Notas iniciais
Desculpem a demora, eu ira postar ontem, mas ocorreu de não dar tempo. Mas aqui está mais um capítulo fresquinho. Espero que apreciem. Abraços e até a próxima.

Uma semana desde o incidente. Ehtan estava internado agora do hospital psiquiátrico e passava por tratamento e terapias. Os médicos diziam que ele estava realmente querendo ser ajudado. Ele falara para os médicos das vozes e das coisas que fez. Como sempre era surpreendente a sua mudança e procuravam ajuda-lo como podiam. Enquanto isso Elisa estava passando por uma nutricionista. Uma dieta bem rígida lhe foi receitada e alguns exercícios. Incluindo natação, entre eles. Exercício esse que a garota muito gostava de fazer. Sempre se sentia livre e a vontade. Sarah continuava com sua conduta, isso preocupava Carlos que sempre estava disposto a reconquistar a esposa. Mas ela sempre estava dispersa e sem interesse nas coisas que lhe eram proposta.

— Como está com o Lenny? — o homem dizia enquanto dirigia em direção ao hospital. A visita deles estava liberada para ser duas vezes por semana. E naqueles eles decidiram ir à sexta feira e no domingo.

— Não estamos namorando ainda pai. Eu quero melhorar muito. Ainda me sinto muito feia para ele. — ela dizia enquanto puxava uma barra de cereal do porta luva do carro.

— Mas sabem que tem a minha permissão para que namorem não é? — ele disse com um sorriso de orelha a orelha.

— Sim pai, eu sei. Mas não vamos comentar isso com ninguém. Ainda sou menor de idade e uma aluna. Ele por sua vez é meu professor. — ela disse olhado pro caminho que se seguia.

— Claro que não vamos comentar nada sobre ninguém. Quando você completar a maioridade podem se assumir.

— Eu não entendo aquele homem.

— Nem eu minha filha, nem eu.

O local onde ele estava internado era bem grande, havia um grandioso jardim na entrada e o terreno que o cercava era bem amplo. Eles chegaram bem na hora da visita. Estavam animados em poder ver o filho e se algo novo mudava em sua conduta.

Antes de visitarem os internos os parentes eram induzidos a conversar com o psicólogo responsável e ele iria dizer mais ou menos como estava à situação de cada um. Eles estavam apreensivos, já que tinham a necessidade de saber como ele estava.

— Que bom que vieram. — ele disse indicando duas cadeiras para que sentassem. Os dois se acomodaram. — As pessoas não se curam em pouco tempo. Isso é algo que eu tenho de dizer a vocês. Mas seu parente esta mesmo se esforçando e esta doente de verdade. Antes o estado não sabia ao certo se ele estava fingindo ou não. Porém após várias avaliações a verdade é que ele realmente tem motivos para estar aqui. — ele olhou para Elisa e procurou sorrir. Como quem deseja acalmar antes de extinga. — Ele tem um enorme complexo em relação a sua irmã e isso é um dos maiores obstáculos que o impede de sair. Admiro o seu empenho de conseguir vir aqui e visita-lo depois de tudo o que ele fez. Mas por outro lado suas vindas mostram que você não tem receio de aceitar que são irmão e apenas isso. Um rapaz doente que precisa de ajuda. Sem delongas, ele está progredindo já que quer ser ajudado. Os dois podem entrar para vê-lo. Ele está no seu quarto e caso queiram, podem ir para o jardim.

Assim sendo eles caminharam para onde o rapaz ficava e ficaria por mais um longo tempo. Quando chegaram à porta, ele estava sentado na cama, de frente para o lado que havia uma parede.

— Ehtan. — Elisa disse calmamente.

Ele a olhou e levantou-se indo a sua direção. Deu um casto abraço nela e apertou a mão de Carlos que surpreso quis chorar de alegria. Quanto tempo se fazia desde que o filho não lhe cumprimentava daquela maneira? Sentiu-se um pai de novo.

— Vamos pro jardim? — ele sugeriu piscando para espantar as lágrimas.

E assim ele foi acompanhado pelos filhos. Um de cada lado. Elisa estava com os pensamentos confusos. Se fosse antes o irmão estaria ao seu lado sem pestanejar e não a deixaria caminhar por um local estranho sozinha. Não que ela sentisse falta, mas tudo era novo e inusitado. Ela deixou escapar um sorriso enquanto estava de cabeça baixa. Ehtan percebeu, ele sempre notava tudo que se passava. Estava com os pensamentos em alta. Queria ver se consegui enganar a família.

— Aqui não é tão ruim assim, mas eu não minto que sinto saudades de casa. — ele disse enquanto caminhavam.

— Eu sei meu filho, mas pense que logo você estará melhor e poderá voltar para casa.

Logo estavam fora da local onde queriam. Havia bancos de baixo de arvores frondosas, sentaram-se em um.

— Acredite que logo você vai pra casa. — Carlos disse animado.

— Sim, está indo bem. — Elisa completou o olhando com um sorriso. Ele apenas olhava de volta com uma timidez aparente.

Conversaram sobre como era o tratamento dele, o que eles faziam e como faziam. Falou também sobre as enfermeiras que o achavam bonito. Isso arrancou uma risada deles. De longe quem via, acreditava fielmente que eles eram aquele tipo de família feliz. Ficaram juntos por pouco mais de uma horas.

Ehtan disse que estava sonolento por conta de um antidepressivo que ele tomava. Assim sendo se despediram e cada um foi para o seu lado.

Quando chegou ao seu quarto o rapaz bufou e se deitou pesadamente.

— Que ódio de ver ela e não poder beija-la e abraça-la. — ele estava sentindo muita raiva naquele momento, mas procurou respirar fundo e tentar se controlar. Começou a socar o travesseiro com toda força que podia. Tinha observado o horário em que estava sem vigia. Assim sendo descontou sua raiva que sentia sem que isso fosse notado. Refeito do seu surto ele vestiu outra roupa. Usava sempre as de mangas longas para esconder os seus pulsos. Logo iria para uma terapia em grupo e precisa passar a ideia de que era o mais normal dali.

Quando Elisa e Carlos chegaram em casa se surpreenderam com Sarah. Ela já estava lá apesar da hora. Estava mais calma do que o habitual.

— Nossa amor, o que faz aqui há essa hora? — Carlos quis saber colocando algumas compras que fizeram no caminho durante a mesa e consultando o relógio de pulso que usava.

Elisa notou as malas que estavam ao lado da cadeira em que ela estava sentada e não quis acreditar, preferiu ficar quieta e ouvir da mãe. Mas tinha um pressentimento ruim.

—Que malas são essas. — o homem observou os objetos ao pé da cadeira, mas mesmo assim continuou com um sorriso que pouco a pouco ia se esvaindo.

— Estou indo embora. – ela disse se levantando.