O que eu faria sem você?

1 Capítulo 1- Prologo: Contando sobre nosso bebê...


Notas iniciais
E ai gente! Como vão?
Esper que curtam essa nova temporada e essa nova vida do meu shipper favorito, Rice! ♥
Boa leitura!

- Alice! – Reo grita me tirando dos meus pensamentos e eu vou até o banheiro, onde ele estava tomando banho – Eu esqueci a toalha...

Reo aos seus 32 anos ainda era capaz de fazer com que eu, de 23, seja mais responsável que ele.

Sorri e voltei para o banheiro.

- Não demora por que a gente precisa ir no mercado... – eu disse e entreguei a toalha a ele.

Sai do banheiro e peguei minha bolsa e as chaves de casa, que ainda tinham os mesmos chaveiros de violetas que Reo me dera, tanto tempo antes.

Chequei se eu estava realmente arrumada, com meu vestido colorido (não ele não era horrível, era bonito e conseguia ir mesclando as cores) e minha sapatilha preta.

Reo chegou até o espelho do quarto e me abraçou, sua camisa verde e seu jeans escuro o deixavam irresistível.

- Está linda, meu amor! – ele disse em meu ouvido e eu estremeci em seus braços.

- Você também esta bonito... — disse sorrindo e ele beijou minha bochecha.

- Vamos por que estou com fome e não tem nada nessa casa!

- Por que você não quis ir no mercado ontem!

- Por que você me distraiu!

- Golpe baixo... – disse lamentosa e ele uniu nossos lábios.

Fomos até o mercado que abrirá a pouco tempo, perto de nosso apartamento. Em 2 minutos já estávamos dentro do mercado e eu peguei o carrinho.

- Me da aqui.... – ele tentou pegar o carrinho de minha mão mas eu desviei.

- Nem vem, hoje é a minha vez! – dei língua para ele e comecei a adentrar o mercado.

Reo veio rindo da minha atitude e me acompanhou em quanto eu pegava as coisas de que precisávamos.

Estávamos quase no final das compras, quando uma vontade imensa de comer carne moída me atingiu.

- Precisamos voltar no açougue.

- Por que? – ele perguntou enquanto colocava pó de café no carrinho.

- Vontade de comer carne moída.

- Ta então...

Ele começou a andar na direção e eu o acompanhei, levando o carinho de compras.

Chegamos na fila, não muito grande, e eu observei as carnes que ali estavam.

De repente um enjoo me atingiu ao ver o sangue de um dos porcos e eu sai correndo, em direção a lixeira mais próxima e despejei meu café da manha ali.

- Meu amor o que ouve? – Reo chegou perto de mim.

- Não sei, vontade de vomitar, só isso...

- Mas você tava bem, até 5 minutos atrás.

- Eu sei, mas acho que o sangue da carne de porco ali me enjoou.

- Não... Seu estomago nunca foi fraco!

- Então você acha que é o que Reo?

- Talvez o que estávamos tentando?

Fiquei um minuto parada, olhando para meu futuro marido e me ocorreu o que ele dizia.

A vontade de ser mãe me atingiu a 2 anos, então vínhamos tentando ter um filho, fizemos exames e tentamos de tudo, mas nada funcionava.

Eu fiquei frustrada por ter sido tão fácil com Ada, que nem queria o bebê, e comigo, que o desejava mais que tudo, nada funcionar.

- Não é possível... – coloquei a mão sobre minha barriga e sorri, não acreditando.

- É sim! – Reo era, naquele momento, o homem mais feliz que eu já vira.

Reo me abraçou e me girou no ar, fazendo com que vários olhares se dirigissem para nos.

- EU VOU SER PAI! – Reo gritou, me fazendo ficar completamente vermelha.

- Calma! – tentava pensar racionalmente mas a felicidade me invadia a cada minuto. – precisamos fazer o teste, então...

- Eu sei que vou ser pai Alice! Não precisa de teste nenhum pra provar que eu já amo essa parte de nos dois...

