O objetivo da minha vida.
1 O que eu não posso saber?
Notas iniciais
Então, espero que gostem ♥
Enjoy!
Tic Tac Tic Tac Tic Tac.
Hã...
Tic Tac Tic Tac Tic Tac.
Peixe.
Tic Tac... Tic?
Peixe?
Peixe.
Sonolento, abro os olhos lentamente, tentando adaptar-me á luz do dia e tenho uma grande surpresa.
Ou nem tão grande. Happy esvaziou a geladeira da Lucy de novo, e ainda não conseguiu seu objetivo. Ainda em modo de zumbi eterno, saio tropeçando em tudo o que é coisa espalhada e tento andar até o Happy.
Sem sucesso.
Cai no chão e tentei voltar a dormir, mas Happy pulava em cima de mim que nem um louco varrido e resmungava alto perto dos meus ouvidos. Ninguém merece.
-Happy... No congelador... -Digo sem mal levantar a cabeça, resultando numa voz abafada e sonolenta. Estava rouco, e não aguentava o próprio peso, a noite passada acabou comigo.
Eu, Happy, Lucy, Erza e Gray fomos fazer um trabalho que de começo era super fácil, estava até desistindo, odeio coisa fácil, mas como o pessoal precisava de dinheiro e eu provavelmente morreria de tédio, decidi fazer mesmo assim.
De início pareceu tranquilo. Escoltamos uma princesinha lá do reino de sei-lá-o-que e batemos em todos que decidiram nos impedir á levar ao destino. Quando chegamos lá, tivemos uma surpresa. Lucy e Happy tinham sumido junto á princesinha, e agora precisaríamos procurar elas por todos os cantos. Resumindo, deu uma trabalheira danada, tivemos que ir em vários lugares, incluindo passagens de trem e barcos. Vomitei tanto que até agora estou rouco.
Continuamos á procurar e achamos a guilda que as sequestraram. Eu, como sou o mais forte do grupo, fui lá e dei uma bela surra neles, mas alguns eram com uma força quase igual á minha, (Lê-se : Apanhou, mas não admite) então cansei muito e fiquei fulo da vida com eles, deve ser por isso que mal consigo me levantar. Acabei com todos eles na raiva e resgatamos as meninas (e o Happy), e então entregamos a princesinha.
Como ela foi sequestrada, nos deram metade dos jewels, e isso foi bem injusto, porque eu destruo uma cidade inteira e não ganho nada? Destruo uma dark guild e não ganho nada? Mal-agradecidos. Bando de gordos.
Voltamos para casa meio cansados e afadigados, mas a Lucy não. Não parecia nem cansada. Parecia mais feliz do que quando ganhava dinheiro do aluguel.
Fiquei intrigado com aquilo tudo, então perguntei á ela, ela somente disse que não me interessava e então saiu.
Oh, não me interessa? Eu salvo a vida dela e de repente, o fato de ela estar feliz não me interessa?
Depois que Happy e eu paramos em algum lugar para comer, (algo que não acontece sempre) fomos á casa de Lucy, precisava esclarecer isso tudo, e tinha que ser agora.
Fui andando pelo trajeto que eu fazia, era diferente do que Lucy percorria, eu ia por trás da rua da casa dela, era mais fácil pular na janela por trás. No caminho, estava mais relaxado, afinal... Pra quê tanta implicância?
Talvez eu só quisesse conversar com a Lucy ou chamar ela de gorda. Porque isso é divertido.
Mas isso não importava afinal. Quando pisei no parapeito da janela e olhei adentro, não tinha ninguém, nenhum rastro, só tinha o cheiro normal daquele lugar, mas não sentia ninguém e nem a Lucy. Estranho, pensei (anormal).
Ao invés de desistir e ir para casa, resolvi dar á volta. Vai que ela estava acabando de sair de casa.
Eu, no fundo, estava rezando pra que ela ainda estivesse ali. Minhas preces foram ouvidas, ela estava ali. Mas não foram do jeito que eu queria.
