O pinheiro
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Pinheiro tinha um grande amigo, uma árvore de cerejeira no qual passaram todo o verão juntos, viviam as conversas, se divertiam observando os pássaros, os esquilos e gatos que subiam em si, assim como outros animais grandes e pequenos que viviam passando por elas.
Os dois eram realmente bem juntos, haviam replantado a cerejeira ao seu lado naquele ano, logo estavam próximas o que, para Pinheiro, era ótimo uma vez que não havia tantas outras árvores ao seu redor e a língua dele era diferente dos animais que por ali viviam. Com a chegada da cerejeira, era como se o mundo tivesse ficado mais alegre.
Foi então, quando tudo passou a desabar. O outono chegava e as folhas da cerejeira se tornaram amarelas. Pinheiro que nunca havia visto algo do tipo acontecendo antes estranhou, mas até que deixou passar.
O amarelo veio, as folhas se tornavam laranjas e então marrom e caíam, caíam a cada vento mais forte que passavam por eles, caíam e ia desfazendo o rosto de seu mais novo amigo. Naquela altura, o desespero era grande, Pinheiro simplesmente não sabia o que fazer! Estaria.... Estaria seu mais novo amigo morrendo? Havia adoecido? Era sua culpa??
Não pode saber, o rosto havia desfeito totalmente não havia frutas, não havia flores, se quer havia folhas apenas uma árvore nua de aparência morta, o vento quando passava faziam os galhos rangerem um no outro e era horrível demais para o pobre Pinheiro.
Nisso, o inverno estava ali, as primeiras nevascas vinham e Pinheiro se afundava em uma lenta depressão, pensava como poderia terem uma amizade tão profunda se acabar de maneira tão vã? Ele parecia tão saudável quando chegou!
Foram messes duros, a neve caía e Pinheiro mal conseguia olhar direito o amigo, não falava nada, o olhar cabisbaixo, em profunda tristeza, se pudesse chorar como os animais, o varia, mas não tinha tal habilidade, apenas podia observar o mundo, o tempo passar em silêncio mórbido.
Logo a neve havia coberto qualquer rastro de grama e todos seus galhos e folhas, o Pinheiro adormeceu profundamente coberto pela grossa e úmida camada de neve que parecia mais intensa naquele ano em especifico.
Mas, em um momento, a intensa neve se cessou e aos poucos passou a derreter mais e mais, o Pinheiro acordou novamente ainda sem a companhia do amigo. O tempo passou, havia apenas poucos requisitos de neve sobre a grama, os animais voltaram a rodear por ali, despertando de sua hibernação. Junto, algumas flores passaram a surgir dos galhos a tempos nus.
Pinheiro se surpreendeu a aquilo, estaria o amigo voltando? Talvez... Ele não tivesse morrido afinal! Mas ainda não podia ter tanta certeza assim, conhecia os fungos, mas nunca havia conseguido ver a reação deles em outras plantas. Poderia ser um efeito deles? Ou então.... Estaria Cerejeira mesmo voltando?!
Ficou atento, cuidadoso todo o tempo, o analisando, esperando para ver mais, foi então que a primavera se estabeleceu e nisso todas as flores desabrocharam trazendo com si o rosto de seu adorado amigo de volta para si, mais florido do que nunca!
Aah... Pinheiro não poderia ter ficado mais feliz com a volta do amigo! Havia ficado tão preocupado.... E tinha tantas perguntas!
Foi um longo e amável primavera para as duas árvores.
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