O que fazer?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordada mais um dia, a jovem moça de 17 anos levanta de sua cama e meio grogue — ou totalmente — e dirige-se ao banheiro.
Reflete o quanto pode em sua banheira longa onde talvez pudesse caber duas pessoas — ou quem sabe três- desnecessário de sua parte, já que nunca iria poder levar alguém até aquele comodo, para simplesmente aproveitar um simples prazer a dois.
Um sorriso escapa de seus lábios enquanto desliza o simples sabonete de marca desconhecida — e muito cheirosa por sinal- mas, o que tanto aflige-a não é se algum dia poderá fazer sexo em uma banheira com alguém sem que seus pais pudessem detê-la — não que eles se importavam, é claro — mas sim o que ela iria fazer em seu primeiro dia de aula, em uma escola particular e de nível superior as outras, já que seus pais adoravam se gabar por suas condições financeiras.
Ela iria cursar o 2 ano do Ensino Médio, e talvez despertasse curiosidade nos outros alunos por conta de sua idade avançada demais que graças à sua rebeldia, acabava pulando os muros e grades que a escola estabelecia para a segurança dos alunos, e sempre cabulava aulas e mais aulas, trazendo assim a triste consequência repetindo de ano , o que seus pais faziam questão de esconder para qualquer pessoa, afinal, oque iriam dizer — ou pensar- da filha dos Dieckmann? Uma total vagabunda precoce que não recebeu educação de casa, e que iria — ou já estava- manchando esse sobrenome, que Luce fazia questão de esconder.
Toc Toc Toc
– Saia já daí garotinha! Seus pais estão reclamando da conta de água que irá vir cara demais esse mês - Fala Kristina, a empregada e única pessoa gentil com Luce naquela casa, e sem pensar duas vezes — e nem mesmo uma- ela responde-lhe de volta
– Como se eles já não tivessem a merda do dinheiro suficiente para comprar o próprio sistema de abastecimento de água de todo o mundo
– Vamos meu amor, não precisa ser tão grossa comigo esqueceu que eu sou a Kristina?
A jovem abre a porta enrolada em seu roupão e com uma toalha nos cabelos, e com uma feição de arrependimento e mágoa
– Desculpe Kris, você sabe os meus motivos
– Sei, e é por isso mesmo que estou aqui, olhe o que eu comprei para você — A mulher de meia idade e de cabelos ruivos com tons de grisalho diz-E ela entrega-lhe um lindo vestido, meio rodado de coloração bege na saia e com preto rendado na parte do busto até a cintura.
– Kris, eu não posso aceitar isso, deve ter sido muito caro, e além disso eu tenho vários e vários vestidos aqui no meu closet.
– Por favor aceite, foi de coração, vista-o faça a maquiagem e me espere pois eu irei ajeitar seu cabelo.
– Tudo bem Kris- Ela a abraçou-
–Por que que você não nasceu minha mãe em?
– Tudo bem, anda logo.
– Okay.
[...]
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