Item um do código de conduta dos voluntários da pátria:

Não abandonará seu posto perante o inimigo, permanecerá fiel aos seus semelhantes, mesmo quando o céu cair para todos.

— Você não precisa mentir para mim, Tina.— disse descendo o último degrau.— eu sei que era o Alexandre. Só não sei porque o chamou se só podemos fazer isso em emergências.

— Isso é uma emergência, Amy, você quase destruiu a cidade. Estava tentando diminuir sua carga.

— Como?

Tina olhou para Mathias com medo do que falaria, ele só assentiu sem nem mesmo retribuir o olhar.

— Conseguimos provar que estava drogada.

Aquelas palavras ecoaram pelas paredes de madeira que impediam o eco. Como um classe três tinha coragem de falar aquilo para Amy? Tina fez o possível para manter a postura, para não levantar de mais nem de menos seu queixo, para parecer firme no que dizia tal como fazia com sua filha, mas estava tremendo nas suas bases, com medo da reação que podia ter causado. Amy tinha recursos e poder o suficiente para escapar com o assassinato de todos que ouviram esse boato, mas ela mesma sabia que não valeria a pena, ao invés disso, escolheu uma estratégia muito mais eficaz.

—Drogas? De onde tiraram isso?— já viu tantas pessoas fazerem de seus fatos uma mentira assim que pegou a técnica.

— Amy, preciso que seja sincera comigo.— Mathias levantou-se do sofá e andou até ela, apoiando uma mão no seu ombro.— se for isso, temos clínicas na cidade, não será problema nenhum chamar o Alexandre, mas será muito pior se você parar de vez. É para o seu bem.

— De onde tiraram isso?— repetiu indignada.— Me deixaram fraca para que não pudesse fazer nada, mas não me derem drogas! Não podemos abortar a missão. Já perdemos dois humanos dentro do bolsão, não podemos perder mais ninguém.

— Somos eu e o Alex que respondemos por danos a propriedades moribundas, mas você também responderia pelo que fez se estivesse lúcida. Amy, por favor, entenda-

— Eu respondo pelo que precisar responder. Estava lutando pela minha vida, não porque estava alucinando.

— O que está acontecendo?— Taiti tinha colocado seus óculos redondos que usava no bolsão, o mundo estava de volta em foco. Sabia que a última coisa que Amy precisava era de mais stress e, mais ainda, que não pensava o suficiente para entender aquilo.

— Olhe nos olhos dela e fale que é mentira.— Tina a desafiou. Sabia que estava brincando com fogo, que a última coisa que devia arriscar-se a fazer era desafiar Amy, mas aquelas palavras deslizaram para fora da sua boca antes que as visse.

— Que o que é mentira?

— Eles acham que eu estou me drogando, você acredita? Se é disso que precisam para saber que não. Que seja.— ela virou-se para Taiti, certa de que falaria tudo de uma só vez, como tirar um esparadrapo. Olhou-a nos olhos, lembrando-se do que o fantasma mostrou que aconteceria se não se drogasse e falou em um sopro só.— Eles estão loucos. Eu nunca me drogaria. Nunca me droguei.

Logo depois lembrou-se do seu casamento, de quando trocaram votos de honestidade e fidelidade eterna. Acabou de quebrá-los. Fez isso na cara dura, como se não se importasse. Girou a aliança no dedo, como se fosse tirá-la, mas deixou-a no lugar, sentiria falta do anel se não estivesse ali.

— Por que falaram isso?— ela acreditou.

— Por que eu estava tentando diminuir a carga que colocariam nela por destruir a cidade, mas-

— Então estar drogada vale mais do que lutar pela própria vida?

— O Nicolas não fez isso.

— O Nicolas não tinha recursos para fazer isso. Eu tinha e paguei caro. O Alexandre é severo, mas não é nenhum tirano.

— Falando do Alexandre...— Alex começou da cozinha, na esperança de acabar com aquela conversa.— fiz uma promessa no seu nome, Amy, sobre o Noah.

