Já faz um bom tempo que não nos falamos direito. Desde que eu disse a ela qual era a minha intenção, ela me responde seca, quando responde. Não gosto de quebras de promessas, e foi exatamente o que ela fez. Eu tinha feito ela prometer que não se afastaria de mim por conta do que eu disse que sinto. E ela não o fez. Parece me evitar todos os dias, tardes e noites. Será que ela não percebe que está indo contra a própria palavra? Acho desnecessário tudo isso, afinal, não custava nada ela ter dito desde o começo que me achou chato, ou sei lá, que me achou feio, ou até mesmo que gosta de outra pessoa. Seria menos chato, aliás, não seria ruim dessa forma. Mas o pingo de esperança que ela me deu foi fatal. Duvido muito que ela não tenha percebido a forma que eu me aproximei desde o início. Mas, vou fazer o que não é? A vida segue. Eu até continuaria tentando alguma coisa, mas está na cara que ela não quer nada comigo, evita até a aproximação amistosa. Não vou acabar com a minha narrativa por conta disso. Continuarei ela, e com um sorriso novo, vou contar-lhes um segredo. Basta ter paciência, só posso adiantar que estou bem feliz e que ando rindo atoa pelos corredores desse labirinto da vida, que se não por vontade própria ou alheia maldosa, ninguém escapa de seus caminhos tortos e sem rumo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.