosco, quero que veja nossa luta, e se isso o excitar poderá se deitar conosco se quiser.

O mensageiro sentiu suas pernas vacilarem.

— Cuide bem dele meu rei, sirva a ele as uvas que a Vallira trouxe mais cedo, e não comecem sem mim, ou terei que bater nos dois.

Ela saiu dali sorrindo com o espanto do mensageiro e pôde ouvir o riso alto de seu marido.

Era assim com os bárbaros, muito barulho, luta, e intensidade em tudo o que faziam.

[...]

O príncipe Bang estava irado, ele amassava o pergaminho com força e resolveu enfrentar o rei.

— Pai, é sério que irá insistir nessa chatice? Não quero conhecer nenhuma princesa, o senhor sabe que posso ter a mulher que quiser, e nunca foi do nosso feitio se unir somente com quem for da realeza, Maiev minha mãe era criada da vovó e o senhor a fez rainha.

— Quando foi que você ficou tão chato filho? Venha aqui e beba comigo.

O príncipe foi entendendo que não teria saída.

— Vá e a conheça, olhe para ela pelo menos, e quem sabe não se interessa? — O rei via seu filho virar uma caneca de cerveja de uma única vez. — Você não quer explorar reinos?

— É só o que quero, meu rei. — Suas palavras saíram ríspidas e o rei apenas sorriu.

— Então comece pelo reino dos homens, e enquanto isso cumpra seu papel como príncipe herdeiro do trono dos bárbaros.

— Poderei explorar por lá? Posso levar o Magni comigo?

— Sim, Christopher, você poderá explorar, e poderá levar seu braço direito consigo, leve também a Vallira para cuidar de suas coisas.

— Menos mal.

— Que moleque ranzinza, a quem puxou meu filho?

— Ao senhor mesmo meu rei, — o rei jogou seu machado em seu filho, errando de propósito e acertando o pé da cadeira que ele estava derrubando o príncipe no chão. — Mas o que foi isso, pai? Todos dizem que sou uma cópia sua ora.

— E é mesmo, não nego, é por isso que irá e lutará para ganhar o coração da princesa, se ganhar o coração dela, suas idas a outros reinos será ainda mais fácil, pois você será absoluto até em reinos distantes.

— Mas rei, isso tira toda a graça das invasões e conquistas.

Os dois já perderam a conta do tanto que beberam naquele curto espaço de tempo e continuavam virando suas canecas de cerveja.

— Mas pelos deuses que garoto burro!

— Como disse, puxei a vossa realeza!

— Olha aqui Christopher, eu só não o mato agora mesmo, pois só tenho você de filho, mas agora quero lutar com você.

— Então venha rei Bang, vou te derrubar como em todas às vezes seu velho.

Os dois começaram a luta como acontecia sempre que conversavam acaloradamente e por estarem bêbados ambos bambeavam com seus machados, porém o príncipe Bang era extremamente habilidoso e não era a bebida que o faria perder para o seu pai, e assim foi, logo o rei Bang estava encurralado em seu trono rindo alto por ter perdido mais uma vez para seu amado filho.

— Se a princesa o visse agora ela o desejaria, tenho certeza que ela gostaria de bater no rei Kim por fazê-la aceitar isso, e agora que lhe disse isso pense nela também filho e não torne essa experiencia ruim para a que poderá ser sua esposa ou uma grande amiga, seja sensato e não esse poço de brutalidade pelo menos uma vez em sua vida filho.

O príncipe entendeu o ponto de seu pai, e sabe-se lá como o rei Bang não estava esbravejando.

— Isso é mesmo importante para você, meu pai?

— E para você, também moleque arrogante, você só não sabe disso ainda.

O rei pegou seu machado e com o cabo deu uma rasteira no seu filho que bateu a cabeça no chão e começou a rir com seu rei.

— Está bem, partirei amanhã cedo.

— Ótimo, receberei relatórios da Vallira sobre sua conduta, então comporte-se, somos bárbaros por sermos livres, e não por sermos selvagens, entendeu?

— Não trarei vergonha ao nosso povo, meu rei.

— Sei que não príncipe Bang, agora preciso me retirar, sua mãe deve estar brincando com o mensageiro do rei Kim e como sabe...

— O senhor adora vê-la se divertir. — O jovem príncipe completou.

— Exatamente, então preciso ir, te amo filho, faça uma boa viagem.

— Obrigado, te amo rei Bang.

[...]

No Reino dos Elfos

O segundo mensageiro estava ali diante do rei élfico, ele estava maravilhado com toda a beleza daquele reino e mal sabia para onde olhar.

