Notas iniciais
Olá gente, como vocês estão? Pessoal, não vou passar dois minutos do tempo de vocês explicando de novo o que me levou a sumir. Os motivos são em tese os mesmos, porém, graças aos céus consegui fazer esse capítulo. O maior até agora, hein? É putaria que cês querem bb? TOMA! Sobre o Nyah: ANNIE BB, OBG PELA RECOMENDAÇÃO ♥3333 DEMOROU MAS AGRADECI NÉ RUSHSRUHURHSR! TE AMO ♥ Boa Leitura!

Olhando-a daquela maneira, sei que fragmento lentamente seu psicológico. Sua sanidade. Hyuuga Neji tem os olhos cravados sobre mim, e vejo seu olhar firme vacilar por um momento. Ele parecia ter medo de mim.

Escorrego da mesa e meu movimento chama sua atenção, deixando-o em alerta mais uma vez. Duzentos por cento mais vigilante que antes. Louvo o ato de deslizar o indicador em algum lugar. Na mesa, em minhas pernas ou no tórax dele. Eu não me importo.

O olhar líquido do garoto de programa sequer piscava. Não há dúvidas, Hyuuga Neji está com medo de mim. Está com medo de uma mulher. Dessa mulher. Ou melhor, do quanto essa mulher vai foder com o psicológico dele. O corpo febril que era meu. Quente. Pegando fogo. Porém não irei obrigá-lo a absolutamente nada. Porque a verdade é que, no fim, ele virá. Assim como eu estou aqui. Ele é homem, eu sou mulher. Sou exatamente o que ele quer, e ele o que eu preciso. Necessito.

— Não me escutou, Neji!? — questionei gesticulando com a cabeça. Aproximando-me perigosamente e ficando na ponta dos pés para alcançar o homem fisicamente maior que eu, até alcançar seus ouvidos. — Você não tem ideia do que eu fiz hoje pensando em você. — sussurrei pausadamente. Com a ponta dos dedos tocando suavemente o peitoral de ferro e másculo, senti seu corpo tencionar com a minha fala quente ao pé do ouvido. Literalmente. Isso me instiga a provoca-lo um pouco mais. — Estava com saudade do seu cheiro. — disse deslizando a ponta do nariz e os lábios do vão dos mamilos masculinos e subindo, senti com a boca quando o principal órgão de seu corpo bombeou sangue com mais forte, acelerando. Meu precioso brinquedo não se mexia. Isso Neji, as situações só invertem entre quatro paredes. Ou em qualquer lugar que a gente foda. Ri internamente com o pensamento. — Seu gosto. — sussurrei mais próximo de sua orelha outra vez, sarrando lentamente meu maxilar no dele, que estava tenso. Neji estava tenso. Sua respiração pesada e quente contra a minha pele evidenciava isso. Aposto que está de pau duro e isso me excita. Ah! Que saudade desse pau. — Do seu corpo. — conclui me afastando um pouco apenas para olha-lo nos olhos. Ele me observava num misto de sensações, mas era notório que seu medo predominava. Baixei o rosto segurando as grandes mãos do Hyuuga, tocando-as como se procurasse algo sob a pele rígida. Deslizando-as lentamente pelo meu corpo, fechando os olhos num gemido. — Meu corpo treme quando suas mãos me tocam. — sibilei e o vi chegar no limite, engolindo em seco.

O homem puxa lentamente o ar para os pulmões, profundamente. Sua mão pairava sob meu rosto, tremendo. Lutando contra si mesmo diante da vontade de me tocar. Os olhos brancos e líquidos faiscavam. Seus dentes trincados e o maxilar tencionado.

— Não tem esse direito, Tenten. — ódio. Ele sentia ódio ao falar. Entretanto, no lado obscuro daquela ira, eu via seu desespero.

Inconscientemente aquilo fez algo se quebrar em mim. Ruim pra ele, pior pra mim. Não estava disposta a sair daqui sem meu prêmio. Mesmo pagando caro por isso. E eu não falo de dinheiro.

— Você quem não tem. — respondi o olhando por baixo e vi seu ódio permear com descrença, incompreensão. Balancei num movimento sutil a cabeça de um lado para o outro, sem tirar os olhos dele. Aquilo tomava proporções para além do que eu gostaria. Era sexo, apenas. — Não tem direito de entrar na minha, de interferir nela e muito menos foder com ela. — minhas palavras o deixavam perturbado, isso era notório. E as proporções se tornavam ainda maiores. — Mas você entrou, você interferiu e você fodeu. E eu gostei, gostei pra caralho. — conclui, perturbando-o ainda mais. — Carnal. Devasso. Lascivo. Erótico. Libidinoso. Sujo. Como a gente.

Inclinou lentamente o corpo, pressionando-me contra a mesa e apoiando as mãos sob a peça. O olhar cravado nos meus. Sua expressão mudou mais uma vez. Faminto. Necessitado. Os olhos enevoados de malícia e a mesma raiva incontida tinham vários pronomes.

— Eu vou me entregar a você hoje, e vou me arrepender amanhã. — sua fala séria, sem sentimentos, me pegou de surpresa. Confesso. Abri a boca tentando revidar com algo, mas antes disso ele meteu algo dentro dela.

Sua língua. E Ah, Neji! Não me fode assim, né? Ou melhor, me fode sim.

***

Que fique claro, se você se comportar bem, eu vou fazer com você...

Como nunca fizeram.

Abri os olhos lentamente. Em minha frente, numa certa distância, está uma mulher deitada na cama com uma perna sob a outra e as mãos amarradas numa dança de cordas ao redor de seu corpo. Completamente nua. Seus cabelos longos, castanhos, estavam espalhados pelo lençol de cetim vermelho. Fixei meu olhar nos castanhos que me olhavam perversamente, meticulosamente. Os pulsos cruzados e amarrados de frente ao corpo, seu olhar animal e faminto. Tão maravilhosamente sexy. Suas coxas, uma sob a outra numa posição erótica e sensual.

Não se engane.

