O preço do prazer
16 Abstinence
Notas iniciais
Brisa boa. Brisa gostosa. Faz tempo que não paro sentir um pouco desse frescor de fim de tarde batendo contra minha pele e me causando um êxtase diferente do orgasmo e quase igualmente bom. O som dos carros indo e vindo pela avenida a qual fica de frente a confeitaria que estamos, e apesar de não ser horário de pico, há bastante movimento.
— Então você vai viajar? — questiono bebericando o líquido adocicado e fumegante. Nova York é uma cidade linda, ainda mais se soubermos aonde ir. A praia e o calçadão do outro lado da pista é um exemplo. Tem pessoas andando tagarelando com outras, falando no celular e passeando com seus cachorros a todo momento, e um ótimo quiosque, mas optamos por algo mais reservado e menos barulhento. Embora estejamos na área externa da confeitaria.
É complicado voltar a rotina depois de tudo o que houve. Não perdi a prática, só acumulei coisas demais. Consegui um tempo extra para adiantar a papelada e as matérias em casa mesmo. Hyuuga Neji não me procurou mais e não sei ao certo se isso é bom ou ruim. E nisso já se passou uma semana. No dia de ontem Itachi me procurou dizendo que precisava falar comigo, pois tinha uma viagem planejada e gostaria de conversar pessoalmente comigo antes de fazê-lo, uma vez que mal tenho saído de casa tentando organizar minhas coisas. Sobre o que seria essa conversa? Bom, eu tenho suposições, apenas. Apenas? Não. E eu consigo evitar o sorriso bem vagabundo que me escapa nesse momento? Estou com a xícara de chá sob os lábios, entretanto ainda assim, o brilho nos meus olhos ao mirá-lo deixa isso transparecer. E discretamente a mão máscula entreaberta sob a mesa, com seu relógio caro e a manga da blusa social, deslizarem até a própria coxa. Ao mesmo momento em que os olhos negros baixam após mirar-me por um certo tempo, como uma nítida mensagem subliminar.
E é tão bom isso, tão gostoso. Praticamente foder através dos olhos com alguém. Alguém que está no mesmo nível que o seu, pra te entender bem em cada sinal.
O homem em questão está sentado à minha frente. As orbes do Uchiha eram tão límpidas e negras que quase servia como um espelho, refletindo parte daquele cenário costumeiro.
— Não sei quando, mas sim. — ele voltou sua atenção etérea para mim. Eu gostava de homens como Itachi para ser vista, ele não era escandaloso e nem extravagante. Ele sabia se portar e era culto. Tenho certeza que gostos semelhantes também chamou sua atenção para com minha pessoa. Não havia tocado em seu chá, parecia bastante pensativo. Deixei o meu próprio de lado e o observei olhar para mesa, parecia realmente medir cada palavra à proferir.
— É tão grave assim? — questiono num tom moderado.
— Vamos combinar que você é muito certa do que quer, Tenten. — ele diz mudando de assunto e percebo que finalmente estamos chegando a algum lugar. Desvio meus olhos dos seus e deslizo a ponta do indicador sob a borda da xícara branca, espalhando e sujando o dedo com o líquido quente bem onde havia bebido momentos antes. Observei meus anéis e a unha feita pintada num vermelho sangue, tenho apreciado muito a cor. Então ergo a mão e chupo a ponta do dedo erguendo novamente os olhos de encontro aos ônix cerrados, senti a respiração do Uchiha pesar só de vê-lo, excitando-se com meu ato. Eu quase sorri, quase.
— Isso significa quê? — indago observando a marca do batom ao redor de meu dedo fino.
— Que... Apesar do tempo corrido e a viagem imprevista, tenho algo em mente pra você quando voltarmos. — seu braço escorado no parapeito de madeira da confeitaria, contive em mim a vontade de tremer quando minha vadia interior despertou. Piscando meu clitóris de maneira deliciosa.
***
Confesso que o tempo sem transar e a proposta silenciosa de Uchiha Itachi me deixou quente. Porra, são sete da noite e eu estou como uma louca vadia, seminua em meu próprio apartamento. Trabalhando praticamente nua pra ver se esse meu fogo ameniza um pouco. Fazer o que, né? Eu gosto de ser assim, bem assim. Uma deliciosa vadia. Bem vadia. Tipo a vadia que eu senti tanta falta de ser. Como se amenizasse a dopamina que se espalha por meu corpo.