— Mas por que o Hyunjin nunca está por perto quando preciso falar com ele?

— Ele foi cavalgar meu rei, e aproveitar para treinar com seu arco e flecha.

— Ele é muito aplicado, devo reconhecer isso, mas é muito frustrante ele nunca estar por perto, por favor Anderith chame-o para mim está bem.

— Sim, vossa majestade.

[...]

A jovem élfica saiu cavalgando em busca do príncipe, seu coração estava apertado, pois ela sabia que tudo aquilo a deixaria ainda mais longe de ser amada por ele, mas como uma criada, mesmo que também uma guerreira élfica ela jamais poderia se unir ao seu amor, então ela torcia apenas para que ele fosse feliz e esses pensamentos enquanto cavalgava em busca do príncipe lhe fizeram chorar.

Depois de um tempo o buscando ela o encontrou; ele estava só, e treinava com seu arco e flecha em alvos mágicos que ele mesmo criava e a beleza daquela cena a encantou em níveis que nem ela saberia explicar.

Quando ela foi se aproximando dele, ele sentiu sua presença ali e rapidamente se virou mirando com seu arco bem na altura do rosto dela.

— Por favor, não me mate príncipe Hyunjin. — Ela colocou suas mãos para o ar sorrindo, pois sabia que ele não atiraria nela. — Eu me rendo, juro que sim.

— Olá, Anderith, a que devo a honra de sua companhia? Veio para treinar comigo?

— Infelizmente, não dessa vez jovem príncipe, vim a pedido de seu pai, um mensageiro do reino dos homens está aqui, então acredito que vossa realeza deverá partir ainda hoje, ou amanhã no máximo.

A feição da elfo levava um fundo de tristeza e o Hyunjin sabia bem o porquê.

— Então devo ir ao encontro do rei.

— Sim, o senhor deve.

— Anderith?

— Pois não, senhor.

— Sei que o que lhe direi pode soar arrogante, mas não me interprete assim, está bem?

— Sim, meu príncipe.

— Sei que nutre sentimentos por mim, e eu te acho fantástica, a melhor de todos os elfos, e você sabe disso, eu sempre te falo, não é?

— É verdade...

— Mas preciso que pare de gostar de mim, eu não quero que você sofra por alguém, seja ele quem for, e caso as luas me escolham talvez você conviva com minha esposa e isso a mataria por dentro e eu juro que não desejo isso para ti.

— Entendo seu ponto meu príncipe, mas o que me pede não é algo fácil, deixar de sentir o que se sente desde sempre... nem sei por onde começar a tentar isso.

— Eu sei, por isso aproveite esse tempo longe de mim e tente esquecer tudo isso. — Ele se aproximou dela e lhe tocou o rosto. — Lhe ofereceria um beijo se não soubesse que isso pioraria as coisas, mas sei que vai, então um abraço e meu desejo mais profundo que você encontre um amor mil vezes maior e mais belo do que o que tens por mim, e eu pedirei todos os dias que esse amor lhe seja possível.

Ele foi até a elfo e a abraçou e ela se afundou nele, aproveitando seu único e último momento nos braços do seu amado.

— Obrigada, príncipe Hwang. — Ela depositou um selar na bochecha do príncipe, e o Hyunjin fechou seus olhos desejando que ela não o amasse, para que não sofresse mais. — Nunca me esquecerei que você se importou tanto comigo.

— Mas permita que um novo amor lhe tome está bem? Seja feliz me promete? E volte a ser minha melhor amiga assim que puder.

— Prometo príncipe Hwang.

— Ótimo, agora vamos caçar uns cervos mágicos, o rei não morrerá se esperar um pouco mais por mim.

O príncipe fez surgir dois cervos mágicos que correram assim que os viram, então os elfos montaram seus cavalos e correram até eles e, ao mesmo tempo, atiraram suas flechas derrubando cada um deles um dos animais.

— Vamos voltar! Quero partir ainda hoje!

O Hyunjin correu na frente e seus cabelos voavam com o vento, e a Anderith sabia que aquela seria a última vez que o veria como um príncipe solteiro, pois ela acreditava que as luas só fariam uma boa escolha se o escolhesse para a princesa dos homens.

[...]

Depois que chegaram ao rei descobriram que a Anderith iria com o príncipe para o reino dos homens, assim como Caladylon, o irmão mais velho dela para guardarem o príncipe e cuidarem de suas coisas, e mesmo o Hyunjin pedindo ao rei Hwang para deixar a Anderith ele não foi ouvido, afinal ela era a melhor dos elfos e o príncipe precisaria de sua guarda.

