"O que os sonhos tem a dizer..."
2 Capítulo 2 - A primeira noite no acampamento...
Notas iniciais
No Acampamento...
***
Depois de caminharmos mais de uns seis metros, todos suando, paramos para montar o acampamento não muito longe de um córrego. Jogo minhas bagagens no chão e sento para descansar um pouco; quem estivera exaustos também, fazem o mesmo, exceto Mad e Keven, os mais energéticos do grupo.
– Aqui pega sinal para celular? — pergunta Mad segurando o Iphone para um lado e para o outro procurando sinal.
– Não aqui exatamente, mas não muito longe de onde estamos tem a torre, por lá deve pegar. — comenta o nosso Guia.
– Muito longe? — diz Mad com os olhos brilhando de animação.
– São pelo menos mais quatro metros senhorita. — responde o Guia.
– Se você for, vai sozinha, porque eu tô exaaaaausta — digo fazendo sinal de cansaço extra.
– Bah! Para quem você vai ligar? — perguntam Chris e Lílian de uma vez e encaram Mad com uma expressão de dúvida.
– Eu não vou ligar, eu vou trocar torpedos. E não devo explicação para vocês dois. — ela mostra a língua.
– Podem parar por aí. Se fosse para se comunicar com outras pessoas que não sejam nós mesmos, a gente teria ficado pela cidade e não ter feito trilha., então seus bobões, fiquem aqui e apreciem, depois de amanhã vocês dão continuação a isso. Agora eu quero relaxar, e pra isso vamos montar acampamento. Levantem esses traseiros preguiçosos agora e mãos a obra! — diz Dylan, autoritário.
Reviro os olhos. — Tem que ser agora? — choramingo.
– Se quiser descansar melhor Srta. Evans... — ele ri
– Montar o acampamento não é coisa para damas. Eu os ajudo com os seus, e vocês me ajudam com o meu. Certo? As moças podem ir procurar lenhas. — comenta o Guia e sorri para nós.
– Ah, eu que não vou andar mais. Posso ficar aqui e olhar. — diz Lílian.
Eu e Mad fuzilamos ela com o olhar.
– Então tá sua boba, eu e Kate vamos. Porque somos gentis. — Mad mostra a língua e ri. Em seguida me puxa e entramos em algum lugar procurando gravetos.
Tiro uma garrafa de água da mochila e tomo um gole. — Você quer? -estendo para Mad.
– Aham. — ela toma toda a água da garrafa de uma vez e eu a olho boquiaberta. — O que foi? Eu estava com sede. — ela ri e mostra seus demasiados dentes brancos.
– É isso aí — comento e sigo ela.
***
Colhemos uma boa quantidade de gravetos e voltamos para o acampamento. Chegando lá, encontramos tudo certo, exceto por Lílian se banhando de repelente e soprando os mosquitos que ousavam chegar perto dela. Rimos e colocamos os gravetos no centro do acampamento, entre as três barracas. ( A das meninas, a dos rapazes e a do Guia).
– Ah, qual é Lily? Não precisa disso — rio dela.
Ela me olha intrigada e por fim fala:
– Claro que precisa. Olha só isso... — choraminga e mostra uma região salpicada de um vermelho vivo, onde um inseto a picou.
Reviro os olhos para ela.
(...) Com o cair da noite, já estamos todos confortáveis. Fomos de um em um tomar um banho no córrego e depois nos reunimos ao redor da fogueira, para um pequeno e simples jantar.
– Onde está o Guia? — pergunto aos demais.
– Ele disse que iria na torre, dar boa noite a família. — responde Chris que está assando um machmeloow na fogueira.
– Ah é? E eu não posso fazer o mesmo. — diz Mad fechando a cara.
– Blá Blá. Duvido que você queria falar com algum parente, provavelmente seria o Roger não é!? — provoca Keven.
Mad enrubece e faz cara feia, fuzilando Keven com seus grandes olhos azuis. E Dylan, por sua vez, fica desconfortável com a conversa e tenta mudar de assunto.
– E então Kate, o que está achando? Não é legal sair um pouco de dentro daquele apartamento?
– Ah, aqui é legal. Bem calmo!
