O pavão
1 Capitulo unico
Em uma floresta qualquer, existia um macaco. Não era um macaco comum. Era um macaco velho, mas ainda sim, feroz e agressivo. Esse macaco era maior que um lobo e nenhuma criatura se atrevia a desafia-lo. Até os maiores predadores como o tigre e a jiboia o temiam. Tinham medo principalmente da sua inteligência astuta e maquiavélica.
O ultimo que pisou em seu calo, que foi um urso, teve um final trágico. Tomou mel envenenado e não se ouvi mais falar noticia do mesmo.
Assim os animais viviam tementes ao grande macaco e para não serem perturbados, pagavam frutas e sementes toda a semana como forma de imposto. O que não era uma ideia tão boa, afinal, o monstro parecia crescer cada dia mais.
O macaco tinha dois lacaios. Dois lobos gêmeos que fazia o trabalho sujo por ele. Qualquer um que não pagasse em dia o que devia, virava refeição de lobo. O que também não era muito raro de acontecer. E além dos lobos, havia um pavão que coletava os impostos e reportava cada quantia coletada para o macaco velho.
O pavão era uma ave belíssima. Andava imponente com seu peito estufado e não aceitava ser contrariado. Recebia um ótimo pagamento pelos seus serviços e depois gastava tudo no bar do crocodilo.
O pavão era odiado por muitos ali. Mas na mentalidade dele, era pura inveja da sua cauda que valia muito. E adorado por muitos também que o acompanhavam nas rodadas de drinks que ele pagava. O pavão, muito embora nao fosse tão bem vindo para alguns. Tinha um otimo coração. As vezes quando algum animal nao tinha como pagar o que devia, ele mesmo pagava das suas próprias sementes sem que o macaco e os lobos soubessem. E isso salvou muitas vidas por muito tempo...
Enfim, a vida seguia assim.
Um dia o pavão foi cobrar os impostos de uma família de camundongos. A esposa camundongo , tinha acabado de dar cria e junto com seu marido camundongo, precisavam de todos os recursos para alimentar os filhotes. O pavão, comovido, deixou que eles pagassem depois. Assim, conquistado a admiração e amizade dos pequeninos.
Naquele instante, uma cisne fêmea passava por ali. Uma ave branca e charmosa. Ela viu a boa ação do pavão e ficou admirada.
Depois que ele se despediu das pequenas criaturas, ela se aproximou e disse.
— Ei, foi legal o que você fez.
O pavão tomou um susto com a chegada daquele ser e tropeçou, caindo em cima de sua grandiosa cauda que se abriu. O pavão pensara que fosse um dos lobos que tinha visto ele bular a regra do macaco.
A cisne viu sua grande cauda abeta e ficou ainda mais admirada.
Quando o pavão se colocou novamente de pé, extremamente envergonhado, começou a dizer:
— Céus! Que susto você me deu!
A cisne riu.
— Você é nova aqui não é? Perguntou o pavão ainda corado.
— Sim, cheguei à pouco tempo.
— Ah, então acho que você já sabe da lei.
— Já sim. Estava te procurando para isso. Respondeu a cisne. Sou amiga do crocodilo e ele esta com os despojos que pagarei ao macaco pela minha estadia na floresta.
— ah sim, sim. Pois muito bem...
— você perdoou a divida dos camundongos não é mesmo?
O pavão se assustou de novo.
— não conte isso a ninguém!
— tudo bem, só queria dizer que achei bonito da sua parte.
— ah, claro. Respondeu o pavão ainda desconfiado.
— então, vamos ao crocodilo?
— claro, claro.
A caminho do bar do crocodilo, eles conversaram bastante. E o pavão se sentiu tão intimo e arrebatado pela cisne que contou histórias e deu risadas que nunca tinha dado. Ela parecia estar adorando e a cada segundo ele ficava ainda mais encantado com sua beleza e simpatia.
Chegando ao crocodilo, pediram drinks e se esqueceram do tempo e do pagamento. Beberam e se divertiram a noite toda.
No entanto, ficou tarde e ele teve que voltar para prestar contas ao macaco.
— ahh não posso me esquecer do pagamento. Lembrou a cisne
— claro, o pagamento, você já queria me dar um calote não é? Brincou o pavão.
A cisnei riu e corou. Então ela pegou uma pequena bolsa de couro cheia de sementes e o entregou.
