O reino das rosas.
67 Trio.
Notas iniciais
O quarto estava sendo iluminado apenas pelo fogo baixo que crepitava na velha, porém decorada lareira.
E na enorme cama de casal com pernas de madeira decoradas com conchas marinhas, Diana e Meg conversavam deitadas e com pouca roupa sobre o plano arriscado da rainha; enquanto trocavam caricias de casal entre si.
E você acha que a rainha tem chances de sobreviver? — Perguntou Diana curiosa.
Eu não sei. — Respondeu Meg sincera. — Aparentemente ela já tem uma certa experiência com magia, mas as possibilidades são bem variadas. — Completou Meg ao fechar os olhos e suspirar lentamente.
Hunf! — Resmungou Diana — Se a rainha morrer, certeza que a Jennifer ou até mesmo a Eleanor poderá herdar o reino todo.
Meg então, percebendo a voz de insatisfação da duquesa, perguntou — Você queria o reino para você, amor?
Diana então olhou diretamente nos olhos de Meg, e ao abrir um sorriso sarcástico e bastante misterioso, respondeu — Não, obrigada. Prefiro que ela escolha uma pessoa mais adequada para o cargo. Talvez alguém como você.
Eu!? — Exclamou Meg extremamente apavorada e espantada com a ideia — Nem pense nisso, Diana. Eu já tenho problemas suficientes com o meu próprio reino. Hunf! — Resmungou a baronesa ao fazer birra e biquinho.
Hahahahaha... — Gargalhou a duquesa ao ver o chilique de sua amada. — Mas pense bem, meu amor, você é a única que tem inteligência e conhecimento suficiente para manter a ordem e o equilíbrio entre todos os reinos. Sem falar que a Eleanor é nossa amiga, ou seja, teríamos três reinos fortes governando juntos. — Argumentou Diana com um olhar de extrema satisfação.
Porém Meg apenas balançou a cabeça, e ao coçar o olho direito agora desprotegido pelo óculos usual, falou — Esse seria apenas mais um motivo para que os reinos pequenos como o reino do litoral não se sentissem confortável com o nosso reinado.
Nosso? — Perguntou Diana com um sorriso falso e sedutor.
Meg então corou um pouco, e ao desviar o olhar dos olhos belos e azulados da duquesa, confessou — Sim, nosso.... Cof,cof.... Pois eu nunca seria capaz de governar nada sem ter você ao meu lado.
Diana então sorriu de felicidade, mas para não demonstrar fraqueza ou paixão, fingiu uma tossida e provocou — Mas você me quer ao seu lado pela minha ajuda ou porque gosta de uma ruivinha sapeca na sua cama a noite?
Meg então corou mais ainda, mas ao suspirar uma vez mais e tomar coragem, a garota loirinha respondeu — Os dois. Eu quero pelo os dois motivos.
Diana então ficou sem palavras e ao sentir a mão de Meg tocar carinhosamente na sua, a duquesa sussurrou — Eu também te quero ao meu lado todas as noites de minha vida.
A baronesa apenas sorriu ao ouvir a confissão de sua amada, e ao colocar Diana de barriga para cima e ficar por cima da duquesa, Margarete sussurrou — Então me faça ficar.... — E começou a beijar Diana vigorosamente.
Porém, para a surpresa das duas garotas apaixonadas, a porta do quarto se abriu de repente, e a princesa fria Eleanor, entrou no quarto vestindo apenas uma camisola branca transparente.
Meg, que no susto tentou decifrar quem era a pessoa parada ali no quarto mal iluminado, teve que se contentar em apenas ver o vulto pois estava sem os seus óculos para lhe auxiliar a visão.
Porém Diana, que sempre possuíra uma visão rápida e atenta, logo percebeu que se tratava da princesa fria, e ao abraçar Meg com força para esconder a semi-nudez de seus corpos, perguntou — Eleanor, o que diabos você está fazendo aqui a esta hora da noite?
A baronesa então se arrepiou ao pensar que a condessa trazia algum tipo de más notícias, mas ao perceber que Eleanor apenas fechara a porta do quarto e se aproximara da cama calmamente, Meg diminuiu um pouco as suspeitas sobre acontecimentos ruins.