- Eu te amo... – disse assim que a primeira lagrima de felicidade escorreu por meus olhos.

- Eu também te amo, você e nosso bebê, são as pessoas que eu mais amo no mundo...

Ele tocou nossas testas e me viu chorar de alegria, por finalmente ter um pedaço dele e de mim, dentro do meu corpo.

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- Mãe? – perguntei assim que uma voz feminina atendeu o telefone da casa de meus pais.

- Alice! Ainda bem que ligou, eu e seu pai estamos escolhendo o terno e o vestido para o seu casamento.

- Que ótimo, mãe! – disse, tentando disfarçar meu interesse em outro assunto.

- Está tudo bem? – ela perguntou preocupada.

- Sim, muito bem! – chegamos ao assunto que queria – Preciso só que você bote no viva voz e chame meu pai...

- Mas, por que?

- Mãe, por favor.

- Ok.

Após alguns minutos ouvi meu pai entrando no mesmo cômodo que minha mãe e perguntando o que acontecera:

- Ela está bem? Não diga que desistiu do casamento!

- Não, eu acho, o que foi filha?

- Estou grávida! – disse de prontidão e um silencio se instaurou. – Vocês vão ser avós!

- O meu Deus, eu vou ser avô... – meu pai exclamou, e eu pude sentir a felicidade em sua voz.

- Minha filha, que maravilhoso... – minha mãe disse – estou indo pra sua casa!

- Estamos, ela quis dizer – meu pai a interrompeu.

- Beijos! – minha mãe desligou, eufórica.

Desliguei o telefone e olhei para Reo que estava ao meu lado. Ele segurava a minha mão e parecia mais feliz que nunca.

- O que eles falaram? – ele perguntou.

- Estão vindo, acharam ótimo...

- Sabia que iam achar.

Recostei em seu ombro e fiquei imaginando uma criança correndo pela casa, bagunçando as coisas, quase derrubando moveis.

Reo começou a ligar para seus pais e após alguns minutos a ligação teve fim.

- Também estão vindo, acho que minha mãe vai ter um surto, mas tudo bem...

- Estou tão feliz, depois de todo esse tempo, nós conseguimos! – disse o abraçando.

Ele retribui o abraço com cuidado, como se minha barriga já estivesse enorme.

- Acho melhor cancelarmos nossa lua de mel, não acha?

- Na verdade não, simplesmente podemos ir a um lugar apenas para aproveitar e curtir, cumprindo o protocolo...

- É você tem razão, mas hoje são só 4 de janeiro, faltam ainda...

- 17 dias – completei.

- Isso, 17 dias, obrigada. – ele disse decepcionado, por não ter sido ele a lembrar o dia.

- De nada – falei apenas para irrita-lo.

Ele uniu nossos lábios e se levantou do sofá, onde sentávamos.

- Vou fazer um café, as pessoas precisam comer quando chegarem...

- Vamos...

- Não, a senhorita vai ficar aqui e esperar eu terminar tudo!

- Estou grávida, não incapacitada...

- Ainda assim vai ficar aqui. Não quero te dar trabalho, não hoje.

Encostei no sofá e liguei a TV, começando a ver um programa aleatório. Ouvi a campainha e fui correndo atender.

Meus pais entraram, trazendo mil coisas e foram adentrando a casa.

- Mas, mãe, por que isso? – perguntei, apontando para as mil coisas, como álbuns velhos, uma caixa escrita meu nome e um pacote, cheio de ursinhos de pelúcia.

- Era tudo seu querida, agora será de sua filha! – ela exclamou me abraçando, enquanto meu pai cumprimentava Reo, que tinha uma expressão “O que aconteceu aqui!”.

- Eu não tenho nem um mês de gravidez mãe! – disse, tentando lhe mostrar o obvio – Não sabemos se é menino ou menina!

- Vai ser uma garota, estou sentindo assim como senti quando estava grávida de você!