— Sei que não está contente com o meu ordenado filho, mas mesmo eu sabendo que o rei Kim, cuidará de você com excelência, só irei até o reino dos homens para o baile e os jogos, você é o meu único filho, e sua mãe me mataria se eu o deixasse desprotegido.

— Eu sei bem me proteger sozinho meu rei, a Anderith poderia ficar e proteger nosso reino, seria melhor assim...

— Melhor para ela? Por que ela o ama? — O Hyunjin olhou espantado para o seu rei. — Por que a surpresa, filho? Ela o ama desde quando eram apenas crianças.

— Então o senhor quer mesmo torturá-la?

— Não seja tolo Hyunjin, um elfo tem seus deveres acima de seus sentimentos, e a Anderith sempre foi como você, sempre quis aventurar-se pelos reinos, então só estou dando a ela um pouco de alegria já que ela e você nunca ficarão juntos.

O Hyunjin não queria mais ter aquela conversa, então decidiu partir o mais depressa possível.

— Tudo bem, meu rei, se é assim que deseja, partirei hoje mesmo e os levarei comigo.

O rei acenou para ele com um pequeno sorriso no rosto.

— Faça uma boa viagem meu filho, e que as luas o iluminem.

[...]

No Reino dos Sombrios.

O terceiro e último mensageiro trazia duas cartas ao rei dos sombrios e assim que as entregou aguardou as ordens do rei.

— Dilys, vá buscar o príncipe Lee e leve o mensageiro para ter uma boa refeição, a viagem até aqui é longa e tortuosa, para quem não é acostumado ele deve estar com fome e cansado.

— Sim, meu rei. — Ela sorriu para o mensageiro — Me acompanhe por favor.

[...]

O príncipe Minho estava na floresta dos sombrios, na parte mais densa, a procura de umas plantas que em forma de unguento conseguiam absorver venenos poderosos, ele mal ouvia os sons de onde estava, pois os seus pensamentos ferviam pensando em novas formas de usar tais plantas para o benefício de seu povo.

— Vou ter mesmo que passar a vida inteira aqui chamando o seu nome príncipe Lee?

Ele mal se moveu, apenas sorriu por reconhecer a voz de sua amiga.

— Então não fique aí me chamando como uma tola, junte-se a mim e encontre Gihium.

Ela sorriu e balançou a cabeça negativamente.

— Você nunca desiste disso, não é?

— Por acaso você desistiria Dilys?

Ela o empurrou e começou a procurar...

— Seu pai, meu rei, me pediu para te buscar.

— Mas o que ele quer comigo agora? Será que ele é incapaz de me deixar com meus estudos?

— Que revolta, príncipe Lee, o rei é tão bom com você.

— Claro, ele se culpa pela morte da mamãe e acha que eu também o culpo, mas não, eu sei que ele não tem culpa alguma, sei que foram as bruxas que a matou, só não sei ainda o porquê.

— E acredita que descobrirá quando criar a magia da mente, e ler finalmente a mente de seu pai.

— Isso, espertinha, — ele se abaixou, pegou sua tesoura e cortou algumas folhas.

— Mas isso nem é Gihium, príncipe Lee.

— Não, mas é Eedasie, e é muito poderosa, estou estudando suas propriedades também.

— Certo, — ela sorriu soprado — Ali, um monte de Gihium pegue de uma vez e vamos embora.

— Você sabe que está falando com seu príncipe, não sabe?

— Aqui sou apenas sua amiga príncipe Lee, e seu pai me colocará em apuros se eu demorar para levá-lo.

— Eu deveria me demorar de propósito, assim você seria castigada e pararia de me infernizar.

— Você é insuportável, sabia?

— E eu por um acaso me chamo Dilys?

Ambos sorriram e o príncipe pegou uma boa quantidade da planta que buscava, colocando em sua bolsa que já tinha muitos outros exemplares e estava cheia e os dois voltaram ao castelo.

[...]

O príncipe adentrou o salão onde seu pai estava deliberando ordens ao Gun, outro amigo do príncipe, e assim que ele se fez notar o rei dispensou o jovem e eles ficaram a sós.

— Você estava na parte densa da floresta Minho?

— Sim.

— Pegando Gihium?

— Sim.

— E está irado por eu tê-lo tirado de lá?

— Sim. — Ele revirou os olhos — E o senhor meu rei me chamou aqui para me fazer perguntas óbvias?