Era eu. A mulher amarrada e pelada naquela cama de bordel, era eu. Observava meu reflexo no espelho enorme que ficava no teto, bem acima de mim. Meu algoz parado pouco mais de um metro de mim, olhando seu trabalho muitíssimo bem feito. Baixei os olhos, vendo-o muito pouco.

Mudou de posição. Seus passos comedidos e lentos, apreciando sua presa. Sua janta. O olhava tão lentamente e em movimentos tão demorados que quase parava. Piscava vagarosamente, de forma que conseguia ver meus cílios até se fecharem. A muralha de músculo e testosterona ainda me rondava.

Hyuuga havia me imobilizado parcialmente. Apenas minhas meus braços, com cordas que dançavam ao redor do meu tronco. O colchão não possuía cabeceira, então ele poderia facilmente passear em círculos ao redor de mim.

Puxou-me pelos braços, fazendo-me sentar no colchão. Cruzei uma perna e a outra pus fora da cama, tocando no chão gélido. Minhas pernas abertas exibindo meu sexo já embebido em prazer, ungido com minha própria excitação. Os fios de meus cabelos deslizaram ao redor de meu corpo, caindo nas costas, ombros e seios. Neji se aproximou da minha boceta com a língua. Abri mais as pernas e transpassei por seus ombros, trazendo-o para mais perto.

Chiava inconscientemente, baixinho, enquanto a língua dançava pela minha pele quente. Um espasmo transpassou por meu corpo, aumentando minha excitação e isso me lubrificou. Febril enquanto a boca quente me comia. Neji passou a me penetrar com a língua, deixando meu clitóris de lado e isso me esganiçou. Gemi mais apertando as unhas nas palmas da mãos. Estive à beira de um colapso e ele me abandonou. Mordi o lábio inferior, com força. Minha garganta secou, puxei as mãos num ato desesperado, a porra da minha vagina tava latejando e o caralho do Neji havia me deixado desse jeito propositalmente. Tava viçando pra cacete.

Sua mão firme e autoritária segurou meu queixo, foi então que percebi que estava de olhos fechados enquanto lutava pra me soltar das cordas, inutilmente. Continuei piscando. Puxou com força e ergueu meu queixo, já estava de pé. Via sua silhueta borrada, minha visão turva e meu corpo queimando.

Com os lábios entreabertos, necessitava que ele segurasse minha cabeça para que eu não caísse. Não conseguia me concentrar direito porque todo o meu corpo trabalhava tentando liberar a pressão que ele concentrou na minha vagina. Filho da puta. Desgraçado. Eu juro que vou acabar com a sua raça, Hyuuga. Vou te esquartejar e guardar seu lindo pau como um amuleto. Talvez seus olhos também.

Rio internamente com meus pensamentos sádicos. Semicerrando os olhos enquanto focava nos seus, líquidos.

Sua mão sob a minha nuca, as orbes incolores me observavam sem expressar nada enquanto a outra se ocupava em abrir o zíper da calça. Saltando seu pau pra mim. Um riso vadio tomou conta do meu rosto lentamente.

Minha vadia interior sorriu expressivamente. Admirando através dos meus olhos o pênis ereto tão grande e macio que me alcançava a uma certa distância. Ele era tão viril e aveludado que quando dei por mim, já esfregava a extensão vigorosa pela boca. Gulosa.

Olá você. Cumprimentei internamente. Sorri fracamente enquanto o Hyuuga brincava comigo, segurando meus cabelos força enquanto parecia um animal faminto esfregando o nariz e a boca no pau. Atrevi-me a colocar a ponta da língua e lamber a cabeça rosa. Ergui os olhos e vi Neji prender a própria respiração, devasso. Senti uma pancada no baixo ventre perante sua expressão, seus olhos tão brancos, agora tão escuros de desejo.

Preservei o sorriso depravado que brincava em minha expressão, usando a boca e os movimentos limitados como podia para me jogar de boca, literalmente, naquela rola. Tsc, eu sou uma piranha mesmo. Piranha não é xingamento pra mim, bebê. Nada que expresse minha liberdade sexual é. Eu gosto.

Minha língua atravessando a extensão do pênis enquanto salivava sob o mesmo para mantê-lo molhado e ajudar na sucção. Sem tirar os olhos de Neji que chiava baixinho de prazer. Suas mãos firmes estavam ao meu dispor, ou ao seu. Segurando meus cabelos e o membro, intensificando o boquete. Empurrava minha cabeça contra o pau e a pélvis contra minha garganta. Bem fundo.

Ele se afastou em meio ao processo, minha boca salivava sugestivamente e eu estava toda lambuzada de saliva e seu pré-gozo salgado. Fechei a boca, esfregando um lábio no outro com a língua. Engoli em seco, minha garganta estava seca. Acho que babei demais sua rola. Isso que dá colocar um negócio tão gostoso na minha frente. Não me responsabilizo pelos meus atos, bebê.

O Hyuuga havia explicado algo sobre como funcionava o sistema de cordas. Uma dança geométrica, ele disse. Os nós e amarrações apertavam pontos de alarme pelas extensões onde passava e isso disparava meu sistema primitivo de autoproteção. Despertando no meu subconsciente o medo. Liberando endorfina e dopamina, descarregando um choque de adrenalina pelo meu corpo. Mesmo que não haja perigo meu corpo entra em alerta? Questionei vendo seu trabalho acontecer em mim, já nua sob a cama. Respirando pesado de excitação. Eu não disse que não havia. Ele respondeu grave, me olhando como um sádico e isso fez meu clitóris piscar, provocando minha vadia interior e um frio que eriçou os pelos da minha nuca e desceu pela espinha.

Cuidado onde pisa, você não sabe no que está se metendo.

Se está explorando um solo novo.

Os meus seios estavam expostos, era complicado explicar com exatidão o que Neji havia feito comigo. Meus braços se cruzavam abaixo do busto, ou melhor, meus pulsos cruzavam. Aquilo estrategicamente dava uma visão melhor dos meus mamilos ao meu dono. Ele se abaixou, amassando a boca contra a minha num misto de desejo e sensações. Parecia raiva, necessidade, o próprio ódio encarnado, uma devoção. E sentir a grande mão que antes masturbava o membro duro apalpar meu mamilo enquanto a boca ordenava em mim com aquele beijo.

