O que significa ser você?

1 Capitulo X: Uma Canção


Notas iniciais
Nix: Ah, não tem muito o que dizer... Demeter: Aham, claro, é o fato de você escrever uma historia no universo de F.T sem nenhum personagem de F.T? Nix: Mas isso é só uma parte da historia, oxê! Demeter: Eu e os leitores não sabemos! você não falou nada ainda! Nix: Ah... tudo o que vocês precisam saber agora é que a menina maga se chama Diana Lumen Tenbris~ o resto vocês descobrem Demeter: *suspiro* você não tem concerto... Nix: Não estou quebrada pra começo de conversa! Em fim, desfrute da pequena canção e não se preocupe com os detalhes~

Os pés brancos estão manchados com o tom cinzento das pedrinhas do centro comercial e o marrom achocolatado da terra da clareira, o longo cabelo negro trançado foi adornado com onze-horas de todas as cores, a fita branca enlaçada no pescoço, encobrindo as marcas negras do contrato, o vestido azul claro enfeitado com bordados simples de um cinzento prateado. Os olhos áureos voltam-se para a plateia novamente, um vivido sorriso em seu olhar, os pés movem-se suavemente em meias voltas e passos tortos sem nunca errar o ritmo da canção, em uma dança rápida e ladina que dispara o coração, um sorriso satisfeito contorna os lábios róseos, sem perder o fôlego ela deixa a conhecida melodia da flauta retumbar no peito emocionado da plateia.

O tom vibrante da música ainda vagou pela praça por mais alguns longos minutos antes que os dedos finos deixassem de se mover com lentidão, ela sorri e coloca-se de pé sobre o pequeno palco de pedra amarela, curva-se, uma das mãos sobre o peito e a outra estendida ao lado, a flauta ainda repousa entre os dedos infantis. Os olhos áureos fecham-se em um cerrar suave, confiante de que os aplausos são acompanhados de sorrisos admirados e olhares satisfeitos. Ergue-se devagar e coloca a flauta na cesta de madeira branca que desde o começo da apresentação permanecia aos seus pés. Eles desviam os olhos rápida e vagamente, a atenção alheia começa a fugir-lhe das mãos, ela pigarreia baixo, não a ouvem, ela o faz mais uma vez e antes que os adultos deem o primeiro passo ou as crianças se levantem-se a menina bate os pés suavemente na pedra quente em um ritmo bem conhecido pela maga negra, o chão se levanta em blocos de pedra linear, apenas alguns centímetros e logo abaixam rapidamente, o som chama atenção e novamente os olhares curiosos dirigem-se ao mesmo ponto, a pequena figura sobre o palco de pedra polida no centro da praça comercial, mais alguns passantes param para observar-lhe ao ouvir o som tosco das pedras ao se levantarem.

A menina maga sorri confiante mais uma vez e aponta para um homem em meio à plateia.

— O que significa ser você? – ela meio canta e pergunta ele, o homem a responde com um olhar desdenhoso, os cabelos castanhos bem alinhados, a barba feita e a roupa impecável de alguém nobre e insatisfeito com a vida perfeita e estável, a resposta ácida e óbvia na ponta da língua é retida quando a menina refaz sua pergunta e deixa de oferecer-lhe os holofotes.

— O que significa ser você? – o meio cantar e perguntar é dirigido a uma vendedora de doces que passava na rua ao lado, a mulher para surpresa ao ver uma multidão inteira virar-se em sua direção, o rosto colore com um vermelho suave e o sorriso constrangido desenha em seu rosto a resposta nervosa da mulher, os fios negros escapam do coque meio desfeito, as vestes meio amarrotadas pelo tempo atarefado no trabalho denunciam toda a honestidade e simplicidade dela, Diana sorri compreensiva e refaz sua pergunta mais uma vez.

— O que significa ser você? Ser alguém diferente na multidão? – ela canta a pergunta estendendo a mão para eles, o questionamento cala o burburinho incessante da praça e só por um momento o silêncio prevalece, a voz doce volta a soar devagar.

“Diziam a capa de um livro, que vi um dia ao caminhar!

Que significa ser eu mesma?

