O perigo mora ao lado
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Dante decidiu nos levar para a Virginia, mas não me disse em qual lugar. Por cada rodovia e cidadezinha que passávamos minha curiosidade era aguçada, estava atenta a tudo.
–Já estamos chegando? – Pergunto ansiosa e Dante rir novamente.
–Não.
–Por que não me diz onde estamos indo? É muita maldade da sua parte.
–Você quem me pediu que fosse uma surpresa! – Disse Dante rindo.
–É... Mas essa surpresa está quase me matando de curiosidade! – Digo.
–Aguente mais um pouco, vai valer a pensa – Garante Dante.
Nós começamos a subir um vale, a era estrada rodeada por uma paisagem de tundras e coníferas, havia um ar sombrio e calmo no ambiente, como Dante ouso dizer.
(N/A: Desculpem, não consegui descrever melhor a paisagem. É o tipo de vegetação de clima frio... As árvores do filme Crepúsculo! Pronto).
A paisagem era linda, como um bosque de conto de fadas... Ou de filme de terror. Em um constante jogo de luzes e das sombras entre as árvores. Subíamos cada vez mais e quando a estrada começou a ficar ruim, nos estremecendo dentro do carro puder ver uma pousada.
Não comentei nada sobre a pousada, apenas dei um sorriso imenso e sei que Dante viu o quanto eu gostei de sua ideia, era romântico e calmo, o que precisávamos.

Dante contornou o carro e abriu o carro para mim, pegando minha mão e entramos juntos na pousada.
Assim que entrei em nossa suíte fui até a varanda olhar a paisagem, o clima estava frio e havia um pouco de nevoa cobrindo as árvores.
–Gostou daqui? É bem calmo... – Comentou Dante me abraçando por trás.
–É sim, eu gosto daqui... – Murmuro beijando seu braço e logo Dante sorri.
–Ansiosa querida?
–Você nem faz ideia... – Digo e mordo sua orelha, fazendo ele se arrepiar sobre meus lábios – Que tal estrearmos essa jacuzzi e depois descermos para jantar? – Pergunto maliciosa.
–Hum... Parece-me perfeito... – Sussurra Dante enquanto beijo seus dedos.
Começo a sugar seu dedo, prendendo-o sobre meu olhar. O corpo de Dante começou a ficar tenso e sabia que ele está pronto para mim.
O levo até a parede aos beijos.
–Fiquei ai – Ordeno e seu sorriso aumenta.
Começo a abri a parte de trás do meu vestido e ele cai aos meus pés, mostrando minha lingerie prata e preta.
–Você é linda... – Sussurra Dante e se aproxima de mim, mas eu o empurro novamente com meu salto.
–Eu disse para sair?! – Pergunto seca e tiro sua blusa rapidamente, arranhando com força seu peito – Você tem sido um menino muito mal Dante... – Sussurro.
Ele fechou os olhos e suspira alto, saboreando a dor, minha voz... O prazer.
Começo a tirar toda sua roupa sem pressa, passando o máximo de minha mão por sua pele, deixando um rastro de arrepio por onde passava. Dante não transava há semanas e estava tenso, sensível ao máximo, não poderia deixar que esse momento acabasse rápido ou que ele tivesse o controle.
Quando ele finalmente estava completamente nu na minha frente, saboreei ver o quanto seu membro estava excitado e por mim. Apreciei seu olhar volupio e malicioso. Comecei a beijar seu pescoço lhe dando leves chupões, até ele começar a urrar por mim.
–Clair... Eu não aguento mais, por favor – Implorou suando frio.
Fui descendo meus beijos por seu peito musculoso até chegar ao meu lugar favorito. Beijei seu membro superficialmente, suas coxas e tornei a subir. Dante grunhido novamente e outro tremor percorreu seu corpo.
Tirei meu salto, minha lingerie e peguei a mão de Dante carinhosamente e o levei até a jacuzzi. As bolhas quentes me excitaram mais ainda, fazendo meus seios pesarem e ficarem mais eriçados.