Tremi arquejando as pernas quando ele se afastou mordendo meu lábio inferior. Já respirava com dificuldade e a forma que me olhava, puta que pariu, era muito meu ponto fraco. Será que ele sabe que é capaz de me fazer gozar só me encarando? Com certeza ele sabe.

Porque eu sou teu veneno. Com o olhar semicerrado e meticulosamente treinado pra fazer minha boceta esguichar lubrificação, o vi se aproximar de uma cadeira simples de madeira, sequer possuía lugar para apoiar os braços. Controlando seu corpo. Você me dá o que eu quero. Neji se sentou no móvel virado pra mim. Basicamente o quarto só tinha isso, uma cômoda e a cama no centro. O resto eram espelhos pelas paredes. Era diferente da outra vez, ou talvez eu estivesse cega demais pra enxergar outra coisa além daquele homem alto, musculado e gostoso. Sem camisa ainda por cima, com um delicioso caminho da felicidade até o membro ainda exposto e saltado para fora da calça jeans preta. Quem é que consegue se concentrar em outra coisa?

Porque eu vou teu veneno. Inclinou o corpo pra frente e dedilhei meus olhos sob a visão do maxilar tencionado com a barba que nascia, é tão sexy. Parecia tão informal com aqueles cabelos longos e bagunçados que caíram ao redor do corpo quando ele apoiou os cotovelos sob as coxas, olhando pra mim sem dizer nada. Você está brincando com fogo. A forma como ele me olhava... Ah! Esses fodidos olhos. Oh desgraça, esse homem por completo, né? Não tem cristão que aguente. Nem ateu porra! Cuidado, que te queimo. Ele era bonito, mas mais do que isso, o filho da puta era bom de cama. Ele era muito bom de cama e eu havia descoberto isso da maneira mais deliciosa do mundo. Você quer ele, Tenten. Você sabe disso.

AH, eu já ENTENDI! Vagabunda. Gritei com minha própria vadia interior. Tsc.

Já estava tão nervosa e dependente dele que me vi respirar com dificuldade ainda encarando o intenso olhos incolores. Inutilmente tentei mover os braços, choramingando. Buscando por algum alivio. Começava a me sentir presa, aprisionada. Mas no âmago eu sabia que não tinha absolutamente nada a ver com o fato de estar amarrada. Eu não poderia fugir de mim, mesmo que quisesse. E Neji sabia disso, ele sabia. Ele me estudava pacientemente, com uma calma que eu não conseguia alcançar por estar fodidamente excitada. Quem ele pensa que é? Quem esse filho da puta acha que é pra me deixar assim? Caralho minha boca tá tremendo e encolho ainda mais as pernas para próximo de meu corpo, quase em posição fetal enquanto meu baixo ventre me espanca de dentro pra fora, tão intensa era a contração dos músculos da minha boceta. Tão intenso era o poder dele sobre mim.

Acho que vou chorar, estou me sentindo pequena demais longe dele. Longe do maldito pau dele. Que que esse filho da puta tem nessa rola afinal? Só as veias não pode ser, tem mel nesse caralho ai invés de sangue, só pode.

— Por que não vem me comer logo? — gritei praticamente, mas minha garganta estava tão seca que elevar a voz não foi uma opção. Respirava com dificuldade, será que era por estar toda amarrada assim? Eu sabia que não, o problema estava dentro de mim. Ou melhor, a solução era que estava fora e pulsando deliciosamente no meio das pernas dele.

Ele continuava a me observar, eu nem sentia vergonha do estado que a minha sanidade me deixava depois de me deixar. Quase implorando.

— Por que você não vem? Suas pernas estão livres, afinal. — ele respondeu com aquela voz rouca e eu senti meu clitóris piscar como chocalho de cascavel. Olhei pra ele com os olhos cerrados, meus dentes trincados e a maldita garganta seca. Neji ajeitou a postura, deixando em evidência seu belo pau rosa e curvilíneo.

Ah, esse pau. Esse maldito pau lindo e cheio de maravilhosas veias. Esse apetitoso pau veiúdo.

Desviei o olhar para minhas pernas cruzadas sob a cama, ainda em posição fetal. Minhas unhas sentindo a necessidade de cravar em algo, uma carne ou pele, de preferência a dele. Daquelas deliciosas costas ou ombros másculos e viris. Enquanto ele me come majestosamente. Olhei pra ele mais uma vez, me observando com uma calmaria que me invejava. Me desesperava a forma que Neji levava aquela transa, eu havia chegado aqui louca e sairia pior ainda por causa dele. Que você pense mais em mim do que eu penso em você.

Com dificuldade descruzei as pernas, notando-as mais trêmulas que o normal. Levantei com dificuldade, como se meus membros inferiores não obedecessem bem aos meus comandos. Sequer conseguia sentir meus pés tocarem o chão. O que acontecia comigo? Neji acontecia. Neji e sua deliciosa forma de me foder. Não só meu corpo, ele fodia meu cérebro e eu adorava isso, adorava ver a forma como ele conseguia me fazer ajoelhar perante as vontades sujas dele. Era disso que eu precisava, dele.

Tente se manter focado no jogo. E eu deixo você prosseguir.

Olhei para baixo, parecia uma criança aprendendo a andar, minhas pernas vacilavam a cada passo que eu dava e me vi cambalear prestes a cair diversas vezes, mas sabia de alguma forma que ele não me seguraria. Respirei fundo contendo uma tremedeira incomum que passava sob minha espinha e se espalhava pelo meu corpo de maneira avassaladora, me destruindo de dentro pra fora, me embebedando com meu próprio sexo. Um tesão incomum por estar sentindo aquela nova experiência. Imobilizada da cintura pra cima, do pescoço pra baixo. Eu gostava de ser uma cachorra pra ele, isso é bem vulgar, mas é real. Sou eu. Você ainda não entendeu, quem está no controle sou eu. Mas vamos lá.

