O que outros tinham em mente para mim?

1 O que outros tinham em mente para mim?


Notas iniciais
1º AMIGO SECRETO DA CASA DA ÁRVORE

Para: Nádia Maria
Episódio: Sobreviventes (2x18)
Gênero: aventura/romance
Personagem: Marguerite e Roxton

Marguerite Krux e Lorde John Roxton estão correndo por dois dias de Velociraptors e estranhos Pictos vindos da Era Hiboriana, depois de inspecionarem uma antiga caverna com estranhos guardiões. Quase sem munição e exaustos, mataram a machadadas (roubadas dos próprios Pictos) três dos inimigos tão ferozmente que o restante dos perseguidores fugiram com medo. Depois de muito vagar cansados e com fome, entraram em uma mata fechada e escura aos seus olhos com a esperança de achar um local seguro para descansar e recuperar as forças quando sem aviso algum se depararam com uma calçada de pedras e logo em frente outra caverna similar aquela que outrora trouxe a vida um casal indesejável que estava sugando a vida de Marguerite e Challenger.

Entre paredes duras e estranhamente quentes se depararam com um salão cheio de tesouros vindos como que por encantamento da barriga de um velho dragão avarento, com vestimentas estranhas e comida. Marguerite pulou no tesouro, extasiada de alegria. Em uma câmara ao lado da principal Roxton havia percebido uma pequena banheira natural de água quente. Analisando depois de algum tempo, decidiram se banhar um por um (a contra gosto de John) e trocaram de roupa.

Depois de farto banquete exploraram a caverna e ao sair do outro lado se depararam com um pequeno campo rodeado de grandes pedras altas banhadas de vegetação e nuvens e um grande salgueiro no meio. Após colocar algumas armadilhas de sinais se sentiram estranhamente mais seguros... Descansaram.

Era próximo ao por do sol.

Há alguns passos de um salgueiro solitário Marguerite estava lá... Seu cabelo negríssimo mesclava-se com o vestido da mesma cor e deitada na grama verde como um animal espreguiçado, exalava uma áurea de encanto, paixão e desejo. A pele alva quase refletia a luz das estrelas (pois a tarde havia passado lentamente). Estava segurando um livro de anotações secretas que trazia consigo. Olhos observavam a lua e enquanto via uma luz piscando no céu, sua mão percorria seu corpo em caricias contidas. Desejo e paixão, raiva e desespero na mente de uma mulher perturbada por pensamentos do passado sem perspectiva do futuro. O Desejo de estar em outro lugar e ser outra pessoa não foram realizados com sucesso. Assim Marguerite Krux como um Dragão faminto, só pensa em tesouros... diamante, prata e ouro.

Lorde John Roxton planou várias vezes em seus pensamentos observando a dama a sua frente e finalmente pousou na grama verde ao lado do salgueiro. Aproximou-se enquanto ela olhava a lua e sentia o vento no rosto. Ela olhou de lado com um sorriso. Roxton lembrou o quanto ela era gentil e pura quando queria, mas ele sabe que um coração amargurado e ambicioso às vezes pode demostrar sentimentos verdadeiramente contraditórios. Lembrou o quão era cortês e amiga constante agora. Lembrou-se de todos os momentos bons que ele passou ao seu lado e como ela mesma havia feito prodígios inimagináveis até para ela.

Ficou surpreso com o que ouviu:

— Olá Roxton, como vai? – disse.

Ajoelhando-se na grama: — olá senhora. Estou contente por vê-la assim tão radiante. O que um tesouro e um bom almoço não faz.

Ela não desviou os olhos da lua, mas sorriu. – Seu Bobo.

Houve silencio e ela parou de olhar a lua, e virando-se deu as mãos para ele e contemplou seu rosto duro e cansado. Ele por sua vez olhou sua tiara de prata e seu vestido negro, com rosas bordadas cor de ouro e jade.

— vamos conversar Roxton?

Sem mais palavras, sem máscaras, abraçaram-se por muito tempo como se estivessem descansando um nos braços do outro. Roxton sentia os seios de sua amiga contra seu corpo agora sem camisa e ela agarrada ao seu pescoço como se fosse a última vez. A dama sentou em seu amigo deitado na grama... Ela olhava com tanto amor que seus olhos iluminavam mais que as estrelas... Com trajes leves, emanava um perfume de rosas do cabelo; deitado ele ficou nos braços da grama por toda a noite. Pensou Roxton que Marguerite, assemelha-se ao algodão tanto na cor como na leveza e cada suspiro seu era um alivio na mente cansada e coração angustiado de ter que sempre estar alerta para proteger seus amigos. Seu rosto ficou entre seu busto, sentindo “o perfume” suave, e ela o abraçava entrelaçando seus dedos nos cabelos e percorrendo suas costas. Dois amigos na cama verdade da noite em terras estranhas em amor e ternura. Mas mesmo assim, mantinham suas armas próximas.

Marguerite tremeu e suspirou varias vezes... Adormeceu ao som de sua própria dizendo que queria mais. Roxton a abraçou suavemente e desejou estar de volta a sua terra natal, noivando e casando com essa mulher magnifica. Marguerite adormeceu sonhou com um sol glorioso que a envolvia, no meio de uma estrada. Algumas pessoas tentavam contra sua vida, mais o fogo era tão intenso que dizimava todas as tentativas. Sonhou que sua roupa era como o sol. Sonhou com muitas coisas, mas não conseguia se lembram, pois fora acordado com suaves beijos em seus lábios.