— aqui esta. Ah, e queria te entregar mais outra coisa.
— o que?
Antes mesmo do pavão terminar a pergunta , a cisne o beijou.
Foi um beijo mágico e molhado. Parecia durar uma eternidade. Depois que terminaram, a cisne disse:
— desculpe eu só...
— não, tudo bem! Foi ótimo.
A cisnei riu, se despediu e se retirou. O pavão ficou la parado e hipnotizado, enquanto ela ia embora. Mas se recompôs quando o crocodilo caçoou.
— danadão hein. Arrebatador de corações, grandes pavão!
— kham kham, tossiu o pavão. — quanto lhe devo?
— hoje é por conta da casa respondeu o crocodilo.
então o pavão estufou o peito, pagou a conta e saiu todo imponente do bar.
Os dias se passaram e ele ainda conversava com a cisnei por meio de mensagens que enviavam através de pássaros. Ele planejava encontra — la em breve.
Por ali passava um urso. Por coincidência era um grande amigo do pavão.
— ei urso, meu amigo! Anda paquerando uns pandas por ai?
O urso riu.
— você sabe que eu não sou disso não é? E você tem mostrado essa cauda para aqueles lobos?
Ambos riram. Eram grandes amigos. O pavão já tinha aliviado uma divida alta que o urso tinha com o macaco que tentou envenena-lo.
Mas por sorte o pavão quem foi encarregado de colocar o veneno na colmeia que o urso visitava, mas por ter um coração bom preferiu avisar o urso para fugir. Desde então são como irmãos.
— cara aproveitando que você esta pelas redondezas, vou te contar. To pegando a cisne.
O urso assustado respondeu:
— aquela que chegou recentemente?
— ela mesmo. Linda né? Perfeita demais! Disse o pavão orgulhoso e cego de paixão.
O urso pensou um pouco e disse:
— rapaz, ela tem marido.
— ahh sério? Tudo bem, eu não tenho ciúmes. Hahaha. riu o pavão despreocupado.
Mas o urso não riu.
— cara, eu não admiro nada um ser que trai o outro.
— relaxa urso, ela é legal pra caramba. E ela que me beijou, não tem problema.
— olha, eu posso estar sendo careta, mas realmente não dou um pingo de moral para um ser que trai por diversão ou que seja o motivo.
— poxa urso, relaxa cara. Tem problemas não, foi só um beijo.
O urso já se retirando disse.
— Olha, te respeito pois salvou minha vida, mas isso eu não vou apoiar. Me desculpe, mas lembre se: um ser que tem a capacidade de trair, tem um caráter extremamente duvidoso. Lembre se disso e adeus. Terminou o urso.
— vai la então cara, mas você é muito besta mesmo. Nada a ver o que você disse. Ela é perfeita e legal. Adeus então. Respondeu o pavão com tom de gozação.
O tempo passou. O pavão e a cisne se viram mais vezes, agora, com precauções para não serem pegos.
No entanto, um dia o macaco chamou o pavão para uma reunião. O pavão feliz da vida com sua nova aventura apaixonante, foi despreocupado.
Então chegou numa grande e velha árvore. Grande o suficiente para que lá dentro um macaco velho morasse e guardasse seus despojos e tesouros. O pavão viu que os dois lobos estavam em alerta na porta.
— bom dia pessoal, como vão?
Os lobos apenas riram. O pavão ignorou e adentrou a grande árvore.
Lá dentro estava o macaco sentado num trono de raízes e em sua volta toneladas de sementes empilhadas
— bom dia chefe, algum problema? Perguntou o pavão.
— Não há problemas. Respondeu com outra pergunta, o macaco.
— se não tem problema, porque me chamou?
— pavão, você tem sido um ótimo empregado.
O pavão estufou o peito e se sentiu confiante, talvez receberia um aumento.
— porém, eu fiz as contas e o pagamento dos camundongos me parece estranho. Pelo que eu sei, eles pagam em frutas e não em sementes. Afirmou o macaco com um olhar malicioso. — E foram muitas frutas. Como eles arrecadariam tanto sendo tão pequenos?
O pavão sentiu seu corpo frio e o suor começou a escorrer. Então ele pensou rápido.
— é que foi um pagamento diferenciado.
O pavão se deu conta da besteira que tinha feito. Ficou tão apaixonado e bobo que não prestou atenção.
— Lobos, tragam eles aqui. Ordenou o macaco.