Aperto firme a mão enquanto seguro uma garrafa de cerveja gelada na outra, caminhando de volta em direção a sala. Amanhã retorno a minha rotina e não estou tão disposta a fazê-lo. Isso é falta de rola. Disse minha vadia interior. E é mesmo. Porque maldade é alguém te atiçar e te deixar a ver navios pra embarcar num maldito avião. Só eu posso fazer isso. Tsc.
Minha calcinha boy short branca, grande e sensual, na metade de minha bunda redonda e empinada, do jeitinho que eles gostam, e os seios nus. Minha mesa repleta de papéis.
Papéis e mais papéis espalhados por todo lado. Meu computador nunca esteve tão cheio de arquivos abertos.
Com meu óculos de descanso e pouquíssimo grau, observo atrás do reflexo da lente as notícias em tempo real que datam como uma minissérie na tela do meu notebook. Escolho de qual das mãos beber, da cerveja espumante ou do café fumegante antes posto. Escolho o líquido preto e deslizo a língua pelos lábios lambendo a superfície.
Nada demais. Nada demais. Porra nenhuma. Quanta leseira. Reviro os olhos por tamanha infantilidade dos leitores dessas páginas.
Organizei, enfim, a entrevista previamente pronta que realizei com os novos pilares da família Hyuuga. Hinata e Neji. Minha mente estalou. E então parei por uns instantes, pensativa. Perdida num caos de linhas coerentes que era meu juízo agora. Foi depois de tudo. Depois de Neji. O fodido homem que me proporcionou meu primeiro orgasmo. Da maneira mais suja, perversa e gostosa que eu poderia imaginar. Pagando. Pagando um homem pra me comer. Eu deveria sentir vergonha? Rio num misto de maldade e sensualidade jogando a cabeça pra trás. Eu não sinto nada disso.
Muito pelo contrário. É esse sexo sujo que toda mulher precisa provar ao menos uma vez na vida. Cuidado
! É um caminho sem volta. Com alguém que, claro, faça a boceta dela latejar como ele fez a minha. Eu estou descrente de mim mesma e exatamente do mesmo jeito que eu queria estar.
Esse filho da puta tem mel de abelha rainha espalhado pelo pau que eu não me importaria de me lambuzar. E ai caralho, como eu quero. Gemo um ruído baixou girando a cabeça. O pensamento e a lembrança de toda aquela testosterona ambulante já desperta minha vadia interior de maneira bem perigosa, na verdade.
Olha pra mim, fodidamente feliz dançando sozinha na sala com a música que vem de nada além que meu próprio cérebro. Suspiro. Vai vagabundo, me fode como só você faz. Me lembra de como é bom levantar a bunda pra esse pau veiudo. Me lembrar? Eu lembro. Lembro pra cacete. Sorrio pequeno, bem safada.
E inconscientemente tomo outro gole da minha cerveja, abandonando a xícara de café do lado do notebook.
Como só você faz.
Juro que vou ser uma boa menina, de novo. Eu vou deixar você determinar o ritmo. Porque, no fim das contas, eu não tô mesmo mais pensando direito.
Minha cabeça tá girando, porra. Ou sou eu? A fresta do meu olho fixa na lâmpada desfocada do teto. Porque tudo ao redor gira, gira e gira. Ou cacete, sou eu... Eu não tô mais pensando com clareza. Eu só quero, só quero, foda. Foda, porra. A porra dele. Caindo aqui, aqui e aqui. E inconscientemente tô tocando meu pescoço, minha virilha e minha cara.
E aí, Neji, você também quer isso seu filho da puta. O que tá esperando?
AH! Grito surdo ao tropeçar nos meus próprios pés e cair sentada no chão. Choramingando sozinha de vontade. Em abstinência de algo que nunca antes pensei provar. Dele. Vou rastejando, de quatro, em busca de socorro.
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Play. Delicioso play. Ouço então uma música erótica enquanto admiro o volumoso e delicioso pênis ereto de Hyuuga Neji, com água na boca. Minha respiração embaçada pra caralho. A boca aberta de desejo e meu peito que sobe e desce num ritmo frenético, compatível com minha lucidez.
