O poder das palavras

5 Capítulo 5 - FINAL


Notas iniciais
Cenas picantes.

Neste instante, o corpo de Najara se ilumina, apenas aos olhos de Gabrielle, e seu corpo astralmente projetado se aproxima do corpo quase sem vida da rainha amazona, balbuciando algumas breves palavras em seu ouvido, antes de beijá-la uma vez mais nos lábios.

Gabrielle então diz: Obrigada Najara, recebendo um olhar intrigado de Xena, que a fita com vívida surpresa.

Uma luz muito forte embala Gabrielle, suspendendo-a dos braços da guerreira até que ficasse acima da altura de sua cabeça, flutuando no ar.

Em um instante, Gabrielle é colocada de pé em frente a Xena, que olhava incrédula para o que estava acontecendo.

Gabrielle estava completamente curada, sem sequer uma gota de sangue em suas vestimentas, sem um arranhão em sua pele, confirmado pelo toque aflito de Xena que a checava minuciosamente. Ela então a abraça e lança-lhe um beijo caloroso nos lábios. Beijo este que era correspondido em sua plenitude por Gabrielle.

Ares, ainda boquiaberto, desaparece injuriado.

"O que aconteceu, Gabrielle?"- indaga Xena perplexa.

"Najara... Ela apareceu pra mim e disse que agora entendia o verdadeiro amor e, por isso, com a ajuda dos Djinn iria abdicar de sua luz para salvar a minha vida".

Xena a abraçou novamente e procurando o corpo de Najara e não o encontrando, agradeceu-a mentalmente, aliviada. "Eu não poderia perder você Gabrielle. Eu preciso que você saiba que eu... Te amo!" — confessou Xena com a voz mais vulnerável que Gaby já escutara dela.

"Oh Xena, você não sabe o quanto desejei ouvir essas doces palavras pronunciadas por sua voz" — revelou Gabrielle, passando os dedos nos lábios de Xena, que segurou a mão da barda e os cobriu com beijos ternos.

"Então deixa eu te dizer de novo, bem pertinho, para você ouvir direito e não ter nenhuma dúvida" — Xena então a puxa de supetão e, sussurrando, repete sensualmente: "EU... TE.... AMO." — lambendo sua orelha no intervalo de cada sílaba dita.

Gabrielle sente as pernas amolecerem, enquanto o resto do seu corpo enrijece com a corrente elétrica que percorre do interior de sua alma, passando por seu caloroso coração, até chegar à sua vulvo que instantaneamente se encharcara ao ouvir a rouquidão na voz de Xena revelar seu desejo tão explicitamente.

Vendo a barda reagir daquela maneira, Xena não pensou duas vezes e a suspendeu no ar, agarrando-a pelas coxas. Levando-a em direção as suas mantas de pele, ajeitadas anteriormente pela própria Gabrielle e a deitou debaixo de si.

Gabrielle, totalmente inebriada pelo perfume de Xena impregnado nas mantas de pele ao seu redor e do próprio corpo da guerreira, fechou os olhos inspirando fundo para inalar tudo o que podia dela.

Ela abre os olhos, sentido que estava sob o olhar hipnótico de Xena e, sabendo que no instante em que visualizasse aquele azul oceânico, estaria à mercê de todos os desejos de quem os possuia.

Assim foi, assim é e será sempre.

Xena a encara mordendo os próprios lábios, ardendo de tesão. E não mais podendo se conter, invade a boca de Gabrielle em um beijo apaixonado. Totalmente entregues à seus sentimentos, as duas precisam buscar ar entre um gemido e outro, enquanto suas mãos exploram seus corpos, ainda vestidos.

"Como eu te desejei Xena, infinitas vezes, em inúmeras ocasiões"- revela Gaby ofegante.

Xena, sem tirar sua boca da boca de Gabrielle, a provoca ainda mais: "E eu te tive, por diversas vezes, em diferentes lugares".

Gabrielle sente o rosto queimar, corada por relembrar todas as vezes que também "possuiu" Xena enquanto se tocava, por mais que evitasse pensar sobre isso depois.

Ela então desliza para o lado e, vendo Xena abrir espaço, gira o corpo posicionando-se sentada em cima da pélvis da guerreira, mirando-a com um olhar surpreendentemente selvagem e arrancando da guerreira um gemido gutural.