Meus cabelos estão assanhados e eu pareço uma louca. Eu estou louca. Um passo de cada vez, que estou ficando com calor.

Parei de frente a ele ainda com o corpo tremendo. Não estou com frio, muito pelo contrário, meu problema era calor demais. Talvez minha vagina estivesse se contraindo tanto que meu corpo acompanhava aquela dança erótica. Completamente nua e amarrada na frente dele.

Abri as pernas lentamente e me sentei sob seu colo, desesperada por não ter o auxílio das mãos para segurar o membro ou sequer alguma ajuda sua. Sua calça vai roçando. Não consegui acertar o encaixe e aquilo me frustrou. Continuei sarrando no colo do Hyuuga numa dança erótica tocando as genitálias. Esfregando-as uma na outra. Vocês tem ideia de como é difícil penetrar assim? Ainda mais estando toda molhada e sujando o pau dele com meu pré-gozo. O líquido transparente e escorregadio não me ajudava, me vi cada vez mais frustrada ao ponto de estar apenas sarrando com o membro duro na esperança de buscar algum alívio e prazer, mesmo que momentâneo. Toquei a glande e a extensão do membro em meu clitóris, soltando um gemido involuntário e gutural. Já estava descontrolada com o roçar das intimidades. E eu já te tenho na minha.

Com a visão turva de desejo, vi Neji segurando a cadeira com força, parecia se controlar profundamente enquanto a necessitada, que era eu, tentava fazê-lo me comer, ou eu quem iria devorar o pau dele. A respiração pesada dele batia contra meu rosto e aquilo me frustrava ainda mais, Neji estava tão duro e queria tanto quanto eu e não movia um único músculo só pra me fazer agonizar ainda mais. Tão próxima e ao mesmo tempo tão distante do meu prêmio. Porque eu sou teu veneno. Controlando seu corpo.

Você me dá o que eu quero.

Apelei mais uma vez, completamente cega de desejo e incapaz de medir qualquer consequência. Aproximei-me erguendo um pouco o corpo até chegar em seu ouvido direito.

Me ama. Como só você faz. — implorei num fio de voz, esfregando meu seio contra seu peitoral. — Me fode. — esganicei entredentes. Porque eu sou teu veneno. Você está brincando com fogo... Toma cuidado, que te queimo.

O hálito quente bateu contra minha pele, ele estava cabisbaixo mas seu descontrole era notório. Eu havia conseguido, eu quebrei ele de dentro. Exatamente como ele faz comigo.

Maldita. — sibilou com os dentes trincados.

Levantamos num ímpeto. Comigo ainda em seu colo. E com a ausência das mãos, minhas pernas rodearam sua cintura com o susto e excitação. Ele me agarrou como uma boneca e me soltou majestosamente na cama, como um trapo. Caí de lado. Eu ri com a dor, movimentando as pernas tentando ajeitar a postura. Não ter as mãos é uma merda. Quando finalmente consegui deixar com a barriga pra cima, o filho da puta puxou minhas pernas até a beira da cama. Oh seu filho da mãe, tá achando que é festa? O olhei com um ódio mortal e acho que ele gostou do meu desafio, porque a sombra de um sorriso muito sádico e assustador permeou seus belos lábios. Aquilo me deixou em alerta e paralisei, arfando. Observei ansiosa os olhos me analisarem mais uma vez.

— Que fique claro, se você se comportar bem, vou fazer com você como nunca fizeram. — ele cantarolou a música em espanhol que tocava no fundo. Por instinto olhei para o teto, como se procurasse aquela canção que parecia vir do meu subconsciente. Mas creio que vinha do salão, ou não.

Essa técnica é minha, seu desgraçado! Sou eu quem cantarolo música pra provocar. Quase choraminguei, mas não daria esse gostinho a ele, não enquanto ainda tivesse sanidade. Ela já estava bem extinta.

Não se engane. A cantora completou em espanhol. Era uma música muito sugestiva, na verdade. E casava muito bem com o momento.

Seus olhar tão claro e ao mesmo tempo tão escurecidos de luxúria e safadeza. Ele estava tão próximo a mim que por um segundo jurei que ele iria me beijar. Mas não, o filho da puta me virou como um brinquedo e eu escorreguei trazendo o resto do lençol bagunçando comigo. Os meus joelhos tocaram o chão gelado por conta do ar e meu rosto permaneceu pressionado contra o colchão redondo.

Senti seu olhar guloso em mim e involuntariamente ergui os quadris, ele ainda estava atrás de mim e eu aguardava ansiosa para ser possuída.

— Você gosta de BDSM, Tenten? — questionou no pé do meu ouvido e senti minhas pernas tremerem. Afundando as unhas na palma das mãos, buscando alívio da tensão que já me levava aos limites. — Você nem sabe o que significa isso. — havia tanto ódio em sua voz que podia escorregar pelo canto da boca. — Mas não precisa se preocupar, eu te ensino. — olhei para trás horrorizada, havia tanto aviso na sua forma mansa que falar que não soube se meu baixo ventre se contraiu de medo ou desejo. O vi pegar meio metro de corda que havia sobrado sob a cômoda. Meu rosto apoiado no colchão o e meus olhos arregalados demonstraram surpresa. Ele voltou a aproximar de mim lentamente e isso fez minha taquicardia aumentar, isso é o medo de se sentir impotente? Era cruelmente bom, excitante. Céus, o que está acontecendo comigo? — S: Sadismo. Infligir dor, sentir prazer na sua dor. — explicou e isso me deixou nervosa, meu coração acelerou com a adrenalina e acho que suei três vezes mais que o normal.

— O que você... AHH! — meu grito ecoou pelo quarto, provavelmente pelo corredor inteiro e chegou ao salão. Minha garganta secou pelo susto repentino. Creio que fiquei aérea alguns segundos, sentindo a carne da minha bunda arder.

— M: Masoquismo. Sentir prazer com a dor. — ouvi sua voz mais suave. E senti quando ele se abaixou e deslizou a mão na pele ardida das minhas nádegas, era um misto tão intenso de emoções que meus olhos lacrimejaram e minha garganta continuava seca. — O que você quer? — questionou e engoli em seco, percebendo que minha garganta estava seca demais. Ardia engolir a saliva quase inexistente.

