Notas iniciais
Gente.... Eu estou chocada, vocês gostaram!!! Eu estava tão receosa, afinal essa não é como as outras fics que escrevi... Imagino os comentários de vocês daqui a alguns capítulos kkkkkk Recebi uma promessa de recomendação!!! Acá estoy!! Nathalia ^^ Enjoy ladys

—Amiga onde ponho as garrafas? – Gritou Julie.

—Deixe na bancada mesmo! – Respondi do chuveiro.

Meus amigos vieram do Canadá para comemorarmos minha nova casa. Pierre, Charlie, Stephanie, Logan e Julie, minha amiga desde que tinha dez anos. Também convidei Marcus, Camile, Alice e Édgar do banco onde trabalho atualmente. Além, é claro da minha sindica e de Dante, meu vizinho taciturno e prestativo.

Pus um short jeans, uma blusa bege de alças, um all-star e um colar grosso de ouro, fiz uma boa maquiagem e estava pronta.

—Está linda, Clair – Disse Logan e eu agradeci.

—A blusa combinou com seu cabelo – Disse Julie e me puxou até a cozinha para que eu visse os aperitivos.

Alguém tocou a campainha e foi atendido por algum dos meus amigos. Havia uma convergência de vozes na sala e fui até lá. O pessoal do trabalho havia chegado, cumprimentei todos, os apresentei e fui socorrer Charlie que tentava ligar o som.

Justin Timberlake preencheu a sala.

A conversa fluía bem, todos conversavam sobre a época da escola antes da loucura da faculdade. A sindica e Julie eram as mais barulhentas e engraçadas, fazendo todos rirem constantemente.

Era isso que eu gostava na minha amiga, ela era louca, desinibida, piadista, falante... Tudo que eu não sou. “Nós possuímos amigos cujas qualidades nós não possuímos”, não sei de quem é está frase, mas ele não poderia estar mais correto.

A campainha tocou novamente e fui atender.

—Clair – Disse Dante a me ver e ergueu uma garrafa de vinho – Presente de boas vindas.

—Ah! Obrigada, Dante! – Digo com um sorriso lindo – Por favor, entre – E lhe dei passagem.

Dante olhou bem todo o ambiente antes de entrar e caminhou até os convidados. Seu andar, seu porte e sua voz não me deixavam esquecer que ele era um militar.

Dante se apresentou e logo engatou em uma conversa, deixando-me boquiaberta... Ele pode ser bem social quando quer.

Estava na cozinha pegando mais refrigerante quando Julie apareceu.

—Clair! Clair! Venha! – Disse e me arrastou até o banheiro.

—O que foi? Precisa de absorvente? – Perguntei quando entramos no banheiro.

—Não! Não! E sobre aquele cara! Como você não me contou que tem aquele monumento como vizinho, sua puta?

Eu gargalhei e Julie continuou irritada.

—Clair! Ele é um tesão! E você nem comentou sobre ele, amiga... – E pôs a mão no peito – Quando ele apertou minha mão quase tive um orgasmo! Você sabe como amo homens latinos... E aquele cabelo comprido, todo musculoso, nossaaaaaaaaa ... – Disse Julie pulando.

Eu rir mais ainda.

—Não vamos esquecer dos lábios carnudos e da mão grossa – Comento com um sorriso travesso e Julie bate na minha bunda – Mas amiga, não posso esquecer que antes de ele ser super gostoso, ele é grosseiro, sem contar que tem uma carinha de psicopata... – Comento.

—É... Mas bem que ele poderia me fazer de prisioneira, nem ligaria! – Diz com as mãos para o alto.

Revirei os olhos e a puxei para fora do banheiro.

***

Passei a maior parte da noite sentada no braço do sofá, conversando e rindo com todos. De madrugada todos já estavam altos, eu e Dante erámos os mais estáveis.