Vocês deviam fechar a porta se vão fazer esse tipo de coisa pervertida. — Comentou Eleanor ao se sentar na beirada da cama como se tivesse sido convidada pelo casal.
E você devia bater na porta antes de entrar no quarto dos outros! Afinal, o que diabos você veio fazer aqui? — Replicou Diana bastante inconformada com toda aquela situação.
Porém Eleanor apenas subiu na cama de vez, e ao se sentar por trás da baronesa, a abraçou por trás e respondeu — Eu decidi que eu gostaria de dormir essa noite com vocês duas. Vocês não se importam, certo?
Naquele momento o coração de Margarete quase parou, e o rosto de Diana quase paralisou de espanto ao ouvir a resposta inesperada da condessa.
Então, ao tentar processar toda aquela situação, Diana arriscou uma pergunta — Eli, você bebeu?
Foi então que Meg sentiu o cheiro de hidromel forte vindo da boca da condessa, mas antes que a baronesa pudesse falar algo, Eleanor respondeu — Sim, eu bebi. Mas não pense que estou fazendo isso porque eu estou bêbada. Eu estou aqui porque eu quero. E também porque eu cansei de ser deixada de fora em todas as suas brincadeiras. — Completou a condessa ao começar a beijar o pescoço branco, macio e delicado da baronesa.
Diana: — Eli! Pare com isso agora! Como você ousa...
Como eu ouso? — Perguntou Eleanor em voz alta pela primeira vez na vida!
Meg: — Eleanor você não pode, ou melhor, você não deve fazer isso.
Não posso? — Perguntou Eleanor descrente — Não ouso? Não devo?
Sim, pois sou sua amiga. — Respondeu Meg ao tentar apelar para o lado racional e emocional da condessa.
Sim, você é. — Concordou Eleanor por um breve momento — Mas isso não impede a Diana de tirar a sua roupa e te foder toda noite quando ela quer. Afinal, se ela pode tirar a roupa e foder as “amigas” toda vez que ela deseja, por que eu também não posso? Por acaso não sou de vosso agrado, baronesa? — Questionou Eleanor ao aproximar a boca gélida da orelha direita e corada de Meg.
Meg: — Não é isso Eli, é que....
E que a Meg é a minha namorada, e não a sua! — Completou Diana sem rodeios.
Ah sim. — Comentou Eleanor sem emoção alguma — Mas aparentemente esse não é um fator muito importante quando certas duquesas desejam se divertir um pouco a mais com outras “amigas”. Vamos Diana, deixe-me aproveitar apenas essa noite com vocês duas e eu farei o favor de esquecer de algumas de suas “aventuras”. — Propôs Eleanor com um certo tom inédito de desejo na voz.
Aventuras? — Perguntou Meg antes de ser surpreendida com uma mordida leve da condessa em seu pescoço.
Diana agradeceu mentalmente pela distração criada pela nortenha, e ao suspirar pesadamente, falou — Não tente achar lógica no que ela está falando amor. Está bastante claro que ela está totalmente bêbada; agora a questão é.... O que nós faremos sobre? — Perguntou Diana em um sussurro cauteloso.
Meg então que estava resistindo avidamente aos beijos e mordidas de Eleanor em seu pescoço, apenas gemeu fracamente e ao controlar um arrepio que se espalhou pelo seu corpo todo, respondeu — Eu não sei, talvez nós devêssemos levá-la de volta ao quarto dela?
Foi então que Diana percebeu que aquela seria uma chance única de experimentar algo que talvez nunca acontecesse novamente.
Então ao sorrir maliciosamente e acariciar a perna da baronesa com vontade, a duquesa ruiva falou — Amor, e que tal nós realmente aceitarmos a proposta de nossa amiga e desfrutarmos dessa experiência inovadora e aparentemente excitante?
Os olhos de Meg quase fulminaram a duquesa com raiva e indignação ao ouvir a proposta da sádica ruiva, mas antes que Meg pudesse falar alguma coisa, Eleanor sussurrou — Vamos Meg, aceite. Se você assim o fizer, eu te mostrarei o quão quente o gelo pode queimar...