— Água. — choraminguei com a testa colada no colchão, sentindo os cabelos colados em minha testa e meu pescoço.

O macho atrás de mim ainda deslizava as mãos em minhas nádegas, permeando pela minha vagina inflamada de prazer. Deslizou um dedo pela região e alcançou meu clitóris, e gemi ainda mais escassa de um líquido que não fosse meu próprio suor quente exalando por todos os meus poros ou minha lubrificação natural.

— Fale mais alto. — disse num tom ameno. A mão invasora fazendo minhas pernas tremerem de prazer, maldito, mal conseguia me concentrar em outra coisa que não fossem aquelas carícias. Senti minha garganta rasgar quando mais uma vez engoli em seco.

— Água! — falei mais alto jogando a cabeça pra trás, desesperada de insanidade com a dominação dele sobre mim. — Por favor. — implorei manhosa voltando meu rosto contra o colchão, sem forças pra erguer a cabeça mais uma vez.

Ele se manteve em silêncio e então se afastou. Observei com o olhar enevoado por conta da luxúria e do tesão, o homem parar alguns passos da porta, fechando o zíper da calça. Neji olhou pra trás e abriu a porta, se certificando de levar a chave e tranca-la por fora. Sorri esfregando o rosto contra o colchão macio, a Hyuuga... Sempre tão cuidadoso, protetor. Ele não havia feito para eu não sair, havia feito para outro não entrar. Até porque, pra onde eu iria assim? Nua e excitada? Amarrada? Hm, protetor até demais. Quase fofo, do jeito dele.

Não sabia ao certo se ele traria água ou outra coisa, talvez só estivesse me provocando. Como sempre. Mas minhas dúvidas cessaram quando ouvi a porta destrancar e abrir após certo tempo, surpresa ao vê-lo trazer uma garrafa d'água e um copo descartável. O que? Ele realmente vai me dar água? Na boca? Ah, que fofinho. Mas ainda quero foder.

Aproximando-se de mim, me puxando sutilmente até que eu sentasse sob os calcanhares. Com minhas mãos ainda atadas, eu estava tão... Frágil pra ele. Segurou meu pescoço com cuidado e trouxe o copo para perto, sentir o líquido gelado contra meus lábios quentes me fez praticamente cuspir a água tamanho deleite. E bebericar a água fria, sentindo-a escorregar do meu pescoço até meus seios foi relaxante e gostoso, aquilo só me atiçou mais. Ele me auxiliou bondosamente até beber toda a água e novamente senti minha garganta molhar. Aliviada.

Respirei, restabelecendo 10% da força que eu tinha. Ok, mas ainda quero transar.

— Você entendeu? — questionou. Aproximando os lábios do meu ombro e inclinei a cabeça arfando de prazer ao sentir a boca quente na região, beijando e deslizando a língua ávida. Não se importando com meu estado até chegar na base da minha orelha. — Eu quem mando e sua obrigação é me obedecer, mas você tem o controle da situação. — explicou e o olhei de soslaio, fracamente. Ele virou um pouco o rosto e só fui capaz de ver sua silhueta, me torturando com a boca enquanto arfava e beijava a parte de trás da minha orelha. Um arrepio partia dali e se espalhava até se concentrar na minha vagina. Era tão delicioso. — Eu estou bem aqui. — disse e o senti tocar a palma de minha mão, quase engasguei com a revelação que sabia ter um outro sentido além daquele. Respirei fundo tentando controlar me controlar, aquilo me perturbou. Confesso. Porém não podia seguir por aquele caminho, não vim aqui pra me apaixonar caralho.

Estalei minha mente, voltando a traçar o caminho do qual vim buscar. Sexo. Eu quero sexo. Nada além, baby. Convenço-me.

— Você tá com ciúmes? — consegui despertar o que havia de pior em mim. Ou melhor, de melhor. Meu rosto inclinado e girei lentamente em sua direção, Neji parou a carícia que fazia com a boca em meu ombro e ergueu os olhos, me fitando seriamente. Nossos olhares se trocaram e a sombra de um sorriso permeou nos meus, ele continuou perigosamente sério. Eu sabia que ele não responderia. Ele jamais admitira, mesmo que posse péssimo em esconder. — Me castigue então. — pedi girando mais o pescoço em sua direção, depositando um beijo seguido de uma mordida em seu maxilar. O senti tenso e isso deixou minha vadia interior de orelha em pé. Talvez ponderando minhas palavras ou o rumo que ela tomava.

Ele se afastou um pouco, talvez respirando fundo buscando um autocontrole que eu invejava. Voltou me ajudando a sentar na cama outra vez e foi até uma gaveta da cômoda, de onde tirou uma outra corda que parecia ser nova. Trazendo-a para mim. Observei seus passos comedidos, Neji parecia muito cuidadoso, como se estudasse bem o terreno que pisava. Estudando à mim. Ele era tão lindo, tão bonito que me irritava. Só não sentia inveja por ser tão sexy quanto ele. Claro bebê, um mulherão da porra desses, tsc. Sortudo era ele por eu estar aqui, não o contrário.

Os ombros largos, também tinha algumas veias que saltavam por entre aquela região, braços e virilha. E puta que pariu isso era muito erótico. Não sei desde quando despertei esse fetiche. Ou melhor, sei sim, desde que o vi nu como veio ao mundo. Ou não... Acho que ele não veio ao mundo de pau duro. Mas essa testosterona toda ele trouxe de outra vida, só pode.

Rio internamente com o pensamento. Seus cabelos longos, bagunçados, era tão lúbrico como ele deixava os fios rebeldes. Fugia totalmente da perspectiva do homem certinho e empresário.

Aqui ele era um garoto de programa, apenas. Uma puta de luxo.

