O preço do prazer

19 Provocations


Notas iniciais
MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA! Leiam as notas finais, boa leitura ♥

Sentada em minha cadeira, minha mesa e meu pedaço de escritório. Tô de volta finalmente, caralho. Sem distrações, obrigada.

Senti falta de toda essa rotina maçante e nunca pensei que sentiria. Com as pernas cruzadas, a ponta fina do meu scarpin girava de um lado pro outro à medida que mexia o tornozelo no ritmo da batida sensual da música que tocava do celular direto para os meus ouvidos através do fone sem fio.

Com um lápis entre os dedos, dançando junto com o ritmo delicioso acompanhando o tom suave da cantora enquanto analisava os últimos detalhes de um relatório.

Eu não estou preocupada com nada. Ela dizia e eu lhe acompanhava, cantarolando no ritmo de POP com algo mais sensual, mais atual. Era mais eu.

Além disso, conheci outra pessoa. Balancei a cabeça, movendo o pescoço com a voz suave. Nós estamos tendo melhores discussões. Eu sei que eles dizem que eu mudo muito rápido, mas aqui vai durar. Preste bem atenção para a pessoa que eu conheci, a pessoa que eu passei a amar acima de qualquer outra. Porque nome dela é Ten. De quem você achava que eu estava falando? Brinquei trocando os nomes e tamborilando os dedos na mesa, meu movimento era sutil por estar no meio do trabalho. Mas é impossível não se embalar no ritmo dessa vez. E eu sou tão boa nisso.

Eu adorava o refrão, principalmente quando ela mencionava ser tão fucking grata pelo seus ex's. Ah, eu sou muito grata pelos meus. Por ele e por qualquer outro que me mostrou quem eu realmente era. Foi com eles que entendi quem eu realmente sou. Eu sou livre, apenas.

Lutar contra si mesmo, tentar ser alguém que você no fundo sabia que não era, isso só acaba com a gente. E experiências ruins também servem de aprendizado. Elas te encorajam. Seja mais você, o resto que se foda. Eu passei por muita merda antes de finalmente aceitar e entender que não havia problema algum em estar bem comigo mesma.

Sejamos uma legião, meu bem. Sejamos livres.

E eu estou tão bem com isso, tão bem com isso. Eu tenho muito amor; Tenho muita paciência; Eu aprendi com a dor; Eu me saí de forma incrível.

Com o lápis em mãos, comecei a rabiscar trechos da música que mais pareciam comigo. O verso de um documento impresso que não valia mais de nada. Vou fazer um mural no meu quarto, embaixo de cada foto minha, uma frase dessas.

Mordi o lábio inferior comprimindo um sorriso, meu look estava tão incrível, precisava tirar uma foto e enaltecer a mim mesma. Uma calça de cetim sob medida, bege. Até um pouco acima do tornozelo. Acima um terninho da mesma cor da calça, por dentro uma blusa de seda branca. O sapato da vez possuía o bico fino e era preto, com o salto vermelho. Amazing.

Continuei minhas anotações, fazendo um lembrete mental de ir até o banheiro depois.

Eu amei e perdi; Mas não é isso que eu vejo; Apenas olhe o que eu encontrei; Não há necessidade de procurar; E por isso eu vou dizer:

Thank U, Next.

Descolei o papel rosa do post-it com os dizeres em letras desenhadas e caneta permanente. E pressionei no alto do monitor cinza de trabalho, que de certa forma era meu.

— Seu namorado sabe que você já está chamando o próximo?

Olhei pra trás com um sorriso largo, sabendo que se tratava loira sensata. Temari me olhava com aquela cara de cretina e um sorriso tão vagabundo quanto o meu. Não sei com quem ela aprendeu. Ah, meu namorado...

Escorei na cadeira com um meio sorriso observando meu feito. Pensativa. Ah, Neji! Será mesmo você o próximo?

flashback On

Olhei para Neji por um bom tempo, eu adorava olhar pra ele. Era realmente um colírio pros olhos. Ele me encarava com aqueles olhos incolores e secos, ele demonstrava irritação. E eu, como uma boa menina, me fazia de sonsa.

— É? — questiona o rapaz ao meu lado, duvidando da afirmação do Hyuuga. Afinal, ele havia acabado de dizer que era a porra do meu namorado. Tsc.

