O poder da saudade
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Antes que as meninas respondessem a pergunta feita por Ladybug, o akumatizado levantou-se e atirou mais raios de sua varinha. As três desviaram do ataque e iniciaram uma luta corporal com o vilão, mas este usou seu poder de ilusionista mais uma vez: tirou um saquinho que ficava em seu bolso e o jogou no chão, fazendo surgir uma fumaça que confundiu as meninas, mas Ladybug, sabendo que era um truque, sacudiu se ioiô de forma que a nuvem de fumaça desaparecesse. A joaninha viu o vilão a alguns metros dali e correu para alcançá-lo, mas era apenas um truque. Quando olhou para trás, viu que O Ilusionista tinha amarrado as duas meninas que a salvaram e, imediatamente, invocou seu amuleto da sorte:
— Talismã! — um saquinho vermelho com bolinhas pretas caiu na sua mão e, logo, ela soube o que fazer. Correu até o akumatizado e jogou o saquinho no chão perto dele, uma fumaça vermelha confundiu O Ilusionista.
— Acho que o feitiço virou contra o feiticeiro! — disse Ladybug, que aproveitou a distração do vilão para destruir o objeto em que o inseto estava escondido: a varinha mágica. — Chega de maldade akuma! Hora de aniquilar a maldade! — disse, girando o ioiô e aprisionando a borboleta negra — Te peguei! Tchau, tchau borboletinha! — libertou o inseto purificado! — Miraculous Ladybug! — tudo começou a voltar ao normal, a joaninha ajudou Jean a se levantar e foi falar com as meninas que a salvaram mais cedo.
— Então… vocês não responderam minha pergunta.
— Ah, é! Meu nome é Queen Bee. — disse a loira, trajada de abelha. — E eu sou uma grande fã sua, Ladybug! É uma grande honra estar trabalhando com você!
— É… obrigada! — disse a joaninha — Mas… trabalhando?
— Eu sou Volpina. E também sou uma grande fã sua, Ladybug eu até…
— Volpina? — a loira e a azulada falaram juntas.
— Não, eu não sou a Volpina akumatizada, não precisam se preocupar. — falou a morena, trajada de raposa.
— Como eu posso ter certeza? — Ladybug estava desconfiada, da última vez que surgiu uma super-heroína do nada era, na verdade, um akuma de Hawk Moth e a vilã tinha o mesmo nome de uma das meninas que a salvou? Isso era muito estranho.
— Bom… nós estávamos lutando contra um akuma agora e o Hawk Moth não consegue akumatizar duas pessoas juntas, não na mesma linha do tempo. — referiu-se a Temporizadora, quando Alix foi akumatizada duas vezes.
— É… você está certa. — disse Ladybug, logo ouvindo o apito de seu miraculous. — Bom, eu tenho que ir. Tchau!
— Tchau! — Queen Bee e Volpina falaram juntas.
Assim que Marinette colocou os pés em seu quarto, sua transformação se desfez.
— Ufa, ainda bem que deu tempo! — disse, dando alguns cookies para Tikki.
Novamente, a menina olhou para as fotos que tinha de Adrien, deixando uma lágrima cair.
Como ainda não estava acostumado com o horário, Adrien acordou de madrugada e surpreendeu-se quando viu Margot na cozinha, bebendo um copo de água.
— Tia, está acordada? Ainda são 02:00h! — a mulher riu.
— Estou sem sono. E você? Ainda não acostumou com o horário não é? — os dois riram. — Vamos ver um filme?
— Em chinês ou francês? — riram novamente.
— Chinês, para você praticar.
— Eu já falo chinês, meu pai cismou que eu tinha que ter aulas.
— Mas é sempre bom melhorar a pronúncia.
Em pouco tempo, eles estavam vendo um filme de ação. Mais tarde, Adrien ajudou a tia a preparar o café da manhã. Algumas horas depois, Nathalie chegou e deu aulas de história, geografia e química para o loiro.
Quando Adrien soube que Margot tinha um piano, perguntou se podia tocar e a tia disse que sim, o levando para um cômodo da casa que ele nunca tinha visto.
— Nossa, que lugar é esse? — perguntou o loiro.
— É o "quartinho da bagunça" — a mulher riu, enquanto passava um pano sobre o piano empoeirado.
