O que vale o amor?
2 Capitulo2
Notas iniciais
Inuyasha pov's on
Fui até a casa do Miroku e quando cheguei vi. Era mesmo verdade. Ela estava chorando no colo da Sango e pedindo desesperadamente que eu voltasse . Falava que a culpa era dela e falava que se fosse forte pelo menos para empurra-lo de cima dela isso não teria acontecido. Kagome...MINHA Kagome. Sempre eu que a confortava. Sempre eu que cuidava dela... senti pena. Mas não podia demonstrar. Sango me fitou. Depois à Miroku.
Oque ele está fazendo aqui?-falou Sango num tom de raiva.
–Eu vim almoçar.-intrometo
–Então vai almoçar em outro lugar-Sango já estava dando medo
–E se eu não quiser?-respondi
–Eu estou de saída-falou Kagome
–Não vai pedir “desculpas”?-falei quando ela estava na porta
–Por que se a culpa não é minha?-retrucou
–K-chan fica- falou Sango a arrastando para dentro
O almoço foi tranquilo. Exceto aqueles olhares da Sango. Simplesmente chove do nada. Demais. Sango pediu para ficarmos. Não estou seguro, pois é o primeiro dia do mês e eu fico humano. Só eles sabem disso. Mais nenhum ser vivo. Acabamos por dormir lá mesmo, já que Sango não nos deixara sair. Eu e Kagome iremos dividir o quarto... o que será que esses dois estão aprontando? Um colchão para cada. Sango dá um “boa noite” e vai embora. Acaba a luz. Kagome só tem medo de escuro. De barata não, aranha não. De nada comum para mulheres daquela idade. Só o escuro. Um grito ensurdecedor e ela se agarra em mim usando somente aquela camisola azul. . .
–Ka-Kagome...
–Por favor... eu faço o que você quiser depois...
–Sabe que depois não vou aceitar você falar que isso nunca aconteceu.
–Tá.-sua voz saiu fraca. Sinto água tocar em minha pele
–Shii... não chore... eu faço o que você pediu.
–Hum hum
Eu a deitei delicadamente e a abracei pela cintura (tipo conchinha) e sussurrei no seu ouvido.
–Calma... estou aqui...
Saiu de seus lábios um sussurro:
–Quem garante que sempre vai estar? Eu preciso de você mais do que eu preciso de ar Inuyasha...
–Kagome...
Ela estava dormindo... que droga Kagome... ela … se … declarou … para mim … dormindo...
Eu sou um BAKA. O maior de todos... será que eu devo pedir desculpas? Eu só a queria bem... eu vou resolver o assunto com o lobo fedido. O sono pesa e eu adormeço.
–Inuyasha...
–Kagome...-ela está... sangrando
–Por que? Por que me deixou sozinha?-ela tinha lágrimas nos olhos
–O que aconteceu com você?
–Inuyasha...-foi uma voz reconhecida atras de Kagome
–Mãe? A senhora não …?
–Morreu? Sim, mas impeça que isso aconteça com ela.
–O que?! Mãe como assim?!
–Filho sabia que o Kouga já foi namorado da Kagome?
–Como assim mãe? Ela já namorou o lobo fedido?-falei com pouca calma
–Ela foi obrigada. Se não ele matava a mãe dela. Depois que a mãe dela morreu, ela terminou com ele e mudou de cidade, para que nunca mais a encontrasse. Ele vai mata-lá por isso.
–Mãe...
–Pare de infantilidades meu filho. Peça desculpas e cuide dela.
–Mas...
–SEM “MAS” INUYASHA!!! ELA PODE MORRER E VOCÊ SER INFELIZ O RESTO DA VIDA!!!
–Mãe... sim.
–O meu único neto até agora pode morrer...
–Neto?
–Essa era a surpresa dela Inuyasha...
–Mãe...
–Bom dia. Meu filho.
Acordei com um salto, acordando Kagome também.
–O que aconteceu, Inuyasha?
–Eu...-eu a abraço- soube de tudo Kagome.
–Como assim Inuyasha? Soube de tudo o que?
–Do Kouga... da sua mãe...
–Como você descobriu? Eu não queria que você se machuca-se. Ele é um...
–Ele te ameaçou não foi?
Ela começa a chorar no meu peito...
–Inuyasha?
–Sim?
–Eu estou grávida. Por favor não me abandone... não nos abandone...
–Kagome?
–Sim?
–Me desculpe... não vou te abandonar -passo a mão no ventre dela delicadamente- não vou abandonar vocês. Entendeu? Aquele tal Kouga pode ser perigoso para vocês...
–Obrigada Inuyasha...
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