— É!? — ponho lenha na fogueira inclinando a cabeça, arqueando uma sobrancelha, fazendo a sonsa. Uma áurea negra faz sombra nele.

Era seu humor, seu péssimo humor.

— Sou! — sibila entredentes. E que dentes, que boquinha meus amigos.

Uma mulher não olha pra um homem pequeno com Hyuuga Neji no mesmo local, meu amor. Até eu reconhecia isso.

— Pois não é o que parece... — provocou.

— Eu vou te matar. — o Hyuuga praticamente cuspiu as palavras e o cara riu, seu riso foi tão próximo que senti o cheiro do álcool, claramente provocando-o. Ele me enojou. O filho da puta tava praticamente acoplado em mim, notoriamente provocando Neji.

— Desencosta. — quem praticamente cuspiu as palavras agora foi eu, com uma enorme vontade de dar uma cotovelada no saco desse folgado. — Ou vou deixar ele quebrar você. — girei o rosto lentamente em sua direção. Atrevido de merda, que cansaço de cara assim.

Sim, eu poderia tê-lo ameaçado por conta própria, sem envolver o Hyuuga nisso. Mas eu sabia que no fundo, bem lá no fundo dele, ele havia gostado. Porque aquilo inflava o ego dele. A sensação de me proteger de alguma forma, de ter algum poder sobre mim, pois eu o deixei se aproximar o suficiente pra isso. Pra ser sua.

— Vaza! — em um segundo já estava entre nós e havia batido no balcão com tanta força que chamou atenção do bartender. Seus olhos eram puro ódio, ódio líquido. O que me excitou, eu daria qualquer coisa pra derreter esse ódio em mim naquele momento. Correr perigo nas mãos dele era... Ah, minha vadia interior ficou de orelha em pé. Que homem, meus amigos. Que homem.

Suspiro, olhando pro Hyuuga com um misto de promessas. Atraio a atenção de ambos ao arfar, talvez o desconhecido tenha pensado que meu olhar era apaixonado, mas Neji entendeu bem. E o maldito gostou.

Ele gostava de ter algum controle sobre mim, mesmo que fosse por baixo da minha saia.

— Vamos. Temos que conversar. — o babaca saiu, eu nem tinha prestado atenção nisso. Neji me chamou e se virou pra sair dali, começando a caminhar pra fora do boteco.

Vi a muralha de músculos parar e respirar fundo quando percebeu que eu não o seguia, girou o rosto lentamente em minha direção, mas eu continuava belamente sentada em um dos bancos do balcão. Ele fechou os olhos respirando fundo outra vez, voltando a se aproximar de mim.

Pisquei os cílios, fazendo um charme. Não conseguia disfarçar meu sorriso de canto que era característico entre nós dois. Ele ergueu a mão pra mim, e eu aceitei, pulando do assento. Senti meu pulso acelerar com a fricção da pele, bombeando sangue ao redor da minha vagina que se contraiu.

A enorme mão quente segurando a minha, me puxando como uma boneca. Arfo outra vez. Esfregando as pernas.

Caminhamos em passos comedidos pelo boteco, parecíamos um casal. Ah é, nós éramos, agora. Ao passar pela minha mesa eu estiquei o braço para pegar uma cerveja já aberta, com um canudo. Mas antes mesmo de colocar na boca, o Hyuuga a tomou e colocou ela de volta lá. O olhei irritada, largando sua mão e caminhando sozinha.

O filho da puta ainda ficou rindo de mim. Só de raiva não vou dar pra você. Não agora, nesse segundo pelo menos...

Com os braços cruzados eu chego próximo ao carro que reconheci ser seu, girando os calcanhares em sua direção. Eu tô puta, Neji. Não me esqueci disso.

— Onde você estava!? — indaguei, exclamando. Ele arqueou uma sobrancelha, encostando no carro com as mãos no bolso. Hyuuga, não me testa.

— Resolvendo negócios. Fora do país. — disse simplesmente. Minha vez de arquear uma sobrancelha.

— E nesse lugar não tem celular? — eu estava irritada com ele, não, eu estava puta. Esse filho da puta havia me dado um chá de cadeira desde o dia anterior. Eu queria arrancar esses olhos bonitos com as unhas. Percebi que sou uma mulher muito versátil, posso odiar e gostar de alguém ao mesmo tempo.