Eu queria que a Lucy aparecesse, só a Lucy. Lucy. Sozinha. E não um stripper, cu gelado, cuca fria, sorvetinho, princesa do gelo, floco de neve, nevasca, gelóide, estivesse bem ali, com o braço ao redor do ombro da Lucy.
Mas que merda o Gray estava fazendo?
Eles começaram a andar do jeito que estavam, e eu, sem perceber, começava á segui-los furtivamente. Happy me perguntava o porquê disso tudo.
Mas queria tanto saber o que aqueles dois estavam aprontando que nem respondi ele.
Seguindo o "casal", chegamos á um restaurante.
Lá se sentaram, conversando normalmente, pediram coisas para comer, beberam, se divertiam, enfim, puro tédio para mim.
Só que em um certo momento, um clima meio estranho se instalou. Eles se encaravam intensamente, como se... Se... Eu sei lá!
Eu estava com medo, não sei de quê, mas não podia deixar rolar. Sai correndo da onde estava, corri até a mesa dele, e parti pra cima do Gray. Briga, briga, briga, briga, briga, Lucy sai chorando, Gray para de brigar e eu paro também.
Gray me xinga de novo e sai para o lado oposto, enquanto eu fico parado sem entender nada. Decido seguir a Lucy de novo. Não queria que ela chorasse... Nem sei o que aconteceu comigo, só foi um impulso.
Lucy entra em casa. Espero alguns momentos e entro, encontrando uma Lucy chorando, escrevendo naquele diário que estava em cima da escrivaninha. Sussurrei o nome dela, mas ela só disse para que eu fosse embora.
E fui. Não quer minha ajuda? Que seja. Não me preocupo mais... Não... Mesmo.
Voltei pra casa com Happy. Fiquei desacordado a noite toda, não conseguia dormir.
Eu ainda me importava com aquela droga que aconteceu, briga, Gray, Lucy... Tudo uma droga.
...
Decidi voltar lá. Não sei porque, só queria voltar.
Sai silenciosamente de casapara não acordar Happy e fui até a casa dela. Chegando lá, as luzes já estavam apagadas. Só havia um vulto com uma cabeleira loira na cama. Os seus olhos estavam com as pálpebras inchadas de tanto chorar, o rosto estavam encharcado de lágrimas secas.
O que eu fiz?
Me aproximei dela em silêncio. Fitei bem aquele rosto, aquela pela macia, brilhante, suave... Os cabelos dourados lisos e cuidados caiam perfeitamente sobre o rosto fino e delineado. Uma mecha caía bem no rumo de seus lábios róseos, e por um momento, um pequeno e mísero momento, tive a sensação de prazer interno de algum dia tocar naqueles lábios. Tão rosados, que não precisa de maquiagem alguma para deixá-los bonitos, eles são perfeitos de natureza. Esses lábios pequenos e suaves que caiam perfeitamente com toda a estrutura do rosto. Era uma deusa. Queria eu capturar aquele lábios para mim... Tocá-los... Não com a mão... Queria senti-los de uma maneira confortável e calorosa.
Só por um momento pensei nisso. Creio que não foi um longo momento.
Virei-me para trás e olhei para a escrivaninha, lá tinha o diário. Podia ser muita sacanagem, mas eu ia ver o que estava escrito.
"Olá mamãe.
Lembra de quando eu disse que queria muito tomar uma decisão? Sabe... Sobre minha vida... Hãn... Amorosa? (É um pouco vergonhoso escrever isso para a senhora) Eu tinha tomado uma decisão! Isso mesmo! E ele também estava interessado em mim! Marcamos um encontro, e tudo o mais, conversamos, e quando estávamos quase perto...
Tudo acabou. Isso mesmo mamãe.
Sabe o idiota do Natsu? Acabou com isso mamãe. Eu... Eu estava tão feliz por alguém corresponder e... E agora ele provavelmente me odeia!
Tudo por culpa dele! Ele fez isso! Se não fosse ele, eu teria um namorado agora, eu seria feliz... E NÃO ESTARIA FAZENDO ESSA CARTA DEPRESSIVA PRA VOCÊ MAMÃE!
