O preço do prazer
2 Preliminary Caresses
Notas iniciais

Eu tô maluca! Não me basta estar sendo arrastada por esse prostíbulo para algum lugar mais reservado. A quantidade generosa de álcool que eu ingeri enquanto trocava ideias com aquele homem me deixaram em êxtase, excitada e muito, muito quente.
Ele gostou de saber que eu era sua vítima. Vítima. Isso mesmo, foi o termo que ele usou. Disse que eu não estava dentro dos padrões das mulheres que buscavam esse tipo de prazer. Algo mais violento e duro. Não é como se eu usasse roupas chamativas ou decotadas e muito menos mostrasse apreciar algo assim. Eu curtia ser sexy, não vulgar. Não usava batom vermelho no trabalho, mas também não me sentia à vontade com o padrão social que o lugar exigia. Resumindo, eu gostava de estar desleixadamente sexy comigo mesma. É como dizia o ditado, nem tudo é o que parece.
Quando o homem ao meu lado finalmente compreendeu que eu era sua pagante, a coisa começou a melhorar. Vi ele me olhar de canto e seus olhos brilharem de uma forma que me ascendeu completamente. Eu estava viçando, viçando mesmo. Viçando pra caralho se quer saber.
Vicei quando chegamos ali e eu descobri qual seria meu presente; vicei quando aquele moreno passou por nós totalmente despreocupado, macho e viril; vicei quando ele sentou ao meu lado e o cheiro cítrico de seu perfume inundou minhas narinas; e vicei mais ainda quando ele começou a me provocar e me fazer sentir aquele corpo atlético e logo então o pau duro quando me forçou a sentar no seu colo.
Meus amigos saíram da mesa e me deram privacidade momentos antes. Nossas preliminares começaram ali, de uma forma mais contida da minha parte. Apesar de estar dentro de uma casa de prostituição, eu não era adepta a sexo em público. Embora internamente estivesse torcendo pra ele me jogar em cima da mesa e me penetrar com força. A ideia de ser flagrada a qualquer momento era tentadora. Gemi fechando os olhos e me permitindo deixar minha imaginação ferver, ele falava coisas chulas no meu ouvido e isso era demasiadamente sexy.
Senti minha boca salivar de maneira gostosa ao imaginar como ele deveria ser por baixo daquelas roupas. Eu queria que ele fosse macho gostoso, homem das cavernas. Que não tivesse vergonha ou pudor. Queria que pelos pubianos bem aparados fizessem caminho ao redor do mastro. Torcia pra ele ter no mínimo vinte centímetros. Ansiava por vê-lo duro, apontando pra mim com aquela cabeça rosada e molhada de seu líquido salgado, como se me acusasse num linguajar eroticamente selvagem que eu era a causadora daquilo. Entretanto, dentre todos os fetiches que citei anteriormente, o que no âmago eu mais torcia para ele possuir era o delicioso caminho em V que os músculos masculinos fazem ao redor do quadril quando são definidos. Dando uma noção de macheza ímpar que estar gravada na minha memória como a cena erótica perfeita.
Ah, mas meu ego vadio me levava a luxúria. Ele tava me levando a obscenidade. Eu queria alcançar o orgasmo quicando no pau dele... Uma, duas, dez vezes que fosse. Vendo ele se deliciar com a cena do meu corpo suado e meus seios pulando na sua cara enquanto minhas mãos se apoiavam em suas coxas e seus quadris, jogando a cabeça pra trás sem nenhum escrúpulo. Queria meus cabelos molhados colando no meu rosto, costas e pescoço. Sentia-me uma deusa da libertinagem só de imaginar.
Enquanto passava a língua pelo meu pescoço, me segurando firme sob seu colo e me obrigando a sentir aquilo que eu tanto queria — seu falo duro —, ele me confidenciou que se chamava Neji, que tinha vinte e sete anos e queria faria o que quisesse comigo. Meu sangue queimava dentro das veias e me sentia totalmente sensível.
Sinto sua mão firme segurar meu queixo de tal maneira que chegar a machucar, me obrigando a virar o rosto em sua direção. Sou atacada por uma língua lânguida, molhada e sexy que invadiu minha sem nenhum pudor. Neji intercalava os toques das mãos, os braços firmes que me apertavam e principalmente do seu objeto sexual que fazia questão de manter-se presente. Homem com pegada é tudo e eu tô entorpecida com a sensação que senti quando ele levou uma mão até a minha nuca e cravou seus dedos na raiz dos meus cabelos, fazendo-me arrepiar completamente enquanto os dentes finos puxavam meu lábio inferior de forma ríspida. Molhando-me internamente.