Ele riu, olhando pra outro lugar. Riu. Se controla, Tenten. Se controla. Você já foi presa por assassinato uma vez, sua ficha tá suja! Pensava comigo mesma. Dei-lhe as costas. Foda-se também.

Estava quente por causa da bebida, e por causa dele, é claro. O ar da noite fria batia de frente com a temperatura do meu corpo, arrepiando minha pele já muito sensível.

— Você é incrível, não é? Eu mal viro as costas e você já está flertando com outro. — acusou-me. Virei com uma expressão ofendida.

— Eu não estava flertando, estava sendo gentil. Sou naturalmente adorável, Hyuuga. Se tem algum problema com isso reclame com Deus. — ele me olhou com cara de poucos amigos, filho da puta, quem você pensa que eu sou?

— É, eu deveria mesmo. Deveria reclamar também por ter colocado fogo demais nessa sua saia. Será possível que não para de ciscar atrás de macho? — dou minha melhor cara de ofendida, fingida, é claro. Neji não me atingia com essa raiva incontida dele.

— Quem é que fugiu sem dar explicações, hm? — devolvo. — Quem me garante que você não foi pegar uma DST no seu trabalhinho e voltou aqui pra me infectar?

Ele ficou quieto, me observando. Busquei minha sanidade, aquela mesma que ele mandava pro lixo quando tava perto.

Esse homem faz comigo uma coisa muito perigosa, viro uma vadia louca perto dele. Pra mim ele era um perigo, e eu um perigo ainda maior por causa dele.

— Então esse é o tipo de namorada que você é? Controladora? — questionou, se aproximando de mim. Revirei os olhos, meneando em negação. Não vou matar ninguém hoje. Mas posso mandá-lo pro hospital, né? Tsc. — Eu posso me acostumar com isso. Eu também sou um pouco... Controlador. — ih cachorro, desgraçado. Essa voz mansa...

Ele me prensou contra um carro, se esfregando em mim. Filho da puta. Senti seu hálito quente contra minha pele, buscando meu pescoço, minha orelha. Minha vagina latejou mais uma vez. Ahn, gemo em pensamento. Ou talvez não. Sinto dificuldade em respirar, indícios que eu tô excitada, molhada pra caralho. O que esse homem faz comigo é anormal. Gemo outra vez, com um toque sutil de seu nariz no meu lóbulo.

— Escuta, Tenten. — sussurrou no meu ouvido, e eu já tava em ponto de ebulição, pegando fogo. — Eu viajei mais de doze horas sem dormir direito só pra falar com você. — confessa, afastando um pouco. Mas ainda estou mole, mole de desejo e excitação.

— Podia ter ligado. — é tudo o que consigo proferir com a voz sôfrega. A garganta seca, meu corpo me traindo de maneira deliciosa e viciante. Em espasmos.

— Não. Eu precisava te falar isso pessoalmente! — exclamou, dessa vez chamando minha atenção. — Porque se a gente vai mesmo fazer isso, você precisa saber... — a voz de Neji quebrou o clima. Fazendo uma sensação estranha se apossar de mim.

Ergui os olhos buscando os incolores do Hyuuga que me olhava imparcial, embora eu notasse um traço de aflição.

— TENTEN! — Sai bêbado era terrível, ele era do tipo que gritava. Gritava até a voz faltar. — Olá oitava maravilha do mundo... — tropeçava algumas palavras, se aproximando da gente. Claramente se referindo ao Hyuuga. — Em um homem desse tamanho, brincar de trampolim deve ser uma deliiícia, eu quicava de hoje até amanhã!!

— Ei sua bicha assanhada, afasta a asa do meu namorado. — botei moral. Afastando a safada albina.

— NAMORADO!?

flashback Off

Eu nunca descobri o que ele ia me dizer.

Eu havia dado um gelo nele, do mesmo jeito que aquele filho da puta fez comigo. Vingativa? Nenhum pouco. Apenas sensata, bebê.

— Parece que depois de tanto esforço, alguém acabou se enrolando na própria teia. Olha você toda distraída pensando nele. Não que eu vá julgar. — completou a Sabaku enquanto mantinha os olhos fixos na parede de vidro a minha frente que dava pra movimentada Nova York. Ri anasalado da insinuação.

— A questão não é essa. — disse simplesmente retirando os fones de ouvido.