E no vazio ouviu: — A Amo, mais que tudo...

Lábios molhados tocaram os seus quentes, e sentiu repentinamente uma língua suave ser introduzida em sua boca. Era tão inocente a visão que um pardal tinha do casal deitado sobre as folhas que começou a cantar: “Parece um Sonho... Beijos puros e alegres a dama dava ao amigo sonolento”. Mais algumas horas de amor e declarações.

O Sol Brilhava nas alturas atrás das neblinas, quando o casal acordou.

Abraçados e cobertos por uma neblina quente e aconchegante... os dois falaram ao mesmo tempo: -O que outros tinham em mente para mim?

Surpresos, ficaram em silencio por algum tempo.

— Sempre me cobram e esperam que eu os defenda. Foi assim toda a minha vida. Sempre pensando nos outros e não só por dinheiro. – Roxton.

—Nunca pude ser eu mesma. – Marguerite. Sempre tive que ser, ou representar outras pessoas. Professora, amante, criminosa, aventureira, ladra, assassina... Com você me sinto segura, mas não diga aos outros (falou dando um sorriso e o apertando entre os braços).

— Mas não é você mesma. Eu sei. Mas a Amo assim mesmo. Em todas essas pessoas que você representa, ou representou, há a verdadeira Mulher que amo em cada uma delas. – Disse Roxton a abraçando com força. – Vamos comer? (Completou).

—Vamos. Mas Roxton?

— Sim.

— Você ainda está dentro de mim. Vamos... Mais uma vez ou talvez outras mais.

— Isso é encantador. – Roxton.

Passado alguns minutos... Seu sorriso era farto e seus olhos inocentes com os de um dinossauro faminto.

Depois de um breve desjejum, decidiram partir rapidamente levando o que pudessem levar em suas bolsas. A caverna estava estranhamente iluminada e com armas em punho pontos para sair se depararam com uma estranha figura como que esculpida no ar de uma donzela em marfim e ébano azulado, como as outras figuras em alto relevo por sua vestimenta. Anjos, pássaros, borboletas, lobos e flores.

Eu sou a recompensadora. – disse. Eu dei a vocês alívio e conforto e seu desejo e amor me alimentou por mais alguns séculos.

Espantados e constrangidos olhando um para o outro eles sem pensar falaram rapidamente tomados de medo repentino: — obrigado. Podemos partir sem perigo? Em paz?

A estranha criatura, se assim pode ser chamada apontou para a direção oeste e disse: — vão. Eu sou o agora e o futuro e vejo o futuro. Meu destino termina ao encontrar o Capitão James Tiberius Kirk que está próximo vindo do passado que é o seu futuro e depois dele eu partirei fragmentada em sonhos e desejos pelo reino do Platô. Você a viu Marguerite, brilhando no Céu a 12 dias. A NCC-1701 me trará o Capitão. Todavia sou intimamente ligada ao pensamento que te rodeia todos os dias. Depois de ter experimentando o nosso gosto, não nos esquece.

— Como assim 12 dias? Quem é Kirk (Indagou Marguerite pasma).

— Obrigado por tudo. Precisamos ir. Disse Roxton arrastando sua amiga curiosa.

Saindo da caverna apressados mal reconheceram a floresta densa e agora a estrada era limpa e cheia de vida. No céu uma luz brilhava.

— Definitivamente, não nascemos para ficarmos juntos Roxton. Estamos perdendo uma oportunidade de ouro. Vamos voltar. Quem é ela, como poderíamos capturá-la. — Disse Marguerite.

— Nossa amizade não deu frutos Marguerite? Estávamos bem quentinhos ontem à noite. Ou a várias noites. Se dependesse de suas vontades ainda estaria dentro de você.

Marguerite corou* e continuou andando resmungando.

Voltando a paisagem costumeira, pararam e beberam água no rio ansiosos para chegar em casa e rever seus amigos.

Parece que fomos recompensados Marguerite. – Disse Roxton. Estranhamente recompensados.

— É. Perdemos o rastro para voltar e pegar o restante do tesouro. – M

Roxton sorriu e balançou a cabeça.

Depois de dois dias, chegaram a Casa da Árvore, empolgados para contar parte da história. Já estava escurecendo e quando chegaram encontraram seus amigos conversando na varanda com pessoas estranhas que como um passe de mágica de desvaneceram no ar com um brilho.

Ao subir na árvore...

Por onde andaram? 12 dias? – disse Verônica.

Fico feliz que estejam bem. – Challenger.

Vocês estão ótimos. Parece que foi uma lua de Mel. – Malone.

Malone? Um cavaleiro não comenta certas coisas. – Roxton.

Uma longa história, mas agora me digam que luz foi essa? E que estranhos eram essas pessoas que agora a pouco estavam com vocês. — Marguerite

Spock, Magro e James T. Kirk. Pessoas encantadoras. A Verônica salvou o Magro de um bando de Raptores e de lá para cá, foi contada várias histórias. Eles precisam encontrar algo em uma caverna longe daqui. — disse Challenger.

Roxton e Marguerith espantados.

Challenger aproximou-se de Marguerith, colocaram as duas mãos nos ombros dela suavemente e disse com seus olhos brilhantes:

— o futuro Marguerith. O futuro. Não fomos esquecidos.

Somos Sobreviventes.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!