Então os lobos trouxeram a família de camundongos. Que tremiam abraçados. Agora com pequenos filhotinhos que os acompanhavam.
— eu Em uma floresta qualquer, existia um grande macaco. Era um macaco velho, mas ainda sim, feroz e agressivo. Esse macaco era quase maior que um lobo e nenhuma criatura se atrevia a desafia-lo. Até os maiores predadores como o tigre e a jibóia temiam o macaco, tinham medo principalmente da sua inteligência astuta e maquiavélica.
O ultimo que pisou em seu calo, um urso, teve um final trágico. Tomou mel envenenado. Assim os animais viviam tementes ao grande macaco e para não serem perturbados, pagavam o macaco com frutas e sementes toda a semana. O que não era uma ideia tão boa, afinal, o monstro parecia crescer cada dia mais.
O macaco tinha dois lacaios. Dois lobos gêmeos que fazia o trabalho sujo por ele. Qualquer um que não pagasse em dia o que devia, virava refeição de lobo. O que não era muito raro de acontecer. E além dos lobos, havia um pavão que coletava os impostos e reportava cada quantia coletada para o macaco velho.
O pavão era uma ave belíssima. Andava imponente com seu peito estufado e não aceitava ser contrariado. Recebia um ótimo pagamento pelos seus serviços e depois gastava tudo no bar do crocodilo do pantano.
O pavão era odiado por muitos ali. Mas na mentalidade dele, era pura inveja da sua cauda que valia milhões. E adorado por muitos também que o acompanhavam nas rodadas de drinks que ele pagava. O pavão, muito embora nao fosse tão bem vindo para alguns. Tinha um otimo coração. As vezes quando algum animal nao tinha como pagar o que devia, ele mesmo pagava das suas próprias sementes sem que o macaco e os lobos soubessem. E isso salvou muitas vidas por muito tempo.
Enfim, a vida seguia assim.
Um dia o pavão foi cobrar os impostos de uma família de camundongos. A esposa camundongo , tinha acabado de dar cria e junto com seu marido camundongo, precisavam de todos os recursos para alimentar os filhotes. O pavão, comovido, deixou que eles pagassem depois. Assim, conquistado a admiração e amizade dos pequenos camundongos.
Naquele instante, uma cisnei passava por ali. Uma ave branca e charmosa. Ela viu a boa ação do pavão e ficou admirada.
Depois que ele se despediu das pequenas criaturas, ela se aproximou e disse.
— Ei, foi legal o que você fez.
O pavão tomou um susto com a chegada daquele ser e tropeçou, caindo em cima de sua grandiosa cauda que se abriu. O pavão pensara que fosse um dos lobos que tinha visto ele bular a regra do macaco.
A cisne viu sua grande cauda abeta e ficou ainda mais admirada.
Quando o pavão se colocou novamente de pé, extremamente envergonhado, começou a dizer:
— Céus! Que susto você me deu!
A cisne riu.
— Você é nova aqui não é? Perguntou o pavão ainda corado.
— Sim, cheguei à pouco tempo.
— Ah, então acho que você já sabe da lei.
— Já sim. Estava te procurando para isso. Respondeu a cisne. Sou amiga do crocodilo e ele esta com os despojos que pagarei ao macaco pela minha estadia na floresta.
— ah sim, sim. Pois muito bem...
— você perdoou a divida dos camundongos não é mesmo?
O pavão se assustou de novo.
— não conte a ninguém!
— tudo bem, só queria dizer que achei bonito da sua parte.
— ah, claro. Respondeu o pavão ainda desconfiado.
— então, vamos ao crocodilo?
— claro, claro.
A caminho do bar do crocodilo, eles conversaram bastante. E o pavão se sentiu tão intimo e arrebatado pela cisne que contou histórias e deu risadas que nunca tinha dado. Ela parecia estar adorando e a cada segundo ele ficava ainda mais encantado com sua beleza e simpatia.
Chegando ao crocodilo, pediram drinks e se esqueceram do tempo e do pagamento. Beberam e se divertiram a tarde toda.
No entanto, ficou tarde e ele teve que voltar para prestar contas ao macaco.
— ahh não posso me esquecer do pagamento. Lembrou a cisne
— claro, o pagamento, você ja queria me dar um calote não é? Brincou o pavão.
A cisnei riu e corou. Então ela pegou uma pequena bolsa de coro cheia de sementes e o entregou.