Ela olhou para o moribundo que sorria sem jeito nenhum, esforçando-se para manter os olhos nos dela e não deixá-los cair para seu decote.

— O que é?— disse sentando-se ao seu lado.

— Eu...— começou, recebendo um olhar de pena. Não conseguia nem falar, não depois de ver do que ela era capaz de fazer, de lidar com uma besta daquelas com o mínimo de ajuda.— eu quero ir com o meu irmão para onde vão, mas não tenho nada.

— Tem sim...— disse piscando os olhos com força. O mundo tingiu-se de um roxo escuro, os humanos de um vermelho vívido e Noah de um rosa pálido, como um morango ainda crescendo. Moribundos eram bancos como mármore, aquilo não fazia sentido.

— Amy,— Mathias a chamou antes que falasse qualquer coisa.— Você está de licença médica. Mesmo se não estivesse, o uso de magia arcana te nocautearia por semanas. Além disso, eu sei que não treinou esse talento o bastante para não explodir o Noah.

— Antes de ser um espelho, sou arcana, como meu pai antes de mim. Nunca.— ela colocou uma ênfase extra nesse “nunca”— ouse dizer que sou incapaz de reproduzir o que me foi ensinado, mesmo porque todos vocês sabem o que tiveram que fazer comigo para que chegasse no nível dos magos antes dos trinta.

— Magos não são mascotes políticos.— Tina disse com desgosto, apoiando-se em Mathias para ler seu livro.

— Dynamos não devem falar quando não são chamados.— ela não a respondeu. Amy virou-se para Noah, um braço apoiado no encosto do sofá, as pernas cruzadas em sua direção, o tecido da sua regata caiu um pouco mais, deixando seu decote ainda maior.— Se você morrer, culpe o Alexandre.

Ele teria entendido como uma piada se não fosse pela ausência de diversão na sua expressão.

— Quem é esse?— Ele recuou um pouco, batendo no irmão que olhava fixo para o chão, acendendo e apagando uma chama nos dedos como em um isqueiro. Ambos estavam de banho tomado, roupas limpas. Verdadeiros lordes.

— Presidente do reformatório, foi ele que mandou a melhor mago mal-treinada...

— Não falei que você é mal treinada.— era em momentos como aqueles que Tina a julgava uma vaca. Agia como uma criança.

— Que seja.— Amy colocou-se de pé caminhando até o fogão.

Taiti e Mathias começaram um jogo de xadrez sobre a mesa do jantar, um exercito vermelho contra o branco. Ela nunca jogou muito para saber quem estava ganhando, mas colocava suas fichas na esposa. Mesmo que fossem poucas as vezes fora de um jogo que ela sozinha criava uma estratégia, essa quase nunca falhava.

Amy debruçou-se na bancada perto do fogão a lenha. Estava com saudade do seu fogão elétrico, limpo, livre de fuligem e cinzas. Aquilo parecia uma peça de teatro interminável. Nunca deveria tirar a fantasia, falar algo fora do script, era para agir como um moribundo, preso no século passado por causa de um monarca afeiçoado demais ao presente. O que a surpreendia era que sua prole pensava do mesmo jeito. Adolescentes rebeldes mantinham algumas das suas rebeldias durante a vida, alguns sonhos, vontades, era isso que colocava o mundo para frente, mas não parecia haver ideia nova alguma na família real.

—O que temos de bom?— perguntou animada para Alex, que ainda estava com olhos inchados por cortar cebolas.

— Arroz com porco. Você não devia estar vestida assim.

— Por que os irmãos podem olhar?

— Porque é vulgar para eles.— disse irritado.

— O mais velho já me viu de jeito pior.

— Não quer dizer que não esteja desconfortável.