Eu adoro a imagem congelada desse vídeo. Que se dane! Eu sou uma vagabunda mesmo. E sou vagabunda ao ponto de morder meus lábios com força enquanto fecho os olhos e sinto o sangue queimar de dentro pra fora. Me lubrificando deliciosamente, me consumindo a cada ato. Lembrando daquelas mãos. As mãos, aquelas fodidas mãos enormes. Meus olhos praticamente fechados. Só uma fissura de mim avista o ato sujo do homem. Incitando minha loucura como ele adora fazer. Aperto o play então, meus olhos cerraram e fielmente fitam aquele corpo talhado que aprendi a apreciar. Os ombros largos com bíceps acentuados, a barriga dividida, a parte que eu mais amo... Os pelos abaixo do umbigo que vão até a virilha. O traço em “v” dos quadris, as veias. Puta que pariu. As veias... E a tez branca que ficava sensualmente delirante quando avermelhada e tilintando suor.
Vermelho de prazer; Excitação; Tesão. Como ele também me sabia fazer ficar. Filho da puta. Gemo mentalmente segurando a cabeça com as mãos. Eu tô a ponto de chorar porque minha mente não consegue associar o real ao ilusório, tô sentindo esse toque, esse pau. A vontade é tanta. Inconscientemente fechando os olhos e abrindo a boca, quase sentindo o membro quente contra meu rosto. Choramingo sozinha mexendo as pernas, tentando controlar o choro de desejo e vontade que me privei por tanto tempo. Meu clitóris inchado da excitação notória.
Sinto minha respiração embaçar e cortar, a boca ainda tá aberta e é desesperador abrir os olhos e não vê-lo em pé, acima de mim. Mas eu posso ver. Ver e quase tocar. Ele me conhece tão bem quanto eu o conheço. As pernas torneadas... E eu assim, sentada sob meus calcanhares, com os olhos cheios de vontade, mal alcanço sua coxa. Me perco nessas veias saltando por todos os lados de sua pele. A carne lutando pra ter espaço. Por todos os lados, mais visíveis que antes. É o sangue. O sangue de Neji que ferve quente e cheio de ânsia — como ele sempre fica quando a gente fode — enquanto a mão máscula segura o pau grosso, duro, coloco um pouco a língua pra fora, erguendo o pescoço, tentando alcançar a glande. Pelo menos a cabecinha brilhante, derramando o pré-gozo salgado e excitante que me faz gemer de prazer.
E ele tá batendo uma pra mim, enquanto permaneço aqui, quieta e paciente. Submissa a ele.
Me permito mergulhar outra vez na droga viciante que são aqueles olhos excitados. Sinto a dor latente em minha cabeça ao sentir um puxão em meu cabelo, me obrigando a levantar e ser arrastada pela sala. Jogada no sofá. Me arrasto obediente girando um pouco o pescoço e observando a feição do homem másculo e ereto atrás de mim. E o pau duro também. Isso me... Excita. Gemo engolindo em seco com a visão, meus olhos brilhando de vontade e no fundo dos dele ele demonstra gostar também.
Olhando-o por sob o ombro, drogada de prazer, na direção do homem alto e sensual que eu quero que me coma como café da manhã, almoço e lanchinho da tarde. Sorrio vadia e um tanto quanto carente também. Viro-me um pouco apoiando os braços no braço do sofá. Ele me observa sério e superior, fazendo-me sentir deliciosamente dependente.
Neji se aproxima e minha expectativa cresce, meus lábios tremem com o pensamento do que vem a seguir. Com uma ordem silenciosa ele me faz virar e empinar a bunda. Mal me mantenho em pé, tão mole que estou. Sinto — e choramingo — quando o membro latente toca a parte de trás da minha coxa. Me empino mais.
Vejo a visão embaçar sentindo a mão máscula sob minha coluna, me domando. E o pênis com a cabeça molhada que escorrega pelas minhas pernas e me suja, me lambuza com o líquido salgado. Gemo um pouco mais alto quando ele ergue o quadril e mete a rola entre minhas pernas, ainda sob a calcinha. Num impulso desespero travo as pernas sob o pau e sinto toda a extensão bem perto de onde eu realmente a quero. A respiração do Hyuuga se tornou mais pesada perante o prazer do meu ato, isso me incita e me estimula. Estou dependente dessa necessidade, e só permito que ele retirasse o pau dali porque a mão que antes agarrava minha cintura, agora incitava ao ato de retirar minha calcinha. Já muito inconveniente.