— aqui esta. Ah, e queria te entregar mais outra coisa.
— o que?
Antes mesmo do pavão terminar a pergunta , a cisne o beijou.
Foi um beijo mágico e molhado. Parecia durar uma eternidade. Depois que terminaram, a cisne disse:
— desculpe eu só...
— não, tudo bem! Foi ótimo.
A cisnei riu, se despediu e se retirou. O pavão ficou la parado e hipnotizado, enquanto ela ia embora. Mas se recompôs quando o crocodilo falou.
— danadão hein. Arrebatador de corações, grandes pavão!
— kham kham, tossiu o pavão. — quanto lhe devo?
— hoje é por conta da casa respondeu o crocodilo.
então o pavão estufou o peito, pagou a conta e saiu todo imponente do bar.
Os dias se passaram e ele ainda conversava com a cisnei por meio de mensagens através de pássaros. Ele planejava encontra — la de novo e chamou seu amigo urso para lhe entregar uma mensagem.
— ei urso, meu amigo! Anda paquerando uns panda por ai?
O urso riu.
— você sabe que eu não sou disso não é? E você tem mostrado essa cauda para aqueles lobos?
Ambos riram. Eram grandes amigos. O pavão já tinha aliviado uma divida alta que o urso tinha com o macaco até ser envenado.
Mas por sorte o pavão que foi encarregado de colocar o venenos na colméia, preferiu avisar o urso para fugir. Desde então são como irmãos.
— cara aproveitando que você esta pelas redondezas, vou te contar. To pegando a cisne.
O urso assustado respondeu:
— aquela que chegou recentemente?
— ela mesmo. Linda né? Perfeita demais! Disse o pavão orgulhoso e cego de paixão.
O urso pensou um pouco e disse:
— rapaz, ela tem marido.
— ahh sério? Tudo bem, eu não tenho ciúmes. Hahaha. Disse o pavão sorridentes e despreocupado.
Mas o urso não riu.
— cara, eu não admiro nada um ser que trai o outro.
— relaxa urso, ela é legal pra caramba. E ela que me beijou, não tem problema.
— olha, eu posso estar sendo careta, mas realmente não dou um pingo de moral para um ser que trai por diversão ou que seja o motivo.
— poxa urso, relaxa cara. Tem problemas não, foi só um beijo.
O urso já se retirando disse.
— Olha, te respeito pois salvou minha vida, mas isso eu não vou apoiar. Me desculpe, mas lembre se: um ser tem a capacidade de trair, tem um caráter extremamente duvidoso. Lembre se disso e adeus. Terminou o urso.
— vai la então cara, mas você é muito besta mesmo. Nada a ver o que você disse. Ela é perfeita e legal. Adeus então.
E o tempo passou e o pavão e a cisne se viram mais vezes, agora, com precauções para não serem pegos.
Um dia o macaco chamou o pavão para uma reunião de contas. O pavão feliz da vida com sua nova aventura apaixonante, foi despreocupado.
Então chegou numa grande e velha árvore. Grande o suficiente para que lá dentro um macaco velho morasse e guardasse seus despojos. O pavão viu que os dois lobos estavam em alerta na porta.
— bom dia pessoal, como vão?
Os lobos apenas riram. O pavão não estranhou e adentrou a grande árvore.
Lá dentro estava o macaco sentado num trono de raízes e em sua volta toneladas de sementes empilhadas
— bom dia chefe, algum problema? Perguntou o pavão.
— problema nenhum, porquê teria? Respondeu com outra pergunta, o macaco.
— se não tem problema, porque me chamou?
— pavão, você tem sido um ótimo empregado.
O pavão estufou o peito e se sentiu confiante, talvez receberia um aumento.
— porém, eu fiz as contas e o pagamento dos camundongos me parece estranho. Pelo que eu sei, eles pagam em sementes e não em frutas. Afirmou o macaco com um olhar malicioso. E foram muitas frutas, como eles arrecadariam tanto sendo tão pequenos?
O pavão sentiu seu corpo frio e o suor começou a descer. Então ele pensou rápido.
— é que foi um pagamento diferenciado.
O pavão se deu conta da besteira que tinha feito. Ficou tão apaixonado e bobo que não prestou atenção.
— lobos, tragam eles aqui. Disse o macaco.
Então os lobos trouxeram a família de camundongos. Que tremiam.
