O príncipe perdido

2 Capítulo 2 - Como fui parar em um reino distante


- Você gosta de Mozart? — perguntou ele a mim com arrogância como se só por causa da minha classe social eu não pudesse apreciar boa música.

- Sim — disse eu – Meu avô costumava toca-las pra mim quando era pequena.

- Então acho que vai gostar…

Ele se sentou no banquinho branco com estofado de couro dourado e começou a tocar uma das músicas de Mozart. A sintonia era muito agradável e suave. Meus olhos começaram a se fechar enquanto olhava o fogo crepitar na lareira e ouvindo a música que era muito doce. E em instantes eu adormeci.

Quando despertei não entendia mais nada. Nãoestávamosmais no quarto do Matthew. Eu estava sentada sobre uma relva macia e muito verde. E já não havia mais música. Há poucos metros de distância Matthew estava também sentado e seu cabelo já não estava tão arrumado quanto antes. Seu terno estava com um borro de terra na região do calcanhar e sua face estava aterrorizada por ver o que estava acontecendo a sua volta. Ele não parecia gostar muito daquele lugar, diferente de mim… Lá era agradável e uma brisa passava como se estivesse entoando uma canção, soprando meus cabelos para frente do meu rosto.

Ali perto havia um bosque não muito extenso e algumas colinas ao redor. Eu me levantei e fui à direção do Matthew.

- O que é isso? – perguntei enquanto esticava o braço para ajuda-lo a levantar. -Algum tipo de tecnologia nova que simula lugares? Uma nova realidade virtual? — perguntei a ele.

Foi uma pergunta tola porque eu sabia que nenhuma tecnologia inventada pelo homem seria capaz de criar um lugar tão maravilhoso como aquele.

- Eu não faço ideia do que está acontecendo aqui. Eu simplesmente estava tocando, quando apaguei, do nada. Quando acordei novamente, eu estava aqui, sozinho com você. É quase impossível… Comopoderíamoster parado aqui? — ele parou para pensar e sua expressão ficou assustada com alguma ideia.

- Mágica… Quem sabe?

- Você acredita mesmo nesse tipo debaboseira?

- Ora, eu sei que somos bem grandinhos para acreditar nesse tipo de coisa, mas olha bem este lugar! É tão…

- Irreal? Mas ainda sim há de haver uma explicação. Não pode ser simplesmente por… Mágica!

- Dê-me um motivo para não ser.

- Bom, de acordo com a ciência…

Eu o ignorei e sai andando em direção ao bosque para ver se encontrava alguém ali por perto, ele veio atrás de mim, parecendo estar com medo de ficar sozinho.

O bosque estava mais longe do que parecia e quanto maischegávamosperto, maior ele parecia ser. Pra dizer a verdade, era o maior bosque eu já vira em toda a minha vida.

- Olá? — gritei esperando uma resposta, mas ninguém respondeu.

- O que você está fazendo? — Matthew me perguntou. — Acha mesmo que teria condição de alguém morar neste lugar deplorável?

- Deplorável? Este lugar é incrível! Olha como é calmo! Sem a barulheira dos carros, a poluição saída das fábricas, o terrível cheiro de esgoto… Deplorável é o lugar onde a gente mora!

Ele ficou em silêncio.

- Tem alguém ai? — gritei de novo e do mesmo modo ninguém respondeu.

Entrei no bosque. Matthew pareceu hesitar por um momento, mas depois veio andando atrás de mim.

Notas finais
Sei que meus capítulos são pequenos e tals, mas é que é difícil escrever com o horário da minha escola então vai ficar assim mesmo.