O nascimento de Pain

4 O nascimento de Pain


Veja, amigo

Como nos dois crescemos e defendemos sonhos feitos de papel...

Os dias que se seguiram continuaram frios e cinza, nunca entenderia porque sempre chovia ali. A azulada tinha lá suas dúvidas e teorias que a simples existência de Nagato fazia a natureza se revoltar tanto assim.

Mas ali dentro daquele casebre fétido e úmido as cores pintavam o dia cinza. E no interior das tábuas podres e cheias de frestas invadidas pelo vento molhado do típico dia frio de um eterno inverno chuvoso, a esperança era o combustível que movia o corpo ‘solitário’ para lá e para cá.

A primeira parte de um plano minucioso já estava sendo posta em prática. Kakuso havia entregado para a garota da equipe antigos pergaminhos cujo papiro delicado contava a história daquele poder macabro que se expressava em forma de espirais profundas e retorcidas. Tão sem vida como o dia lá fora.

Se havia mesmo uma forma de acabar com aquilo tudo, a informação primordial com toda certeza estaria ali omitida por palavras de vários sentidos e fundos ilógicos. Outra parte da informação precisa para a batalha já estava em sua mente, dada pelo próprio dono do poder sinistro em uma noite qualquer daqueles dias perdidos no passado em que chamavam uns aos outros de família.

Konan estava tecnicamente sozinha em casa uma vez que os capangas sem vida de Nagato não contavam, e o próprio Nagato estava sendo mantido longe dali por Kakuso. Algo sobre estar atrás de informações sobre bijus, algo que nem a azulada sabia ao certo o que era até começar a ler aqueles documentos.

Vestiu-se com roupas quentes e confortáveis, afinal até mesmo o tecido se muito pesado ainda causava dor ao corpo fragilizado e ferido. O cachecol largo e as luvas também compunham o visual e tinham mais o intuito de esconder cortes e hematomas do que manter o calor de seu corpo naquele dia frio. Não podia mais evitar passar por Yahiko dentro de casa, tão bem como não suportava os olhos congelados pousando em cada um dos seus machucados. Não era culpa dele, não queria que alguma parte da alma do amado se ferisse por sua causa.

A chaleira apitou na cozinha e ela levou a parte dos documentos que lia consigo até lá. Já tinha lido aquilo tudo centenas de vezes, mas queria ter todos os possíveis detalhes e fraquezas bem vivas em sua mente, enfrentar Nagato teria que ser algo muito bem planejado. Konan deixou os papeis sobre a mesa da cozinha e desligou o fogo do fogão, ignorando a chaleira temporariamente enquanto buscava por uma xícara de louça e um chá de aroma adocicado.

Sentou-se confortavelmente em torno da mesa, sentiu o cheiro do vapor que exalava um aroma que quase implorava para ser provado. A louça delicada tocava os lábios finos, e escondia um teimoso sorriso que surgia ali, denunciando os sonhos contidos nos pensamentos da kunoichi, mas seus olhos tombaram para a esquerda e para baixo, e seu sorriso morreu ao repensar todas as coisas que fariam parte daquele plano. Com determinação, o liquido quente escorreu da garganta a baixo, até mesmo a água escaldante era mais fácil de ser digerida do que as coisas que teria que fazer dali para frente para poder se ver livre de Nagato.

Com um suspiro pesado, a xícara foi deixada sobre a mesa ao seu lado para que os pergaminhos repousassem em suas mãos mais uma vez. Não havia uma só frase daquele documento que ela não houvesse decorado, não havia mais o que extrair deles, até mesmo por códigos ocultos ela já havia procurado.

Enrolou-os respeitosamente e passou a mão pelo pequeno sache que abrigava o saquinho de chá, colocou os pergaminhos sobre o mesmo, quase o escondendo devido a visível diferença de tamanho entre ambos. E como que se a paz já reinasse no mundo, bebericou mais uma vez a bebida quente e adocicada antes de unir as mãos e ligar os dedos em selos, os olhos fechados e o cenho franzido denunciavam a concentração necessária, e após alguns segundos a luz brilhante de seu chakra cumpria o objetivo do anjo, selando os importantíssimos pergaminhos dentro do pequeno sache de chá, que a azulada se apressou em guardar em seu bolso.

– Ninguém jamais poderá encontrá-los! – Uma voz grave fez Konan se assustar, estava sozinha ali.

Prestes a se culpar por não perceber a aproximação de ninguém, Konan abriu os olhos. Encontrando algo que jamais imaginaria encontrar: Yahiko estava ali.