— Sim. — O rei respondeu o imitando e os dois começaram a rir. — Aqui, filho, chegou o comunicado do rei Kim, e é para que você se dirija ao reino dos homens. — O rei Lee entregou a carta ao seu filho. — Você poderá ir hoje mesmo ou assim que amanhecer, fique à vontade para escolher.

— Vou pela manhã, preciso terminar um estudo sobre a magia vil.

— Filho você usa esses nomes assim para dar medo nas pessoas? Magia vil? É assustador até para mim.

O príncipe Lee sorriu, essa magia era um estudo pessoal do príncipe, ele estava a desenvolvendo há anos, desde que perdeu seu ser encantado, um coelhinho, para um ser das trevas que havia chegado a pouco em seu reino.

Seu pensamento era que se ele controlasse a vida e a morte poderia ter salvado seu amigo.

— Na verdade, é exatamente por isso meu rei, as pessoas temem o que desconhecem e temem ainda mais se o desconhecido tiver um nome obscuro.

— Você é tão esperto que me irrita. — Ambos sorriram novamente. — Aceita um hidromel?

— Claro, por que não?

Rei e príncipe bebiam juntos aproveitando a companhia um do outro.

— Sabe filho, me perdoe por lhe dar esse fardo todo, sei que é de seu gosto apenas se aprimorar em sua magia, mas você é meu único filho, não teremos outro sucessor, pois sua mãe não está mais entre nós, e sei que você não deveria levar isso em suas costas, mas você é o futuro do nosso reino, o que me orgulha muito, pois você é um excelente príncipe e eu sei que será um rei perfeito, mas eu não quero que seja solitário e se for para ser com a princesa Kim me deixará ainda menos preocupado com seu futuro.

— Não se preocupe, pai, eu entendo tudo o que me diz, sei que para o senhor também não é tão simples e prometo que darei o meu melhor.

— Eu sei que dará. — O rei sorriu para seu filho. — Mas o que quero é que mesmo que não seja com a princesa Kim Soo-min, que meu filho encontre alguém para caminhar junto, nós, os sombrios, já somos solitários o bastante, não acha?

— Um passo por vez papai, não se emocione tanto por isso por favor, e principalmente não se preocupe comigo está bem? Cumprirei o meu papel para com o rito, mesmo achando isso um grande desvio de foco, mas prometo que estarei inteiro na jornada pela mão da princesa, e caso eu não seja o escolhido das luas, seguirei meus estudos sozinho, e quando chegar a hora serei um rei do qual o senhor se orgulhará.

— Minho meu filho, acredite em mim, eu jamais duvidaria do orgulho que você será.

Eles seguiram bebendo um pouco e conversando ainda mais sobre tudo.

— E o que o rei Kim enviou a você, meu rei? Ou acha que não notem esse outro selo real ao seu lado?

— Ah, isso? — ele mostra a carta carimbada com o selo do rei e o príncipe acena que sim com a cabeça. — É apenas uma promessa.

— Uma promessa? — O príncipe olha desconfiado.

— Sim, meu filho, uma promessa, eu revelei a ele meu medo de que você sofresse nas mãos dos outros príncipes por ser quem é e por vir de onde vem e nessa carta ele me promete que cuidará de você como a um filho.

O príncipe Minho decidia se achava aquilo bom ou não.

— Certo, eu entendo vocês dois e agradeço, mas pai, por favor, escreva ao rei que ele só poderá interferir em algo se eu lhe pedir que o faça.

— Mas filho?

— Pai, como serei rei um dia se não puder me defender, ou manter uma boa postura diante as aporrinhações advindas de outrem?

— Olha como fala bonito... Meu príncipe está crescido... sua mãe sentiria orgulho filho, assim como sinto.

— Fora que se alguém me irritar, eu praticamente já domino a minha magia vil, então matarei quem quer que seja.

Aquilo não era verdade, mas o príncipe queria e muito atordoar seu pai.

— Minho!

— O quê? Posso muito bem cuidar de mim meu rei, ninguém me fará mal.

— Claro que eu sei disso, mas você não matará...

— Meu bom rei, se acalme, eu estava brincando com vossa realeza, é claro que entendo que a minha conduta leva o nome do nosso reino assim como refletirá ao meu rei, então não se preocupe com nada, eu serei prudente.

— Você está indo contra sua vontade, não é?

— Sim, meu rei, mas entendo a importância de tudo isso, e pela manhã sairei rumo ao reino dos homens e o farei de bom grado, não se preocupe.

