O poder do perdão

12 Capítulo 11


Notas iniciais
Oie

Eduardo

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor
Essa é a última oração pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Encontro Daniel no bar do Juca, se as meninas podiam ter sua noite nós também podíamos.

—Chegou a margarida, achei que ia ficar aqui sozinho.

Puxo a cadeira e sento de frente para Daniel.

—Devia, só chama o amigo aqui quando a mulher o abandona.

—Fica magoado não, mas sabe né...não tem o que ela tem.

—Poupe-me dos detalhes.

Luís chega, senta na cadeira livre.

—Oi donzelas. Deploráveis vocês. "Vamos tomar uma para não ficar com saudades", mas esperava mais de você Daniel.

Luís se refere a mensagem que Daniel tinha mandado.

—Eu estava brincando, idiota. Mas confessa que está morrendo de saudades de Belle.

—Sequer gosto dela. Cadê as cervejas.

Disfarça.

—Olha Dan nem consegue admitir que está caidinho pela caçulinha.

—Coitadinho Edu ficou com a pior.

Luís lança um olhar mortal para Daniel, parece que alguém não gostou de falar da amada. Rimos.

—Desgraçados, mas tudo bem confesso gosto um pouco dela.

O encaramos.

—Ok, gosto dela. Agora chega.

Chamamos o garçom e pedimos as cervejas.

—E você e Emy?

—Estamos bem, acima de qualquer coisa e tempo ainda nos amamos. Vamos superar juntos e seguir em frente.

—Olha ele todo romântico.

Luís zoa.

—Se quiser te dou aulas, vai precisar Belle não é tão fácil assim.

—Qual problemas de vocês com ela?

—Conta o que ela fez com você Dan.

—Na vez que briguei com Ally, ela bateu no meu menino e um soco no olho.

Luís ri.

—Vai rindo, palhaço. Vou esperar para ver de camarote você com medo da fera.

—E você não apanhou Edu?

—Não, ele fugiu antes.

—Otários.

Depois de umas cervejas, lá pelas 23 horas, telefone de Dan toca.

—É Ally.

Atende.

—Baby oi.

Daniel arregala os olhos e se levanta. Desliga o telefone.

—Vamos logo.

Joga dinheiro em cima da mesa que paga o que consumimos duas vezes.

—O que aconteceu?

Daniel sai na frente.

—Procurem um táxi.

Achamos um.

—Fale logo, porra.

Digo enquanto entramos no taxi.

—Ally está passando mal e as meninas bêbadas e algo com policiais.

Damos para o motorista o endereço de Belle. Quando chegamos no apartamento, tem dois policiais na entrada, diria que não são tão mais velhos que nós.

—Puta que pariu.

Solto.

—Falem com eles, vou ver minha garota.

Daniel passa pelos policias e entra no apartamento.

—O que aconteceu?

Pergunto.

—Ligaram reclamando do som e quando viemos apurar encontramos doidas bêbadas. Deram sortes de sermos legais e não levarem elas presas e nem as deixar sozinhas a própria sorte. Já que chegaram tchau, cuidem das doidas aí.

Os policiais saem. Entro no apartamento, tem um cheiro de vômito, tem vômito no chão. Eca. Emy surge do nada e pula no meu colo, quase a derrubo a seguro no último segundo.

—Fui uma boa menina e nem dei bola para os strippers.

—Que strippers?

Está cheirando a álcool.

—Aqueles que estavam aqui agorinha.

—Os policiais?

—É estavam vestidos assim, nem eram tão gatos. Você é muito melhor, príncipe. Faz um stripper para mim?

Faz biquinho.

—Faço, baby assim que tiver sóbria.

Sorri e beija meu pescoço.

—Te amo, casa comigo?

Sorrio.

—Caso baby.

—Em Vegas?

Emy parece animada.

—Sim.

—Sabe estou bêbada suficiente para pedir que case comigo, mas não suficiente para esquecer o pedido.