Sentado em outra cadeira em torno da mesma mesa, olhando e sorrindo para si. A azulada ainda olhou para todos os lados da cozinha, em busca de Kakuso ou qualquer outra pessoa que pudesse aparecer do além para ajudá-los, mas não havia ninguém.

E só então ela pode acreditar, Yahiko havia falado consigo. O maior dos atos de autocontrole do ruivo para consigo, pois os clones nunca falavam, respondiam apenas ao seu criador. A felicidade invadiu seu ser, o sentimento foi tão intenso que lágrimas chegaram se formar sobre os olhos da menina.

– Yahiko.. Yahiko.. – Chamou seu nome repetidas vezes, precisava ouvir novamente, precisava crer que aquilo era mesmo real.

Você mudou demais...

Traiu seus ideais

Que a gente prometeu esquecer jamais

Quantos de nós partiram

Sem ter seus sonhos de criança concebidos

E nem mesmo toda a dor muscular que abatia seu corpo ferido foi suficiente para manter a menina parada, Konan se ergueu do lugar onde estava sentada para se aproximar do ruivo. Estava feliz demais para se conter, e se quer sentiu os hematomas ao se deixar cair no chão de joelhos de frente para o amor de sua vida, e tomar as mãos dele entre as suas.

O ruivo lhe sorriu em um riso apagado, não queria que seu anjo percebesse que não era capaz de sentir seu toque quente. Sentia-se culpado por todas as coisas que ela estava vivendo.

Se ele tivesse sido mais firme, se tivesse apenas ter conseguido fazer com que ela fugisse antes de sua morte. Se não tivesse sido tão fraco, Konan não estaria sofrendo tudo o que sofria agora. E nem mesmo a morte o fazia deixar de sentir esta dor quase física ao ver a vida que Konan era obrigada a viver agora.

– Me desculpe.. – Disse baixo deixando que a menina entrelaçasse seus dedos aos dele, olhando fixamente para as mãos unidas. – Desculpe por ter sido fraco e não ter conseguido salvar você disso tudo.

– Não há o que ser desculpado – Disse sem se preocupar em sentir o caminho quente que as lágrimas faziam mudas por seu rosto. – Ninguém tinha como prever que Nagato se tornaria alguém assim. Não havia como imaginar que mesmo depois de sofrer tudo o que nós três sofremos juntos, logo ele traria a dor de volta.

– Você me assustou quando tentou tirar sua própria vida, se Kakuso não estivesse aqui eu não seria capaz de tirar você daquela banheira. Ou só conseguiria se recorresse a comunicação com Nagato. Por favor, não tente isso novamente. – Disse o ruivo, e ela concordou com a cabeça.

– É que às vezes fica muito difícil ter esperanças. Nem mesmo um raio de sol atravessa essa tempestade cinza.

– Eu juro que vamos acabar com isso! E você vai ter que ser mais forte ainda.

– Eu sei tudo o que tenho que fazer Yahiko, mas no final, ainda vai ter que ser você.

– E eu estarei lá com você, em todos os momentos. Temos que esperar o sinal de Kakuso e o retorno de Nagato para darmos continuação a isso.

– Estarei pronta até lá! – disse firme, largando as mãos do amado para abraçá-lo. Precisava senti-lo, precisava da força que apenas ele podia lhe dar.

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As nossas fantasias

Que a gente teve um dia

Foram esquecidas no passado

Por você e eu

O reflexo da kunoichi no espelho quase em nada se assemelhava a da menina mal alimentada e cheia de olheiras e hematomas pelo corpo. O cabelo azul, e novamente com vida estava preso em um meio coque, com várias mexas da franja soltas por seu rosto, dando-lhe um ar um pouco mais agressiva. Um origami de papel branco, lembrando o formato de uma rosa, descansava sobre o mesmo, em harmonia com seu rosto delicado.

O completo oposto de suas vestimentas negras, com manchas rubras que lembravam nuvens de sangue. Aquilo era o uniforme da dita organização de Nagato, era negro como sua alma, e as nuvens lembravam a chuva de sangue que por onde o portador do rinnegan passava, deixava como rastro. Para ela havia apenas a escuridão de um eterno luto naquele tecido carregado. O luto por suas próprias vidas perdidas.

A azulada sorriu para si mesma, tentando lhe dar a coragem e a frieza necessária para as coisas que faria dali por diante. Cada minuto perdido para o passado era a certeza de logo teria que se encontrar com seu algoz, a ânsia que dava voltas em seu estomago lhe anunciava que Nagato estava cada vez mais perto.