Amy olhou por cima do ombro por curiosidade. Era verdade. Noah estava olhando. Estava vermelho como um pimentão e desviou o olhar assim que percebeu que ela tinha se virado. Olhou para Taiti com uma cara de besta, como se não acreditasse que homem algum teria uma reação assim. Essa subia a própria camisa, mandando que fizesse o mesmo.

Amy olhou para baixo, se perguntando o porquê de tanta urgência.

Puxou os lábios para dentro, subindo a regata para que o decote ficasse na mesma linha do pescoço. Estava mesmo grande de mais.

Agradeceu-a sem dizer nada e apoiou as costas na bancada, ainda segurando a camisa.

— Está na mesa.

— Quem ganha?— Taiti perguntou antes de guardar o jogo de xadrez.

— Quem perdeu menos peças.

— Mas isso não é justo! Seu rei estava quase preso!

— Mas eu perdi menos peças, então eu ganhei!— ele mostrou a língua para ela, do mesmo jeito que uma criança faria.

— Somos todos vencedores...— Amy abraçou o pescoço de Mathias por trás, depois soltou-o sentando-se na cadeira que antes ele ocupava.

Noah fez um grande esforço para levantar do sofá e sentar-se com os estranhos. Por mais acolhedoras que suas falas fossem forçadas a ser, não parecia que um dia se sentiria em casa com eles. Eram diferentes, perigosos, aberrações como seriam chamados pelo império. E ele? Ele era só um humano que só humano era, que não tinha controle sobre nada além do seu corpo e nem isso direito.

Puxou uma cadeira entre Amy e Leandro, tendendo para perto do irmão. Olhando para ela de vez em quando. Estava com os cotovelos na mesa, as mãos segurando o queixo, o cabelo caindo pelos ombros sem que ela se preocupasse em prender. Ela conversava com Mathias e Taiti sobre alguma coisa besta do reformatório, fofcas, tinha quase certeza. A Tina tinha ido pegar uma garrafa de vidro na geladeira, cheia de água gelada, suada de frio, antes de sentar-se do lado oposto ao de Amy.

Muitos lugares ficaram vazios, esses eram destinados a novos humanos tirados da cidade, mas, de algum jeito, todos estavam bem distribuídos pela mesa redonda, com a comida no centro.

Amy a encarava como um animal. Precisava comer. Já tinha se servido, pego os talheres, quando percebeu que Noah segurava as mãos do irmão, fazendo que ela também devia pegar a dele.

Ela olhou para Alex perguntando se aquilo era serio mesmo. Ele só fez que sim, obrigando-a a continuar o círculo. Noah olhou para os lados, procurando pelo seu pai, para que ele agradecesse a comida que tinha na sua frente, mas não achou ninguém e duvidava que alguém naquela mesa além dele o do irmão sabiam o que falar, então limpou a garganta antes de começar.

— Senhor, abençoai o alimento que vou tomar, para melhor vos servir e amar. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.— falou aquilo rápido, como se soubesse que não devia.

Soltou as mãos de Amy com pena, não queria, mas ela estava com tanta fome que começou a comer imediatamente, quase que impaciente. Pegou o prato de Leandro e serviu-o com uma generosa colher de arroz de porco, temperado com açafrão, sal e pimenta. Não era sua comida favorita, mesmo que seus pais e seu irmão adorassem fazer aquilo nos fins de semana. Aprendeu que não devia reclamar do que lhe era dado para comer, sabia que inúmeras pessoas passavam fome, ele não tinha esse direito. Brincou um pouco com o arroz antes de colocá-lo na boca, perguntando-se como não gostava daquilo antes. Estava uma delicia. Talvez fosse alguma coisa na técnica, tempero, receita, qualquer coisa, até mesmo sua fome de um pouco mais de um dia, mas estava delicioso, até que mordeu um pedaço grande de pimenta.

Arrependeu-se por não ter aceitado o copo de água que Tina o ofereceu antes, mas beber para se livrar do gosto seria uma grosseria que ele não estava disposto a fazer.