—OK, garotinha.

—Gente eu vou casarrrr.

Emy grita machucando meus ouvidos. Daniel surge com Ally no colo. Ponho Emili no sofá.

—Ela está bem?

—Sim, só fraca talvez desidratada. Vou levá-la embora. Da conta das meninas?

—Sim, pode ir tranquilo.

Mando uma mensagem para Pietro, ele vem busca Andy.

—Juro amor que eles eram gays inofensivos.

Pietro nos olha com interrogação.

—Parece que acharam que os policiais eram strippers.

—Você é mais gostoso e a propósito, eu te dou uma chance.

Pietro leva Andy, Mel dorme no sofá. Luís leva Belle para o quarto e eu fico com Emy no quarto dos hóspedes.

—Não esquece, Las Vegas, eu e você e o Elvis. Deixa o Elvis ser nosso padre? Nem gosto de padres, Elvis vai ser muito mais legal.

Emy divaga enquanto tiro sua calça deixando a apenas de blusa e calcinha. Coloco a na cama.

—Deita comigo.

Deito na cama, ela rasteja e deita no meu peito.

—Te amo.

Diz antes de apagar. Sorrio.

—Também te amo, garotinha.

Caço o telefone no bolso e mando mensagem para Daniel.

Eu: Como está Ally?

Puto: Bem, passamos no médico e ele disse que é normal, me chamou de desesperado aquele filho da puta.

Eu: Pobre médico.

Puto: Ele ficou olhando os peitos de Ally.

Eu: Como não acabou quebrando o nariz dele?

Puto: Sorte dele que estava muito preocupado com a minha garota. E as meninas?

Eu: Andy Pietro a buscou, Mel dorme na sala, Luís com belle e sua irmã dorme no meu peito. E aliás fui pedido em casamento pela sua irmã.

Puto: Só bêbada para fazer um pedido desses.

Eu: Vou acabar casando primeiro que você, com sua irmã ainda. #chupaessa.

Puto: Vai sonhando, otário. Tchau vou cuidar da minha princesa.

Eu: Tchau.

Acabo adormecendo. Quando acordo Emy me observando.

—Lindo dormindo.

—Sou lindo de qualquer jeito, garotinha.

Beija minha bochecha.

—Na bochecha, porque não escovados os dentes.

—Tá bom noiva.

Ela parece lembrar. Deita no travesseiro e tapa os olhos com braço.

—Sou uma pessoa decadente esperei nem o CEO me pedir em namoro e peço o em casamento.

—Dramática. Sem sonhos?

—Não, mas foi um bom sonho, daqueles que não queremos acordar.

Levanto

—Trouxe escova de dente?

—Trouxe, mas não irá usar. Na segunda gaveta sempre tem escovas extras.

—Fresca.

—É anti higiênico.

—Coloco coisas muito pior na sua boca.

Ela arremessa o travesseiro em mim, antes que acerte entro no banheiro. Quando saio ela entra. Vou para cozinha, Mel faz café, parece péssima.

—Acho que alguém não estava acostumada a beber.

sento no banquinho da bancada, sala e cozinha são conjugadas.

—Não mesmo. Sabe se fiz alguma merda?

—Só mandou um eu te amo para um tal de Diego e um áudio cantando medo bobo para ele.

Emy diz enquanto entra na cozinha e senta do meu lado. Mel a olha espantada.

—Algo me diz que Diego não é seu pai ou irmão.

—É o *crush dela.

Emy ri.

—Meu Deus Emy ele é um cara sério, e eu mandando áudio bêbada a noite.

—Relaxe acontece Mel, eu tive que apagar número do Edu para não mandar declarações bêbada quando ainda estávamos separados.

Morde seu lábio inferior, tem essa pequena mania desde nova.

—Bom saber baby.

Pisco a ela e puxo para um beijo.

—Inclusive queria seu número ontem e não tinha. Ally não deixou eu roubar do celular dela.