O rei ergueu sua taça e eles brindaram, ambos sabiam da importância de tudo aquilo e nenhum deles queria chamar ainda mais a atenção dos outros reinos, não da forma negativa que sempre foi.

— Leve com você o Gun e a Dilys, eles já estão cientes e cuidarão de você pelo tempo que estiverem lá.

— Está bem meu rei, e o senhor aparecerá lá?

— Os reis só estarão no baile, nos jogos e no dia do rito, mas antes disso vocês conhecerão melhor a princesa, achamos melhor assim e decidimos em conjunto.

— Que seja, então, — o príncipe se levantou e reverenciou o seu rei — vou me preparar, amanhã partirei ao alvorecer.

[...]

No reino dos Homens

O rei Kim havia chamado seus dois filhos para uma conversa.

— Enviei os comunicados aos três reinos, em breve os príncipes chegarão ao nosso reino e eu acredito que não precisarei pedir para que se comportem e sejam solícitos com eles e seus criados, ou estou enganado?

Os príncipes já sabiam, pois foram avisados por seu amigo Yang, mas fingiram surpresa para não entregar o jovem.

— Ah, eles já estão a caminho... fique tranquilo meu rei, iremos tratá-los dignamente.

— Minha real preocupação não é com você Seungmin, pois sei que, pelo menos boas amizades você poderá formar nessa experiência — ele olhou a Soo-min — é com ela que me preocupo.

— Sabe meu rei, eu duvido muito que os príncipes também estejam felizes com tudo isso, e se estiverem já será algo negativo para eles, não tem como jovens como nós estarem empolgados em perder sua juventude para um rito lunar.

— Viu aí Seungmin, é a sua irmã quem me dará dores de cabeça.

— Cuidarei da minha irmã meu rei, e também cuidarei para que os príncipes a respeitem, não posso negar que tenho medo quanto a isso.

— Filhos, me ouçam bem, — O rei os encarou seriamente — Os três príncipes têm pais incríveis, eles foram muito bem criados por reis respeitosos e benevolentes e eu não tenho dúvida alguma de que sejam pessoas boas, e sim Soo-min, talvez eles também não estejam felizes, mas todos temos nossos deveres a cumprir para com nossos povos, então é exatamente isso o que faremos.

— Sim, meu rei, eu entendo seu ponto. — A princesa falou pensativa.

— Então, minha querida flor, apenas tente fazer com que essa experiência não seja desastrosa para todos, sim? Posso contar com a minha filinha?

A princesa queria correr, fugir de seu reino parecia cada vez mais atrativo para ela, talvez viver como uma plebeia não fosse tão ruim assim.

— Meu rei conte comigo, darei o melhor de mim por todo o tempo em que os príncipes estiverem aqui, os tratarei com honradez e os conhecerei como me permitirem que os conheça, darei a eles minha mais sincera versão para que o escolhido das luas não se sinta enganado quando nos casarmos, lhe dou minha palavra, os tratarei muito bem.

O seungmin sorriu, o cinismo da fala de sua irmã era palpável, mas tanto ele quanto o rei sabiam que ela cumpriria com sua palavra mesmo que a contra gosto.

— Acredito em você querida, já falei com a fada Lee, o Changbin treinará o Yang e eles dois farão sua guarda junto aos príncipes, ajeitaremos tudo para os encontros, os jogos e os bailes, você terá vestidos e joias novas, e você Seungmin também terá trajes novos, e você também os conhecerá então façam amigos, esse momento será de aliança e alianças se é que entendem meu ponto, e tudo terá sua devida importância para todos os quatro reinos, então conto com vocês.

— Sim, meu rei, pode contar conosco.

A princesa apenas acenou após a fala de seu irmão, ela desejava muito que nada daquilo fosse real, mas lembrou da fala de sua fada e decidiu esperar pelo melhor, era difícil, pois em poucas luas ela conheceria os príncipes e sabia que não terá mais como fugir, um deles será o seu futuro esposo.

Mas mesmo assim, ela buscará levar tudo aquilo da melhor forma que puder, afinal esse é o seu papel como a princesa do reino dos homens.

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Notas finais
Como será que vai ser quando eles se encontrarem? Estou ansiosa para saber... Espero que tenham curtido o capítulo, conhecer um pouco mais dos príncipes é sempre bom... ( eu acho) rs. Tenham um excelente final de semana, se cuidem bem por favor. Se puderem deixem seu voto, eu agradeço demais! Beijoka da Adnoka! ☽♛♕☾