Cravada em seus movimentos, notei pacientemente ele desatar os nós que prendiam meus braços, mas apenas o suficiente para puxar meus pulsos para trás, deixando-me ainda mais submissa e a sua mercê. Vez ou outra nossos olhares se encontravam. O meu faminto e devasso, o dele sério e perigoso. Uma outra contração em meu baixo ventre e eu já estava pronta pra ser comida, faça às honras Hyuuga. Pensei.

Apreciava os movimentos do Hyuuga com certa curiosidade, sua habilidade com as cordas me chamava atenção e eu me perguntava com quantas mulheres ele já deveria ter feito isso. Lembrei-me de algo:

— Você era o antigo dominador? — questionei e seus olhos mais uma vez se ergueram pra mim, analisando minha expressão que não entregou nada, logo voltando ao que estava fazendo.

Seu trabalho descia pelas minhas coxas, mas não imobilizava os movimentos das mesmas. Ele faziam cada uma separadamente. Era como se aquilo só servisse como estímulo visual, me ver toda amarrada.

— Era. Não mais. — respondeu simplesmente se levantando. Sua voz grave e masculina fez os pelos de minha nuca eriçassem, me provocando mais uma vez. Era uma droga viçar. Uma droga que, como qualquer viciado, eu me jogava.

— Então que sorta a minha. — devolvi com um tom rouco e olhar em fendas, quase fechados. Ele olhou pra cima mais uma vez e nos encaramos por um breve momento, foi impossível não dar pra ele um dos meus melhores sorrisos preguiçosos.

Ele se levantou em passos comedidos, a muralha de músculos bem a minha frente e acompanhei seu movimento com o olhar cravado, quase com devoção. Erguendo o queixo no processo. O vi envolver a própria mão com a corda enquanto me observava sem expressão.

Eu estava numa posição bem exposta, na verdade. Com as pernas abertas, com as cordas até a altura dos meus joelhos. Ela trançava ao redor do meu corpo e ao final fazia o mesmo percurso na outra perna. A corda subia imobilizando minhas mãos atrás de meu corpo. Ele me comia com os olhos, alisando o punho envolto pela corda que sobrara. Quase pude ver a pupila branca se dilatar e escurecer de cobiça.

— De quatro. — disse sisudo, grave. Fez um movimento giratório com o indicador, acho que meu corpo reagiu sozinho. Só me senti deslizar até o chão e girar os joelhos, jogando meu tronco contra o colchão e arrebitado a raba pra ele. — Boa menina. — falou de um jeito tão... CÉUS. Gemi inconscientemente e meu cérebro estalou, e olhei para trás. Ele começou uma caminhada suave atrás de mim, sem tirar os olhos da minha bunda. — Eu vou fazer o que me pediu. Porém, antes de mais nada. Me dê uma palavra. — ordenou andando de um lado pro outro. — Não pode ser pare. Caralho não diga pare, isso vai me deixar ensandecido e eu não me responsabilizo depois. — ele soltou o ar dos pulmões lentamente, buscando controle. Que delícia ver homem excitado. — Também não pode ser chega ou tá doendo. Não vem choramingar pro meu lado, porque eu não vou parar e isso só vai me estimular a continuar ainda mais, porque isso me excita. — disse entredentes, com força. Quase mordendo as próprias palavras. — A sua dor e seu desespero me excita, Tenten. Me deixa louco. Ao mesmo tempo que saber que confia em mim o suficiente pra isso, também. — completou suave, pensativo. Franzi o cenho descrente, que isso? Como esse homem consegue ser assim? Foi então que o olhei melhor, aquele não era Neji: O empresário, ou Neji: O garoto de programa. Esse era, sem dúvidas, Neji: Dominador. Sádico e trezentos por cento mais sensual. Seus olhos cravaram em mim. Eu estalei, meu corpo se contraiu. Caralho, eu gozei? Gemi tocando a testa no colchão e fazendo exatamente o que ele disse pra não fazer, choraminguei. Tô choramingando feito uma criança, esfregando uma perna na outra tentando controlar esse caralho de boceta.

Sua expressão indiferente e perigosa, Neji parecia tão ferino, impiedoso, quase maléfico. No sentido sexual das palavras. Um pensamento me veio à mente, minha vadia interior gritou que sim, minha sanidade se desesperou pelo não. Até onde ele chegaria?

— Itachi. — respondi antes de conseguir pensar uma segunda vez. Vi a expressão dele mudar lentamente, o semblante indiferente que aos poucos tornou forma de uma áurea repleta de ódio e fúria.

Neji respirou fundo, tão fundo e tão devagar que me surpreendi mais uma vez com seu autocontrole. Ele desamarrou lentamente a corda de sua mão. Quando finalmente percebi que isso era o meu castigo. Engoli em seco, já não tão certa se havia sido uma boa ideia provoca-lo. O olhei assustada se aproximar. Irado.

Ele veio pra cima de mim como um animal e antes que eu pudesse gritar algo que não fosse a palavra-chave que escolhi, ele passou a corda pela minha boca duas vezes, me amordaçando. Arregalei os olhos sentindo um perigo incomum tomar conta de mim, eu sabia no fundo que ele não ia me machucar de verdade, mas aquela adrenalina era alucinante. Saiu de cima de mim com a mesma raiva que subiu. Segurou meus cabelos emaranhados sem sutileza, me obrigando a jogar a cabeça pra trás e olhar meu reflexo no espelho, vendo-o atrás de mim.

— Isso é pelo Dick. — sibilou me dando uma bela palmada, seguida de uma deliciosa sarrada por trás.

Puta que pariu. Puta que pariu. Caralho. Contorci-me tentando me mexer, reagir de alguma forma. Entretanto meus cabelos estavam presos, minhas mãos amarradas e agora ele prensava o corpo contra mim, me deixando totalmente paralisada.

Esperneei amordaçada a dor seguida daquela deliciosa sensação quando o pau duro se chocou com minha boceta inflamada, aplacando a ardência. Se eu pudesse falar. Ah, se eu pudesse falar... Eu perguntaria quem caralho é DICK? FILHO DA PUTA. E isso é deliciosamente dolorido. Faz de novo. Pude ouvir minha própria voz sussurrar excitada no meu ouvido, era minha vadia interior clamando.

