Notas iniciais
boa leitura

P.O.V Tritão

A respiração do humano chocou-se contra minha pele. Meu corpo esquentou, apenas com aquele contato. — Mesmo de baixo d'água — e meu coração passou a bater freneticamente no peito

Pressionei minhas pálpebras com força, quando os palmos serenos dele, deslizaram na minha cintura, até o começo da calda, apalpando firmemente aquela região, num lugar onde nunca fui tocado na vida.

Meu corpo era delicado e um pouco menor do que os demais Tritões da minha idade. Minha calda tinha uma coloração esverdeada — Tendo em média, quase 1 metro de comprimento — As escamas prateadas, dava um toque especial. Parecia brilhar, com a luz da lua cheia. Minhas orelhas são compridas, e pontiagudas, e meus dedos possuíam membranas transparentes.

— Ah, desculpe-me… — Hyoga parou instantaneamente com os toques, quando um gemido manhoso escapou dos meus lábios, ao sentir seus dedos, envolta da minha cintura.

— Posso te tocar? — Perguntei constrangido encarando seu tórax marcado pela camisa branca molhada, até mordi o beiço, quando ele concordou com a cabeça. Logo, repousei as mãos por cima de seus musculosos, sentindo a maciez e a suavidade de sua pele, quente e bronzeada.

“Será que aquilo era uma característica dominante daquela raça? “e

Hyoga era forte, tinha ombros largos e fortes, tórax um pouco definido, recheado de pequenos gominhos.

— Ahhh… — Ele gemeu quando penetrei sua camisa, passando a mão por sua barriga e peito, explorando cada pedacinho do seu corpo humano.

Hyoga também passou a me tocar, agarrando meus cabelos, formando um rabo de cavalo entre seus dedos. Cheirando os fios cabeludos com o nariz bem próximo à curva do meu pescoço.

— Fascinante sua espécie. — Elogiei descendo os toques, analisando com perfeição suas pernas grossas, meu ponto alvo. Mas, algo chamou minha atenção. Um pequeno volume abaixo de sua cintura. Meus dedos foram de encontro a sua ereção recém-despertada.

— Príncipe..... — Ele arfou corando, segurando meus cabelos com mais força, puxando-me para cima, e rodeando minha cintura, num abraço. — Melhor parar, meu príncipe. Não me provoque desse jeito. — Pediu ofegante, percorrendo as mãos por minhas costas.

— Porquê? Deixe-me te examinar por favor, nunca vi um humano de perto… — Fiz um bico manhoso, segurando por trás de sua nuca, o puxando ao encontro do meu corpo. O humano curvou-se de leve, juntando os lábios nos meus. O beijo foi doce e delicado, gentil e suave, senti todo seu corpo se contrair, quando forcei a língua contra seus dentes, penetrando sua cavidade bucal, sentindo sua essência salival.

— Isso é tão bom… — Gemi puxando os cabelos de sua nuca, empurrando o humano contra a Rocha perto da margem do rio. As costas dele encostaram na pedra, e eu subir em cima dele, selando nossos lábios novamente. Já ia tirando sua camisa, quando fomos interrompidos.

— Shun? — soou uma voz espantada e indignada. Logo, me separei do humano, envergonhado e assustado. Com os lábios vermelhos e inchados.

— Então aqui que você se encontra, trocando beijos e carícias, com esse humano, enquanto nosso rei esta louco a sua procura? — Jabu fez uma ênfase na palavra humano, com misto de emoções. Encarando Hyoga com desprezo.

Jabu é um jovem tritão — Meu servo real e fiel companheiro — Possuía olhos esverdeados, e os cabelos castanhos-curtos, ondulados. Sua pele era morena e tinha uma calda caramelada, com escamas grossas e chamativa. Ao seu lado estava June, uma bela sereia. Da pele branca e grandes cabelos loiros, caído por cima dos ombros, escondendo seus seios avantajados e cheios. A calda dela, tinha detalhes lindos e suaves, numa coloração rosadas e perolada.

