O que é isso?
1 Ele ainda não me respondeu...
O ano era 1975, Cole Hooper já tinha 15 anos e não se encaixava em qualquer que fosse o lugar, já fazia cerca de 227 anos desde o primeiro impacto na terra, e aquilo ainda afetava seu dia a dia, há 200 anos luz dali nada disso importava, mas na rua Kingston, no estado de Massachussets no país de nevados, aquilo importava.
Cole Hooper, já estava no 1 ano do ensino médio ainda no início do ano letivo e era bem vivido apesar de não sair muito de casa já passou por experiências que não precisava passar e outras que o fizeram amadurecer, mas afinal onde ele está? Uma questão fácil, se quer achá-lo vá até sua casa.
Cole Hooper está deitado em sua cama, ele lê um livro, já está na página 134, ele usa um pequeno e fino fone de ouvido, conectado em um pedaço retangular pequeno fino de metal. Parece está imerso em um mundo só dele, para ele mesmo, sem qualquer distração só ele e o livro, feliz naquele simples mundinho, a porta se abre e sua pele se arrepia.
Seu pai, um homem de bigode espesso e negro, semblante filosófico e inteligente, cabelo curto e afetado por certa calvície, camisa xadrez calça jeans, sapato social. Ele abre a porta em silêncio e olha o quarto.
- Precisamos aumentar seu quarto – Este é o simples método de demonstrar afeto do meu pai, então não se impressione.
Eu olhei pro seu rosto, parecia leve, leve, mas pensativo, ele olhou pros meus sapatos jogados, e a estante de livros bagunçada.
- Como tá a sua escola?
- Vai bem...
- Filho.
- Pai?
- Me desculpa.
- Pelo oque?
- Nada. – Ele saiu do quarto após o curto diálogo me deixando uma dúvida agoniante, “Me desculpa” desculpa pelo que? Mas meu pai tem dessas, nem me assusto mais com isso, depois do meu fluxo de leitura ter sido interrompido eu perdi o interesse fechei o livro, o céu parecia azul, mas um azul meio chato sabe?
A casa tava bem, quer dizer, tinha louça pra lavar, mas eu não queria lavar meu pai já estava de jaleco, impecável e perfeito, ele abriu a porta e olhou pra mim acenando um tchau e saiu. Simples preciso e eficiente prazer esse é meu pai, até a casa, ela era grande, mas com pouca decoração, passava um ar de paz e leveza tão grande, era meu lar, meu único lar de todo aquele mundo.
Ouvi batidas na porta, olhei pelo olho mágico e lá estava. Jhonatan Mendes o garoto da BMW, eu destranquei a porta, e quando ia abrir, ele a abre primeiro, entra na casa suspira com a mão na cintura, olha pra mim, aqueles olhos azuis e um cabelo castanho que quase brilhava no sol, vestia uma camiseta verde com um zumbi estampado short daqueles de academia, em resumo ele agredia a moda de infinitos jeitos.
- Deuses, que casa deliciosa. – falou Jhonatan ainda com as mãos na cintura.
- Deuses, puff. –
- O que? Você não acredita que Zeus, Hades e Poseidon existam? Ateu, tua condenação será ser queimado em uma fogueira. Uma punição digna de um pecador como você. – Ele disse com um sorriso simples no rosto.
- Você não consegue ser engraçado não importa o quanto tente – Finalmente fecho a porta e tranco, passo por ele e me sento no Puff, olho pra ele, que ainda está preso naquela pose ridícula. – Você vai ficar em pé ou vai sentar sua bundinha branca no sofá?
- Bundinha branca? Você tá muito safadinho, tenho que te dar uma lição pequeno Cole, uma lição que sua bundinha não vai esquecer. – Ele disse se sentando no sofá e passando a mão pelo meu joelho tentando fazer cosquinha.
- Você tá muito gay hoje sabia.
- E você finge que não gosta. Seu danadinho. – Caí na risada por um bom tempo, me jogando ao chão sentindo minha barriga doer de ri. Eu me levantei ainda soltando um arzinho pelo nariz.
- E ele gosta né. – Disse Jhonatan, ele respirou fundo e disse – Você mandou mensagem pra Lila?
- Eu mandei, mas faz 3 horas que ela não me responde.
- Ela não some assim do nada, já falou com o Eddie? – ele cruzou as pernas.
- O Eddie também não me respondeu, mas eu tava falando com ele, ele sumiu de repente, isso já faz umas 2 horas e meia
- Será se ele apareceu no quarto dela? – disse Jhonatan levantando a sobrancelha com um olhar sugestivo no mínimo.
- Você só fala coisa que não presta, alguma coisa que preste já saiu da sua boca?
- Você tá facilitando de mais. – Disse ele dando uma breve risada.
- Mas tu és abusado, vamos logo atrás da Lila. – Quando saí da casa lá estava sua infame BMW, entrei pela porta, ele mexeu no celular por alguns instantes e entrou no carro, ele ligou o motor, e acelerou o carro fazendo um estrondo
- GOZEI. – Ele passou a marcha e sai acelerando pela rua.
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