O novo Time
5 Capítulo 5 - Por que eu deveria ser como você?
Notas iniciais
– Capítulo 5 –
Por que eu deveria ser como você?
A Fairy Tail. estava armada, pronta e preparada, todos equipados, curados e determinados, se encontravam no grande salão, Laxus estava na porta da guilda que permanecia fechada, ele arrumou seu grande casaco de gorro, passando a mão pela parte fofinha e em seguida dando um beijo em Mirajane que retribuiu corada, abriu as portas e começou a caminhar. Havia mais de 320 magos com objetivo de destruir a Dark Fairys, mas infelizmente alguns membros estariam em missões, apesar de pedirem por tempo o impaciente Laxus decidiu e ponto.
Nem todos estavam felizes, três garotos estavam sentados do lado de fora da guilda, escorados na parede avermelhada, eram Metal, Raite e Soui – também não podemos esquecer Adaline e Valier, excedes do domador do trovão — era até compreensivo que Raite não quisesse ajudar, afinal ele mesmo sabia que tinha coisas melhores para fazer, mas por que os dois filhos de Gajeel e Levy estavam ali?
– Eu não acredito que fui excluído, eu queria tanto ajudar a guilda, ajudar a Evy e o pior de tudo é que Max vai ficar colado na Nick – Metal falava jogando uma lata de Coca-Cola vazia pro alto e a comendo, nervoso – Eu queria dar uma surra no velhote! Droga!
– O velhote é o mestre dessa guilda – respondeu Raite ignorando o fato de ele ser seu pai – E ele também conhece muitas garotas... – deixou um sorriso malicioso escapar de seu rosto.
– Rai-san seja um cavalheiro! – Valier o excede falou fazendo uma pose heróica, vestindo sua armadura, espada e escudo.
– Você deveria ter mais respeito com as garotas! – Metal corou ao falar.
– Por que eu deveria ser como você? – a pergunta foi lançada ao ar e por lá ficou – Irritante...
– De qual quer forma, eu não concordo com isso... – sem obter resposta notou que seu irmão estava muito calado – Soui, eu entendo que seja triste, mas por que está tão calado?
– Eu simplesmente não posso aceitar isso... – falou pensativo chamando a atenção dos outros dois – Eu passei todos esses anos esperando por esse momento e eu recebo um não como resposta...
– Soui... – Metal soltou em um tom baixo e triste.
***
Sara o “Som da Morte” como foi apelidada, estava em ação novamente, andando pelas ruas e bosques a procura dos dois membros de ouro da Dark Fairys, como um bom membro de dark guildas ela não pode deixar de irritar e causar problemas no caminho, porém nada que a atrapalhasse, Sara é forte, talvez alguém forte até de mais. Andava com Aron voando ao seu lado e sua guitarra presa em suas costas como uma mochila de apenas um lado. Ela estava próxima, podia sentir, em sua cabeça soava um rock próprio, como se ele precisasse estar ali. Em meio a uma pequena vila, à direita estavam lá os dois garotos de olhos coloridos, um de lindos olhos pratas e outro com brilhantes olhos dourados, sentados em um monte empilhado de troncos de madeiras presos, conversavam com sorrisos loucos e gentis no rosto, mas essa alegria se foi ao escutarem a voz de uma certa garota se aproximando.
– James, Arthas que coincidência – Sara falou sorrindo em vitória ao ver os dois irritados – Não gostaram da surpresa?
– Poderia ter sido melhor se tivesse trazido carne – Arthas falou pensando em sangue humano.
– Poderia ter sido melhor se você estivesse morta! – James falou se levantando – Morta você seria muito mais útil sabia?
– Vocês são tão divertidos – Sara falou se se encostando à pilha de madeira – Mas eu tenho que estragar a felicidade do momento... Então vamos logo pra guerra antes que eu coma vocês no palito, cortados em pedacinhos, o que acham?
– É uma boa idéia Sara, risca e inverte pra deixar ela perfeitamente per-fei-ta – Arthas sussurrou a ultima palavra silaba por silaba, seu rosto estava traçado de ódio e vontade de matar.
– Estou tão feliz que você veio Sara, é a minha incrível chance de te-ma-tar – James sussurrou como seu parceiro, a realidade dos dois foi afetada pela Dark Fairys e principalmente por Sara.
– Garotinhos, por que não se mexem e andem com seus corpinhos musculosos até a guilda... – ironizou a garota que começava a se desesperar.
– Desculpa Sara, eu não to afim de uma guerra! – Arthas falou estalando os dedos.
– Você é tão nojenta que minha guerra poderia ser contra você! – o garoto falou com seus olhos prateados a brilhar.
– Pode vir, você merecia isso desde o começo James! – Sara avançou – Tenho pena de você por se meter nisso Arthas! Espada da Fênix do Dragão Proibido de Aço.
Uma enorme espada nasceu da mão de Sara, foi se formando como fogo a crescer, e no topo asas flamejantes que se movimentavam lindamente, as poucas pessoas da vila mal se mantinham de pé, todos rastejavam em busca de abrigo, o poder daquela espada estava dominando o lugar, menos seus inimigos é claro, Arthas riu maliciosamente e sentou-se no chão, um ato estúpido que deixou Sara ainda mais irritada, ela girou o corpo empurrando Aron para o lado, cruzou sua espada pela cabeça de James que permanecia imóvel e viu a figura dele desaparecendo, como pó ou vapor, junto com todo aquele cenário de batalha, o que havia acontecido?