Inconscientemente eu já sentia minha boceta deliciosamente latejante e quente, de tal forma que o encontro de minhas coxas — mais precisamente a região próxima a vagina — estava totalmente úmida de suor. Era um belo jogo de erotismo, enquanto meu suor tentava acalentar a temperatura da região, a quentura da minha feminilidade pulsante fazia o trabalho de manter minhas células abaixo da cintura em ebulição. Os pontos mais quentes em meu corpo eram meu rosto e meu baixo-ventre. Eu estava com a região no meio das pernas completamente lambuzada pelos líquidos lúbricos. Sentindo a carne escorregar a cada vez que me contraía de prazer.
E como eu queria que ele provasse disso, assim como eu sabia que ele também desejava me fazer engolir aquele membro veiudo que ele guardava na região da virilha. Ele mesmo quem disse isso, vadio, eu tô alucinando com tudo o que ele tá me fazendo pensar.
O desejo era puramente carnal e intenso. Intenso demais. Todos os pontos sensíveis do meu corpo estavam em alerta máximo e pra mim que se foda se eu estou num local público, eu só preciso gozar. Só preciso me libertar de uma vez por todas. Gemi como uma gazela louca, sentindo um braço forte contornando meu ombro esquerdo e agarrando meu pescoço, puxando meus cabelos ao seu bel prazer. Enquanto o outro estava ao redor da minha cintura, me puxando com força enquanto eu o excitava roçando minha bunda naquele pênis pulsante e sexy.
Ele disse, ah, ele disse. Disse que eu não ia aguentar, me provocou e me desafiou. Disse que eu seria pequena demais pra ele que não pegaria leve comigo, que não seria carinhoso e que eu ia chorar de dor e prazer. Que ele ia me meter tão forte que minha boceta ia ficar dormente por dias.
Fechava os olhos com água na boca só de imaginar toda essa putaria sendo colocada em prática. Eu preciso disso, agora. Só por estar sarrando tão gostoso assim eu podia sentir que ele era mesmo grande e isso me faz gemer ainda mais. Esse homem tinha escrito na testa que mesmo que eu desmaiasse ele não pararia até me encher de gozo quente. Mas eu ia aguentar, eu tinha que aguentar. O tempo é precioso e vale dinheiro, eu sei bem disso.
Eu tô aproveitando cada segundo pra descobrir direitinho o que eu gosto e não gosto. Porque uma hora essa puta fantasia libidinosa vai acabar e eu não sou rica pra sustentar essa putaria sempre que começar a viçar, o que é quase sempre, na verdade. Então, vou aprender a me satisfazer por completo e conto com ele para cravar na minha memória as cenas que usarei como fetiche na minha masturbação solitária. Pelo menos até a chegada de um outro macho gostoso pra caralho que me faça ter água na boca como esse tá fazendo. O que convenhamos, tá difícil.
Salivei um pouco mais tamborilando a língua dentro da boca com o pensamento de seu pênis em minha frente. Me sentindo uma vadia sortuda por apanhar no rosto com aquele falo grosso. O qual tinha a glande brilhante com seu líquido transparente do pré-gozo. Me imagino outra vez pondo-o em minha boca completamente, sentindo minha garganta tapar com tanta virilidade e mais uma vez minha boca saliva.
Droga! Como pode ser tão lascivo pra mim o pensamento de dar prazer a ele? Ah, mas é tudo uma questão de ego. É bom demais o pensamento de que você tá indo tão bem que o seu companheiro mal consegue controlar os próprios instintos. E ele era afrodisíaco, eu posso imaginar a textura quente do pênis entrando e saindo da minha boca, me fazendo salivar um pouco mais. Céus! Meus lábios quase podem sentir o movimento que as ondas das veias ao redor do mastro podem fazer, enquanto olho pra aqueles olhos incolores lânguidos de prazer vivo. Puxando meus cabelos com tanta força enquanto mete o falo contra minha garganta que eu sinto que posso me engasgar só pelo pensamento.
