O receptáculo
1 Prólogo
Notas iniciais
Conta minha avó, que na noite em que minha irmã e eu nascemos foi um dia de muita alegria, quando minha mãe Diana ficou grávida foi identificado somente um bebê, então vocês podem imaginar a enorme surpresa em saber que em vez de uma criança, nasceram duas, vovó não soube dizer o que deu errado na hora, mais ficou super feliz por ter ganhado duas netas, minha mãe entrou em trabalho de parto na noite de seu aniversário de 26 anos, todo o nosso clã estava super animados para conhecer a próxima geração da família Parker, mas para mim, foi um dia de muita tristeza... Perdi minha mãe naquele dia, e mesmo sem conhecê-la, eu sinto a sua falta.
Kyara, minha irmã mais velha por algumas horas que ela insiste em lembrar, nasceu no dia do aniversário da nossa mãe, dia 12 de março de 1998, ás 23h50min para ser mais exata, minha avó Irene gosta de datar direitinho quando um Park vem ao mundo, minha irmã e eu por mais que fôssemos gêmeas, éramos as pessoas mais diferentes que existe, ela tem os cabelos tão claro que parece branco e com os olhos azuis mais lindos que existe, isso, ela puxou da nossa mãe, vovó diz que quando ela chegou não deu muito trabalho, foi um parto tão tranqüilo que ela não fez nenhum barulho, ela nasceu sorrindo, e devo ressaltar que o seu sorriso é deslumbrante, e consegue tudo e todos que quer, meu pai a amou no momento em que olhou pra ela, já eu, sou a parte triste da história, dei tanto trabalho para a minha mãe que ela ficou horas gritando de dor, o meu parto foi tão problemático que ela teve uma hemorragia interna e faleceu antes de conseguir me expulsar de seu corpo, minha avó teve que me tirar a força da barriga dela, eu nasci na madrugada do dia 13 de março, vovó Irene conta que eu estava morta quando ela me tirou de dentro da minha mãe, e que não suportaria perder uma neta no mesmo dia em que perdeu sua única filha, então ela levou meu corpo sem vida para fora de casa e ofereceu a deusa da noite, ela conta que no mesmo momento a lua escureceu e eu comecei a respirar, e quando a lua voltou a brilhar no céu eu comecei a chorar, vovó ficou tão emocionada que caiu de joelhos abraçada a mim, sempre conta que foi um milagre eu conseguir sobreviver, colocou meu nome de Luna para homenagear a deusa da noite, mais o choque do meu pai por perder a sua esposa foi tão grande que por mais que ele não diga, eu sei que ele me culpa... e pra falar a verdade, eu também me culpo.
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