Margarete corou como nunca ao ouvir as palavras inapropriadas de sua amiga, e antes mesmo que pudesse cogitar comentar algo, sentiu sua boca ser tomada pelos lábios sedentos e invasivos da duquesa, que lhe beijava e tocava a sua língua com voracidade e extremo desejo.
Então, completamente dominada pelas outras duas garotas, Meg finalmente se rendeu ao toque, beijos e caricias das mãos quentes e frias de Diana e Eleanor.
A baronesa tentava futilmente conter seus gemidos ao sentir os toques frios e gélidos das mãos de Eleanor que tocavam e acariciavam as suas partes baixas, enquanto as mãos e as unhas de Diana lhe arranhavam a pele de suas pernas brancas e macias.
Já a princesa fria, totalmente embebida pelo hidromel e pelo desejo de suas amigas, suspirava um arfar frio e queimante que atingia o lado direito do pescoço da baronesa, que já transbordava de estímulos e sentimentos mistos.
Diana, que finalmente finalizara o longo beijo de língua com Meg, agora sorria ao ver Eleanor ainda atacando o pescoço de sua amada, e ao morder o lábio inferior de sua própria boca devido a imensa sensação de desejo e tesão, a duquesa ruiva resolveu direcionar as suas ações ao lado esquerdo do pescoço de sua amada, já que o direito ainda estava sendo ocupado e utilizado pela condessa.
Foi então que Margarete quase colapsou de prazer, ao sentir que as duas garotas lhe atacavam o pescoço ao mesmo tempo, e que também brincavam com as mãos em várias partes baixas de seu pequeno corpo.
Em um certo momento, Diana levou a mão direita até a parte preciosa da baronesa, e ao sentir que Eleanor já estava com a mão direita e esquerda lá, a duquesa retirou a mão esquerda da condessa do local e colocou os dedos de sua própria mão no lugar, fazendo uma espécie de trabalho em conjunto com a princesa fria, que apenas resultaria em mais prazer e sensações inéditas no corpo da jovem baronesa.
O resultado não demorou a ocorrer, e apenas meio segundo depois da união das duas mãos “amigas”, Meg já desfrutava de um misto de sensação de calor e frio, tudo proveniente do mesmo local de seu corpo que estava sendo tocado e violado por mãos de temperaturas diferentes.
Você é quente.... — Sussurrou Eleanor ao suspirar sedutoramente no ouvido direito da garota loirinha.
Hêhehehe.... Você nem sabe o quanto, Eli. — Murmurou Diana ao parar de beijar o pescoço da baronesa e lhe morder o lóbulo da orelha esquerda, fazendo com que Meg deixasse escapar um gemido nunca ouvido antes pela duquesa.
Estou descobrindo agora. — Comentou Eleanor ao retirar a mão da parte preciosa da baronesa e começar a cariciar a região do abdômen e peito da princesa de olhar sábio.
Diana, que então percebera que Meg já estava totalmente entregue àquela situação, apenas riu e se afastou um pouco da visitante e sua amada, e ao ficar em uma distância confortável da condessa e baronesa, a princesa perseverante apenas observou e admirou o inesperado espetáculo que se desenrolava naquela cama.
Eleanor, que também já percebera a vontade de Meg de continuar com aquilo, aproveitou a saída de Diana para deitar a baronesa de barriga para cima na cama, e ao ficar por cima da mesma, a princesa fria comentou — Baronesa Margarete, vamos descobrir porque a Diana gosta tanto de sua boca. — E então avançou e beijou a princesa de olhar sábio com tanta vontade e desejo que quase fez Meg se engasgar com a própria saliva.
A sensação de ver sua amada sendo beijada por sua melhor amiga era tão estranha e excitante que Diana não conseguiu manter a sua mão esquerda longe da parte preciosa de seu corpo, o que fez com que a duquesa vermelha começasse a se tocar e arfar enquanto assistia à ação entre Eleanor e Meg.