— Não sabe quem é ele? — ouvi sua voz mais próxima e seu hálito quente no meu pescoço, fechei os olhos respirando fundo. Falhando miseravelmente. A corda já começava a machucar minha boca, ele apertou demais, colocou ódio demais. — Ele era o filho da puta que você tava se esfregando mais cedo. — respondeu com tanta raiva explícita em sua voz que revirei os olhos de prazer.

Ouvia a respiração pesada de Neji, mesmo que a certa distância. Tudo bem, eu passei dos limites. Me perdoa vai. Pedia inconscientemente, mil pensamentos atravessando minha mente e acho que estou lerda demais pra acompanhar qualquer um deles. A dor ainda está lá, ainda arde a porra da minha bunda. Mas ele tá pressionando a rola durinha contra mim, que castigo gostoso. Preciso aprontar mais.

— Eu não vou dar o que você quer, Tenten. Esse é o seu castigo. — ele sussurrou finalmente, ao pé do meu ouvido. Parecia sério. Parecia triste. O senti soltar meus cabelos, a corda que me amordaçava também saiu segundos depois. Neji se afastou e eu senti um sentimento terrível. Me senti derrotada.

— Neji. — chamei quando ele saiu de cima de mim, olhei pra trás e através do meu emaranhado de cabelos o vi me olhar. Ele não demonstrava nada e isso me instigava. — Quer me dominar, me domina. — mandei, mais séria. Ele arqueou uma sobrancelha. Percebi que ele estava com um objeto em mãos que acabaria com nossa festinha. Irritei-me. — Solta essa tesoura! — mandei e ele me olhou com a sobrancelha arqueada mais uma vez, curioso pelo meu discurso. — Eu te dou a chance de se aproximar de mim, sem precisar invadir minha casa. — estalei a língua e ele sorriu de canto. Suspirei. Acho que estou aprendendo a ter o autocontrole dele no sexo. — Mas por tudo que é sagrado, me come. Filho da puta. — ele acabou rindo da minha raiva, o que sinceramente me deixou mais furiosa ainda. Se eu estivesse em condições, chutava esse saco dele. Depois chupava pra sarar.

— O que eu quero é dominar você, Tenten. B: Bondage. — apontou pra mim toda amarrada e semicerrei o olhar. — D: Dominação.

— Eu tô aqui, seu desgraçado! — ele desviou a atenção, me deixando muito, muito puta.

— É assim que você me chama quando eu não tô ouvindo? — questionou e apenas o encarei, furiosa. Ele se aproximou de novo e isso me quebrou. Ai.

Observei com um olhar totalmente diferente ele chegar perto de mim e alisar minha bunda, fechei os olhos me contorcendo com o toque repentino. Peguei fogo de novo, febril.

— Certo. Eu vou comer você. Porque sinceramente meu pau tá quase explodindo. — ele sussurrou e gemi com sua fala suja, suas carícias. Estimulando-me mais uma vez. Estava no limite.

— Você se esqueceu, Neji? — questionei com um sorriso vadio, engolindo em seco com os olhos fracamente abertos. Senti seus olhos me queimarem e isso alargou ainda mais meu sorriso. — Eu gosto mesmo é de quicar no teu pau veiúdo. — ditei as mesmas palavras que disse para ele no dia da festa, no elevador. Aquela expressão safada que eu amava... Ah! Essa mesma! Voltou pra face dele.

Nossas bocas se encontraram, finalmente, num beijo lambuzado. Seu beijo era vigoroso, intenso. Avassalador. Neji tinha um controle perigoso sobre mim e forma como ele me pegava era a prova disso.

Sua boca quente com a língua fodidamente deliciosa escorregando pela minha tez febril onde as cordas não estavam. Meus ombros, pescoço e orelha. Gemia inconsciente a cada vez que ele me mordia em lugares que fazia minha boceta estalar e um arrepio se concentrar em pontos sensíveis do meu corpo, da minha alma.

Sentia o membro roçar na minha vagina por dentro da calça, estava tão apertada... Ah que maldade, Hyuuga. Passou uma mão por baixo do meu corpo, alisando minha barriga e subindo aos meus seios, descendo e arranhando com a unha do indicador minha pele até chegar na minha virilha. Onde seus dedos atrevidos me fizeram dançar aquele ritmo erótico que ele ditava.

Ahn. Gemi mais sentindo ele brincar comigo, meu corpo estava quente. Não era como se eu estivesse com calor, eu era o calor. Trinquei os dentes quando ele mordeu com força meu ombro direito, doeu e ele cravou os dentes tão forte que ao se afastar vi sua saliva misturada com a marca em minha pele. Era mesmo um animal.

Segurou minha nuca, pressionando-me com força contra o colchão. De olhos fechados e os sentidos em alerta, ouvi claramente o som do zíper se abrindo mais uma vez, arfando em ansiedade. Neji estava posicionado atrás de mim e involuntariamente rangi me contorcendo ao sentir a cabeça de seu pau posicionado roçar na minha vagina. Minhas pernas trêmulas de lascivo desejo. Porém pouco conseguia me mexer com os braços amarrados nas costas e sua mão me forçando contra a cama macia.

Gemi piamente sentindo o início da penetração, sentindo minha garganta secar mais uma vez. Abraçando o pênis lentamente, engolindo-o. Involuntariamente me contraindo ao me sentir ser invadida vagarosamente. Um outro som desconexo fugiu de mim quando ele saiu sem ter metido quase nada, voltando a me penetrar no mesmo ritmo agonizante. Já estava convulsionando de ansiedade. Tesão e prazer se misturavam em mim, deixando-me refém daquela sensação maravilhosa.

Os músculos internos de minha boceta se contraindo e se alargando enquanto era invadida pelo grande e delicioso membro. Doía um pouco, me acostumando outra vez ao tamanho. Me alargando. Aquela paciência dele me matava lentamente. Eu queria levantar minha cabeça, mas não tinha forças o suficiente.