— Não é nada disso, que estão pensando… — Tentei reverter a situação, limpando os lábios e nadando até meus amigos.

— E o que pensar que estou pensando? Eu vi com meus próprios olhos… — Retrucou Jabu enrugando o nariz, fuzilando o humano com o olhar.

— O rei irá te matar, se souber da sua impureza. — June pronunciou-se pela primeira vez, num tom de voz doce e aveludada, nadando até mim, segurando minhas mãos com ternura. Aquilo que fiz, realmente foi errado, atirado nos braços de um humano, aos beijos. Minhas bochechas ficaram rosadas, e lágrimas ameaçaram descer dos meus olhos. Ikki me trancaria nas masmorras, se pelo menos sonhasse com aquilo.

— Não diga nada a ele, por favor. — Implorei desesperado, jogando-me nos braços de June, implorando por seu silêncio. O humano, tentou nadar até mim, mas, Jabu postou-se na nossa frente, em posição de ataque e defesa.

— Pare aí mesmo humano… Se não sofrer as consequências. — Rosnou Jabu manuseando um tridente, na direção de Hyoga, que levantou as mãos em rendição.

— Não, pare. Ele não é uma ameaça. Posso sentir sua pureza e a virtude do seu bondoso coração. — Argumentei fitando Jabu com atenção.

— Tem certeza? — Indagou June ainda desconfiada.

— Acredite em mim, nunca faria mau a ninguém… — Pronunciou-se o humano. Tentando se aproximar de nós, mas, a correnteza da água estava muito forte naquele horário… Hyoga não conseguiu aproximar-se muito. Jabu e June se entre-olharam, mas, logo abriram um largo sorriso na direção de Hyoga.

— Prazer humano… Sou June, serva real… — Ela fez uma bela reverência, puxando Jabu para seu lado. — E este é Jabu, meu melhor amigo.

— Prazer é todo meu… — Hyoga sorriu também se curvando, ele já ia se apresentar, quando agarrei seu pulso, o arrastando para margem novamente.

— Tem que ir embora agora. — Ordenei sério, fitando seus olhos intensamente.

— Não! Por favor, deixe-me ficar.— Resmungou abatido, segurando meu queixo e tentando juntar os lábios nos meus, mas, desviei, virando o rosto para o lado.

— Vá embora! Está tarde, logo meu irmão virá me procurar.

— Eu vou, mas, promete que voltará em breve para me vê? — Questionou.

— Sim, prometo. Por minha dignidade e honra. — Respondi tirando do pescoço, um colar, herança de família, feito de pérolas e pedras preciosas do Fundo do oceano. — Fique com isso, por garantia. — Sorri lhe estendendo o objeto, ele recuou, negando com a cabeça.

— Não posso aceitar isso. — Protestou deslizando o dedo em minha bochecha.

— Aceite como um presente, com amor. — Depois de tantas insistências, ele aceitou e resolveu partir, mas, antes agarrou-me novamente pela cintura.

— Adeus, meu príncipe. — Se despediu colocando a mão por trás da minha nuca e atacando meus lábios. Retribui com amor, o beijo molhado e doce, rodeando seu pescoço com os braços.

— Shun, vamos embora agora! Logo irá amanhecer. — Chamou minha atenção June, com as bochechas coradas. Logo, separei assutado do humano, notando os primeiros raios solares.

— Daqui a cinco dias retornei. — Me despedir lhe dando um último selinho, mergulhando nas profundezas, com meus amigos.

Notas finais
Um pequeno aviso; Se algum leitor encontrar um possível erro, por favor, avisa-me. Pois não sou nenhuma professora ou profissional, escrevo por prazer e lazer. Encontrou um erro grave ou que te incomode , avisa- me por mensagem privada e tals, não pelos comentários. Sinto-me humilhada e deprimida. Isso é chato! Mesmo que você só queira ajudar.