O poder do perdão
7 Capítulo 6
Notas iniciais
Hello
Limpa minhas lágrimas, suas próprias escorrem no seu rosto, as limpo.
—Queria que ficasse tudo bem, Edu. Mas como? Todos os dias quando acordo seu sorriso é a primeira imagem a inundar minha mente, eu queria que pudesse ir até seu quarto e ver seu sorriso. Eu não queria que estivesse apenas na minha mente. —Você não consegue se perdoar, não é? Confirmo, assentindo com a cabeça. —Você pode e deve, Emy. Nossa garotinha, precisa a deixar ir. Precisa perdoar o que fez, deixar nossa garotinha dizer adeus. Eu sei como doí, Emy, eu sei. Precisamos, eu também não sei como... Edu chora e não consegue terminar de falar, choro com ele. Nós abraçamos e choramos pelos nossos erros e suas consequências, pela culpa que precisamos deixar, pelo perdão que devemos dar a nos mesmo e um ao outro. Achamos um no braço do outro o conforto que precisamos. Nos seus braços sinto que posso perdoar me, seguir em frente. Após se acalmar afasto de seus braços, meu corpo sente falta dos seus braços segurando me.—Preciso ir. —Consegue dirigir. —Consigo, obrigada pela conversa. Sorrio fracamente. —Emy, desculpe por deixar carregar essa culpa por tanto tempo. Eu não sabia. —A culpa não é sua, Edu. Nunca o culpei. Fico na ponta dos pés e beijo sua bochecha. —Tchau e cuidado garotinha. Sorrio, amo quando me chama de garotinha. Chego em casa em segurança, já são mais de dez horas, não encontro ninguém pela casa. Subo direto para meu quarto, repasso e repasso a conversa na minha cabeça. Adormeço pensando na imagem do rosto de Edu manchado pelas lágrimas. Os dias seguintes são normais, os sonhos continuam, como sempre. A conversa com Edu tirou algo um peso de mim e de uma forma colocou outro. Na quinta, durante a sessão com Doutor Joseph ele sugeriu que nos dois fizéssemos algumas sessões de terapia juntos, prometi que pensaria. Para Doutor Joseph a nossa conversa tinha sido um grande passo para os dois. Ele acredita que posso começar a pensar em recomeçar. Eu tinha medo, receios no fundo, eu não queria apagar aqueles anos. Joseph confirmou que seguir em frente não significava esquecer, apenas ser capaz de ser feliz sem que o meu passado e as lembranças interferissem no meu futuro. Na minha mente tudo estava interligado, porém ia dar mais um passo. Eu ia para a França. Na sexta Andy ligou chamando para ir até a casa do seu melhor amigo, ele estava de plantão ela ficaria de babá, cuidaria de Alex o filho dele. Ele morava em um condomínio bonito, tinha uma casa bonita, com um jardim na frente. Toco a campainha. —Entra. Escuto os gritos de Andy, tento abrir a porta e consigo. A sala é elegante, bem decorada. —Na cozinha. Sigo som do grito de Andy, a cozinha fica à esquerda da sala enorme, uma porta de vidro as separavas. Tinha um corredor que poderia apostar que levava para os quartos e resto da casa. A cozinha era toda de vidro basicamente, havia mais uma porta de vidro levando ao jardim. Andy estava sentada em uma mesa de vidro, com um menininho do seu lado. O menino tinha os olhos verdes e cabelo preto, igual ao gostoso que a resgatou na boate. —Vamos querido, coma a banana. Andy balançava a banana na cara do menino. —Vamos querido, por favor. —Não, titia é ruim. —Se comer te dou dez reais. Ele balança a cabeça e faz biquinho. Rio, a cena é hilária. —Vinte? —Ele é uma criança Andy. Pare de tentar o subornar. —Oi buzz para você também. Vamos lá Alex, ajude a titia. Ela faz que está chorando, o menino ri dela. —Andy você é uma péssima atriz. Nem o menino acredita em você. —O que eu faço, Buzz? —Eu gosto do Buzz, titias. Ele é muito fofo. —Você pode ser o wood, mas come a banana, por favor. Menino balança a cabeça, ele está tirando onda com a cara dela. Menino de no máximo uns três anos está tirando onda com a cara dela, quero rolar de rir. Tento parar de rir e ajudar minha amiga. Vou até o menino. —Se comer a banana deixo jogar vídeo game e comer sorvete. Ele enfim come a maldita banana. Pisco para Andy. —Se vai subornar uma criança, a suborne direito. —Chata. Faço coração com a mão para ela. —Aqui tem um Playstation ou algo do tipo, né? —Sim, Pietro é viciado nessa droga. Vamos para a sala enquanto Alex joga vídeo game no sofá, eu e Andy estamos jogadas no tapete fofo. Existe amigos que batemos o olho e sabemos que vamos ser amigos, e Andy foi assim. Andy é o tipo de pessoa que torna a vida mais alegre, leve, exala felicidade —Como foi a conversa com Edu? Suspiro. —Ele se sente culpado. —Por que? —Porque esqueceu da camisinha. Acha que poderia ter evitado e agora aposto que está se sentindo culpado pelo jeito que me sinto. —Tenso, você não tomou a pílula do dia seguinte? —Foi na comemoração do vestibular, na fazenda do tio dele. Sem farmácias, quanto mais pílula do dia seguinte. —Você se sente melhor pela conversa? —Sabe foi como fechar uma ferida e abrir outra. Saber que ele se culpa me machuca, eu podia ter evitado tanta coisa. —Entendi. Encaro o teto. —Eu sinto tudo que sentia por ele e aquele dia enquanto estava chorando nos seus braços, acreditei que tudo poderia ficar bem.