—Ia pedir para casar comigo via áudio?

—Talvez.

—Como assim?

Mel pergunta.

—Fui pedido em casamento. E será em Las Vegas.

Mel ri.

—Parece que fizemos um pouco de merda.

—Andy e Belle chamaram policiais de gogo boys.

—Isso eu lembro. Pobre, Ally. Está bem?

—Sim, Daniel a levou no médico.

—Era para tanto?

—Não, mas parece que seu irmão é um pouquinho exagerado.

Meu celular apita, mensagem de mamãe.

Venham almoçar aqui. Já chamei Miguel e gabi.

Mostro a mensagem a Emy.

—Sorte que tenho roupa extra aqui.

—Eu não. Vou todo amassadinho.

—Fica lindo amassadinho.

Sorri.

—Aceito uma carona.

Mel pede.

—Espero que sua amiga esteja de carro.

Digo.

—Não veio de carro?

—Estava bebendo com Daniel.

—Amo que meu namorado seja consciente.

—Noivo.

Revira os olhos.

—Pediu agora não tem volta, garotinha.

Emy troca de roupa, deixamos Mel no caminho e vamos para minha casa.

—Olha como são lindos, Antônio.

Vovó diz quando entramos, ela e vovô estão sentados com meus pais na sala. Os abraçamos. Sento do lado do vovó.

—Vi que seguiu meus conselhos.

—Sim vovô.

—Achei que ia ter que aturar aquela menina chata.

Vovó diz e minha mãe balança a cabeça concordando.

—Mary? Vocês nem a conheceram, vovó.

Emy lança me um olhar mortal. Ops.

—Você é melhor, garotinha.

—Vou nem comentar nada Eduardo.

Alguém tem ciúmes. A campainha toca, mamãe vai atender, Gabi e Miguel. Beijo rosto da minha sogra e aperto a mão do sogro.

—Daniel cadê?

Emy pergunta depois de beijar os pais.

—Foi almoçar na casa do sogro. E marcou jantar lá em casa, pediu para vocês comparecerem. Será que vai pedir a mão de Ally para o pai? Parecia ansioso.

—Eles já não noivaram?

Vovó pergunta.

—Pai dela não pode comparecer.

Miguel responde.

—Que horrível o pai não comparecer...

—Mamãe...

Papai tenta conter vovó

—Desculpe.

Na hora do almoço continuava tudo agradável como tinha sido até então. Até vovó olhar para Emy que estava na sua frente do meu lado e a perguntar.

—Quando que teremos nossos bisnetos?

Emy aperta minha mão e fica pálida. Eu não tinha contando para meus avôs e nem pretendia contar.

—Menos né vovó, vamos com calma.

—Calma não menino, estou velha.

—Eles são novos, mamãe.

Meu pai tenta intervir.

—Eu o tive com essa idade, Valetim.

—Chega, vovó por favor.

Vovó mesmo contrariada fica quieta, Emy está tensa. Após o almoço fico de levar Emy em casa já que Miguel e Gabi tinham outro compromisso. Ela vai todo caminho até sua casa sem falar nada, posso sentir que está tensa. Paro na frente da sua e a olho.

—Emy, sobre o que vovó disse...

—Se ela souber o que fiz vai me odiar Edu.

Uma lágrima escorre do seu olho.

—Emy ela nasceu em outra época difícil entender.

Não sei o que dizer a ela.

—Quando eu acho que posso seguir em frente, sabe, tenho esses gatilhos que parecem vir e levar tudo de bom que passei no dia e sobra só a dor, a culpa, o remorso.

—Sinto muito. Juro que se pudesse tirava essa dor de você.

Ela chora. Saio do carro vou até o lado em que está, abro a porta e a puxo para meus braços. Seguro a nos meus braços enquanto chora, no momento é a única coisa que posso fazer.

* Crush é uma gíria em inglês que significa alguém por quem você tem uma "queda", alguém por quem você seja apaixonado

Notas finais
bjs