Levantei-me passando a arrumar minha bolsa, hora do almoço. E Hinata havia entrado em contato comigo dizendo precisar da minha ajuda. Como ela havia conseguido meu número não sei, mas algo me dizia que começava com “Hyuuga” e terminava com “Neji”.

— Fala isso pra sua cara! — desafiou.

— Shh... — levo um dedo aos lábios, fazendo sinal de silêncio. Ela se irrita, jogando uma bola de papel em mim. Desvio rindo. Piscando pra Sabaku que me fuzilava com o olhar.

Se havia uma coisa que Temari odiava mais do que a preguiça do namorado, era que mandassem ela calar a boca.

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Um olhar que te trai. O restaurante estava praticamente vazio. E acho que meu namorado aprendeu mais sob meus gostos, porque pediu um delicioso vinho suave como entrada. Um perfume que te pega. Tudo está a meu favor.

Eu não sabia o que havia lhe trazido aqui, mas poderia supor que o motivo era eu, claro. Hinata ainda não havia chegado, então só me restava sua companhia.

— Por que eu acho que esse almoço tem algo a ver com você? — indago, acusativa. Semicerrando o olhar.

— Por que você acha que tudo que envolve você, está relacionado a mim? — devolve a pergunta, jogando o guardanapo sob a mesa. Arqueio uma sobrancelha.

— Porque está. — respondo, simples. Ele semicerra o olhar, sabendo que eu tinha razão. — Ou não tem culpa de aparecer na NY:News! no meio da noite? — falo referindo-me ao dia seguinte da nossa primeira transa. Quando o Hyuuga apareceu na porta da empresa pra terminar uma entrevista. E do meu corpo nu que não seria, já que ele havia feito isso muito bem no dia anterior.

— Só estava atentando a um pedido de minha querida prima. — cínico.

— Também foi ideia dela me enviar um arquivo pra conhecer você completamente? — referi-me ao CD. O qual me rendeu boas siriricas, se quer saber.

Ele riu com os olhos.

— Você já tinha feito isso. — bebericou do vinho. Vadio. Sim, eu havia conhecido bastante aquele labirinto de músculos e veias. E viciado, sendo sincera. A experiência e o nível de testosterona que Hyuuga Neji tinha era algo único.

Serão meus olhos de gata? Sei que tem algo que te prende. Ele não parava de me encarar, e eu devolvia a atenção. Deveria estar se sentindo sortudo por ter uma mulher dessas, eu teria. Nossos olhos conversavam entre si enquanto meus lábios se curvavam num meio sorriso erótico, e ele acompanhava o movimento. E você quer fazer isso comigo.

Essa brincadeira visual é interrompida com a chegada da Hyuuga mais nova. Que pena, eu estava gostando.

— Perdão a demora, estive presa no trânsito. — chega com a mão no peito, se desculpando. Bebo um longo gole de vinho. — Tenten! — exclama abrindo os braços pra mim, sorri de volta. Era um doce de pessoa.

Na frente das pessoas, você me faz indecente. Levantei-me o suficiente apenas para abraça-la de volta, ela usava um perfume de fragrância doce. Bem típico de Hinata. E eu havia me esquecido como ela era calorosa também.

— Hinata. — cumprimentei de volta me separando do abraço, ou acabaria ficando com o cheiro dela pelo resto da semana.

Ela sentou-se em uma das cadeiras na ponta da mesa de seis lugares, enquanto o Hyuuga estava na minha frente, do outro lado. Tão rico se sente.

Sentamos, pedimos. Hinata negou educadamente o vinho, optando por não beber e nem comer nada para não perder o apetite.

Uma longa conversa se iniciou. Hinata me falava animada sobre alguns avanços que havia dado profissionalmente na empresa. Lembrando de agradecer a minha ajuda. Ela era uma pessoa ímpar, um pouco introspectiva, mas muito doce e alegre. Tão diferente do primo. O qual permanecia calado levando a taça de vinho a boca hora ou outra. Porque ninguém te conta...

Com uma mão apoiada no queixo, dando total atenção a minha nova amiga, aproveitei a longa coberta da mesa para retirar o meu salto esquerdo. Estiquei o pé suavemente até sentir as pernas do Hyuuga por cima do tecido da calça, deslizando-o ali. Um truque tão antigo, tão sujo.

Deu certo.

— Neji, você está bem? — Hinata indagou preocupada após o Hyuuga praticamente cuspir o vinho sob a mesa. Que eu sou má de verdade.