Ele me maltrata puxando o tecido com uma lentidão, arrastando as mãos por minhas pernas e choramingo um pouco mais, mais feliz por me ver livre da peça. Arqueando mais os quadris. Permito que minha bunda permaneça empinada ao seu bel prazer, ao meu bel prazer. Com os sentidos vagos o olho por sob o ombro e rio vadia ao vê-lo entender meu recado, assim como minha boceta se contrai ao ver seu olhar escurecer.
Fecho os olhos numa preliminar silenciosa e grito gemendo coisas desconexas ao sentir a porra do pau escorregando pela minha vagina adentro. Bem dentro. É dolorosamente gostoso. Minhas pernas estão trêmulas. Minha boceta tá trêmula, contraindo numa vã tentativa de segurar esse pau que vai e volta dentro de mim. Ai cacete.
Seguro o braço do sofá com força até os nós de meus dedos esbranquiçarem. Se eu quero mais? Caralho eu quero muito mais. Mas quero que ele espere, e ele não espera. E essa agonia dele me fode, nos dois sentidos, eu tô fodida pra caralho de tanto tesão. Sinto a pele de minha bochecha ralar no vai e vem contra o sofá enquanto ele me fode com força.
Reviro os olhos em êxtase com o saco que rala contra meu clitóris, eu amo essa posição. Abro e fecho a boca, meus gemidos são mudos. Eu desejei isso por tanto tempo, tanto tempo.
Gemo sentindo cada vez mais preenchida e completa. Ele tá tão excitado, desesperado. E ver essa necessidade dele em me comer é deveras deleitoso.
Olho mais uma vez por sob o ombro e o vejo de olhos fechados, os dentes serrados. Neji tem uma expressão de desespero e necessidade enquanto as mãos grandes seguram meus quadris e me ele me fode. O vejo engolir seco e passar a língua pelos lábios, e me bate.
Grito num misto de dor e lascívia, um gemo gutural, enquanto ele continua se metendo em mim; Me fodendo; Me comendo; Trepando comigo, caralho. Viro o rosto trincando os dentes, choramingando baixinho. Eu tô quase lá, tô quase lá e ele sabe disso. O maldito filho da puta sabe disso. Ele sabe e me maltrata, maltrata seus movimentos mais lentos. Mais lento não, porra. Mais rápido e com mais força. Miro seus olhos enevoados de desejo e satisfação em me ver assim, desejando e implorando. Totalmente dependente dele pra finalmente gozar. Eu gosto de estar dependente dele, dessa tortura que ele faz. É sádico.
Sinto meus lábios trêmulos, mantemos nosso contato visual e choramingo sentindo as lágrimas quentes escorrerem por meu rosto enquanto ele escorrega o pau pra fora de mim, maldosamente. O peso de seu corpo recai sobre mim, engulo em seco e tremo sentindo o ar quente de sua garganta em minha orelha, meu lóbulo e meu pescoço. Ele não diz nada. Sinto-me puxada até o ponto de sentar-me sobre ele, porém de costas pra si. Permito-me aproveitar a chance para desesperadamente meter seu pau em mim. E o sinto travar como quem se prende para não gozar. Pois minha boceta deliciosamente rasgou no pau dele.
Aproveito a ausência de suas mãos em minha cintura para usar as minhas próprias de apoio e começar a me mover, com força e rapidez. Eu preciso gozar, preciso muito gozar. Jogo a cabeça pra trás gemendo, revirando os olhos sentindo a movimentação do membro que toca fundo meu ponto mais íntimo, enquanto meu corpo parecer quebrar centímetro pro centímetro, me permitindo fazer sentir as maravilhas do início de um orgasmo. A melhor parte é me sentir contrair ao máximo, como um êxtase sequencial. E então tudo explode. Um delicioso arrebatamento que me quebra de dentro da pra fora e lentamente o mundo parece estar rodando em quadros. Porque nesse momento eu não sou mais dona de mim. Eu sou de qualquer um, qualquer um que me faça sentir isso.
Minha visão embaça quando meu corpo explode nessa porra, com a porra dele também. É como correr uma maratona sem ter ido a lugar nenhuma, apenas transando com Neji. Sinto-me amolecida e caio pra trás. Sinto um baque oco de minhas costas e um tecido diferente do corpo que supostamente eu esperava. Olho pros lados atordoada, eu estou sozinha e estou gozada. Sozinha. Mas meu corpo ainda está gradativamente se recuperando dessa dose cavalar de dopamina necessária para minha sanidade mental.