Era a vez dela de mostrar o quanto era forte, e de fazer sua parte para libertar a si e a Yahiko. Com esse pensamento, verificou se todo o seu equipamento estava mesmo em ordem sob o uniforme. Fazia tempo que não se vestia como uma shinobi, mas jamais deixaria de saber como fazer isso com todo gosto, após se certificar de que tudo estava certo, foi esperar pela chegada de Nagato na sala daquele casebre.

Havia um ponto crucial de seu plano, que incluía o fato de Nagato lhe aceitar como uma shinobi mais uma vez. Ele teria que confiar cegamente em si novamente, e para isso acontecer, Konan sabia que teria que fazer das mais difíceis coisas.

Sinto que existe agora

Uma distancia bem maior entre nos dois

Maior que o inferno e o céu

A azulada amassou e jogou longe o pequeno pedaço de papel que dobrava e redobrava, ao lembrar mais uma vez dos pontos essenciais de seu plano. Um detalhe em questão arruinava ainda toda a estrutura forte que ela estava se esforçando para manter. Respirou fundo e puxou outro papel do bolso, seria capaz de dar conta de tudo o que tinha que fazer, tinha de ser, por isso tratou de tentar esvaziar sua mente recomeçando a dobrar e redobrar o fino pedaço de papel.

A energia de chakra se alterou no ambiente, Nagato havia chegado. Ela sempre foi a melhor dos três em sentir as diferentes ondas de chakra presentes no ar.

Nagato adentrou a cabana no exato momento em que a menina terminou mais uma bela rosa, com dobraduras milimetricamente perfeitas.

O portador do rinegan simplesmente não esperava encontrar Konan ali, aparentemente tão bem disposta. Principalmente vestindo o uniforme da organização, segurando uma linda flor de papel, típica dela. Konan apenas permaneceu sentada onde estava, olhando fixamente o algoz, centrada em ler suas reações.

– O que significa isto? – Perguntou em seu timbre natural de voz, sempre mantendo seu olhar analítico sobre a azulada.

– Isso? – A menina reforçou puxando de leve uma ponta da túnica preta. – Quero fazer parte disso. – Disse simples, também em seu tom natural.

– Por quê? Acha que vai conseguir fugir de mim se tiver missões a cumprir? – Perguntou quase zombando da própria ideia.

– Não quero fugir. – Disse baixando o olhar. – Apenas não quero ficar presa neste lugar. Sei que posso ser útil a você, em todo e qualquer lugar que você vá.

Konan agradeceu por não estar olhando para o ruivo neste momento, pois não sabia se seria capaz de dizer as palavras assim tão calmamente. Sabia como ele interpretaria a frase, e um bolo já se formava em sua garganta por conta disso.

– Está dizendo que quer minha companhia, Konan? – Perguntou se aproximando, tocando o queixo da kunoichi para fazer com que ela o olhasse. O menor toque, fez o corpo da menina entrar em alerta, já tinha sido ferida vezes demais por aquelas mãos.

– Se você prometer que não vai me machucar mais.

– Hahahaha! Konan, meu amor – Começou trocando o toque em sua face por um carinho manso. – Eu nunca quis machucar você, meu anjo, eu amo você. Se em algum momento tive que ser um pouquinho mais firme foi porque você me obrigou a isso, anjo.

A azulada uniu toda a força que ainda tinha para sorrir para Nagato. Yahiko não saía de sua mente por nenhum minuto se quer, apenas ele e seu amor.

Era pelo amor deles que estava apostando todas as suas fichas naquele plano incerto, e daria tudo de si para não hesitar, tinha que convencer Nagato. Tinha que entrar para sua equipe, virar sua companheira, domar o lado frágil de sua mente doentia para que ele depositasse toda sua confiança somente nela.

– Eu sei, acredito em você. O tempo que fiquei sozinha nesse lugar me fez pensar, até perceber algumas coisas. Eu.. senti sua falta. – Disse engolindo à força o bolo cada vez maior dentro de si.

– Konan.. – O outro suspirou, aquilo estava sendo tão fácil, mas ao mesmo tempo tão difícil.

– Me leve com você Nagato, seremos uma equipe perfeita como sempre fomos. Usaremos a sintonia entre nossos jutsus e você sabe que ninguém será páreo para nós dessa forma.

– E você não vai tentar fugir.