O toque masculino descendo pelo meu corpo me fazia delirar. Ele solta meus cabelos e desliza a mão firme até meu seio esquerdo, apertando com uma força que me fez gemer mais de dor que prazer. Me causando uma sensação de submissão maravilhosa, como se a dor fosse parte desse prazer todo de homem das cavernas que ele me passa. Logo em seguida puxando o outro com a mesma intensidade e me fazendo choramingar de excitação. Filho de uma cadela no cio. Martirizo em mente, implorando por mais como a vadia feliz que me sinto ser.
Sinto o hálito quente contra meu pescoço e isso me deixa ainda mais mole de excitação. Ele está rindo de mim, desgraçado. Abaixo um pouco a cabeça e vejo através do canto do olho que seu riso não era de deboche e sim de satisfação. É claro, ele deveria estar com o ego nas alturas por me fazer de cachorrinha no cio no meio de um salão com uma quantidade considerável de pessoas. Mas por que será que eu gosto?
Por que me fascina tanto ver que de alguma maneira ele se satisfaz me dando prazer? Tudo bem, já não havia tanta luz no local e as pessoas ali estavam mais preocupadas em ter prazer do que fuçar a vida alheia. Mas isso não deixava de me incomodar e atiçar intimamente. Eu não queria que meus amigos vissem o quão promíscua eu posso ser pra um homem que saiba fazer gostoso. É o meu sexo, o meu prazer e a minha vida. Eu sou independente.
Escuto sua voz e viro meu rosto para fitá-lo. Sei que devo estar num estado arrasador de frustração e excitação. Eu nem sinto minhas pernas e estou quase me acoplando a ele por cima das roupas. Mas o que ele disse me causou um efeito ainda mais furtivo e eu senti que gozaria só de ouvir aquela voz grave tão próxima a mim:
— Você tá gostando, não tá? — seu tom era sôfrego, indicava que ele também tava no limite. Revirei meus olhos num sorriso safado sentindo uma onda de arrepios atravessar minha coluna e me estimular ainda mais. O bater do coração em meu peito era ditado através do ritmo que a adrenalina se fazia presente em minhas veias. — Tá gostando de sentir meu pau latejando na sua bunda, eu sei que tá. Tá quase segurando ele e metendo em você, só não percebeu ainda... — sua fala me deixa levemente alerta, mas não surpresa. Sinceramente não me surpreende cometer uma loucura aqui no estado em que estou. Tô descobrindo fácil meu ponto de ebulição. — E eu posso imaginar mil jeitos de te comer aqui mesmo. Mas quando você estiver gozando, sou eu quem vai olhar e te ouvir implorar por mais... Porque você vai ser o meu show particular, Mitsashi. — ele falou ao pé do meu ouvido e eu me retorci toda gemendo outra vez. Grunhindo, trincando os dentes enquanto minha pele queima. Minha garganta já estava seca e eu não conseguia fechar a boca direito.
De repente senti um choque térmico e meu corpo esfriar quando ele se afastou pra me começar a me arrastar dali, foi quando eu me dei conta de como ele era quente. De todo a quentura do corpo dele passa pro meu numa perfeita sintonia, como se a nossa química se misturasse lascivamente. E eu sei que vou ter esse homem nos meus sonhos eróticos por muito tempo após essa transa, mesmo que eu nunca admita isso pra ninguém.
É claro, ele era um garoto de programa. Eu não vou me passar em dizer que o meu prazer ficou dependente dele. Eu sei do que eu preciso, ele só está me mostrando o caminho certo pra isso. Simples e impudico.
Acho que andamos por pelo menos uns dois minutos até alcançarmos uma porta de saída que dava para alguns lances de escada. No caminho vi Ino conversando com um cara ruivo que me pareceu estranhamente familiar... Espera, aquele é o Gaara? O Gaara? Irmão da Temari? O que ele estava fazendo ali? Será que também era garoto de programa nas horas vagas? E onde estava Temari, afinal? Não tive sinal de Sai, mas também não procurei. Minha mente girava e a minha boca me traia vislumbrando o meu melhor sorriso devasso que já consegui dar. Toda animadinha. Vadia mesmo, e daí?
O local tinha cheiro de chiclete e eu podia sentir os adesivos antiaderentes barrarem meus pés dentro dos saltos pretos, me impedindo de escorrer escada abaixo de tão entorpecida e mole que eu estava. As paredes eram iluminadas por luzes vermelhas, mas não era exatamente claro. Qual o problema do vermelho? Nunca mais verei essa cor com a mesma inocência de antes.
