O nosso primeiro encontro
1 Capítulo Único - O nosso primeiro encontro
Notas iniciais
Fazia já umas boas semanas que o dia dos namorados passou e foi também o dia que Sakuno arranjou coragem para confessar ao Ryoma. Desde aquele dia sempre tinham algum tempo livre, o casal se reunia no lugar da confissão perto da cerejeira, que encontrava a florescer porque a primavera estava quase chegando.
— Ryoma, desculpa pelo atraso. — Sakuno vinha a correr em direção do namorado, com o almoço de ambos na mão. Quando tinha tocado a campainha para o recreio, foi chamada a professora quis falar com a garota sobre deveres queria passar para turma.
— Sem problema, nem demoraste muito. — O atleta sabia o motivo do atraso, porque tinha visto tudo ao sair da sala de aula. Ajudou a sua namorada segurando a caixa do almoço para a mesma sentar ao lado dele para aproveitarem a refeição.
— Como já passamos para próxima etapa do campeonato. O que achas de sairmos para um encontro neste fim de semana? — propôs a garota desde que começaram a namorar não tiveram muito tempo para estar sozinhos sem ser na escola e também tinham estados ocupados a treinar no clube de tênis que ambos participam.
— Acho uma boa ideia. Vai fazer-nos bem fazer algo diferente. — Ryoma sorriu para sua namorada com um olhar amoroso. As últimas vezes que saíram juntos foi como colegas de clube e não como namorados, queria experimentar coisas diferentes sem ser algo relacionado com o tênis.
Faltavam poucos minutos para o intervalo terminar e regressarem para sala de aula, o casal decidiu falar sobre o encontro que iam ter no fim de semana. No que iam fazer e que lugares deviam ir quando estivessem juntos naquele dia, já que é primeira vez de ambos que estão em um relacionamento amoroso.
(...)
Chegou o grande dia, que os namorados tanto esperam durante toda a semana, o dia do encontro. Ryoma esperou pela Sakuno no lado de fora da casa dela, ainda não tinham contado às famílias que namoravam e os adolescentes sabiam como eles iam reagir ao relacionamento que têm. Ambos tinham uma coisa em comum, não gostavam de ser o centro das atenções quando algo era relacionado a eles, não sabiam como reagir a situação.
A garota saiu de casa, viu o seu namorado sentando no degrau no jardim da sua casa. Correu até ele e parou frente dele, deu um sorriso.
— Bom dia, Ryoma. — Sakuno não dormiu quase nada na noite anterior, à espera de voltar a encontrar com seu namorado. Decidiu vestir roupas confortáveis para este dia porque não tinha muita a certeza do que iam fazer para se divertirem.
— Bom dia, Sakuno. — Ryoma contribuiu com o sorriso para sua namorada. Estava um pouco nervoso pelo encontro, mesmo já tendo saindo nas outras vezes com ela, só como amigos e único lugares que iam sempre juntos era alguma loja de esporte ou ver algum jogo relacionado ao tênis.
Os jovens começaram a caminhar calmamente nas ruas até chegar à avenida principal. Como tinha saído cedo de casa sem tomar o café da manhã. Decidiram parar em uma pastelaria para comer alguma coisa para terem energia para aproveitar o primeiro dia de encontro deles. Durante a semana pensaram em muitas coisas, que queriam fazer juntos e queriam ter memórias desse momento importante da vida deles.
— Teu pai estranhou por saíres cedo hoje? — perguntou Sakuno curiosa. Enquanto esperava pelo empregado de mesa para fazer o pedido do que queriam comer.
— Nem por isso, estava dormindo no sofá e a tua avó? — Ryoma teve um grande sorte do seu pai estava dormindo se soubesse que ia sair com uma garota, começava com piadas do costume.
— Minha avó todos os sábados vai fazer uma caminhada com amigas. — foi a sorte da adoscelnete senão ia começar com monte perguntas, querendo saber o lugar e com que pessoas ia ter.
Param de conversar um pouco para saborear os bolos e bebidas que pediram, antes de começar o roteiro que planejaram para o encontro.
— Vamos caminhar bastante pela manhã. — comentou Ryoma depois de ter terminado a sua comida. Esperou que sua namorada acabasse de comer o bolo.
— Pelo menos praticamos um pouco de exercício, já que não tivemos treino hoje. — Sakuno normalmente quando não havia treinos lá no clube, nos dias em que ficava em casa aproveitava sempre para fazer uma caminhada ou uma corrida pelas redondezas de onde mora.
