Notas iniciais
Digam se gostaram e o que precisa ser melhorado.

No quarto de Jane, entraram Clara, André e Fabiana. Todos esbaforidos e confusos com a situação que estava acontecendo.

– Mas o que que houve, Clara? — perguntou Fabiana.

– Eu não sei! Conversávamos no quarto quando o espelho começou a brilhar! Jane pediu que chamasse vocês, e agora ela não está mais aqui! — gritava desesperada.

– Vamos com calma. Como assim começou a brilhar? Foi de repente ou aconteceu alguma coisa antes?

– Eu não me lembro de nada estranho que tenha acontecido antes, tia. Nós estávamos meio que brigando e BAM! Brilho! E agora? Cade ela? Será que o espelho a engoliu? Eu to com meeeeeedo!!!

– Não vamos nos desesperar. Temos que resolver essa história com calma, não é mesmo André?

– Eu disse que essa casa era mal assombrada!!! Se você não tivesse apagado meus incensos talvez isso não teria acontecido! Eu to com medo também!

– Que exemplo você quer dar para a Clara? Isso só vai deixá-la mais apavorada!

– E ela está totalmente certa! O caso está totalmente propício a isso!

– Ei! Sabiam que a Jane ainda está desaparecida? Não da tempo de ficar discutindo não! — Clara avisou.

– Tem razão. Vamos dar uma volta no quarteirão e ver se a encontramos.

Enquanto isso, Jane se levantava do chão daquela estranha sala. Sua vista ainda estava embaçada pelo tombo que levou quando entrou no espelho, mas precisava examinar a pessoa que a trouxe ali. Ela parecia tão familiar, mas quem seria?

Já de pé pode reconhecer que ela era...

– Eeeeeeu?!!!

Seu clone não se mostrava nada confuso com tudo aquilo. Pior! Parecia que era exatamente o que ele queria. Sorria como se comemorasse um plano que havia dado certo.

– Isso mesmo! — disse, fazendo questão de mostrar que estava feliz.

– Por que me puxou para cá?

– Porque irei ficar em seu lugar, e você no meu!

– Como?! Por que?

– Você tem perguntas demais! Logo ele virá aqui lhe responder todas. — respondeu atravessando o espelho.

– Peraí! Quem é ele? Você não pode fazer isso!

Tarde demais. Ela já havia passado. O espelho, que antes brilhava, apagou. Jane tentou passar também, mas ele voltou a ser sólido. Estava sozinha na sala dos espelhos esperando "ele". Quem seria ele? Teria a resposta para o que ela mais queria saber: Como sair dali?