Após subirmos o que pareceu ser uns dois andares, chegamos a um enorme corredor com portas e mais portas. Neji, como foi denominado e o que na verdade nem deveria ser o nome verdadeiro dele, continuava me levando despreocupadamente pelo local. Nem parecia estar levando uma mulher excitada para seu ponto de execução. Que drama, né? Que seja. A partir de hoje eu poderia dizer livremente, eu já tive um orgasmo!
É claro que já tive. Ou melhor, vou ter. Não é como se ele não fosse me proporcionar isso. O desgraçado tá me deixando maluca só com as preliminares, imagina quando finalmente me foder? E não, não vou sair gritando isso. Mas uma coisa é fato, quando você se sente bem, seu corpo e suas reações falam por si só. Estar de bem consigo mesma é a chave pra alcançar o sucesso.
Ele anda despreocupadamente sexy enquanto me puxa pelo braço. Ele sabe o que tá me causando e isso o instiga, o excita... Eu posso sentir. Curiosamente é que diretamente saber que ele está sentindo algum tipo de prazer às custas das minhas reações também me causa essa sensação que eu tanto ansiei sentir. Benditos os meus amigos que tiveram essa maravilhosa ideia e eu ainda nem transei.
Seus passos nem podem ser ouvidos. Só então olhei para baixo e me dei conta de que ele estava descalço. E aliás, que pés são esses? São grandes, largos e bonitos. Típico para um homem de sua altura e proporção de peso e músculos. Acabo de descobrir minha estranha atração por pés trabalhados. Os quais ficam apetitosos com metade deles escondidos pela barra da calça de moletom.
Por outro lado qualquer quarto ocupado já deve estar sabendo da nossa passagem graças a minha escandalosa forma de andar. Firmando os meus próprios pés no chão a cada passo como se não tivesse certeza de que conseguiria apoiar meu corpo. Meus saltos fazem o trabalho de fazer muito barulho. Até que finalmente ele para de frente a uma das portas brancas e mais uma vez eu suspiro ao sentir um incômodo no ombro esquerdo quando ele me puxa com força para sua frente, me prensando contra ela.
Estou com o lado direito do rosto sendo esmagado pela madeira fria enquanto sinto ele roçar o pênis ereto na minha bunda. Gemendo de novo. Acho que vou engasgar com minha própria saliva.
— Quanto tempo? — ouço o timbre rouco em meu ouvido esquerdo e abro os olhos mirando-o como posso por sob o ombro, arfando de prazer. Incompreendendo sua pergunta. — Quanto tempo você acha que eu levo pra te fazer gozar? — questionou por fim e meu semblante se tornou mais confuso. Como eu iria saber?
Minha mente estalou por alguns instantes. Bom, baseando-se nas conversas triviais que tive com minhas amigas e no que já li a respeito, as mulheres demoram em média de trinta a quarenta minutos para terem um orgasmo pleno. Eu não sei se está certo, mas é o que tenho sobre.
— Trinta... Trinta minutos... — sussurro fechando o punho esquerdo ao senti-lo sarrar gostoso enquanto me apalpava a cintura, deslizando a mão direita pela minha coxa e puxando meu vestido preto e colado cada vez mais pra cima. Praticamente me deixando nua ali mesmo. Apesar de ter arriscado esse tempo, eu sabia que ele tinha algo traçado em sua mente. Neji já havia feito praticamente o trabalho todo antes de me levar pra ali, então eu já estava totalmente sensível e lubrificada. Minha cabeça não parava de girar e eu só pensava que precisava me libertar rápido, ao mesmo tempo que bem devagarinho. Pra sentir tudo. Queria que o tempo passasse em câmera lenta enquanto ele me comia e eu atingia o orgasmo com força. Anotando todas as sensações em cada linha vermelha da minha pele. Fazer de mim mesma um caderno de anotações eróticas e promíscuas. Porque é assim que eu me sinto.
— Cinco. — ele responde e eu arregalo os olhos num rompante, ainda meio perplexa e mirando-o como se ele fosse louco. Ele é louco? O orgasmo de uma mulher demora mais do que o do homem, assim como o tempo que ela leva pra se excitar — não que eu já não esteja — ainda mais quando ela nunca gozou antes. Eu já li a respeito, embora teoria e prática fossem hemisférios opostos num mapa. O que ele pensa que está dizendo? Notando minha cara de incredulidade ele diz: — Acha que eu estou blefando? — indaga muito próximo do meu ouvido e intencionalmente arfa na região, me fazendo tremer toda. Desgraçado, já deve ter notado meu ponto fraco.