— Não é tão bagunçado assim. Parece até uma sala de estar.
— Ah, não é para tanto.
Assim que terminaram de tirar a poeira do piano, o loiro começou a tocá-lo.
— Nossa! Você toca muito bem! — exclamou Margot.
— Obrigado! — agradeceu o elogio — Meu pai também me colocou em aulas de piano, parece que quer me manter ocupado.
— Ah, não fale assim, Adrien
— Como não? Por que você acha que ele me mandou para outro país?
— Eu sei que você sente falta de lá, mas…
— Me desculpe, tia, mas não me peça para entendê-lo. Eu nunca vou conseguir. Só quero voltar para a minha casa e para os meus amigos.
— Sinto muito, Adrien, eu sei que você quer voltar, mas o seu pai…
— O meu pai não quer me ver por perto, já entendi. — disse o loiro, saindo do local.
— Não, espere! — a mulher pensou em ir atrás do sobrinho, mas entendeu que ele precisava de um tempo sozinho.
Assim que entrou no quarto, Adrien resolveu visitar o Ladyblog, mas não tinha nenhuma atualização, apenas uma postagem sobre o akuma que ele enfrentou com Ladybug pela última vez. "Ladybug" — o nome da menina lhe trouxe muitas lembranças: o dia em que se conheceram, quando a heroína se mostrou desastrada, caindo em cima dele como um anjo. Também lembrou de quando a joaninha prometeu aos cidadãos de Paris, no topo da torre Eiffel, que iria protegê-los, nesse dia, Adrien disse para si mesmo que, não importa quem Ladybug era por trás da máscara, ele a amava. Ainda visitando o Ladyblog, o loiro apertou, sem querer, no perfil da autora, Alya, sua colega de classe, e se deparou com uma foto da morena ao lado de Marinette. "Marinette" — o nome de sua amiga também lhe trouxeram algumas lembranças: o dia em que lhe emprestou seu guarda-chuva, o dia em que o loiro foi até a casa da menina para jogar, pois os dois participariam do campeonato de Ultimate Mecha Strike III e quando caiu em cima dela no parque, nesse mesmo dia. Assim que Adrien percebeu no que estava pensando, deu uma risada leve, afinal Marinette era apenas uma amiga. "Amiga" — a palavra se repetiu em sua mente.
Quando Tikki viu a azulada chorando enquanto observava as fotos de Adrien, voou até ela.
— Mari, eu estou preocupada com você, por favor não fique assim. — as duas ouviram passos e a kwami se escondeu, enquanto Marinette secava as lágrimas rapidamente.
— Filha, você não nos escutou chamar? O jantar está pronto. — falou Sabine, entrando no quarto.
— Eu já estou indo, mãe. — disse a menina, com a voz falhada.
— Marinette, está tudo bem? Você estava chorando? — a azulada abraçou a mãe, deixando mais lágrimas caírem.
— É o meu amigo, Adrien, ele foi embora. — disse, ainda abraçada com Sabine — Eu sinto falta dele.
— Filha, não fique assim. Eu sei como é difícil, mas você tem que ficar tranquila tá? Ele vai voltar.
— Esse é o problema, mãe. Eu não sei se ele vai voltar. — Marinette e Sabine ficaram mais alguns minutos abraçadas, deixando apenas o choro da azulada quebrar o silêncio do local. Quando a menina se acalmou, a mãe lhe ofereceu um copo de água.
— Mãe, e se ele não voltar mais?
— Ele vai voltar, filha, eu sinto isso, bem aqui. — disse Sabine, apontando para o coração — Vamos jantar? Seu pai preparou sua comida favorita. — a menina sorriu e desceu as escadas com a mãe.
*
Quando a morena chegou em casa, ficou parada em frente a parede com os pôsteres de Ladybug, sorrindo. Ainda não acreditava que, agora, era Volpina e lutara ao lado da super-heroína que tanto admirava.
Com a loira também não foi diferente: estava muito feliz por ter se tornado Queen Bee, ajudado Ladybug e, principalmente, por ter mudado tanto.
*
O homem estava parado em frente à caixa, que estava vazia.
— Tem certeza que fez a coisa certa, mestre? Ativando mais miraculous?
— Ainda não tenho certeza, Wayzz, mas foi necessário.
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