A ideia principal do casal para aquele dia era andar em um parque que havia ali perto, apreciando os animais que havia à solta por lá, junto com as exposições que ia haver por lá.
Foram caminhando um ao lado do outro, estavam nervosos porque queriam dar a mão, mas não sabiam como. Como é o primeiro relacionamento deles estavam tímidos e não sabiam como reagir, mesmo que a volta deles houvesse mais casais a passear, só que muitos deles são pessoas mais velhas.
Aos poucos, os adolescentes tomaram coragem e finalmente deram as mãos quando perceberam que ninguém os observava. Quem passava ao lado do casal e quem reparasse dava para ver que ambos estavam um pouco envergonhados com este pequeno gesto e vermelhos.
Seguiram o caminho até ao parque de mãos dadas, a timidez que tiveram ao início foi desaparecendo aos poucos. Antes de irem ver os animais, os adolescentes decidiram ver as exposições que havia logo ali à entrada no parque, onde havia pinturas, livros e até acessórios para serem vendidos.
— Queres ver as pinturas, primeiro? — Sakuno estava curiosa para ver os quadros, ainda por cima o pintor estava pintando ao vivo um retrato de uma família.
— Te conheço, sei bem queres um retrato nosso. — Ryoma viu como a garota estava alegre quando passaram pela posição e viu que podia ter um retrato deles na hora.
— Estamos a pouco tempo juntos e já percebeste quero uma recordação no nosso primeiro dia de encontro. — a jovem sempre quis ter um retrato ou uma fotografia com Ryoma, desde que conheceu e o tempo foram tendo juntos quis sempre ter uma lembrança para recordar de como se apaixonou por ele.
Esperando que o grupo da frente fosse embora para serem os próximos a serem pintados por um pintor que é um jovem que anda na faculdade e nos seus tempos livres vendia suas pinturas ali juntos com seus colegas para ganhar alguns dinheiro para ter materiais no clube que estão.
Não demorou a vez deles, o jovem foi simpático com o casal percebeu que deviam estar no primeiro encontro, mandou sentar para começar fazer um retrato deles. O retrato foi feito no instante porque os adolescentes ficaram quietos e com expressões fáceis de desenhar.
Antes de entrarem no parque param em uma tenda para ver os acessórios que eram feitos a mãos pelas pessoas daquela região. Sakuno ficou de olho em umas munhequeiras para dar ao Ryoma, reparou que aquelas que ele usa no clube estavam ficando desgastadas e queria oferecer uma como presente.
Enquanto a garota estava ocupada escolhendo qual ia dar, Ryoma aproveitou para olhar para os acessórios femininos e queria também dar algo a sua namorada. Como Sakuno estava distraída, o jogador de tênis pediu ajuda à atendente para escolher uma presilha fofa, porque havia diversas opções e estava com dúvidas em qual deveria oferecer.
— Eu acho que já vimos tudo na exposição. — comentou Ryoma que tinha pagando secretamente o presente sem Sakuno reparar.
— Sim, estou curiosa para saber que animais estão por aqui. — Sakuno virou para o namorado, onde guardou o presente na mala para dar depois.
A paixão dos jovens pelos animais é tão grande e que animam o dia deles, depois de um dia cansativo. Por isso decidiram ir ali ao parque, os ver e dar carinho a eles e alimentar. Voltaram a caminhar juntos de mãos dadas, desta vez sem medo porque daqui para sempre este gesto de carinho ia estar muito presente na vida deles, enquanto namorarem.
— Que animais queres ir ver primeiro? — perguntou Sakuno, sabendo que a escolha do seu namorado era ir ver os gatos, é o animal de estimação favorito dele.
— Aqueles gatos. — apontou Ryoma para a associação que estava ali, mostrando animais que recolhia na rua e queria dar lar a eles. Ele ama imensos gatos, que até tem um em casa e no seu tempo livre brincava imenso com ele.
— Tão fofinhos — falou Sakuno ao se aproximar deles. Começou tocando deles, o pelo macio e meigos, dava para ver que são bem tratados.
Decidiram ficar por ali, a brincar com os gatos e cães que estavam com bastante energia, a mulher da associação ficou contente por ver os jovens interessados nos pets. Sabiam que eles não iam adotar por causa da idade que tem e precisam de ter um responsável na hora, mas percebeu que estavam interessados em voluntariar para passear e brincar.