Ergui os olhos, vendo meu estado deplorável através do espelho escuro. Meus cabelos assanhados, meu rosto vermelho e meus olhos, eu parecia estar drogada. Atrás de mim o homem que me possuía devagar, olhando pra baixo e enquanto apreciava a visão da foda. O pau roçava nos meus músculos internos e isso era tão, tão bom. Gemi outra vez, arqueando mais a coluna.

Pedindo mais, dando mais liberdade.

Sua mão livre cravou no meu quadril e ele fechou os olhos, gemendo majestosamente. Neji aumentou o ritmo à medida que nosso gemidos tomavam mais proporção. Retirando a mão da minha nuca e apoiando-se sob o colchão enquanto me estocava. Me fodia. Trepava comigo. Ele chiava baixinho a medida que metia e me sentia comprimi-lo, jogando a cabeça pra trás lentamente enquanto a dor e o prazer se misturavam em sua expressão. Os olhos fechados e o cenho franzido, parecia a beira de um colapso, os dentes que cravavam na pele no lábio inferior com vigor a medida que me possuía. Rápido. Fundo. Doído e prazeroso. Sentia Neji espancar meu útero com a rola. Literalmente.

— Hmm... — gemi, contorcendo-me.

Minha visão embaçou acompanhado de um gemido sonoro quando meu corpo se contraiu e minha vagina reagiu a tremedeira, oscilando em espasmos. O gozo de Neji foi mais demorado que o meu, suas estocadas eram firmes e intensas. Ele agarrava o lençol branco que forrava o colchão e os olhos comprimidos enquanto sua pélvis se chocava com a minha bunda vigorosamente. Ele nem se importava de gozar dentro de mim, e eu também não. Pra mim a foda só é boa se eu sentir ele me esquentar por dentro com o líquido agridoce. Seu esperma foi tão intenso que vi seus braços tremerem e o peito másculo subir e descer rapidamente. Explodindo, finalmente.

Seu corpo vacilou um pouco e ele quase escorregou sobre mim, mas manteve-se inclinado e respirando profundamente. Agora não era só eu quem estava deplorável, mas arrisco dizer que ainda estava pior. E isso é bom, saber que alguém conseguia fazer isso comigo. Olhei pro colchão onde eu esfreguei meu rosto praticamente toda a foda, o forro estava molhado e saliva e suor. Eu literalmente babei a transa toda.

Neji escorregou pra fora de mim e guardou meu brinquedinho preferido dentro da calça mais uma vez. Quase choraminguei em resposta, mas estava tão cansada. Tão. Ele havia me fodido mais meu psicológico do que meu corpo. Uma deliciosa tortura. Me puxou de maneira que eu escorreguei mole até me sentar no chão, apoiando as costas no colchão e gemendo de dor quando minha bunda dolorida se chocou contra o chão e o lençol de seda.

Caralho. Não estava doendo assim quando ele tava metendo a virilha e o saco aqui.

Juntei um pouco de força para sentar totalmente no lençol, mexendo-o com as pernas como podia. Neji me ajudou jogando o tecido sobre mim. O contato do chão gelado ardia a carne dolorida e provavelmente marcada. Voltou a colocar suas hábeis mãos em ação, mas infelizmente não foi em mim. Não exatamente. Com aquela maldita paciência que me tirava do sério, Neji voltou a desamarrar nó por nó das cordas que ainda me prendiam como uma cadela dominada. E eu bem que estava parecendo. No cio, por sinal.

Olhei pra ele e sorri de canto, perversamente. Acho que ele sentiu isso porque ergueu os olhos pra mim, só os olhos, mantendo a cabeça baixa. Aquilo lhe deu um ar tão maligno de macho dominante, ai caralho. Eu nem aguento sentar e já tô viçando de novo, que sina do caralho. Se foder.

— Vai dizer qual é a graça ou vou ter que arrancar isso de você? — nossa! Que violência. Gostei. Mordi o lábio inferior. Não respondi nada, o que deve tê-lo irritado. Demorou um pouco até ele me desamarrar por completo. Finalmente. Infelizmente.

Olhei meu reflexo num espelho. Meus cabelos todos bagunçados, pareciam um ninho. As cordas deixaram marcas pelo meu tronco, braços e partes das coxas. Levei uma mão ao cabelo tocando-os displicentemente. Eu estava ferozmente marcada, tinha uma mordida no meu ombro e outras que eu julgava que apareceriam depois. Minha bunda tava marcada.

Completamente ferrada, fodida e arregaçada.

Ergui meus olhos para onde Neji estava de costas pra mim. Parado. Parecia pensativo.

— Eu vou ter você, Tenten. Seja pelo amor ou pelo sexo. — falou simplesmente. Tão indiferente e frio quanto o ar desse lugar. Nossa.

Notas finais
Demos dois passos importantes nesse capítulo. Eu estou com algumas ideias para o próximo capítulo. Antes que confundam: Não teremos a continuação do hentai, até porque né... Vocês compreenderão em que sentido ele se referiu a dominação. Há a letra de uma música no capítulo, talvez tenham notado. É a nova música da Anitta - Veneno. Ela é espanhol e eu passei pra cá traduzida. Nossa Janna, jura? Enfim, juro que ela entrou depois que o capítulo tava pronto. Foi MUITO sem querer kkkkkk mas acabou casando bem, como disse a própria Tenten. E se a rainha fala meu amor, quem sou pra dizer que não? Bom, eu espero mesmo que tenham gostado, perdi as contas do quanto mudei esse capítulo. Passei seis dias inteiros produzindo ele, reescrevendo, revisando e reescrevendo de novo. É sério. Quem escreve algo de teor adulto deve ter noção do que eu estou falando, principalmente depois de tanto tempo longe. A gente acaba enferrujando, sabe? Portanto, deixem por favor um comentário, só uma força. Me digam sobre o capítulo, a confusão interior da nossa protagonista, a forma como ela descobri o Neji. Vocês sentiram a pressão? Os preparativos para o próximo entrará em ação em breve, quem sabe ele não sai mais rápido também? No mais, muito obrigada gente, a quem não desistiu de mim e entende. Vocês são demais ♥