– Bem calmo? Seria bem calmo se não tivesse tantos mosquitos indesejáveis. — Rebate Lily.
– Ah, deixa de frescura. Se não tivessem insetos não se chamaria natureza. — Acrescenta Chris.
Ela faz cara feia e mostra a língua para ele.
– Se eu soubesse que seria assim, teria organizado esse passatempo para um outro lugar. — diz ela.
– Menos gente, vamos comer! — digo fitando um belo sanduíche de salmão e um pacotinho de fritas com água na boca.
***
Depois de todos comerem, o Guia chega, despensa a comida e diz que ficará na barraca, qualquer coisa que houver, chamemos ele.
Assentimos. Depois de uma curta conversa sobre o que fazer amanhã quando voltarmos ao chalé, nos recolhemos para descansar.
[...] Olho as meninas dormindo, e me sinto cansada, minhas pálpebras pesam, então me aninho no saco de dormir e me entrego ao sono.
AUTORA
* No sonho de hoje, Katherine está em um lugar não muito claro. Vê sombras, ouve gritos, tiros e olha as mãos, que estão demasiadas sangrando. Ela corre para um beco e então se olha, faltam-lhe dedos nas mãos, ela fica apavorada com a visão, mas não sente nenhuma dor. E então uma pequena criança aparece; mais ou menos 5 aninhos, olha para ela com uma doçura nos olhos. Kate por sua vez, hipnotizada, segue a garotinha que muda a expressão para uma aterrorizada e pede ajuda. *
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– Por favor, ajude minha mãe, por favor! — ela suplica e chora.
– Onde ela está? Quem é você? O que tá acontecendo? — encho ela de perguntas.
Ela por fim, não respodem nenhuma, apenas segura minha mão e me puxa para uma casinha simples, mas que está caindo os pedaços. Entramos com cuidado no local e então tenho a visão da mãe dela,toda mutilada e sangrando, deitada sobre uma pequena pilha de peles macias. Ela ergue os olhos para mim e pede ajuda, o estranho é que ela parece não vê a garotinha ao meu lado.
– Você... Por favor, me salve... E-eu não...
– Calma, o que está sentindo? Qual seu nome? — checo seus sinais vitais, que enfraquecem a cada minuto. Me apavoro e minha vontade é sair dali gritando.
Com muita luta ela fala comigo. — E-eu sou Clover. Por favor me ajude, me tire daqui. Eles estão chegando, eles vão me levar, me tire daqui, por favor — ela chora...
– Não tem ninguém aqui, eu vou ajudar você. Fique calma, sua filha me trouxe para ajudá-la. — tento confortá-la. Mas ela me olha com uma expressão de surpresa e dor.
– Filha? Eu não tenho filha... — murmura ela.
E então percebo que ela arde em febre, e então talvez por isso não lembre. A garotinha continua ao meu lado, fitando a mulher e com dor nos olhos. Resolvo fazer alguma coisa...
Pego alguns panos, molho num pote de água e com muita coragem que pareci adquirir do além, começo a limpar seus ferimentos. E ela grita, grita e chora, a medida que a água a toca.
Estremeço... Meu Deus, o que tá acontecendo? que lugar é esse?
De repente ouço uma batida na porta atrás de onde estou, e de lá surge uma enorme matilha de bestantes, vários cães raivosos. Eles ignoram totalmente a minha presença e avançam rosnando em direção a mulher. A menininha entra no meio, tentando detê-los. Eu a puxo no momento em que eles começam a dilacerar a moça... E então um turbilhão de lágrimas invadem meus olhos e eu grito alto :
– LARGUEM-NA! DEIXEM A EM PAZ! , CLOVEEER — grito desesperadamente. Mas eles parecem não me ouvir, e quando terminam de matá-la, saem da maneira que entraram. E parecem sorrir.
* Os amigos de Kate a acordam, sacodem ela horrorizados, ela só chora, e grita com eles *
– ME LARGUEM! EU TENHO QUE MATÁ-LOS. EU TENHO QUE VINGÁ-LA. ELES A MATARAM. ME LARGUEM! — grito e tento me soltar deles...
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