—Ele te consolou foi? —Eu contei tudo a ele, o dia do aborto, quando tomei as pílulas. Claro que chorei, puxou me para seus braços e senti como se tudo estivesse no lugar. Meu lugar é nos seus braços. —Você é uma boba apaixonada. —Sou, sempre fui. Não tenho dúvidas, Edu é amor da minha vida. —Você já ficou com outra pessoa? —Mulher conta? Olho para Andy e seus olhos parecem pular do rosto. —Sério!? Rio da cara lesada que faz. —Não. Sem mulheres, sem homens. —Nada? Nenhum beijo? —Eu não consigo, só de flertar, dançar com outras pessoas, sentia me suja, travava. —Caralho. Cinco anos? —Fora beijo de sábado. —Que beijo? —Edu e eu nós beijamos no sábado, antes do meu fiasco bêbado. —E você sabia o que fazer com a língua? Cinco anos, não acredito. Bato nela. —Otária. —Não quelo mais jogar. —OK, wood. Olha que legal sou Andy e vocês meus brinquedos preferidos. —Sua maluca, vai traumatizar o menino. —Com a mãe que tem, pobrezinho já nasceu traumatizado. —Tia quelo meu sorvete. —Bora comprar sorvete do menino, Andy. Melhor vamos em uma sorveteria, vou chamar Mel e Angel. —Quem são essas? —Mel uma amiga e Angel a filha dela. Mando mensagem para Mel, ela topa. Vamos até uma sorveteria aonde tem brinquedos para as crianças. Quando chego Angel corre e pula no meu colo. —Xaudades, titia. Beijo seu rostinho. —Também pequena. Trouxe um amiguinho para brincar. Pula do meu colo. —Um galoto. —Garoto, filha. Mel corrigi a filha. Beijo sua bochecha. —Andy essa é Mel, Mel essa é Andy. Apresentações feitas, sentamos em uma mesa perto do playground para vigiar as crianças. Um aperto no meu peito, minha menina podia estar aqui. —Quantos anos tem seu filho? Mel pergunta a Andy. —Três, mas não é meu filho. É filho do meu meio amigo, meio casinho. É a sua? —Quatro. Casinho? —Nós não decidimos o que temos. —Achei que tivesse dado uma chance ao coitado? Olho para Andy. —Eu dei, mas ele não sabe. Vou fazer sofrer mais um pouco. —Coitado. —Nada, sou uma recompensa ótima. Perto da recompensa sofrer um bocadinho vai ser quase nada. Olho para Mel. —Ela é maluca não dê bola. Pedimos sorvetes, decido contar as minhas amigas. —Eu decidi fazer um curso de fotografia na França. Aproveitar que meu visto e passaporte está em dia. —Achei que seu pai tinha dito não. Andy relembra o que contei mais cedo para ela. — Ele disse não, porque achava que queria fugir de Edu. Agora é diferente e na Itália não tinha sentido. Na França é um curso mesmo, tenho matrícula nessa escola que oferece o curso desde ensino médio. Serão dois meses, vou falar com ele hoje. Pretendo ir na semana que vem. — E o casamento do seu irmão? Mel me pergunta. —É daqui um ano, tem tempo. São dois meses, quero fazer algo da minha vida. E quando voltar talvez, se Edu topar, podemos fazer a terapia em conjunto que meu psicólogo sugeriu. —Se é isso que quer vamos apoiar você. Mel fala e Andy concorda tenho as melhores amigas do mundo.Quase sete horas e vamos embora, deixo Andy e Alex em casa. Quando chego em casa papai está no escritório decido falar com ele logo. —Papai posso? Bato na porta. —Entre querida. Sento no sofá do seu lado, ele puxa me para seus braços. Deito no seu peito. —Pai? —Sim, querida? —A escola da França a qual tenho matrícula, abriu vagas para curso de fotografia, dois meses. Estive pensando e eu quero. —Por que agora? Saio dos seus braços para o encarar. —Porque quero fazer algo da vida, estou cansada de passar o dia olhando através da minha sacada, cansada dessa dor. Quero seguir em frente. —Não tem nada a ver com Edu e sua volta? —Eu e ele conversamos, quando voltar ainda estará aqui. É só mais um passo para sair desse buraco, juro papai. Meu pai beija minha testa. —Se assim, OK querida. —Amo você. O beijo e subo para meu quarto começar a planejar minha viagem e arrumar minhas malas.
Notas finais
Bjs ♥
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