Voltei a beija-lo com fervor, com um desejo condescendente, o calor percorria meu corpo como uma onda.
Sentei-me no colo de Dante e ele gemeu alto.
–Por Deus! Você ainda vai me matar mulher!
–Quero você! Agora! – Digo furiosa.
Dante me encaixou sobre ele e eu me derrubei sobre ele, sendo preenchida como força, como eu queria.
Coloquei as mãos na borda da jacuzzi e comecei a cavalgar gemendo alto. Joguei a cabeça para em puro êxtase.
–Isso não será para seu prazer, será para meu prazer – Murmuro as palavras que ele havia me dito um dia.
Os lábios de Dante tremem e suas unhas cravam sobre minha cintura.
–Estou tão perto... – Sussurra.
Comecei a me mover com mais velocidade para que chegássemos ao clímax juntos.
Os primeiros gritos começaram a sair de minha boca e meu corpo estremeceu violentamente. Dante puxou meu corpo junto ao dele e me apertou com força, urrando sobre meu ouvido.
Dante puxou meu cabelo fazendo meu rosto ficar em frente ao seu e me beijou violentamente, enquanto eu ainda arfava em busca de ar e tentava não fechar os olhos.
–Você é minha Clair Delacour – Diz olhando-me nos olhos.
–Claro, claro... – Murmuro cansada e caio sobre seu ombro.
Estava exausta... Saciada.
***
Depois de nos recuperar começamos a nos arrumar para descer para jantar. Observei Dante se arrumar, sorrindo para ele.
–O que foi? – Perguntou um pouco envergonhado, mas com um sorriso.
–Você fica muito bem de terno apesar desse cabelo de bad boy – Digo rindo.
Dante me acompanha – Eu gosto do meu cabelo... Acho que me dá um ar de rebelde – Diz e começa a gargalhar.
–Bobo... – Digo rindo baixinho e coloco o vestido.

–De branco? – Perguntou Dante surpreso.
–É... Por quê? Está ruim? – Pergunto apavorada, me olhando no espelho.
–Não, não... Claro que não está! Você está linda – Diz e beija meu pescoço.
–Ah, sim... Você me assustou agora – Digo rindo.
–Então, está pronta?
–Não! Não! Faltam as pulseiras! Calma! – Digo correndo pelo quarto e Dante vai para a porta me esperar.
***
Entramos no restaurante de mãos dadas recebendo a atenção dos poucos casais que estavam ali. Dante me puxou mais para perto dele e nos levou para a mesa perto da janela.
–Já tem ideia do que vai querer jantar? – Perguntou Dante puxando a cadeira para mim.
–Ainda não... Obrigada – Digo me sentando e dou um sorriso lindo para ele.
Enquanto esperávamos pelo garçom Dante pegou minha mão por cima da mesa e ficamos olhando a vista. A janela ia do teto até o chão nos permitindo ter total visão sobre a paisagem, as árvores estavam iluminadas por pequenos copos com velas, era tão lindo...
–Meu pai me trouxe uma vez aqui para acampar, então me lembrei de que aqui havia uma pousada... – Comentou Dante.
–É lindo, você não poderia ter escolhido um lugar melhor – Digo carinhosa e Dante beija minha mão.
Pedimos salmão com pêssegos, uma especialidade da casa que Dante garantiu que era bom. Ficamos rindo sobre isso até que o garçom apareceu com um champanhe.
–Por que isso? – Pergunto surpresa.
–Hoje é uma noite para comemorarmos – Diz Dante abrindo o champanhe.
–Tudo bem... – Digo animada e sorrindo.
Nós brindamos a nossa felicidade quando Dante me interrompeu quando tentava lembrar uma piada.
–Clair... – Disse nervoso e olhou dentro dos meus olhos – O momento, o local não poderia ser mais perfeito para o que vou fazer. Você sabe que eu te amo, você me ama e eu não vejo como nosso relacionamento não pode dar certo. Você é a mulher certa para mim, a que quero passar o resto da minha vida – E suspirou – O que quero dizer é que... Se você quer casar comigo? – E tocou a aliança em meus dedos.