Margarete, porém, já não se importava e nem via mais o que sua amada estava ou não fazendo, a princesa de olhar sábio apenas se importava e desfrutava da sensação diferente que a língua e o beijo gélido de Eleanor lhe causavam em seu corpo, e foi apenas quando a princesa fria parou de beijá-la por um momento, que Meg percebeu que sua amada estava apenas assistindo toda à ação.
Diana, como você pôde...? — Sussurrou Meg antes de ser interrompida pela perna de Eleanor que batera em seu rosto no momento em que a condessa engatinhou em direção à Diana e falou — Você não deve ficar apenas olhando, duquesa, também queremos você participando. — E então beijou a boca de Diana na frente da baronesa que apenas olhava toda aquela situação totalmente surpresa.
Hêhehe.... — Riu Diana ao se separar do beijo da nortenha — Pelo visto a pombinha branca quer um pouco mais de fogo na aventura noturna dela.
Eleanor que apenas conseguiu acenar com a cabeça para concordar, se virou para olhar para Meg e falou — Sim, estou querendo juntar calor e conhecimento juntos para ver no que dar.
Diana então riu um pouco mais e ao acariciar a pele branca e pálida da nortenha, falou — Então me leve com você, e vejamos se com mais calor e conhecimento agregado, nós duas conseguiremos derreter esse bloco de gelo que você chama de coração.
E foi então que Eleanor segurou Diana pela mão e a levou de volta bem devagar até a Meg, mas ao chegar na frente da baronesa, a princesa perseverante agarrou o cabelo negro escuro da morena com força, e sem delicadeza alguma lhe roubou um beijo profundo e cheio de desejo; o que talvez intencionalmente, provocou um sentimento forte de ciúmes na garota loirinha que observava tudo.
Porém, antes mesmo que Meg pudesse reclamar de alguma coisa, Diana rompeu o beijo com a morena e logo puxou a baronesa também pelos cabelos, dessa vez loiros, e lhe roubou um beijo tão apaixonado e cheio de desejo quanto o que ela dera na condessa Eleanor antes.
O beijo foi quente e demorado, e logo após o rompimento do mesmo, a baronesa Meg mal teve tempo para respirar e recuperar o fôlego, pois logo sentiu os dedos gélidos de Eleanor lhe tocar a bochecha direita e lhe direcionar o rosto e a sua boca na direção dos lábios frios e provocantes da princesa fria, que lhe beijou uma vez mais.
Diana então apenas admirou mais uma vez o beijo entre as duas garotas mais importantes de toda a sua vida, e sem pensar duas vezes começou a atacar, morder e beijar o pescoço de ambas, enquanto revezava de uma para a outra.
Eleanor nunca sentira todas aquelas sensações antes, e Meg estava tão chocada e inebriada com tudo que estava acontecendo que sequer falava uma palavra; porem Diana, que estava naquele momento liderando toda a ação, parou o seu ataque oral aos corpos das duas garotas e perguntou — E então Eleanor, somos melhores que a Jennifer na cama?
Meg então avermelhou mais ainda ao ouvir a pergunta de sua amada, mas Eleanor que estava bastante relaxada e imersa em toda aquela situação, apenas deu uma risadinha baixa e respondeu — Não sei, pois não posso responder por algo que eu e a Jennifer nunca fizemos antes. Talvez você devesse perguntar a Wendy, já que é quase certeza que elas fazem isso e muito mais quando estão a dormir juntas.
Diana então gargalhou com a resposta de sua amiga nortenha, e ao acariciar a pele de sua perna fria e branca, replicou — E você, já teve uma noite melhor que essa com outra pessoa sem ser nós duas?
Meg corou mais ainda de curiosidade e vergonha, mas Eleanor apenas suspirou ao sentir a mão de Diana lhe tocar a parte baixa, e ao segurar com força na mão esquerda da baronesa, a princesa fria respondeu — Eu creio que não. Apesar de eu já ter passado por algo parecido com a garota Amanda, nós duas estávamos bêbadas demais para conseguirmos lembrar de muita coisa.