Queria elogiar a comida que Alex fez, estava ótima e foi feita para ele, mas a conversa à qual estava alheio parecia animada e interessante de mais para ser interrompida.

— E o que você fazia da vida?— Tina perguntou cobrindo a boca com os dedos. Tinha que seguir o padrão de etiqueta ao qual os meninos estavam acostumados. Seria cruel agir como se estivesse em casa, desleixada, com quem valorizava formalidade.

— Estudava para entrar em uma faculdade de medicina na capital.— estava certo que nunca conseguira aquilo, não do jeito que esperava, mas faria o possível para chegar o mais perto que podia.

— Já pensou em fazer engenharia?— perguntou preocupada.

— Nunca me dei muito bem com máquinas, planos, esse tipo de coisa.

— Entendo…— ela olhou para Noah, que não tinha levantado a cabeça do prato. Ele não desviava o olhos da comida por nada, nem mesmo para suas próprias mãos.— e… como descobriu seu talento?

— Quando não me queimei em uma explosão a álcool quando tentava acender o fogão. Achei que era um milagre até perceber que era uma maldição.

— Não fale assim…— Mathias, que estava ao seu lado, afagou suas costas, sorrindo para ele com a cabeça um pouco abaixada.— o mundo lá fora é muito maior do que o estado.

— Faz anos que vivo com medo de me pegarem. Dez para falar a verdade. Por que demoraram tanto?

— Está ficando mais difícil de ler a auras de tão longe.— Alex disse, a voz carregada de vergonha por não conseguir.— Nem mesmo os leitores classe cinco conseguem. Serei sincero com você, não viemos por vocês, tinha um casal de amorfos que detectamos a alguns dias. Eles acabaram sendo executados quando a missão falhou.

Leandro deu-se por satisfeito com aquela explicação porca. Já faz dez anos que esperava por um anjo da guarda, por qualquer ajuda que o tirasse daquele inferno e eles só fizeram alguma coisa depois de o irmão quase dar a vida por sua causa? Sentiu-se traído, como se fosse abandonado no baile, à eterna espera de uma dama que nunca chegaria.

Com o silêncio que instalou-se sobre a mesa, Noah voltou a cogitar a ideia de elogiar a culinária de Alex, mas sabia que tinha que ser o mais educado possível, do mesmo jeito que um escravo dirigindo-se ao imperador. Nada parecia ser bom o suficiente, nada faria com que se sentissem especiais por terem cozido um arroz de porco. Talvez por causa dos pensamentos excessivos, acabou por falar sem pensar.

— Isso daqui está muito bom.

Como tinha tido coragem para falar uma coisa daquelas? Desde de quando muito bom era suficiente para eles, que não aceitavam nada além da perfeição.

— Nossa, obrigado.— Alex ajeitou a postura na cadeira, cobrindo a boca com os dedos, sorrindo para Noah.— por que é que só ele me elogiou? Eu cozinhei para todos.

Obrigado por não nos deixar morrer de fome, ó grande Cozinheiro Supremo Alex.

— Louvem-me, plebeu!

— Grande pateta.— Amy deu um tapa leve na nuca dele, quase não o tocando.

Deus do céu!

Que sua cara não denunciasse que aquela regata estava larga de mais, nem que não devia estar olhando, mas Deus, seria tortura pedir para que ele não olhasse. Virou a cara por alguns instantes, com medo de que Amy olhasse para ele para pedir alguma coisa, depois voltou tímido. Não sabia se estava feliz ou não pela camisa ter voltado no lugar. Desviou os olhos de novo, pedindo algum conforto em Leandro, mas esse discutia conceitos médicos com Mathias, não tinha visto nada. Respirou fundo, quase estourando seus pulmões de tanto ar, e focou-se em Amy novamente, nos seus olhos grandes e castanhos, cercados por resíduos de acne, de lá para sua boca, mordeu a própria com o coração acelerado. Estava brilhante por causa do óleo na comida, e de vez em quando ela lambia os próprios lábios para umedecer as feridas causadas pelo tempo frio e seco. Só podia fazer isso por maldade, ela tinha que saber do efeito que tinha nele, o oposto só não era possível. Desceu um pouco mais os olhos para seu busto, depois para seu ventre, depois levantou a cabeça para chegar se ainda estava alheia aos seus olhares.