O que esse homem tá fazendo comigo? O que eu estou fazendo comigo? Eu tô me fodendo e não é do jeito que eu gostaria.
***
Parecendo uma louca agora.
Deslizo as pontas dos dedos sob a mesa fria daquele lugar, sorrindo pervertida para o homem a minha frente. Ele está sem camisa e sua calça preta possui o zíper totalmente aberto que muito me chama atenção. Me fazendo amaldiçoar a pouca luz do ambiente enquanto tento enxergar os pelos pubianos de sua sexy virilha.
Não estou sendo discreta. A última coisa que quero agora é ser discreta. Sorrio um pouco mais para ele. É um rapaz da mídia, filho de um empresário automobilístico. Porém, aqui dentro, ele possui um codinome. Balanço um pouco as pernas com a ideia do que ele poderia fazer assim, de pé a minha frente, enquanto eu permaneço sentada na mesa. Uma de minhas mãos me servindo de apoio, já a outra vulgarmente desliza por minhas pernas, puxando a abertura do casaco que uso e ficando um pouco mais exposta, já que meu vestido é curto. Sinto seus olhos queimarem em direção a visão e ele sabe que não tenho intenções de ser pura. Fecho os lábios inclinando a cabeça. Pisco meus cílios observando o vagabundo que notoriamente tenta se exibir.
Admirando-o um pouco mais, me questiono as vantagens de transar com ele. Já que soube que ele é atualmente o melhor instrutor BDSM da casa, uma vez que o antigo parou de atender a clientela em questão.
Cruzo minhas pernas apenas para apoiar as mãos ao lado da mesa e impulsiono o corpo para frente, até o ponto que meu salto toca no chão. Próxima a ele, facilmente posso sentir o corpo quente a centímetros do meu após minha aproximação, que apenas me observa.
Cerro as unhas das mãos caídas ao redor do corpo até os ombros malhados. Sentindo a rigidez masculina dos músculos da região. Duro. Com o queixo erguido, estou prestes a falar algo quando um outro se aproxima e diz algo para o cara que sai sem se despedir. Torço o nariz observando a figura do homem se afastar e me olhar distante, deixando em evidência minha frustração. Voltando então a me sentar sob a mesa.
Minhas pernas cruzadas balançam ritmadas com a música lenta. Um local totalmente feito para excitar as mulheres presentes, levando-as ao ato de se envolver com um desses marmanjos fodidos e gostosos.
Me olhando, me olhando, tão louco de amor.
Vejo no final do salão o cara de cabelos e vermelhos sangue rebeldes, vestido como se fizesse parte dali. Meu olhar o acompanha até vê-lo sentar-se ao lado de uma mulher, passando os braços sob o ombro dela. Provocando-a. Penso em dizer algo, mas simplesmente permaneço sentada naquela mesa de aço inox redonda, movendo as pernas muito lentamente.
Com a nítida e certeira sensação de estar sendo observada, giro o pescoço e olho por sob o ombro com o canto do olho para o macho lascivo e tentador com aqueles cabelos castanhos escuros, negros nessa escuridão, e bagunçados. Aquele corpo bem talhado que admiro gananciosa, dançando meus olhos pela região. Gulosa demais pelo zíper decepcionantemente fechado e abotoado. Estalo a língua irritada.
O Hyuuga está parado ao lado da mesa que estou sentada, olhando pra minha cara numa expressão misteriosa e nada amigável. Algo semelhante ao que ele exibia quando nos conhecemos, aqui mesmo. Acho que é parte das exigências da casa a cara de mau. Hm, eu gosto. Sorrio e acho que isso desperta sua curiosidade. Ergo então os olhos para os seus novamente, ele ainda está fixado em mim.
— O que faz aqui? — posso ouvir sonoramente um palavrão mudo ser pronunciado por sua fala irritadiça, furiosa. Acho que ele não está feliz em me ver. Continuo sorrindo pra sua insatisfação. Fazendo ele pagar com a mesma moeda de quando foi até a empresa onde trabalho, só pra foder com meu juízo.
— Vim cumprir minha parte do acordo. — atiço e vejo seu olhar escurecer. Isso faz meu sorriso aumentar. Sorriso nos meus lábios vermelhos.
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