— Venha comer, Amelie. – expressou Mrs. White, mãe de apenas duas filhas, a senhora de pouca estabilidade financeira temia que após sua morte as duas se encontrassem desamparadas a respeito de seu estado financeiro sabendo bem que, com o lucro do pai, nada teriam como luxo. Bela Elisa esperava, sentada na mesa com seu pai, a volta de sua mãe que fora chamar a irmã mais velha no quarto, cuja experimentava um vestido que usaria no baile do dia seguinte para comemorar o casório de um dos mais belos moços de fortuna oportuna que se estabeleciam na região pequena em que viviam, por ser algo grandioso, o território inteiro estava convidado a celebrar. Mr. Watson havia irmãos mais novos, cujos Amelie se esforçaria para conquistar, sabendo da grandeza de bens que possuem. Bela Elisa pouco se encontrava ansiosa, não acreditava que faria alguma real diferença a sua presença, então preferia não se auto iludir achando que sairia de lá casada. A jovem acreditava no amor, ingênua ao extremo, não julgava certo a necessidade de pôr o bem estar social à frente ao bem estar pessoal.

A família de quatro, jantou e alegremente planejaram a noite perfeita que teriam no dia seguinte.

— Amanhã, a esta hora, estaremos, eu e Bela Elisa, dançando com os dois irmãos de Mr. Watson, celebrando e cantarolando a felicidade de termos sido escolhidas. – Amelie dizia se levantando da mesa e indo em direção ao sofá da sala, sendo seguida por Mr. e Mrs. White e a irmã mais nova, que não pôde conter o riso.

— Acho engraçado a maneira que sonhas e a que podes iludir-se, sem a ajuda de ninguém. – retrucou para a de 21 anos.

— Bela Elisa! – a mãe dissera com o cenho franzido, sem entender a negatividade de pensamento que alguém nova assim poderia possuir.

— Não repita isso, poderá ferir gravemente os sentimentos de sua irmã. – o pai alertou, sentado em sua poltrona.

— Está tudo bem, papá. Não se preocupe, mamã. – passou a mão no cabelo. – Entendo que minha querida irmã tenha uma imagem, a respeito de si, tão baixa a ponto de não imaginar-se casada com um dos homens mais ricos da região. Não a censuro por isso. Pelo contrário, faz-me sentir mais confiante.

— Se crês que o que me faz imaginar a total infelicidade de um casamento interessado apenas na foturna de alguém, é então, minha imagem distorcida de mim mesma, lhe concedo os elogios por me tornar alguém tão pessimista, mesmo tendo em mente a certeza que de apenas não gosto da situação. – a fala não pôde gerar menos espanto aos pais, que logo lhe tomaram de chamar atenção, perguntando a quem acreditava estar falando e julgando a extrema falta de educação, que não aceitariam ver se repetir na noite seguinte.

Se retiraram para dormir. Bela Elisa, com traços angelicais e o cabelo em um tom castanho médio, que acentuava claramente seus olhos cor de mel e as bochechas ligeiramente e naturalmente rosadas com lábios impactantementes vermelhos, com a magreza notória, se comparava constantemente a irmã mais velha, corpulenta, loira de olhos escuros mas que demonstravam uma certa delicadeza, pele clara como a neve e sardas levemente acentuadas. Se sentira inferior a beleza sempre chamativa de sua irmã, que aparentava uma boneca. Muito elogiada por isso, Amelie as vezes tinha um ego elevado, fazendo-se questão de se sobressair a irmã, que acabara sendo ofuscada.

— Ela não tem senso! – pôde ouvir a mãe gritando no quarto, sabendo que se tratava dela, Bela Elisa tentou, com o travesseiro, cobrir seus ouvidos para não lhe causar um sono perturbado.

— Tenho noção disso! Não sei de quem ela herdou esses traços grosseiros e absurdos que tem! – o pai concordava em outro grito. Não se permitiu chorar, a opinião que tinham sobre ela lhe deixara extremamente indiferente.

Na manhã seguinte, a cidade inteira cantarolava a disposição que tinham para que chegasse logo a tão esperada festa. Duas amigas de Bela Elisa bateram na porta e enquanto a mesma se arrumava para sairem a favor de dispor suas energias na ajuda da roupa de sua outra amiga, Mrs. White lhes entretia com a audácia da noite passada da própria filha.

