E aconteceu, Caifa respirou e não chorou, seu corpo melado mas já enrolado, a segunda, uma princesa linda, que ao ver a luz entrando as janelas começou a berrar. Deri estava calada, brincando com os sininhos de seu berço, colocam Caifa ao lado de sua irmã, tão lindas, havia diferenças nos olhos das mesmas.

Deri tinha os olhos verdes, iguais aos da mãe, já Caifa, seus olhos eram negros, tão mais negros que a noite, parecia que havia algo diferente, os traços não pareciam com ninguém da linhagem real, suas lágrimas saíam avermelhadas.

Chamaram vários médicos para ver o que havia acontecido com Caifa, ninguém poderia ajudar neste problema, era impossível, não haviam explicações a não ser, leva-la aos outros reinos a procura de uma resposta para suas dúvidas. Mas sabiam que só encontrariam em um lugar, no portal de BruxField, ficava no centro da floresta, uma cabana simples, bastava deixar a duvida em baixo do tapete e lhe chegaria uma carta com a resposta.

O Rei Denis e a Rainha Caif foram acompanhados de soldados até a cabana, sabiam que se forem sozinhos teriam medo, mesmo sendo Rei, Denis era um pouco covarde, não é esta a questão, perdeu sua mãe para sua irmã Danise, uma bruxa que enfeitiçava a todos para conseguir o que queria, ela tinha raiva, pois nasceu em segundo e queria ter o nome de Rainha, tentou botar um feitiço na noiva de Denis, Caif poderia ter ficado infértil. Mas o feitiço não funcionou, ela não tinha especialidade no que fazia, acabou fazendo com que si mesma ficasse, com raiva de Denis e todos, matou sua mãe e fugiu, ela está em qualquer lugar neste momento.

Ao chegar na cabana, um dos soldados do Reino Bettênios foi até a porta da cabana, deixando uma carta debaixo do tapete, esperaram por entre minutos pensando que algo aconteceria, Caif manteve suas esperanças, disse que ao chegar no reino ficaríamos alertos, pois poderia ter alguma pista em algum lugar. Deram a volta, como estavam a cavalo chegariam ao mesmo tempo que vieram, foram no caminho que deixaram rastros das cavalgadas, mas não tinha fim, andaram, andaram e andaram.

Algo de estranho aconteceu, os minutos de vinda estavam se tornando horas na volta. Denis não parou, mas estava preocupada com suas filhas que mal acabaram de nascer, e se tiver guerra? Quem irá fugir com minhas princesas — pensava.

Foi quando decidiram descansar, Caif não queria dormir ali, no meio do nada, a uma hora tarde como aquela, imagina algo aparecer, mas Denis avisou para que seus soldados ficassem atentos pois eles não poderiam ser atacados agora, logo quando as meninas não tem nem um mês.

Umas 2 horas depois, Caif acorda no meio do nada, sozinha, apenas árvores e a cabana, ela estranha estar sozinha, será que eles estão por perto ou querem fazer apenas uma brincadeirinha? Não pensa duas vezes, estava frio, e gritava à procura de Denis e seus soldados mas nada acontecia ou aparecia, olhou abaixo do tapete e nada, o bilhete que haviam botado não estava mais lá.

Decidiu entrar na cabana, devagar foi abrindo a porta que incrivelmente já estava escorada, adentrou a cabana com medo, mas com confiança de que encontraria algo ou alguém para lhe ajudar, subiu ao primeiro e único andar além do térreo e viu, um bebê em um capuz preto, ele chorou quando a viu, ela chegou mais perto, e mais perto, ele chorava, ele? Percebeu que via sua filha, a pequena Caifa, foi colocar a mão em sua barriga e viu, uma agulha estava enfiada em sua pequena e macia barriguinha, do nada, apareceram três mesas ao seu redor, cada continha um bilhete em um papel pequeno, ficou com medo de escolher qualquer um.

Mas logo pegou o primeiro que viu, abriu-o para ler o que continha nas entrelinhas:

" Não há traços que a façam parecer com seus pais, descendente de Danise, ela é bruxa, vai fazer o mesmo que aconteceu ao seu pai, morrerás ou matarás "

No mesmo minuto soltou o papel, e foi em direção a mesa mas próxima, mas estava vazia assim como a terceira, ela começou a chorar e arrancar seus cabelos vorazmente. Ver sua filha morrendo, como esta criança veio parar aqui? Deste jeito. A criança começou a chorar alto, e mais alto até..

Caif acordou.