Como sou pequena nunca me interessou

Se algo dá errado eu fico brava, sou honesta ao dizer o que quero...”— ela coloca a mão sobre o peito e ri por um breve momento ao cantar a última frase, sorrisos se espalham enquanto mais alguns se aproximam. Ela dá um passo para trás e pega a cesta, uma das mãos afasta o pano branco meio encardido e agarra um punhado de pétalas amarelas e sementes rosadas.

“O tempo vai mudando me

É hoje não preciso do que antes procurava

Quando perco algo ganho a que atesourar

E isso é o que me faz especial...”— girando sobre o calcanhar ela deixa que os dedos percam a força e o vento espalhe as pétalas e pequenas semente sobre as cabeças de seus ouvintes, elas caem em uma chuva sem som, de um dourado vibrante como os olhos da menina, ela sorri e desce do palco com um pequeno pulinho, batendo um dos pés suavemente no chão cinzento uma torre de pedra mediana se levanta e ela sobe sobre ela com o apoio firme de uma das mãos, os olhos encantados dos espectadores voltam-se para a maga e seus truques estranhos, quais seriam as surpresas dessa vez?

“Porque ao crescer sofremos mais

Ao guardar o que sentimos em realidade

Porém ao ver! A vida a correr!

Há algo mais que quero encontrar!

Por isso sigo sendo tal como sou e eu quero ver-te como tu és!

Não estava nos planos, juntos aqui estar

Depois de tudo somos tão diferentes...”— ela começa a dançar ao som da própria canção, em rodopios e giros com um equilíbrio perfeito, agarrando outro punhado e espalhando mais uma vez as flores ao vento, as crianças riem extasiadas e dançam junto a menina com seus próprios passos, os adultos admiram sua canção e observam entretidos o espetáculo, os mais velhos sentam-se em bancos por perto e seguem sua silhueta com um olhar encantado.

“ Não vou pretender ser como tu

E tu não deves mudar por mim

Quem sabe seja bom, sua mão aceitar

Veremos o amor nascer de uma forma mais sincera!

O que significa ser alguém melhor?

Ser fiel ao coração

Serás fundamental para alguém mais...”— A menina para e gira uma última vez e coloca a mão sobre o peito acelerado, os olhos dourados reluzem brevemente, amargados apenas por um instante em um vermelho tétrico da cor do sangue, as palavras da língua esquecida não são pronunciadas mas a terra ouve seu chamado e dobra-se a sua vontade, a torre se ergue, ergue até uma altura perigosa e então para, a menina também o faz, um passo para frente, ela estica uma das pernas e sorri malandra para a plateia, alguns a olham horrorizados, a ,antes pequena, torre tem no mínimo 4 ou 5 metros agora! Outros a olham zombeiros, descrentes da coragem exacerbada da menina.

“ A vida vos ensinará a ter... Coragem...”— ela canta o último verso e se deixa cair.

Não há estrondo, ouvem-se então o riso e então, só então, os medrosos e as crianças abrem os olhos que instintivamente fecharam ou taparam, a menina continua de pé, de pé no ar. Com um sorriso convencido delineado nos lábios e o olhar meio arrogante e risonho.

“Que significa ser você?

Mesmo que já seja adulto não se importe

Seja honesto ao dizer o que quer!

Que significa ser você?

Se for criança tão pouco se incomode

Apenas seja o que quiser...”— a menina agarra a borda do vestido e sacode enquanto gira na ponta dos pés, as pétalas caem ao seu redor a medida que o tecido balança, outro truque que aprendera com sua mãe, quando uma volta se completa ela dá um passo para o lado e assim segue circundando toda a plateia, descendo em espirais até que seus pés toquem o chão novamente, a pedra amarelada ainda está morna quando seus pés pousam sobre a borda do palco.

“ O tempo vai mudando nos e hoje não precisam do que antes procuravam

Quando perderem algo ganhem a que atesourar!

Isso é o que os fará especiais!

Porque ao crescer sofremos mais

Ao guardar o que sentimos em realidade

Porém ao ver! A vida a correr!

Há algo mais que devem descobrir!