– E para onde iria? Você sabe que é minha única família, meu lar. – E então ele a puxou para um abraço, que para a azulada mais parecia um golpe letal de estrangulamento.

– Ah eu sabia que um dia você ia perceber. – Disse, mas então logo a soltou, afastando-a para que pudesse olhar dentro de seus olhos congelados. – E Yahiko? – perguntou extremamente sério, tinha mesmo se esquecido daquele animal infeliz.

– Eu demorei para perceber Nagato, mas você é o melhor para mim. Sempre foi. – E entre tantas mentiras difíceis de se sustentar, aquela foi a mais difícil de todas.

O ruivo tomou-lhe o punho e a puxou para si em um ato brusco, testando a veracidade das coisas que ela dizia. Seu íntimo teimava em lhe dizer que Konan não era do tipo de pessoa que mudava de opinião do dia para noite. Ela era inteligente, e ele deveria tomar cuidado.

Tsc, cuidado? Nagato quase riu de seu próprio pensamento. Cuidado com o que?

Ele era Deus, ele era o único poder onipotente no mundo. Era incapaz de ser derrotado, e Konan sabia disso melhor do que ninguém. Sim, ela era inteligente, e com certeza sua inteligência lhe levou a conclusão obvia de que não havia outra escolha.

E ele estava feliz por isso, assim não teria mais que machucá-la. Doía em si ter que machucar seu lindo anjo, mas ela precisava aprender que ele era o melhor para si. Ele sabia que o sacrifício sortiria efeito, por mais que lhe doesse ferir seu amor, ele sabia que com o tempo ela iria aprender.

Sorriu afrouxando o aperto no antebraço da menina, ela finalmente tinha aprendido. Depois de meses, ela tinha aprendido, e finalmente estava disposta entender que se não mostrasse resistência a ele, não haveria dor alguma.

Aproximou-se a passos largos da azulada, e tomou-lhe os lábios com volúpia. Para Konan, o asco fazia seu estomago queimar e dar voltas, mas tinha que suportar. E forte, deixou que Nagato experimentasse a textura de seus lábios, retribuindo o beijo quando a língua alheia lhe pediu isso.

Ignorando a textura do beijo, que para si, parecia conter serragem. Mandando para longe a vontade de se afastar dele o máximo possível, esmurrar-lhe a face até esvair todo o sentimento negativo que ele tinha colocado dentro de si. Todos os sonhos destruídos, e toda a esperança que fora solta como grãos de areia em uma forte tempestade.

Sentiu a mão do moreno tocando-lhe a cintura, e estremeceu ao menor contato, sabia o que viria a seguir. Não queria aquilo, não estava pronta para ir tão longe de uma vez só, tudo o que fizera até ali já tinha consumido todas as forças que ela tinha reservado para aquele dia.

Céus, e era apenas o primeiro de muitos. A ação ainda estava apenas começando, ela sabia que teria que agüentar seu toque, e receber seu corpo de bom grado todas as vezes que ele quisesse. Não teria como evitar esse contato, mas não estava preparada para isso ainda.

Quase sorriu largo demais quando ouviu o barulho da porta se abrindo. Nagato a largou no mesmo instante, e Konan sentiu mais uma vez um sentimento de pura gratidão por Kakuso, ao vê-lo ali, adentrando pelo local. Ela sabia que nem sempre seria salva assim, no último minuto, por isso era grata a cada minuto a menos de contato físico com Nagato quando isso acontecia.

Assumindo a pose de líder de organização de assassinos, Nagato acenou para Kakuso e chamou os dois para irem até o seu escritório. Já tinham assuntos para tratar, ela tinha conseguido, estava na equipe e sabia que tinha convencido Nagato. Entretanto, sabia que essa era a parte simples do plano. Era de crucial importância que conseguisse conquistar a total confiança de Nagato para poder levar o plano adiante.

Sinto que existe agora

Uma distancia bem maior entre nos dois

Maior que o inferno e o céu

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Os meses passaram rápidos contando os dias. Nagato não deixava Konan longe de si por um minuto se quer, e isso estava deixando a azulada nervosa. Primeiro porque cada minuto perto daquele homem tornava a missão mais difícil de ser suportada por si, Nagato lhe dava asco. Segundo porque isso significava que ele ainda não confiava nela o suficiente. E terceiro, porque isso fazia com que ela tivesse que ignorar a presença de Yahiko para não levantar maiores suspeitas, se mantendo longe do amado.