Aquela versão dominadora de Gabrielle era desconhecida por Xena e ela se deliciava ao vê-la tão feroz e sedenta por mais. Queria proporcionar mais. Passando a mão sobre os ombros da barda, Xena desliza primeiro a alça direita do seu top, expondo ainda mais o colo que pulsava ofegante. Depois, ao deslizar a segunda alça, parou para admirar a plenitude do colo de Gaby, com os seios totalmente expostos. Ergueu as costas para sentar-se de modo a ficar numa altura que melhor provia acesso e acariciou os mamilos, agora rijos em sua boca quente, levando Gabrielle a loucura que jogava a cabeça para trás, pressionando a mãos contra as costas da guerreira para não cair totalmente de costas.

Ainda sem desistir daquela área, atraída pelo pescoço da barda, Xena, hora beijando e hora mordiscando-o, foi subindo até chegar ao queixo de Gabrielle que inspirou e suspirou por entre os dentes com aquele contato.

Ela então olha provocante para Xena e diz: "Agora é minha vez" — soltando as fivelas que prendiam a armadura de Xena e, em seguida, as amarras de couro que faltavam para descobrir a região superior de sua amada.

Poder admirar livremente o corpo de Xena era uma realização há muito esperada por Gabrielle, que milimetricamente o explorava com os olhos e com as extremidades dos dedos. A cada toque, sentia Xena tremer e sua respiração se desenvolver a um ritmo progressivo. Entendia que o corpo da guerreira ansiava por mais e ela, generosa, não lhe negaria nada. Apaixonadamente foi beijando o pescoço, colo e entre os seios de Xena. Notando que esta estava prestes a sair da transe em que se encontrava para abrir a boca suplicante, tratou de agarrar os seios da guerreira e, ao juntá-los, podia engoli-los ávida e revezadamente.

O movimento voraz da língua de Gabrielle surpreendeu Xena, que não mais aguentando aquela doce tortura, agarrou a barda pela cintura com as pernas, entrelaçando-a em um movimento giratório que a levava novamente à posição inicial, deitada de costas sobre as peles e de frente para ela, de modo que detinha maior controle e pôde, sob nenhum protesto, arrancar a saia e roupas de baixo de Gabrielle com um único, rápido e vigoroso movimento.

Xena sabia que Gabrielle nunca tivera nenhuma experiência com uma mulher e, embora era notória sua destreza natural para tal assunto, sentia que precisava refrear seus instintos de possuí-la rapidamente.

Voltou a se recompor e começou a passar a língua e os lábios sobre a barriga de Gabrielle, que a cada toque se contraía após cada espasmo de tesão.

Gabrielle se contorcia e levava às mãos à cabeça, boca e por vezes aos seios, acariciando-os involuntariamente em resposta às sensações que os beijos incessantes de Xena lhes causavam, já próximos a região pélvica e virilha.

Por fim, sem mais podendo segurar o desejo em sua garganta, proferiu um gemido tão alto que fez um lobo ou mais da matilha uivar em uníssimo. "Pelos Deuses, Xena, eu quero ser sua"- suplicou ela.

Xena então, lentamente, manejou as pernas de Gabrielle para posicioná-la conforme seu gosto e bel-prazer. Rodeando, primeiro, com a língua tensionada as laterais da cavidade da Rainha Amazona e depois, com a língua amplamente aberta e molhada, lambendo seu clitóris, já enrijecido.

Xena, incentivada pelos movimentos dos quadris da poetisa, decide aproveitar a humidade de Gabrielle que escorria pelo seu sexo até suas coxas, para deslizar dois de seus dedos para dentro de sua amada e amante, fazendo Gabrielle apertar as coxas trêmulas contra à cabeça de Xena, enquanto respirava descompassadamente.

Finalmente aquela urgência que Gabrielle sentia em pertencer à Xena por completo, era saciada pelos movimentos no mesmo sentido de vai-e-vem e velocidade sugeridos por ela.

Quando Xena sentiu que Gabrielle estava prestes à atingir o clímax, intensificou a velocidade e a força empregada enquanto friccionava seu sexo, além de introduzir um dedo a mais. Sabia que este ato era quase uma injustiça contra o autocontrole da barda, mas demandava ouvir de Gaby como a fazia sentir-se enquanto era amada por ela.

Por fim, Gabrielle rendeu-se à seu amor e liberou um abafado gemido enquanto proferia demoradamente "Xenaaaaaaa" por entre um sorriso satisfeito. "Eu te amo" — completou ela, totalmente esgotada.

Somente após certificar-se de que Gabrielle estava inteiramente satisfeita, repousou sua cabeça no colo dela para ouvir os batimentos da barda recobrarem a normalidade. Mas antes que isso pudesse acontecer, Gabrielle segurou seu queixo e o levou em direção à sua boca, beijando-a e fitando-a com um olhar que mostrava que ainda não tinha exaurido todo seu desejo.