Nós conversamos bastante e isto me fez refletir se não estava tirando conclusões precipitadas sobre ele. De qualquer forma, acho que fui injusta ao julga-lo sem o conhecer, por isso o tratei de forma mais agradável.

Estava quase amanhecendo quando todos foram embora.

Dois dias depois meus amigos voltaram para o Canadá.

***

Mais dias se passaram e meu relacionamento com o pessoal do trabalho estava cada vez melhor, algumas vezes quando saímos do trabalho íamos comer ou beber algo. O pessoal do trabalho me chamava de “Nossa Canadense”, e toda vez que era chamada assim revirava os olhos.

Houve dois acontecimentos inusitados no trabalho, o primeiro foi uma senhora que me deu como presente um kit de cosméticos, como agradecimento por eu tê-la alertado sobre a movimentação que sua filha estava fazendo em sua conta bancária, mesmo sendo uma situação embaraçosa a senhora ficou agradecida. A outra situação fora de um senhor de 70 anos que me chamou para sair! Sair! No momento que ele proferiu estas palavras fiquei muitíssimo constrangida, mas neguei. Ele me elogio dizendo que eu era uma mulher muito gentil e bonita, e se retirou. Depois de um bom tempo após sua partida conseguir rir da situação.

Comentei esse assunto no dia seguinte com Dante, enquanto entravamos no elevador para ir para o trabalho. Agora ele fazia questão de entrar comigo, ele dizia ajudaria a superar meu medo.

—Não acredito que ele te chamou para sair! – Disse Dante – Gostaria de ter visto essa cena – Comentou rindo.

—Eu não! – Digo rindo.

—Pelo menos você lidou com isso de forma bem profissional.

—É... Já tive que lidar com pessoas raivosas, aos prantos, mas desta vez... Foi realmente inusitado – Comento.

Dante riu mais uma vez – Vão ao John’s hoje? – Perguntou Dante.

John’s é uma lanchonete dos anos 50, bem americana. Havia encontrado Dante e mais dois amigos quando estava com o pessoal do trabalho.

—Não sei... Vou falar com eles, qualquer coisa te envio uma mensagem, tudo bem?

—Certo – Respondeu Dante e saímos do elevador – Está vendo? Você nem passou mal desta vez – Comenta.

—É verdade... – Murmuro surpreendida.

—Seu medo é psicológico, conversar distrai você – Esclarece.

***

Depois do trabalho como ninguém quis ir ao John’s acabei me encontrando sozinha com Dante. Sinceramente, pensei que seria bem chato, já que eu e Dante não somos do tipo falantes... Mas foi engraçado, ele me zuava porque eu comia demais e eu porque ele sempre sujava a boca ao comer. Depois de sairmos da lanchonete ainda fomos ao cinema!

Eu e Dante saímos mais umas cinco vezes assim, só nós dois... Nenhum de nós nos atrevia a dizer que era um encontro, muito menos comentávamos sobre o assunto, apenas trocávamos olhares sugestivos, muitas vezes tive a impressão que ele estava me avaliando e poderia ser isso.

Dante De La Torre era um ex-agente da inteligência da marinha americana, agora trabalhava para a inteligência da policia de Washington. Uma vez perguntei se ele já havia trabalhado para o FBI e ele respondeu que sim, ele tem faculdade de psicologia e foi selecionado para fazer um perfil de um narcotraficante.

Todas as vezes que perguntava sobre seu trabalho Dante respondia de forma bem profissional e simplória.

—Clair – Chamou Dante enquanto estava abrindo a porta do meu apartamento.

—Sim?

—Amanhã quero que venha jantar comigo em meu apartamento – Disse.

Continuei a observa-lo, para entender sua expressão.

—É um encontro, Clair – Disse Dante.

—Tudo bem – E fechei a porta.

É... Eu terei um encontro amanhã.


Notas finais
No próximo capítulo posso dizer que começa a fic... Chega de "introdução dos personagens" Ah, é! Tem hentai!! kkkkk Bjubas ;)