A manhã estava passando rápido, que os jovens tinham que regressar a casa para o almoço e passar o resto do dia com a família. Ambos esperavam não encontrar ninguém na rua quando voltasse porque sabiam que perguntas iam ter de responder porque estavam juntos e ainda não estavam preparados para isso.
— Não queria que a manhã passasse tão rápido. — lamentou a jovem enquanto saíam do parque para regressar a casa.
— Ainda não nos separamos e já estás com saudade. — Ryoma percebeu o motivo da Sakuno estar assim. Não queria ficar longe dele por um segundo, mesmo que todos os dias até no fim de semana acabassem por ver por causa da rotina que levem.
— Há tanta coisa que pensamos fazer hoje e nem metade fizemos — Sakuno queria que o tempo parasse para se divertir junto do Ryoma sem se importar com o horário.
Caminharam com calma e queriam que primeiro encontro durasse mais tempo, iam conservando como a manhã para eles foi muito especial e divertida. Esperavam que os próximos encontros que tivesse fossem como aquele de momentos preciosos e cheios de felicidade.
Ao ver que estavam quase chegando a rua que levava para caminho de casa. Decidiram dar os presentes que compraram na exposição neste momento.
— Tenho uma coisa para ti, Ryoma. — Sakuno abriu sua mala e retirou as munhequeiras desportivas que comprou na feira e deu ao namorado que colocou na hora no pulso.
— Quando compraste isso? — perguntou Ryoma que ficou surpreso, sempre esteve com ela a manhã toda e nem reparou quando ela pegou naquilo enquanto olhava para os acessórios femininos.
— Foi hoje. Até pensei que tinhas reparado. — comentou Sakuno que ficou feliz por saber que namorado não tinha visto escolher e gostou de surpreender.
— Estava distraído a comprar uma coisa para ti. — revelou o namorado que tirou no bolso a presilha que comprou com ajuda da vendedora.
— Parece que somos ambos surpreendidos. — a garota não estava à espera daquele ato amoroso do Ryoma. Pegou na presilha em forma de borboleta e deu um beijo da bochecha do seu namorado como agradecimento.
— Sem ser o retrato que fizemos. Queria dar algo especial para recordares sempre. — Ryoma estava todo corado porque não estava à espera que fosse beijado assim de repente.
— Amei imenso, vou usar todos os dias. — revelou Sakuno feliz e mais apaixonada ao descobrir novos lados que desconhecia do Ryoma.
— Fico feliz por saber que gostaste. — Ryoma continuava meio tímido, ainda pensando no beijo da bochecha que recebeu.
O celular de ambos começou trocando e viram que era a família, a perguntar por onde andavam os jovens e se não demoravam a aparecer para o almoço. Como já estavam perto da casa de Sakuno, o garoto decidiu acompanhar até a porta para ver se namorava chegava bem a casa e nada de mau acontecesse no caminho.
— Sabes Ryoma, amei muito o nosso encontro. — Antes de entrar em casa, Sakuno mostrou-se como sentiu durante a manhã que passaram juntos e dos momentos que viveram neste dia especial.
— Todos os encontros que vamos ter vão sempre ser especiais ao teu lado. — o garoto ficou mais envergonhado porque é coisas que normalmente não diz, já que é uma pessoa muito reservada e não mostra muito o que sente às pessoas.
Sakuno correu para os braços de Ryoma ao escutar que ele gostou de passar a manhã com ela. O adoscelente ficou surpreso pelo gesto repentino, mas retribuiu o abraço com amor e carinho. Como é o primeiro relacionamento deles, não sabiam qual era a melhor forma deles se despedir.
Depois do abraço, Sakuno caminhou no jardim até chegar à porta de casa, porque sabia que em minutos a sua avó vinha a rua ver se encontrava ela ali fora ou não, antes de tentar novamente ligar para ela. Ryoma ao ver que a namorada estava já segura e em casa, acenou para ela quando reparou que a garota virou para trás para despedir novamente, desta vez com um aceno de mão e um sorriso no rosto.
Durante o resto do dia, os adolescentes, mesmo não estando juntos, só pensavam no primeiro encontro amoroso que tiveram como casal foi maravilhoso e divertido. Porque conheceram diversas facetas que nunca imaginaram quando eram só amigos. Nos próximos dias, o tema de conversa entre eles era sobre aquele dia especial e quem convivia com os jovens repararam que ficaram diferentes e mais conversadores do que eram antes.
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