Girei o rosto em sua direção, totalmente perplexa por vê-lo engasgar. O que houve, meu bem?

— Estou. Apenas engoli e respirei ao mesmo tempo. — o homem me olhou de volta, discretamente me fuzilando com o olhar. Talvez até me xingando mentalmente. Má de verdade.

Procurei o garçom com os olhos, preocupada com o bem estar do meu amor.

— Garçom, por favor. — chamei um rapaz que passava com alguns pedidos. — Traga um copo d'água para meu namorado, acho que ele não está passando bem. — ele assentiu e olhei pra Neji, sorrindo. Se ele pudesse, me castigaria agora. Eu vou cuidar de você, meu bem.

E você gosta de maldade, isso se nota.

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Hyuuga Hinata vai casar! Como eu ou os sites de fofocas não sabíamos disso? Simples, discrição.

— Irei realizar um jantar no sábado pra anunciar oficialmente e gostaria muito que fosse. — me pediu, com aqueles intensos olhos incolores praticamente me implorando.

— Ora, e quem é o felizardo? — questiono e ela os arregala, é impressão minha ou ela está vermelha?

Estamos aguardando o manobrista trazer o carro da Hyuuga, enquanto seu delicioso primo e meu namorado havia ido ao banheiro. Se demorar mais dois minutos eu vou suspeitar, hein.

— E-eu... — calma, foi só uma pergunta. Ou será que não?

— Pelo visto gosta muito dele. — cruzo os braços com um sorriso provocativo, mas gentil. Se essa menina ficar mais vermelha irei pedir água pra ela também.

É normal dos Hyuuga passar mal assim? Rio.

— Sim. — fala num sussurro, abaixando a cabeça. Praticamente engolindo as palavras. Naquele momento eu não pude estar mais feliz por ela, de verdade. Hinata era um amor de pessoa, doce e educada. Tão diferente do primo, na verdade. O qual era tão ferrenho, sério, rígido, duro. Hm.

— Então? — eu tô curiosa, confesso. A intimidade dela nunca foi pauta em pública, e eu não consigo pensar em ninguém que realmente mereça essa menina.

— Uzumaki Naruto. — escuto a voz grave do homem que se aproximava. Suas mãos no bolso, como de costume, e um meio sorriso que me deixa desconfiada. — Sócio. — diz apenas, parando ao meu lado e ponto uma mão em minhas costas, me olhando nos olhos. Com aquela imensa mão atrevida na base da minha coluna, que fazia menção de descer. Ele parecia me desafiar com o olhar. Retribuo, com um sorriso.

O carro de Hinata chega.

— I-isso. — ela diz, pegando as chaves com o rapaz. Porém era notória sua felicidade, a menina quase tropeçava com os próprios pés enquanto dava a volta no veículo. — E por isso será importante pra mim que vá, além de ser uma amiga, já que Neji não vai estar. — a revelação me intriga. Olho pro Hyuuga que me brinda com um sorriso de canto.

Aumentando ainda mais minha desconfiança. Pro meu lado não, Hyuuga.

— Estarei fora do país. — explica, descendo os lábios de encontro aos meus. Selinho dado, permaneci a olhá-lo, decifrando-o. Está escondendo alguma coisa de mim, Neji? Vai quebrar a cara.

Tu tá jogando bola com granada.

— Novidades, Hinata. — interrompi a Hyuuga que entrava no carro e parou me olhando, curiosa. — Separe duas senhas, nós iremos. Certo, amor!? — voltei a encarar Neji que sem dúvidas estava me xingando com o olhar. Eu sou pior do que cê possa imaginar.

Notas finais
*Músicas citadas no capítulo: Thank U, next - Ariana Grande; Indecente - Anitta; Pior Que Possa Imaginar - Luísa Sonza. VOCÊS ME PEDIRAM, CÁ ESTOOU EU! Gente, vocês me recepcionaram tão bem no último capítulo que se tornou minha prioridade trazer esse pra vocês. De verdade. Cada comentário me ajudou e me incentivou muito, agradeço de coração! Como tal, gostaria de pedir que deixassem um aqui também, não custa nada e ajuda bastante a impulsionar a fic. Um "continua" ou "o que você achou" eu já agradeço muito. Eu estive pensando: Qual o momento preferido de vocês na fic? Até ;*