O poder do perdão
1 Prólogo
Notas iniciais
"Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A consequência do destino é o amor
Pra sempre vou te amar"
De janeiro a janeiro-Nando Reis
Sou filha de uma advogada trabalhista e um promotor fodão, tenho um irmão gêmeo Daniel, alguns segundos mais velho, sempre fui a princesinha da família, mimada e amada por todos.Nunca fui a melhor pessoa do mundo, mas não me classificaria como a pior. Eu sempre gostei de ser rodeadas por pessoas, pessoas de qualquer cor, de qualquer classe social, não importa seus gostos, se me mantivesse mais que dois minutos em uma conversa nós íamos ser amigos. Eduardo é filho de um juiz amigo de papai é o melhor amigo de Daniel. Eu era a pirralha que os perturbava e perseguia, eu sei que lá no fundo eles adoravam a presença da pirralha aqui, porque mesmo tendo a mesma idade eu era a pirralha. O trio terrível, eu os amava, Daniel meu irmão herói e Eduardo meu príncipe. Eduardo sempre foi o meu príncipe de armadura brilhante e sempre será. Meu primeiro amor, meu primeiro beijo, meu primeiro homem, o único que teve meu coração. Eu era feliz, eu amava o rumo que a minha vida estava seguindo, era louca pelo cara que se pedisse ia até a lua por mim, meu irmão era meu herói, minhas melhores amigas eram as melhores loucas que alguém podia ter, meus pais mesmo malucos sempre me apoiaram, eu tinha tudo. Até um deslize e a pior escolha da minha vida, a escolha que mudou tudo. Eu perdi o amor da minha vida, eu acabei com o que mais seria valioso para mim e junto eu me perdi. Uma escolha e eu acabei com tudo, uma escolha é levou tudo de mim.
12 anos antes
—Ah vamos, maninho queridinho do meu coração.
Mamãe e papai estão em algum lugar da europa, todas as férias eles viajam e deixam Daniel e eu com vovó e vovô, nesse momento vovó e vovô estão no quinto sono e eu quero ir pra piscina.
—Eu estou glipado.
Faço beicinho, mas concordo. Meu irmão realmente está parecendo bem mal.
—Eu vou com você.
Olho para Edu na outra cama.
—Oba, vamos logo.
Edu em alguns desses verões acabava ficando conosco, seus pais amavam viajar tanto quanto os nossos. Saímos correndo e pulamos na piscina. Edu e eu apostamos quem chega primeiro na borda do outro lado da piscina. Como sempre ele vence.
—Dudu você deveria deixar eu vencer.
—Não me chame assim, já sou quase um adulto.
Sorrio dele.
—Você tem treze anos é quase uma criança.
—Quase quatorze, garotinha.
Edu era tão bobo.
—Edu você já beijou?
Papai e mamãe se beijavam, vovó e vovô e os casais de filmes também, era coisa de adulto e parecia bem legal.
—Não.
—Você acha que é legal?
—Não sei, garotinha.
Edu chamava de garotinha, pelos onze meses que era mais velho.
—Todo mundo beija deve ser legal.
Estou encostada na borda da piscina, Edu nada até mim.
—Nós podemos fazer um teste.
—Tipo a gente se beijar?
Sinto que estou ficando vermelha, ele sorri. Edu mé um menino bonito, o mais bonito que conheço.
—Isso, garotinha.
Ele se aproxima e deixa os lábios sobre o meu, fecho os olhos, é uma sensação diferente, mas boa. Ele tira os lábios do meu.
— Parece legal, garotinha.
Ele joga água em mim e nada para longe.
—É sim, seu chato.
Nado atrás dele tentando o afogar.
E foi assim que a nossa história começou...
Fale com o autor