(A letra estava borrada nessa parte)
Desculpe pela grosseria e pelas partes borradas mãe... Mas estou tão... Tão... Decepcionada! Essa é a palavra, decepcionada!
Pensei que oNatsu era mais que isso. Agora vejo que ele só é um baita de um idiota egoísta.
Desculpe por tudo mamãe. Mas agora preciso dormir.
Com amor, de sua filha, Lucy."
Era isso que ela pensava de mim? Eu... Eu fiz tudo isso?
Quando? Eu só queria impedi-la de fazer uma besteira! Desde quando o Gray é bom pra Lucy? Ele não é de nada!
Eu... Lucy...
Voltei-me para a cama de Lucy, olhei bem para aquele rosto. Chorou por mim, pensei. E confuso com tudo aquilo, só apenas depositei um beijo na testa dela, e sentei-me no chão, ao lado de sua cabeça.
Logo adormeci.
No meu sonho, eu via Lucy perto de mim, com aquele sorriso empolgante. Mas ao mesmo tempo havia outra Lucy, uma mais triste, que chegou perto de mim e me deu um tapa. Mas não foi forte, ele foi meio... Não se explicar, mas não é como se ele estivesse com raiva. Ela estava meio corada e sua cabeça virava pro lado. Logo percebi, não estava com raiva de mim, só... Emburrada.
Acordei. Lucy mexeu até com meus sonhos.
Ela só estava emburrada...
Emburrada com o que atrapalhei, e não com raiva de mim...
Era isso? Então era fácil resolver.
Levantei do chão. Olhei em volta e logo deduzi que ela estava na Fairy Tail. Não sei como Happy veio aqui, mas preciso conversar com a Lucy.
Sai correndo até lá, e abri as portas de uma vez. Estava uma zona, como sempre. Vi a loira sentada nas cadeirinhas do balcão e logo corri até lá.
-Lucy... -Chamei-a por trás. Ela se virou com uma cara emburrada e virou para frente novamente, bufando respondeu.
-O que você quer? -Puxei ela pelo braço. -E-Ei!
-Precisamos conversar. -Falei sério e ela hesitou por um instante, mas assentiu.
Fomos para atrás da guilda.
-Repetindo: O que você quer? -Ela disse de novo com os braços cruzados.
-... Não fique emburrada comigo. -Só saiu isso.
-Emburrada? Porque acha isso? Só estragou o primeiro encontro da minha vida. Boboca. -E bateu na minha cabeça, como pensei. Emburrada.
-Lucy, não fique emburrada comigo. Fiz pro seu bem. -Respondi.
-Ah é? Me explica porque é para o meu bem? -Não aquento mais.
Em um movimento rápido, puxei seu rosto de encontro com o meu e selei nossos lábios. Eu pedia tanto por aquilo, e não podia mais esperar. O gosto era tão bom... O cheiro impregnava em minhas narinas e aquilo tudo me deixava confuso... Como se meus instintos se atiçassem. Senti suas mãos envolvendo meu pescoço, ela correspondia... Logo puxei sua cintura para aproximar nossos corpos, sua cintura fina... Sua pele macia... Sentia meu coração palpitar forte e descompassado... Sentia o fervor... E aprofundando aquilo, nossas línguas entraram em choque, e logo eu quis tudo aquilo pra mim, só pra mim...
Pela ironia do destino nos separamos. E então me lembrei de respondê-la.
-... Acho que não precisa de explicação. Eu só... Preciso de você, assim como preciso do ar.
E tudo acabou assim.
Numa coisa tão bizarra que foi minha curiosidade. Acabei descobrindo o que eu precisava para ser feliz.
Eu já tinha. Estava sempre ao meu lado. Todo o tempo, o tempo todo.
Ás vezes, só basta um sentimento de perda, para que seus instintos acordem e façam você procurar seu objetivo de vida.
Lucy. Meu objetivo de vida.
Notas finais
Deixem suas opiniões :3
Jya Nee !
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