- Ignore-a minha filha, — meu pai me abraçou — o desejo de ser avó já estava cegando ela antes, agora então...

- Percebi... – deveria estar com uma expressão destruída, por que Reo se aproximou de mim rindo.

- Bom, se for um menino, tentamos uma menina na próxima... – ele tentou consolar minha mãe, e a mim.

- Vai ser uma menina, eu sinto no meu coração de mãe! – ela exclamou, se sentando no sofá e vasculhando a caixa, que parecia conter minha roupinhas de bebê.

Ela começou a mostrar a Reo todas as peças que eu sequer lembrava de ter usado na vida.

- Ela era a coisinha mais miúda que eu vi na vida...

- Pelas roupas, devia ser mesmo... Bem pequena! – ele sorriu para mim e me enviou um olhar que claramente dizia “Você era linda...”.

Eles continuaram olhando as roupas e eu me sentei no braço do sofá ao lado de Reo para ver alguns álbuns. Meu pai começou a observar comigo algumas fotos e Reo, de tempos em tempos, observava algo também.

Algum tempo depois, ainda estávamos distraídos com minhas coisas de minha infância, quando a campainha tocou. Me levantei e indo para a porta novamente e encontrando meus sogros e meus dois cunhados, que também pareciam estar abarrotadas de coisas.

- Minha querida! – Rose entrou na sala, me dando um abraço apertado. – Como vocês estão?

- Ansiosos pelo casamento, mas eufóricos com a gravidez... – disse, me referindo a eu e Reo.

- Eu sei como Reo está... Quero saber do bebê!

- Ah sim – disse, um pouco envergonhada. – Bem, quer dizer, eu acho, quase certeza.

- Mãe, eu disse que você ia matar a garota sufocada, deixe-a um pouco... – Percy veio em minha direção e me abraçou, ignorando totalmente a mãe – Estou tão ansioso para fazermos as compras do enxoval. O vestido, temos que ver o vestido, a ultima prova, eu preciso esta com você, Lice!

- Eu também! – disse segurando suas mãos e falando coo uma garota esterica.

- Vocês dois podiam disfarçar as vezes, o cartão de credito pode sair correndo... – Jack veio em minha direção – Parabéns... Meu e de Maia, ela foi na casa dos pais, mas disse que esta muito feliz por vocês.

- Obrigada!

- Minha nora vai me dar um neto, com licença! – Marco Antonio irrompeu entre seus familiares e me abraçou – Não sabe o quanto estou feliz, minha filha!

- Eu sei, estou sentindo o mesmo...

Reo e meu pai apareceram, trocaram cumprimentos e parabéns, e ajudaram meu sogro e meus cunhados a levarem as duas caixas que estavam no chão.

Minha mãe também os cumprimentou e em poucos minutos estavam todos espalhados pela sala, vendo os álbuns e olhando roupas antigas minhas e agora de Reo também.

- Mãe, por que trousse isso? – Reo perguntou.

- Era tudo seu querido, agora será de seu filho! – ela respondeu, exatamente como minha mãe.

- Não sabemos ainda se é menino e menina... – Reo também tentou argumentar.

- Menino, Reo, eu já sei...

- Desculpe, Rose – Minha mãe a interrompeu – Será uma menina!

- Não, não Anne – minha sogra rebateu – um menino está a caminho!

- Menina, sem duvidas – minha mãe começara a se irritar – Alice está com jeito de grávida de menina! Além de minha intuição de mãe estar dizendo que será uma menina...

- Você precisa de óculos como sua filha, então. Ela está como uma grávida de menino! E minha intuição de mãe, que acertou 3 vezes, não me abandonou agora...

- Menina, sem questionamentos...

- Menino, sem sombra de duvidas...

Olhei para Reo, que segurou minha mão e me olhou com uma expressão de medo. Eu retribui o olhar e me pronunciei:

- Alguém quer café?

Notas finais
O que acharam pessoas? Espero que tenham gostado!
Comentem ai!
Beijos e fui
-Avia