Sinto Neji esfregar seu membro outra vez em minha bunda, fazendo movimentos circulares e me apertando com força contra a porta. Totalmente a sua mercê. Mas é quando ele começa a instigar-me com suaves movimentos de vai e vem que eu jogo a cabeça pra trás delirando, imaginando-o me penetrando. Sinto seu peitoral firme me servir de apoio enquanto ele desliza o pau vestido pelas minhas nádegas, arrebitando meus quadris para dar-lhe mais espaço. Fora de mim eu já estou correspondendo as investidas.
Agora ele estava pressionando o falo por baixo, bem lá embaixo. No meu ponto de prazer. Indo, vindo, girando, girando, pressionando e aumentando o ritmo como se realmente estivesse me comendo. E eu sinto que posso mesmo chegar lá só com isso, eu tô revirando os olhos com a sensação e minha boca nem dá conta de respirar e salivar ao mesmo tempo.
Arrisco a dizer que ele tá sem nada por baixo da calça de tecido leve. Puta que pariu eu tô sentindo tudo. Minha calcinha não foi feita pra cobrir também e eu juro que não tô alucinando quando digo que tem uma parte da calça dele molhada, só não sei se do meu pré-gozo ou do dele. Talvez dos dois. Isso é fodidamente bom.
— Cinco minutos, Tenten. — falou mais uma vez enquanto continuava com seus movimentos impudores contra mim, estocando-me mentalmente. Minha expressão se torna de completo desespero. — Eu vou te fazer gozar em cinco minutos e você vai ficar me devendo. Vai voltar aqui outra vez, pra eu te comer de novo e de novo. Porque eu tô maluco por sua culpa e se eu fizer tudo o que planejo hoje com você, vamos ter que te levar num hospital amanhã. — meu gemido mais grave certamente deixou seu ego nas alturas. Filho da puta. Como consegue me domar tão bem assim? Como pode ter tanta experiência? Ele se abaixou um pouco mais e sua voz tão próxima a mim foi como uma dosagem de endorfina no meu cérebro. — Diz... Diz que você gostou de saber que eu fiquei de pau duro só de saber que ia comer você. — e me estocou mais forte contra a porta, me fazendo arregalar os olhos de surpresa e sentir minhas pernas tremerem. Eu não tenho forças pra me manter de pé. — Porque você sabe que é gostosa pra caralho e eu tô maluco pra sentir essa bocetinha quente escorregando em mim, me apertando todo... — engulo em seco e sei que ele não tá brincando.
Viro-me pra ele com as mãos na altura da cabeça e apoiada na porta atrás de mim, sentindo meu clítoris duro e implorando por atenção. Eu não me importo de não conseguir sentar amanhã, mas eu preciso que ele faça comigo o que bem entender. E daí se eu vou ficar ardida?
— E se não conseguir? — meus olhos me denunciavam, mas a sombra de um sorriso debochado brincou em meus lábios e eu vi seus olhos escurecerem perante o desafio. Eu praticamente o chamei de broxa ou inexperiente, mas precisava provocá-lo de alguma maneira. Todo homem é prepotente quando se sente ameaçado.
— Você... — ele parou olhou de lado como se mirasse alguém que acabava de chegar pelo corredor. Sua respiração era pesada e ele parecia pensar com cautela nas palavras. Então ele respirou fundo e lentamente, voltando seus olhos líquidos pra mim e eu tive certeza que ia perder aquele desafio ali mesmo. Um sorriso safado surgiu naqueles lábios ao ver como fiquei sensível e assustada diante de seu semblante sério, marcando seus dentes brancos e que me pareceram deveras eróticos. Ele gostava da ideia de me encurralar como um lobo encurrala um coelho indefeso e solitário. No mesmo instante senti toda região abaixo do meu ventre se contrair deliciosamente. Filho de uma cadela. — Você vai voltar! — ele não respondeu minha pergunta, apenas reafirmou o que havia dito antes. Deixando claro que eu estava em suas mãos. Após o veredito ele finalmente abriu a porta comigo ainda encostada nela, senti meu corpo deslizar para dentro quando toda aquela massa de músculos se chocou contra mim.
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