A revelação da noite de loucura entre Eleanor e Amanda quase fez o coração de Meg parar de bater ao saber da ocorrência desse fato, porém, para Diana que estava adorando toda aquela situação, saber dessa informação apenas fez a princesa ruiva gargalhar alto enquanto sentia o corpo da princesa fria responder aos seus estímulos apertando fortemente os seus dedos invasores com a parte mais preciosa e menos fria da condessa.
Porém, quando Diana finalmente parou de rir, nenhuma das garotas falou mais nada, e todas apenas aproveitaram o calor, caricias, toques e suspiros nos corpos nus e sensíveis de todas presentes naquela cama.
E então, quando o novo dia finalmente amanheceu, Diana acordou com duas, e não apenas uma, garota amada abraçada ao seu corpo nu.
Meg dormia abraçada ao seu lado esquerdo, com a cabeça apoiada na região do seio esquerdo da princesa perseverante, enquanto Eleanor, dormia abraçada ao lado direito da duquesa, com a cabeça apoiada entre a região do seio direito e o ombro do lado direito da ruiva.
Diana foi a primeira a acordar, e ao sentir o peso de suas duas amadas em cima do seu corpo, a memória do que ocorrera naquela noite retornou a mente pervertida e maliciosa da duquesa, que apenas sorriu de maneira vitoriosa e deu um beijinho na testa de cada uma de suas companheiras de cama.
Após receber o beijo, Meg apenas resmungou algo inaudível e logo continuou a dormir, pois estava muito cansada devido a todo o estimulo forte que sofrera naquela noite; já Eleanor, conseguiu resmungar um pouco mais, e quando finalmente abriu os olhos, ainda um pouco tonta e zonza por causa da bebida, a princesa fria estranhou o lugar onde estava e perguntou — Onde estou? Que maldito lugar é esse?
Você está na cama do quarto onde você invadiu noite passada. — Respondeu Diana com sua voz séria e sem deixar escapar felicidade alguma.
No quarto que eu invadi? Espera.... Isso quer dizer que o sonho que eu tive.... — Murmurou Eleanor com a voz cansada e pesada pelo sono e pela bebida, enquanto percebia que estava dormindo abraçada com Diana.
Sim. Caso você tenha sonhado que passou a noite comigo e com a Meg, olhe em volta e perceba que não foi apenas um sonho. — Falou Diana de maneira direta e franca.
Foi então que ao perceber que ela realmente estava nua e deitada ao lado de Diana, Eleanor finalmente avistou Meg dormindo a sua frente, abraçada com o corpo nu e marcado da duquesa; o que significava que as lembranças do que a condessa achara que fora um sonho realista, fora bem mais do que isso.
Como isso aconteceu? — Perguntou Eleanor bastante confusa.
Diana que apenas estava desfrutando de toda aquela confusão da pobre e esquecida princesa fria, sorriu ao ouvir a pergunta tola da morena, e falou — Bem, tudo começou com você invadindo nosso quarto e agarrando a Meg na minha frente, daí nós conversamos um pouco e descobrimos que você estava bêbada e pensamos em te mandar embora, mas como você estava implorando tanto para dormir conosco, nós duas decidimos que não faria mal algum você ficar. — Explicou a duquesa sem rodeios.
E por que nós estamos sem roupa? — Perguntou Eleanor ao olhar para o corpo nu de Meg e Diana.
Porque aparentemente você não veio apenas para dormir. — Respondeu Diana com um sorriso safado no rosto.
A frase que Diana dissera esclareceu de vez todas as dúvidas da princesa fria, que mesmo confusa e até mesmo um pouco arrependida pelo o que fez, apenas inspirou e suspirou profundamente antes de se deitar novamente ao lado de Diana e perguntar — E a Meg? O que ela achou de tudo isso?
Diana então olhou para o rosto adormecido da garota loirinha que descansava e dormia como um bebê bem alimentado e feliz ao seu lado, e ao dar um outro beijinho, dessa vez nos lábios pequenos da princesa de olhar sábio, a duquesa respondeu — Ela protestou bastante no início, mas depois quando você a dominou com a boca, eu percebi que ela gostou de sua saliva fria e deixou se levar pelo resto.