Agora com pequenos filhotinhos que os acompanhavam.
— eu nao quero muita coisa pavão, só a verdade.
O pavão estava estático. Nao sabia como proceder, fora pego.
Naquele instante mais dois convidados adentraram a toca. Era a cisne e seu esposo cisne. Ele era tão belo quanto ela.
O pavão a encarou perplexo. Haveria sido ela a delatora? Quem o havia traído?
A cisne o olhou de volta mas não demonstrou remorso.
— ah sim, entrem, entrem. Meus mais novos inquilinos. Me perdoem o inconveniente , resolverei e já faremos o acordo que combinamos. Disse o macaco aos cisnes.
— ei macaco, você disse meio a meio. Disse o marido da cisnei. — quero metade da cauda. E o emprego será meu?
— sim, vamos com calma. Antes vamos resolver esse problema. Respondeu o macaco olhando para o pavão e perguntou para o mesmo.
— então, você queria me enganar?
— eu só... Queria ajudar. Respondeu o pavão.
— você acha que eu sou otário?
— não senhor
— ei , lobos, eu sou Otário? Sou facil de ser enganado?
Os lobos negaram com a cabeça.
Então mostrem para nesse párea o preço da traição.
Os lobos uivaram e se prepararam para devorar os pequenos camundongos.
— Espera!!!
O pavão abriu sua grande cauda e os lobos recuaram.
— eu pago! Eu dou tudo o que tenho mas não faça isso!
— Você ja vai pagar, pavão. Você é o próximo. Nossa querida convidada cisne te entregou. falou um dos lobos.
O pavão olhou para ela incrédulo. E disse quase gaguejando.
— P-porquê?
Agora tudo fazia sentido.
Bem que o urso tinha dito: — "Se um ser trai o outro, pode ter certeza que o seu caráter é duvidoso"
As palavras ecoavam no ouvido do pavão varias e varias vezes, como pode ser tão cego?
O pavão se encheu de ódio. Na sua cabeça nada mais fazia sentido. só queria destroçar alguem. Então num impulso nada inteligente, foi para cima do macaco afim de mata lo.
Mas com um só golpe o macaco o lançou ao chão.
O pavão aturdido,tentou se levantar mas sem sucesso. Então outro lobo se aproximou dele para finalizar o serviço.
Em sua cabeça passava cenas que viverá com a cisne e como ela pode fazer aquilo com ele. Naquele ciclo de traições ele finalmente entendeu onde tinha se metido.
Ele fechou os olhos e aceitou seu destino. Mas algo muito grande esmurrou a árvore em que eles estavam. Antes mesmo do macaco pensar no que fazer, um grande urso marrom invadiu a toca bufando e rosnando.
Os dois cisnes rapidamente conseguíram se desvencilhar e fugir pela porta, enquanto um dos lobos era surrado ferozmente pelo urso que três vezes maior que ele.
O outro lobo ao ver o seu irmão sendo morto , partiu para o combate mas foi partido em pedaços sem dificuldade.
O macaco que estava muito gordo para lutar , pulou sobre o urso e furou um de seus olhos com os dedos enquanto o mordia na nuca.
O pavão teve forças para se levantar e saiu da toca com os camundongos.
Porém, a velha arvore que servia de toca não aguentou o confronto e cedeu por cima do urso e do macaco que se atracavam.
O pavão teve sua bela cauda danificada , mas naquele momento não importava , só queria que seu grande amigo urso estivesse bem.
Infelizmente não foi esse o resultado. Lá estava em baixo da arvore, o urso morto pelo desastre.
O macaco saiu vivo e fugiu para longe dali.
O pavão chorou pela primeira vez em sua vida. Se arrependeu por não ter escutado seu amigo que agora tinha perdido a vida.
Os dias se passaram.
O macaco tentou criar novamente seu reinado, mas agora estava velho e gordo demais para subjugar outros animais e nunca mais ouviram falar dele.
Os cisnes por sua vez viveram felizes. Tiveram filhotes e o marido cisne nunca soube da traição da esposa.
O pavão construiu um tumulo para seu amigo urso e distribuiu todas as sementes para os animais da floresta. Ele ajudava os seres mais indefesos a estocar alimentos, sobreviverem aos invernos e assim terminar seus dias, ajudando quem precisava. Além de dar festas no bar do crocodilo.
No entanto ninguém, nunca mais viu a cauda do pavão ser aberta.
Fim
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