Eu estava boquiaberta, provavelmente sem respirar, sem reação, pensamento, nada!
Dante apertou minha outra mão, a segurando fortemente.
–Não pude pensar em um diamante para ti, seus olhos... – Sussurrou – Sempre foram o que me chamaram a atenção, por isso escolhi uma esmeralda... Eles são da mesma cor.
Eu ainda estava atônica, não sabia o que olhar ou o que falar.
–Você não gostou? – Perguntou surpreso.
–Não! Não é isso! É lindo! Nunca vi algo tão bonito é que eu... Eu... Deus... – E passei a mão livre do cabelo, olhando para o anel em cima da mesa, eu o peguei e pude sentir seu peso... O preço de uma promessa e comprometimento a serem selados – Dante eu estou tão surpresa... Eu não esperava por isso – Murmurei a fim de explicar a ausência de minha resposta.
Dante respirou profundamente e pude o sentir mudar, mas ele não soltou minha mão.
–Você não vai aceitar – Não foi uma pergunta.
–Não! Não é isso! Tudo que você disse eu também concordo, mas é que... Você não acha precipitado? Quer dizer estamos há... Oito meses juntos!
–Não. Não acho que seja precipitado, eu tenho noção do passo que estou dando, tenho 28 anos Clair, sei o que quero e o que não quero da vida – Respondeu suavemente.
Soltei o ar e notei que estava gélida. Ficamos em um silêncio constrangedor, sem nos mover. Eu ainda não tinha coragem de olha-lo nos olhos, meus olhos ficaram presos no anel que estava em minha mão.
Mas eu precisava dar uma resposta, bem, pelo menos eu acho que é uma resposta.
–Dante... Não quero que pense que eu não o ame, por que eu o amo! Conheci tantos lados seus, nos tornamos íntimos, conheço sua história, mas ainda é cedo! Precisamos nos conhecer melhor! Conviver mais juntos, não como namorados, mas como um casal. Não quero dar um passo importante desse sem ter certeza se irá dar certo. Casamento é algo muito sério para mim, tenho pensamentos fortes sobre ele, por que quando eu casar contigo será para a vida toda, não quero que haja uma separação, eu acho humilhante! Sentiria-me fracassada como mulher... Não quero casar com um homem que diga “Estamos casados a cinco longos anos”, não! De forma alguma! Quero que ele diga “Estamos casados a cinco bons anos”, não estou dizendo que você fará isso, só quero que você me entenda... – Esclareço atropelando as palavras, eu estava quase chorando – Eu não sou uma pessoa fácil de lidar, sou chata, sismo com coisas bobas, faço as coisas sem avisar... Nem eu sei se eu estou preparada para casar...
–Clair! Clair! Está tudo bem querida! Não precisa ficar nervosa – Diz Dante me acalmando e puxa sua cadeira para se sentar ao meu lado e me abraça – Está tudo bem, não precisa se desculpar! Eu te entendo. O pedido ainda está de pé Clair, você é a única mulher que eu quero então... – Diz rindo baixinho e eu consigo sorrir um pouco também.
Dante voltou a juntar nossas mãos e pegou a aliança.
–Ela é sua, nunca poderia dar para outra pessoa, mesmo que você não aceite ela ainda é sua – Disse colocando a aliança na minha mão direita.
Eu olhei para minha mão e meus olhos embargaram.
–Desculpe! Desculpe! – Sussurrei sem parar abraçando ele. Eu não sabia por que estava pedindo desculpas, não precisava pedir, mas eu não sabia mais o que dizer.
***
Naquela noite eu dormi abraçada com ele. Dante não parecia triste ou com raiva, mas deixou que ficasse junto dele.
Quando acordamos na manhã seguinte fizemos amor... Não havia desculpas ou pedido de perdão, só queríamos ficar juntos, no sentido mais pleno da palavra. Precisávamos sentir nossas peles unidas, era nosso vicio, nossa perdição...
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