O poder das palavras
1 Palavras
Notas iniciais
BOA LEITURA
Pov's Scorpius
- Isso é tudo culpa sua _ disse irritado.
- Como isso pode ser minha culpa? _ ela perguntou irritada também.
- Antes de ficar com você minha vida era perfeita _ respondi.
- Então está dizendo que nosso relacionamento não vale nada para você _ ela disse com os olhos marejados.
- Estou dizendo que esse esforço não vale a pena _ disse. Aquilo foi um tapa na cara dela. Rose abriu a boca chocada. E eu me arrependi, mas meu orgulho era maior. Depois que eu comecei a namorar a Weasley, todos os meus amigos sonserinos pararam de falar comigo. Eu passei de rei para um simples plebeu. Tudo por causa dela.
- Nosso relacionamento é um erro para você? _ ela perguntou.
- Às vezes penso que não gostaria de tê-la conhecido _ respondi. Pronto foi aí que às lágrimas dela caíram.
- Ótimo, então durma sozinho essa noite talvez assim você comece a dar valor para às coisas que conseguiu e não se esqueça Malfoy às palavras tem poder _ ela disse batendo a porta do seu quarto de monitora. Joguei-me na minha cama. Se eu a amava? Pode ter certeza que sim, mas não era nada fácil namora lá. Depois que assumimos o relacionamento, minha vida virou de cabeça para baixo, meu único amigo era o Alvo, na minha própria casa. Antes era o capitão dá Sonserina, hoje apenas um telespectador nas arquibancadas. Antes eu era um tudo e atualmente não passo de nada. Escutei um choro e suspirei. Não era apenas eu que sofria com aquilo, ela também, mas diferente de Rose eu estava cansado.
- Nossa vida seria tão mais fácil se nunca tivéssemos namorado _ disse baixinho. E com uma última olhada no teto acabei dormindo.
Acordei quando os raios de sol entraram pela janela. Havia um corpo junto ao meu. Acho que Rose havia me perdoado. O corpo se mexeu.
- Bom dia _ disse com os olhos fechados.
- Ótimo dia _ ela disse. Mas definitivamente aquela não era a voz de Rose. Abri meus olhos e em vez dá cabeleira ruiva encontrei um loiro. Sai o mais rápido possível de perto dela. O que tinha acontecido?
- Sophia o que está fazendo aqui? _ perguntei nervoso. Olhando para a porta esperando o momento que Rose entraria.
- Scorpius está bem? _ ela perguntou se aproximando de mim, mas me afastei. Freya era a minha namorada antiga.
- Quero saber o que faz aqui _ disse nervoso.
- Scorpius eu durmo sempre aqui _ ela respondeu cautelosa. Ela não dormia sempre aqui, era a Rose.
- Você pirou de vez eu tenho namorada _ disse.
- Sei e ela é eu _ ela disse. Nesse momento a porta foi aberta e meus olhos se arregalaram.
- Anda logo Malfoy não temos o tempo todo _ Rose disse. Seus olhos foram para mim e para Sophia.
- Olha Rose eu po... _ comecei a dizer, mas ela me cortou.
- Primeiro não me chame de Rose não somos íntimos, segundo se vista logo e terceiro pela milésima vez Sophia não pode vir aqui se isso continuar irei falar com a diretora _ ela disse e fechou a porta.
- Detesto essa garota _ Sophia disse.
- Preciso ir ao banheiro _ disse me trancando lá. Tinha que colocar minhas ideias no lugar. Primeiro, que lugar eras esse? Olhei atentamente a minha volta. Ok era o meu banheiro de monitor. Segundo, o que Sophia fazia na minha cama? Terceiro, por que Rose havia me tratado daquela maneira? Quarto o que estava acontecendo? Assustei-me assim que escutei uma batida na porta.
- Amor, estou indo e ande logo a Weasley está gritando que nem uma louca _ Sophia disse. Não a respondi. Escutei a porta do meu quarto ser fechada. Vamos lá pense o que aconteceu ontem. Briguei com Rose, ela chorou. Então como um baque uma frase de Rose veio nos meus pensamentos.