Eleanor então olhou para o rosto adormecido e contente da baronesa, mas ao olhar novamente para os olhos azuis e provocantes da duquesa ruiva, a princesa fria perguntou — E você? Protestou contra mim ou apenas aproveitou a oportunidade e saciou os seus desejos mais imundos?
Hahahahaha....! — Gargalhou Diana quase a ponto de acordar Meg de seu profundo sono — Se nós fossemos apostar algo nessa pergunta, em qual das duas opções você apostaria, Eli? — Zombou a duquesa com um sorriso tão pervertido e provocante que quase fez a condessa fria lhe atacar os lábios novamente.
Afff.... — Suspirou Eleanor pesadamente. — Eu nem sei porque eu ainda pergunto. — Ironizou a condessa antes de ouvir Meg resmungar mais uma vez e finalmente abrir os olhos.
Bom dia, meu amor. Dormiu bem? — Saudou e perguntou Diana com um sorriso tão comum que parecia que nada demais havia ocorrido naquela noite.
Bom dia.... Mas por que tanto barulho tão cedo pela manhã? Começou a falar sozinha agora? — Perguntou a baronesa sem sequer perceber e lembrar que ainda não estavam completamente sozinhas naquela cama.
Peço perdão, baronesa. Creio que as minhas perguntas tolas fizeram sua amada gargalhar mais alto do que devia. — Respondeu Eleanor ainda com voz de sono e cansaço.
Foi então que os olhos de Meg se estreitaram e ao finalmente conseguir avistar o cabelo negro por cima do olhar frio e estático do rosto da princesa fria, que a princesa de olhar sábio se assustou e exclamou — Eli!? Por que você está aqui?
Logo a pergunta da duquesa foi abafada pelo riso de Diana que aparentemente era a única que se lembrava realmente de tudo o que acontecera naquela noite, enquanto Eleanor apenas bocejava lentamente de sono.
E então quando a condessa finalmente controlou o seu longo bocejo, a princesa fria perguntou — Você também bebeu, Meg? Eu pensei que eu era a única que não sabia o que estava acontecendo aqui.
Então ao perceber que Eleanor estava se referindo a noite passada, todas as memórias do que ocorrera antes da jovem baronesa adormecer retornaram aos pensamentos de Meg, que logo corou fortemente e apenas respondeu — Esqueça, vamos fingir que isso nunca aconteceu.
Hahahahaha... — Riu Diana mais uma vez. — Tentem vocês duas, porque eu não vou esquecer disso nunca.
Meg então ficou muito furiosa com a sua duquesa, mas antes que pudesse falar alguma coisa, Eleanor tossiu um pouco alto e falou — Eu também não vou esquecer, mas posso fingir que sim para não incomodar você, se você assim o desejar. Porém, por agora, será que nós poderíamos dormir mais um pouco? Minha cabeça está doendo muito.
Diana então sorriu e deu um beijo rápido na testa de Eleanor, antes de falar — Podemos sim, pombinha. Vamos amor, faça silêncio! Nossa convidada deseja dormir um pouco mais... — E então beijou o olho direito de Meg com carinho.
Logo, comovida com o afeto matinal do beijo de Diana, Meg apenas concordou com a cabeça e fechou os olhos e fingiu dormir como se nada demais tivesse acontecido; enquanto Eleanor retornava a sua cabeça para o peito direito de Diana, a usando como um quente e seguro travesseiro humano.
Uma semana depois do acontecido, em outro quarto, Jennifer é acordada carinhosamente por Wendy, que ao lhe dar um beijo carinhoso de bom dia, sussurra — Bom dia, meu amor. Cof,cof.... Você já está pronta?
Jennifer ainda bastante sonolenta, coça o olho direito com as costas da mão direita e pergunta — Bom dia, minha rainha. Pronta para o quê?
E é então que Wendy ao sorrir um lindo sorriso de orgulho e preocupação, diz — Para anunciarmos a sua nova posição! Senhorita regente. — E lhe apresenta um documento real marcado e assinado com o selo real da princesa das rosas vermelhas.
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