O poder da saudade
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Olá! Feliz Páscoa! Como prometido, aqui está o quarto capítulo. Boa leitua!
Depois que saiu da casa de mestre Fu, Marinette andou lentamente até a escola em que estudava, o Colégio Françoise Dupont. Para ela, que sempre chegava correndo ao local, foi meio estranho andar pelas ruas sem se preocupar com mais uma bronca que levaria da professora por chegar atrasada. A menina reparou em muitos detalhes que, com a pressa, não conseguia prestar atenção. As cafeterias já começavam a abrir, fazendo com que o aroma das flores daquele início de primavera se misturassem com o cheiro de café e croissants. O vento balançava levemente as folhas das árvores, deixando o dia ainda mais agradável. A azulada chegou ao colégio e Alya já estava no local.
— Marinette chegando cedo? O que está acontecendo com o mundo? — a morena surpreendeu-se quando viu a amiga andando calmamente até ela.— Ah, para com isso, Alya! — as duas riram e entraram na sala de aula.Tudo estava como sempre, ou melhor, quase tudo. Adrien não estava lá. Era muito estranho, não só para a azulada, mas para o resto da turma, ver o lugar ao lado de Nino vazio. A conversa de Alya e Marinette sobre a ausência do loiro parou imediatamente quando a morena viu Chloé Bourgeois entrar na sala de aula e sentar-se em seu lugar. A loira, que sempre chegava acompanhada de sua amiga, Sabrina, entrou no local sozinha e cabisbaixa. Antes que Alya dissesse algo para Marinette, Sabrina e Lila entraram na sala conversando animadamente. As duas meninas olharam para Chloé com um certo desdém e foram sentar em seus lugares. — Caramba! O que aconteceu aqui? — perguntou a azulada.— Acho que a Sabrina trocou senhorita Bourgeois pela Lila. — respondeu Alya.Antes que mais alguma coisa fosse dita, a professora Bustier entrou no local, desejou um "bom dia" aos alunos e começou a explicar a matéria nova.Assim que o sinal do intervalo tocou, Chloé saiu da sala e sentou-se em um dos bancos do pátio, sozinha.— Alya. — chamou Marinette.— Sim?— Você não acha que nós deveríamos falar com ela? — a azulada apontou para a loira com a cabeça.— Nós? Falarmos com a Chloé? Ficou louca? — Qual é o problema? Ela parece tão triste.— Tá, vamos falar com ela. Se ganharmos um fora, não diz que eu não avisei. — dito isso, as amigas se aproximaram da loira.— Oi, Chloé. — falou a azulada.— Oi, Marinette! Oi, Alya. — a menina forçou um sorriso.— Oi. — respondeu a morena.— É… você… está bem? — perguntou Marinette.— Estou. — novamente a loira deu um sorriso forçado.— Não parece. — disse Alya.Chloé olhou para Sabrina e Lila, que estavam conversando com o grupo dos populares da escola.— O que houve entre vocês? Brigaram? — perguntou a azulada. — Foi muito mais que isso. Lembram que o Gabriel me chamou para substituir o Adrien como modelo? — as amigas assentiram — Bem, ontem à noite seria minha primeira sessão de fotos, mas a Sabrina e a Lila armaram para que eu não pudesse ir. Fiz de tudo para chegar lá, mas era tarde demais, o fotógrafo, assim como o resto do universo, gostou muito da Lila e fez a sessão de fotos com ela. A Sabrina virou a "assistente" dela. Sabe, desde que essa garota chegou na escola, eu não fui muito com a cara dela. A Sabrina vivia dizendo que todos gostavam da Lila e que, se não falasse com ela, era bem provável que eu fosse esquecida.— Nossa! — exclamou Alya — Pensei que a Sabrina fosse sua amiga.— Eu também pensei… — falou a loira, triste.— Ah, não fique assim, Chloé. — disse Marinette, sentando-se ao lado da menina — Sinceramente, eu também não fui com a cara da Lila. — as três riram e a azulada ofereceu alguns macarons que seu pai tinha preparado. Em pouco tempo, as três conversavam como se fossem melhores amigas. Quando o sinal tocou para anunciar o retorno das aulas, Chloé, Marinette e Alya foram para a sala juntas, para o espanto de todos, inclusive Nino:— Eu estou enxergando direito? Vocês três estão conversando amigavelmente? O que está acontecendo com o mundo? Primeiro a Marinette chega cedo e depois isso? — as três riram.As aulas passaram normalmente, sem nenhuma interrupção de akumas, para a felicidade de Marinette, que estava torcendo para que Hawk Moth não mandasse nenhum vilão até que tudo voltasse ao normal.A azulada se despediu de seus amigos e andou até sua casa. No caminho, percebeu que o clima agradável daquela manhã se transformava em um céu nublado e um fim de tarde um pouco sombrio. Assim que chegou em casa, a menina cumprimentou os pais, ajudou a atender alguns clientes na padaria e foi para seu quarto. Quando chegou ao local, viu a parede que estava com as fotos de Adrien. Sem que percebesse, as lágrimas rolaram pelo seu rosto e ela se jogou na cama, abafando o choro no travesseiro. O loiro acordou um pouco confuso, por conta da mudança de horário. — São que horas? — perguntou para a tia, que assistia televisão. Margot riu com a confusão do sobrinho.— É meio estranho no começo, mas depois você acostuma com o horário. — Os dois escutaram a campainha tocar. Era Nathalie, ela daria aulas particulares para Adrien, já que, com a viagem repentina, Gabriel não teve tempo de encontrar uma boa escola para o filho, e, por mais que o loiro falasse chinês, aprender tudo em outra língua era muito mais complicado.