Por isso sigam sendo tão como são

Eu quero vê-los viver

Não estava nos planos, juntos aqui estar

Depois de tudo somos tão diferente...”— ela estica os braços com um sorriso mais brilhante e fecha os olhos, o encantamento é sussurrado mentalmente e os olhos ardem momentaneamente, as sementes germinam, embrenhando-se por entre as frestas das pedras, costurando os blocos tão bem alinhados com braços verdes cheios de brotoejas brancas e amarelas, surpreendendo a encantada plateia. A mãos pequenas se levantam suavemente repetidas vezes incitando as crianças a acompanhar seu ritmo.

“Não vou pretender ser como tu...!”— uma voz aguda canta em meia a plateia, uma jovem que se dispôs a aceitar o seu convite, os olhos castanhos demonstram incerteza e o sorriso tímido alegria.

“E tu não deves mudar por mim!”— a menina lhe responde com um brilhante sorriso.

“Quem sabe seja bom

Sua mão aceitar

Veremos o amor nascer de uma forma mais sincera!”— a menina cruza os braços sobre o peito e gira, só para soltá-los de novo com uma sincronia impecável junto às flores que desabrocham devagar, uma trilha mal feita de rosas que se distorce e bifurca ao redor do palco, as flores se retorcem e abraçam tudo o que podem, devagar avançando cada passo no mesmo ritmo que a menina dança.

“ O que significa ser alguém melhor?...”

“Ser fiel ao coração!”— um grupo de crianças lhe responde apressado, o ritmo atrapalhado mas nem por isso menos adorável.

“Serão fundamentais para alguém mais!"

"A vida vos ensinará a ter...

Coragem”— a menina pisca antes de girar e estalar os dedos, as flores desabrocham todas de uma vez, as rosas envolvem todo o palco com um florescer súbito, um mar branco, amarelo e rosado se dispersa rapidamente dos pés da menina até as calçadas em frente as lojas. Ela para uma ultima vez, o vestido cai devagar até ficar imóvel, os cabelos meio bagunçados e os típicos fios soltos escapam da longuíssima trança negra, as bochechas ainda estão meio vermelhas e o sorriso em momento algum deixou seus lábios, os olhos dourados se abrem, imaculados pelo brilho carmesim dessa vez, a menina maga se curva segurando a borda do vestido as mãos e cruzando as pernas ligeiramente, novamente os aplausos irrompem e ela sabe que os sorrisos e risos se dispersam em meio a plateia.

Ela se levanta com um sorriso fininho puxando os cantos da boca e baixinho sussurra ao vento um pedido, a língua antiga torna seu desejo uma ordem e com um lufada de vento mais forte as flores se desfazem, as pétalas se dispersam e só por um segundo ,inevitavelmente, todos fecham os olhos. Wendy estava de pé em frente ao palco desde o momento em que vira a menina de longos cabelos negros e sorriso matreiro, estava de pé em frente ao palco desde o momento em que a maga tomou a flauta entre os dedos e tocou sua primeira canção, e estava lá também no momento em que vira a menina envolver-se no mar de rosas e desaparecer junto as flores com um olhar cheio de nostalgia e um sorriso borrado de tristeza. No fim não pode entender porquê alguém tão fiel ao próprio coração, alguém tão corajosa, parecia sofrer tanto ao guardar aqueles sentimentos.

Notas finais
Nix: Então? então? então? Gostou? Gostou? *sorriso de orelha a orelha* Demeter: Na verdade eu estou curiosa... Nix: Bem, eu perguntei pro leitor não pra você... Demeter:..... Nix:...... Demeter: Por que você tem quer ser tão grossa? Nix: *dá de ombros* sei lá, é automático, foi mal Demeter: De qualquer modo, não é estranho que isso seja um capitulo único? Nix: Como eu disse no inicio isso não é a historia completa, é só uma parte dela, uma parte fofinha e tranquila~ Demeter: E você pretende postar a historia completa? Nix: Não sei, sinceramente eu não sei... talvez, não sei se minha escrita é boa o bastante Demeter: Pela mor de Zeus Nix! tem gente que escrever muito pior! Nix: E dai? enquanto eu não estiver satisfeita não vou postar nada *vira a cara* Demeter: *suspiro* tá, tá, deixa quieto Nix: Bem, espero que tenha gostado, até a próxima! NixXDemeter: Que as estrelas lhe guiem
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!