– Que droga é essa? – falou vendo sua espada voltar a ser sua mão novamente – Que lugar é esse?
Aos poucos um novo território foi se revelado, um parque, havia somente um balanço, com um pequeno garotinho de cabelos lisos pretos e olhos prateados, Sara conhecia aquela figura era James na primeira vez que se encontraram, ele balançava de cabeça baixa, sozinho, totalmente sozinho nesse monte de grama. Sara caminhou lentamente, ela se transformou em uma criança um pouco maior que o garoto, porém se sentia a mesma, ele pareceu não notar, sentado e quieto ela tentou tocá-lo, mas sua mão não o alcançava, era como um fantasma. Uma menininha um ano mais nova corria tropeçando e destruindo acidentalmente toda obra bonita que encontrava, ela tentava parecer menos desajeitada, até que em um bruto gesto ela tropeçou e caiu na frente do menino que se surpreendeu.
– Desculpe – ela se apoio aos cotovelos sorrindo – Eu só...
– Obrigado... – agradeceu perplexo.
– Ah? Que?
– Por sorrir... – ele levantou e se afastou correndo – Desculpe...
– Meu nome é Nick, você vai pra casa? – ela perguntou inocentemente se levantando e batendo as mãos no vestidinho rosa.
– Eu... Não tenho casa... – ele parou de andar.
– Oh... Eu moro com a mamãe, cadê sua mãe? – ela se aproximou tocando no ombro do garoto.
– Eu não sei de minha mãe... Ninguém fica comigo, eu... Eu... – a menina riu o deixando constrangido.
– Você não tem mãe? Isso é um pouco triste... Quer jogar bola comigo? – a menina correu até o fundo do cenário e pegou uma bola de futebol, sorrindo – Essa é a melhor bola do mundo! – jogou para o alto e ao pegar acabou a furando com sua pulseira – Opa... – eles riram.
– Eu não sou bom com essas coisas... – ele falou tocando a ponta do dedo indicador na outra.
– Se eu consigo, você também consegue – ela estendeu os braços, ele hesitou e finalmente sorriu.
– Sim! – apertou a sua mão.
Juntos as crianças desapareceram de mãos dadas e simplesmente felizes por terem um ao outro, o cenário foi desaparecendo assim como eles, virando pó, e aos poucos Sara foi se transformando em uma adulta, voltando aos seu mundo, e simplesmente caindo de joelhos na frente de Arthas e James.
– Parece que isso realmente te afetou... – James falou passando a mão pelo seu cabelo, ele parecia tão abalado quanto Sara, porém de uma forma feliz – Eu não sabia que minha única lembrança feliz era o seu pior pesadelo.
– Quem diria que você tem inveja da sua irmã – Arthas se levantou com dificuldade – Isso foi tão divertido... Esqueceu de minha magia? Nunca avance primeiro – concluiu cuspindo sangue pela boca, sua magia o fazia usar uma grande quantidade de poder, a magia das Palavras, o qual toda palavra ganha vida, ele sempre colocava uma barreira no chão para surpreender seu adversário, Sara sabia disso, mas realmente não se protegeu.
– Como... Eu... Eu... Por quê? – Sara passava a mão pelo seu rosto em pânico – Não, não me faça lembrar disso – ela se encolheu parecendo uma criança com medo.
– Afinal, por que isso é tão forte? Você destruiu minha vida, devia achar aquele pequeno momento de felicidade uma ótima ferramenta de tortura, não é? – James socou o chão com raiva – Por que foi! Legal? Você deve ser uma das piores pessoas do mundo, eu só queria... Só queria... – uma lagrima fria desceu pelo olho prateado, ele a limpou, seu corpo começou a tremer, mais e mais lagrimas desciam pelo seu rosto triste.
– Ninguém quer ser como você... – Arthas escrevia em um pedaço de papel com o pouco de magia que sobrava em seu corpo, uma linha de sangue descia pela sua boca – Sara!
James se afastou, seu parceiro rastejava com dificuldade, os olhos dourados faiscavam, estendeu a mão que tremia como a de um velho, passou a pela guitarra e tocou as costas da menina com aquela droga de pedaço de papel, que tirou milhares de gritos dela, por que não houve defesa? Aron pulou para tentar ajudar, mas acabou grudando no papel também, ambos gritavam, de tal forma assustadora que nem mesmo os grandes magos conseguiam agüentar.
Por que tanto drama?
Por que apesar de todo o sofrimento aquela cena estava sendo um triunfo para James e Arthas, o dia em que a filha de Levi e Gajeel morreria. Ou melhor, o fim da pessoa que conseguiu fazer tal mal que foi morta por um próprio companheiro. Ela poderia sorrir, morrer com um sorriso é como se você tivesse sido a melhor pessoa do mundo, bom, Sara mostrou o dedo do meio pra eles.
– Adeus Sara – James sussurrou baixo vendo o corpo da menina e de seu mascote sumirem.
Continua...
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