— Se já acabou de difamar minha venerada imagem, – se aproximou da sala de estar em que estavam as três sentadas. – acredito que já podemos ir.

— Mamã, não se esforce para abalar a conduta de Bela Elisa, – Amelie disse bebendo agua na cozinha. – seria inútil, já que ela faz isso sozinha.

Não puderam deixar de rir, a intimidando profundamente e fazendo-a chamar suas amigas para irem imediatamente, o que não tardou 30 segundos para já estarem fora de casa. A tarde harmoniosa com as amigas a fizera esquecer os graves insultos que sofrera em casa. Tendo de voltar logo, assim que chegou, sem tornar a conversar com nenhum de seus familiares, apenas admirou a beleza da irmã enquanto lhe encaixava o vestido. Após estar pronta, se perguntou porque não conseguia superar tais belezas de sua parente.

— Já chamei a carruagem, acho bom que desça imediatamente pois ainda precisamos conversar. – Mr. White exclama diretamente a Bela Elisa. Logo o seguiu e puderam então, a caminho da carruagem, enquanto as duas caminhavam adiante, conversar sobre o que precisavam. – Onde aprendestes modos tão desagradáveis, querida?

— Desculpa, a que modos faz-se referência? – tentou transparecer que não encontrara nada de errado em quaisquer de suas atitudes.

— A sua grande prepotência e necessidade de atingir continuamente a felicidade de sua pobre irmã.

— Não faço questão de exercer nenhuma força negativa para quem amo, se lhe faz mal minhas devidas sinceridades, creio que o espírito fraco não seja certamente o meu.

— Sua irmã possui uma sensibilidade admira...

— A mesma que usa para atingir a minha e para então transformar-me em uma imagem inferior? – interrompeu seu pai tendo sua paciência conturbada.

— Não se refira assim à sua própria irmã, não se intimida de sua própria postura?

— Não. – lhe respondeu brevemente com o túmulo de pensamentos que lhe passava, não entendia essa proteção com a irmã e estímulo a lhe tornar a vilã. Caminhou mais rápido para sair da proximidade do pai e não ser obrigada a escutar mais nada.

No caminho inteiro, não pudera deixar de prestar atenção da conversa diante de si. "Como são infames!", pensou.

— Tens de procurar qual lhe agrada mais, sabendo que o principal é a nobreza. – Mrs. White aconselhava a mais nova, que sacudia a cabeça e concordava.

— Caso alguém de baixo título te convide para dançar, esteja certa de recusar. – Mr. White acrescentava.

— Ok, tomarei partido de fazer tudo que me foi recomendado. – ela dizia realmente grata, o que apenas aumentava a grande vontade de Bela Elisa de permanecer em silêncio.

Entraram em um hall glamouroso e datalhadamente explendido, elegante e de longe avistaram o recém-casado e sua atual esposa, acompanhados de seus irmãos. Bela Elisa em sua primeira oportunidade, despistou seus pais e seguiu caminhando pelo incrível salão sozinha, observando com pouca inquietude como tudo parecia exuberante.

— Ai está você! – Clarie, amiga mais intima da mesma, a abraçou e lhe mostrou de longe seu pretendente, era o irmão mais novo de Mr. Watson, de aparência inocentemente adorável, olhos e cabelo escuro que ressaltavam sua beleza natural e até mesmo comum. Analisando características físicas de Clarie, sabia que a amiga pouco tinha chances com ele, mas preferiu guardar a opinião para si afim de não causar discussões. Se sentaram ali próximo e de longe, era possível avistar Amelie conversando interessadamente com um rapaz esbelto, que combinara perfeitamente com ela, era alto, de cabelo loiro e olhos escuros, porém um tanto desconhecido por ali, não possuia um título nobre então tinha em mente que aquele não era seu real pretendente. Após alguns minutos, anunciaram que a dança estava prestes a acontecer, portanto, teriam que tomar seus pares rapidamente. Espantada que a própria irmã dançaria com um simples rapaz de economia contada, coisa que não esperava, Bela Elisa não estava esperançosa de receber algum pedido de dança, enquanto Clarie se tornou obrigada a aceitar de algum moço que não seria seu objetivo real, já que o mesmo não a notara e dera a mínima atenção.

Notou uma mão forte em seu ombro, por um momento acreditou ser seu pai, mas quando virou-se a analisar, seus olhos encontraram com Benjamin Watson, o mais novo dos três Watson.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.