Após a aula, Margot levou o sobrinho para conhecer a cidade.— Então? O que achou? — perguntou a mulher.— É incrível. — disse o loiro, sem um pingo de empolgação.— Adrien, eu queria tanto que você ficasse feliz aqui.— Impossível, tia. Como eu vou ser feliz longe de todas as pessoas que eu conheço?— Eu sinto muito, mas o Gabriel…— Acha que Paris é muito perigosa, já sei. — completou a frase da tia.— Ele quer te proteger.— Ele quer que eu fique longe.— Claro que não, Adrien, o meu irmão…— Quer saber? Esquece. Meu pai não vai mudar de opinião mesmo.O silêncio permaneceu até chegarem em casa. O loiro foi para o quarto e se jogou na cama.Tikki a observava de longe, pensou em dizer algo para acalmar a menina e, quando iria se aproximar, a azulada levantou. — Marinette, está tudo bem?— O que você acha, Tikki? — disse a menina, um pouco alterada — Ai, desculpa. Eu… estou muito nervosa e confusa.— Acho melhor você tomar um banho e descansar.— Tem razão. Eu já vou.Depois que a azulada saiu do chuveiro, vestiu suas roupas e foi se deitar. Como não conseguia dormir, resolveu ligar a televisão que, para sua infelicidade, anunciava mais um ataque de akuma. — Tikki, transformar! — já trajada de Ladybug, saiu pela janela e suspirou, estava preocupada. Será que Chat falara a verdade? Ela teria que lutar contra o vilão sozinha? Com essas e muitas outras perguntas a atormentando, a azulada foi em direção ao mais novo akumatizado.O vilão era Jean, um mágico que teve seus shows cancelados, pois o circo em que trabalhava faliu, fazendo dele uma vítima fácil para os akumas de Hawk Moth. Jean poderia fazer os seus truques se tornarem reais.Ladybug viu o vilão, que se denominava O Ilusionista, surgir em uma nuvem de fumaça verde. Essa cor a fazia lembrar dos olhos de Adrien, aquelas esmeraldas que ela encarava todos os dias. Por um instante, não só a imagem de seu amor secreto lhe veio à cabeça, mas também de seu parceiro, Chat Noir, ele também tinha olhos verdes, que eram muito parecidos com os olhos de um verdadeiro gato. Ela lembrava-se muito bem do dia em que ela e Chat derrotaram Antibug e, após tudo ter voltado ao normal, seus olhos se encontraram com o do parceiro. Imersa em seus pensamentos, a azulada nem percebeu quando O Ilusionista atirou raios de sua "varinha mágica" na sua direção. A menina caiu, mas, imediatamente, se levantou e iniciou uma luta corporal com o vilão, mas este, como um bom ilusionista, havia preparado um truque para distrair a joaninha: mexeu em seu lenço, de onde saíram diversas pombas brancas. Pombos — pensou Marinette. Tanto Adrien como Chat eram alérgicos as penas desses animais. Lembrou de quando lutou contra o Sr. Pombo ao lado do parceiro e fez um chapéu de penas para Adrien. Os dois meninos espirraram e disseram que tinham alergia. Com a distração da menina, O Ilusionista conseguiu derrubá-la. — Agora não tem mais saída, Ladybug! Me dê o seu miraculous! — o vilão estava prestes a colocar as mãos nos brincos da joaninha, mas foi impedido por um pião em alta velocidade, que amarrou seus braços. Logo em seguida, duas garotas desceram de um prédio e iniciaram uma luta corporal contra o akumatizado, que acabou caindo com o golpe dado pela menina que usava um pião como arma. Rapidamente, as duas ajudaram Ladybug a se levantar.— Quem são vocês? — perguntou a azulada.
Notas finais
Nem vou falar nada. Apenas criem suas teorias. O próximo capítulo será postado terça-feira. Obrigada por ler!
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