Não estava.

Seus olhares se entrelaçaram por um segundo que durou um século, depois Amy o cortou levantando um pouco seu queixo pequeno e redondo, alguma coisa muito sutil nos seus olhos, algo que quem estava acostumado com esse tipo de mulher não teria notado pelo olhar viciado, não o mandou parar. Ela o deu um sorriso de canto, descendo seus olhos pelo corpo dele do mesmo jeito que Noah fez com ela, não como na prisão, queria marcar sua imagem na sua mente.

— Planos para amanhã?— perguntou a todos como se nada tivesse acontecido.

Com aquelas palavras, com aquele olhar, Noah esteve totalmente ciente de que ela sabia. Sabia que podia fazer com que olhassem, com que ficassem aos seus pés.

— Você não está aqui porque precisamos de dois guerreiros, lembra, bonitinha?— Tina fez com que seu comentário ficasse na corda bamba entre um desafio e um lembrete amigável.

— Quando voltamos para o reformatório?

— Três dias, não pode ficar jogando tempo fora.

Amy bufou, jogando-se no encosto da cadeira. Tudo ela.

— Come mais um pouco.— Taiti colocou mais uma colher de arroz no seu prato, olhou-a como se fosse forçar a comida goela abaixo se ela não o fizesse.— não se preocupe em tomar seu tempo para descansar, você não passou por nada mesmo.

Tina contentou-se em se levantar para tirar o prato, resistindo a tentação de jogá-lo na cabeça de uma das duas. Esperava que os irmãos não cometessem o mesmo erro que ela, de acreditar que nem sempre a fama corrompe e dar a chance a elas de chegar perto, só para acabar com o pouco que tinha.

— Tina— Taiti chamou, forçando um tom de quem achava que não irritava.— você consegue ver o Antonie?

— Você não dá a mínima para ele.

— É para garantir que está longe.

Era para aquilo que estava sendo paga. Achar pessoas. A isso não poderia se recusar.

Sem querer, juntou as mãos perto da boca e soprou-as, abrindo-as sobre o colo. Tinha que achar um elementar puro, dentro do bolsão, nem se fosse para ver um cadáver. Fechou os olhos para ver melhor, procurando alguma coisa vermelha naquele mar de fantasmas brancos. Encontrou-o em uma pensão, não muito longe da capital, a roupa moribunda que o reformatório o emprestou não estava em lugar nenhum para ser vista, em seu lugar havia um enxoval inteiro de roupas como aquelas, tecidas por mãos moribundas.

Olhou para Taiti que encarava a névoa com uma mão cobrindo a boca. Amy havia se levantado para afagar suas costas, mas aquilo não tinha efeito nenhum.

— Aquele traidor! Para quem quer que ele tenha pago para tirar o talento dele, eu pago mais ainda para matá-lo!

— Tai, não fala assim...

— Ele está morto para mim, para meus pais e agora para o resto do mundo. A partir de agora, sou filha única.

Ela subiu as escadas para seu quarto sem dar mais explicações. Tina fechou as mãos, perguntando-se se devia seguí-la. Amy negou com a cabeça, quase jogando seu prato e o da esposa na pia para ir atras dela.

— Tina, fala isso para o Alexandre.— Alex falou quando não era possível ouvir seus passos.

— Ele vai surtar...

— As forças moribundas não são mais tão fracas quanto foram um dia. Se conseguiram inutilizar um elementar puro... temos que avisá-lo.

— Não cabe a nós pensar no que podem fazer.— Mathias os cortou, tirando seu prato também.— só vamos sair daqui o mais rápido possível, isso é problema do Alexandre.