- ''não se esqueça Malfoy às palavras tem poder.''Eu havia desejado nunca ter começado um relacionamento com ela. Era uma segunda chance, que eu não iria jogar fora. Se dependesse de mim nunca iria fazer parte dá vida dela. Era estranho andar por esses corredores sem que às pessoas dá minha casa me olhassem com ódios. Mas era legal. Todos que passavam por mim falavam comigo. Era como antigamente. Sophia me esperava junto com o seu primo Luke.
- Amor já está melhor? _ ela perguntou. Assenti e ela sorriu me dando um selinho.
- Sem demonstração pública de afeto é nojento _ Luke disse rindo.
- Não fique assim invejoso _ ela disse. Luke se virou para mim.
- Scorpius como consegue namorar essa coisa estranha _ ele disse. Fiquei nervoso.Depois do meu relacionamento com Rose, Luke nunca mais me dirigiu uma palavra.
- Não é esforço nenhum _ disse quando encontrei a minha voz.
- Viu idiota _ ela disse dando língua.
- Mas falando de assuntos importantes, hoje teremos treino, conseguiu o campo? _ ele perguntou. Minha respiração falhou. Aqui eu ainda era o capitão.
- Claro _ respondi. Fomos andando e entramos no salão Principal. Foi impossível não olhar para a mesa dá Grifinória. Estavam eles todos lá. Riam e se divertiam. Eu já havia participado disso tudo.
- Scorpius eu ou você iremos avisar ao Potter? _ Luke perguntou.
- Não sei o motivo de manter esse idiota no time _ Sophia disse.
- Ele é um excelente apanhador _ Luke disse a contra gosto. — Então quem vai?
-Você _ respondi. Luke assentiu e foi. Não iria me aproximar deles e colocar tudo a perder.
Era muito bom ser novamente eu. O café dá manhã foi ótimo. Conversar novamente com os meus amigos. Primeira aula junto com a Grifinória. Ela estaria lá. Assim que entramos já logo a percebi. Rose estava abaixada lendo o que parecia ser uma carta. Com uma das mãos ela passou a mão no rosto. Rose estava chorando. Aquilo apertou o meu coração, mas não iria colocar tudo a perder. Quando o professor chegou ela guardou o papel. Uma coisa não tinha mudado, ela continuava a mesma nerd. O professor fazia uma pergunta e ela logo respondia.
- Sabe-tudo irritante _ Sophia disse. Luke sorriu e mesmo forçado eu também. Minha próxima aula foi com a Corvinal. Quando percebi às primeiras aulas dá manhã haviam acabado o que significava almoço. Foi mais divertido que o café. Era tão bom ser aceito. A próxima aula era de História dá Magia e como aquele professor é um demônio, nos passou um trabalho o que me fez ir à biblioteca antes do treino pegar um livro. Um grande erro, porque assim que cheguei ela estava lá. Como eu tinha me esquecido que ela praticamente vivia lá. Rapidamente peguei o livro que precisava para não ficar nem um segundo lá, mas foi impossível não olhá-la. Rose estava na ponta do pé, puxando um livro bem grosso. Ela não precisava dá minha ajuda. Até eu perceber a pequena pilha de livros grossos que iriam cair nela. Apenas corri e senti o peso dá sabedoria. Rose estava embaixo de mim assustada enquanto eu a encarava. Malditos olhos azuis que desviavam a minha atenção.
- Você está bem? _ perguntei assim que encontrei a minha voz.
- Sim _ ela respondeu. Aquilo atraiu meus olhos para a sua boca e antes de eu fazer uma burrice enorme saí o mais rápido possível.
Voar era bem libertador. Quadribol era a melhor coisa que aquela escola podia oferecer. Comandar o treino novamente era muito bom. Todos riam, exceto um em particular. Alvo não sorria, pouco conversava e comigo só se dirigia quando era extremamente necessário. Quando fizemos o aquecimento o treino começou.