"Você é insaciável?"- divertiu-se Xena. Arrancando um sorriso sapeca e ao mesmo tempo sexy de uma Gabrielle enrubecida.

A Rainha Amazona então começou a passar suas mãos em direção a única peça de vestimenta que cobria o corpo de Xena, subindo-o sobre seu corpo e, guiando-o aos braços agora arqueados da guerreira. Ao tempo do tecido tocar o chão, Gaby estava sobre a morena, examinando-a nos olhos, enquanto tateava seu corpo com as mãos famintas pelo contato das peles delas.

O jeito sensual que Xena gemia fazia tanto o coração de Gaby quanto sua intimidade derreterem e ela sentiu a necessidade de explorar o corpo da mulher que contemplava, totalmente entregue e seduzida por ela, com a boca.

Sentia o calor de Xena emanar em sua língua, que resfriava a pele em que tocava, enquanto sussurava palavras cheias de sentimento e desejo, a fim de excitá-la ainda mais.

Já não aguentando mais aquele martírio erótico, Xena agarra a mão de Gaby e leva-a até seus seios. A barda entende o pedido e inicia uma massagem nos montes volupiosos e firmes, circulando a aréola do seu mamilo mas sem tocar o centro, sentindo Xena esmorecer com o toque. Finalmente, quando julgou tê-la feito padecer tempo suficiente, envolveu os mamilos por completo com sua boca, engolindo-os lentamente mas com vigor o bastante para causar um sentimento de poder, tanto nela quanto em Xena. Primeiro focou o seio esquerdo, enquanto acariciava o bico direito, pressionando-o entre todos seus dedos, par em par. Depois, inverteu o exercício.

Xena rangiu os dentes enquanto pronunciava o nome de Gabrielle, que, sedenta por mais, sem retirar a boca de seus seios, deslizou as mãos pelas coxas de Xena. O calor que emanava do meio das pernas da guerreira deixava Gabrielle orgulhosa. Ela então foi abrindo caminho até o sexo da guerreira que começou a mexer o quadril, pressionando contra a mão da loira, querendo mais.

Todo este tempo ela manteve os olhos fechados, mas agora os abria e os mantinha fixos nos olhos de sua amante, invadindo-os com um azul cheio de luxúria. Recebeu de volta o olhar esmeralda repleto de desejo de Gaby.

Permaneceram assim por alguns minutos, embaladas nos movimentos de seus corpos que seguiam o som cardíaco de seus corações. E, conforme a frequência aumentou, assim sucedeu-se também com os movimentos de seus corpos molhados, esfregando-se um no outro, quase fundindo-se.

Por fim, Gaby mergulhou em direção as pernas de Xena e, usando as mãos ainda molhadas pelo desejo da morena, as abriu e encaixou sua língua nos lábios vaginais. Xena fechou os olhos novamente, agarrando a terra remexida por entre as peles em que estava deitada.

Delirando com a delicadeza da língua da barda em seu sexo, pronunciava todos os nomes de Deusas que pudesse lembrar, suplicante. Sentiu quando Gabrielle, massageando seu clitóris com a língua macia, usou os dedos rígidos para penetrar seu centro de prazer, fazendo-a ganir rouca e estrondosamente em uma absoluta entrega.

Se abraçaram, ofegantes e terminantemente esgotadas, extasiadas de felicidade.

Os tremores de ambos os corpos demoraram à cessar, e quando finalmente a respiração normalizou, entregaram-se à Morfeu.

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Pela manhã, Xena não encontrou a barda com um rabugento mal humor matinal, como de costume. De fato, estava surpresa por sua amada já estar acordada antes dela, fitando-a enquanto permanecia nua e absoluta no pé da cama delas, feita de peles que forrava o chão e as protegiam da terra fria da gruta.

Olhou curiosa a loira levantar-se e ir em direção aos suprimentos de Argo. Ela amava aquela nova intimidade entre elas e sabia que um novo tipo de aventura esperava por elas. Ansiava por isso mais que tudo.

E, pegando um novo pergaminho, Gabrielle, que sabia do poder das palavras, olhou para Xena e pensou "Bom, agora terei muitas novas histórias para contar. Sob uma renovada perspectiva"- e molhando o papel com um rabisco de tinta, começou: "Às vezes, um único acontecimento pode mudar completamente nossas vidas. E este acontecimento pode ser uma pessoa."- e seguiu escrevendo.

FIM

Notas finais
Espero que tenham gostado! Meu email: flavitta@gmail.com
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!