- Al.. _ comecei a dizer, mas parei pelos os olhares. — Quer dizer, Potter iremos cronometrar o tempo que você leva para achar o pomo de ouro e pegá-lo. Ele sorriu sarcástico.
- Pensei que faria algo mais difícil Malfoy _ ele disse. — Anda soltem essa bolinha. Luke fez e numa velocidade o pomo sumiu. Isto para gente, porque Alvo não se intimidou. Subiu com a sua vassoura e Luke começou a contar. Levou um minuto para achar e apenas quatro para apanhá-lo.
- Ele é muito bom _ Luke disse atraindo olhares para si. — Digam isso para ele que eu os mato. Tive que sorrir. Alvo desceu e me entregou o pomo.
- Acho que agora podemos treinar de verdade _ ele disse. Todos nós subimos com as vassouras, então finalmente treinamos e eu pude me sentir parte dá equipe de novo.
Rose tinha sido praticamente esquecida por mim, mas o destino não. O treino havia acabado. Todos já tinham saído do vestiário e quem ficou? Eu. Saí atrás do meu pessoal. Iríamos tomar um chocolate quente. Havia ficado uma tarde fria. Eu já tinha virado o primeiro corredor.
- Malfoy _ ela me chamou. Parei e a encarei. Ela usava um cachecol branco e havia uma carta em suas mãos.
- O que quer Ro... Quer dizer o que quer Weasley? _ perguntei nervoso.
- Queria agradecer por ter me ajudado na biblioteca _ ela respondeu.
- Não precisa não fiz por você, foi um reflexo infelizmente ser jogador de quadribol dá nisso _ disse. Era a maior mentira, mas ela não precisava saber.
- Não importa apenas obrigada _ disse. Percebi que seus olhos estavam tristes. Minha língua coçou, mas não perguntei. Deixei simplesmente ela passar por mim.
Era hora do jantar. Luke, Sophia e eu saímos do salão Comunal dando de cara com a prima de Rose.
- Alvo está aí? _ ela perguntou nervosamente.
- O que foi Lily? _ Alvo perguntou. Nem havia visto ele atrás dá gente.
- Pensei que a Rose estava com você _ ela respondeu. Alvo ia responder, mas percebeu meu olhar nada imparcial para a conversa.
- Vamos conversar em outro lugar aqui tem muita gente _ ele disse saindo com a irmã.
- Até parece que a conversa deles era interessante _ Luke disse andando e juntos fomos jantar. Eu poderia dizer que a havia visto com uma carta e que provavelmente ela iria para o corujal, mas isso iria significar que eu me importava. Não iria perder essa segunda chance mesmo.
O jantar tinha sido servido. Na minha mesa rostos felizes, mas na mesa de Rose seus primos e irmão tinham um olhar apreensivo. De repente Filch apareceu, correndo daquela maneira maravilhosa que só ele sabia. Aquilo atraiu a atenção de algumas pessoas. Ele foi falar ao ouvido dá diretora que assim que ouviu simplesmente levantou dá cadeira a derrubando no chão. Aquilo atraiu a atenção geral. Com o Filch e alguns professores no encalço ela saiu correndo. Era sério. Vinte minutos depois ela retornou. Seus olhos vermelhos de tanto chorar. Sentou-se ao lado dos Potter e Weasley. Sua boca se mexia.
-NÃO! _ Lily gritou. James a abraçou, enquanto chorava também. Todos faziam isso. Era uma sensação muito ruim. Ninguém soltava um pio, parecia que nem respirávamos nossos olhos estavam voltados para aquela mesa. Alguns professores os retiraram dali. A diretora então suspirou e com uma voz vazia disse:
- Rose Weasley foi encontrada morta no corujal.
Assim que a frase foi dita eu me levantei e corri. Nesse momento nada mais importava. Tinha que ser mentira, minha Rose não podia estar morta. Era um erro. Um terrível erro. Assim que cheguei lá não havia nada. Estava frio. No chão apenas um cachecol vermelho. Não era dessa cor o dela. O peguei e o sentir molhado de sangue. Minhas mãos ficaram rubras. Assim que olhei para frente percebi algo transparente na minha frente.
- Isso é meu _ ela disse. Meus olhos vermelhos pelo choro fitaram a sua forma transparente.
- Rose _ disse. Ela nem pareceu se importar.
Nem ligo que me chame assim já estou morta mesmo _ ela disse. Tentei tocar seu rosto, mas minha mão passou direto. — Sabe é tão rápido num segundo você está se esticando tentando pegar o cachecol e no outro você acorda como um fantasma. — Mas o destino tem suas razões, quem manda esquecer a varinha no quarto.
- Rose _ disse chorando. Todos aqueles pensamentos, nossas brigas, tudo voltou. Eu a queria de volta. Acordar com a desordem dá sua cabeleira ruiva. Seus olhos azuis. Sua risada. Não queria viver onde não houvesse ela. Chorei como uma criança.
- Malfoy você está bem? _ ela perguntou.
- Não me chame assim _ disse irritado. — Meu nome é Scorpius. Rose sorriu.
- Sabe pensei que nunca iria acontecer isso entre a gente você me chamando de Rose e eu o chamando de Scorpius _ ela disse. Eu queria abraçá-la, mas agora isso era impossível. Novamente o choro.
- Mal... Desculpe, Scorpius você está me assustando o que houve? _ ela perguntou.
- Tudo culpa minha _ disse nervosamente.
- Nada disso é culpa sua coisas assim acontecem _ela disse tentando me acalmar.
- Tudo minha _ disse. — Mas logo irá acabar. Comecei a subir às escadas que davam para o ponto mais alto do corujal. Não podia existir num mundo onde Rose Wesley não vivia. Assim que cheguei seu fantasma já estava lá.
- O que pensa que está fazendo? _ ela perguntou.
- Eu te amo _ disse me jogando.
- SCORPIUS!_ ela gritou isso antes de eu fechar os olhos.
Abri meus olhos enquanto meu corpo era sacudido. Eu suava.
-Scorpius, acorda _ Rose pediu. Assim que encontrei aqueles olhos que me faziam perder o juízo, senti uma completa paz. Mesmo eles estando completamente assustados. Minha respiração ofegante. — Graças a Deus. Simplesmente naquela hora não queria nada mais que não fossem os lábios delas nós meus. A puxei pelo pescoço. O beijo foi desesperado, quase não respirávamos. Quando fomos obrigados a nós separar pela maldita falta de ar, não a deixei nem se afastar.
- Nunca mais me deixe _ disse. Rose abriu os olhos meio desnorteada. — Eu te amo demais para pensar em te perder.
- Mas o que houve? _ ela perguntou.
- Agora não, não quero me lembrar daquele pesadelo horrível _ respondi. — Apenas fique comigo até eu me acalmar. Rose assentiu e se deitou ao meu lado. Nada foi mais dito. Só ouvíamos a nossa respiração. Um tempo depois quando percebi que havia me acalmado comecei.
- Me desculpe não queria ter brigado com você _ disse sentindo o cheiro do seu cabelo.
- Scorpius eu o desculpei no momento em que você começou a gritar meu nome desesperado, nunca o vi assim _ ela disse nervosa. — Me conte o que houve.Comecei a contar não escondendo nada.
- Então você morreu e eu percebi que não podia viver sem você _ disse terminando meu relato. Só de pensar a apertei mais comigo.
- Também não sei o que faria num mundo onde você não existisse _ ela disse pensativa.
- Eu te amo _ disse.
- Também te amo _ ela disse selando nossos lábios.
- Nunca mais direi coisas que não quero dizer, aprendi a minha lição _ disse assim que paramos de nos beijar. – Rose namorar com você foi a melhor coisa que me aconteceu. Ela sorriu. A conversa se estendeu pela noite e só fui dormir quando tive certeza que Rose Weasley não sairia dos meus braços nunca mais.
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