Se pudesse pelo menos buscar um pouco de força em seus braços. A ausência do ruivo era proporcionalmente ruim ao fato de ter que se manter próxima de Nagato, ao lado do mesmo homem que arruinara sua vida, despedaçando seus sonhos e sua felicidade como folhas leves ao vento.

Seus sonhos foram feitos ... de papel

Ainda assim estava executando bem todo o resto do plano, sendo-lhe uma boa amante e uma excelente shinobi. Liberava o ódio por ter que consentir em ser tomada pelo outro nas missões que nunca eram falhas. Contava também com as palavras incentivadoras de Kakuso, que quando tinha a oportunidade gostava de lhe dirigir palavras de força, na esperança de ser um braço em que a azulada pudesse se apoiar.

Ele sempre a lembrava que cada missão bem sucedida a deixava mais preparada para enfrentar Nagato quando chegasse a hora. Ainda assim, Konan se sentia chateada e completamente impaciente por não encontrar brechas para prosseguir com o plano.

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Veja, amigo
Como nos dois crescemos e defendemos sonhos feitos de papel

Mais dias se arrastaram, tornando meses em um ano. Um ano que tinha tentado tirar a própria vida, movida pelo desespero e a desesperança, e um ano que a luz tinha voltado a brilhar em seus olhos pela expectativa de uma nova e única chance. E finalmente, depois de tanto tempo de sacrifício a brecha aconteceu. Seria uma manobra arriscada, mas tudo que envolvia aquele plano era.

– Ele me mandou investigar o Haikage – disse a Kakuso aos sussurros e sem demonstrar ao ambiente que mantinham um diálogo.

– Isso é bom, pode nos ajudar com o plano. Eu sei o que o Haikage quer.

– E o que ele quer? – Perguntou.

– Você! Os boatos sobre você cresceram Konan, você se tornou o anjo limpa rastros de Nagato. E todos que o querem derrubar sabem que devem começar por você, mas o Haikage é diferente. Ele não vai querer matar você para atingir Nagato, ele é o tipo de homem que manterá você em cativeiro, ele vai estudar você como uma forma de aprender mais sobre o inimigo.

– Mas se alguém me capturar e manter viva, é apenas questão de horas para um clone dar a localização exata. É por isso que nunca conseguirei fugir – ela completou.

– É, mas o Haikage não conta com isso, com certeza.

– Entendi Kakuso-san, você quer insinuar que eu devo me deixar ser capturada.

– Uhum. Sabemos que Nagato vai encontrar você de qualquer forma, e quando você for resgatada...

– Haverá a brecha para prosseguirmos. Kakuso-san seu plano é ótimo. Fique atento, serei capturada tão logo encontre esse homem.

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Você mudou demais

Traiu seus ideais

Que a gente prometeu esquecer jamais

A azulada mantinha-se imóvel e de olhos fechados, apenas permitindo que Nagato lhe tocasse, tentando com todo esforço lembrar-se de Yahiko naquele momento. Na maioria das vezes era ele quem lhe dava forças.

Não importava quantas vezes aquilo se repetisse, quanto tempo se passava, o nojo que sentia de Nagato jamais desapareceria. Aquele homem jamais seria perdoado, nem neste mundo, nem no outro para o qual o mandariam.

Mesmo que suas respirações se chocassem agora, descompassadas, ainda em busca de um ritmo calmo. O motivo que fazia Konan ofegar era diferente do de Nagato. Basicamente o oposto.

Com o tempo, nem mesmo a certeza de que fazia aquilo apenas para seguir com o plano lhe era suficiente. O corpo quente inda sobre o seu parecia pesar toneladas, pois a sufocava. O líquido quente que escorria por suas pernas a fazia querer chorar, sentia nojo. E era isso que a fazia ofegar, a força incumbida para agüentar o abuso consentido de seu corpo.

E mesmo que não houvesse mais tapas, socos, cortes e hematomas, o nome daquilo não deixava de ser estupro. Porque ela não o queria, não reagia ao toque em seu corpo e não resistia a invasão ao mesmo. Mas ainda assim, em silêncio, não consentia com aquilo. Mas ele se quer percebia, ou se o fazia, não o dava a menor importância.

– O que há tenshi? – perguntou acariciando-lhe os cabelos.

– Nada. Só... ainda estou assustada. Foi minha primeira missão falha, senti como que se aquele homem fosse me matar antes de você chegar. – Disse calma, interpretando bem seu papel.

– Tivemos sorte por ter sido o Raikage. Não se preocupe, eu sempre vou saber onde você está.

– Ainda assim, se fosse qualquer outra pessoa, poderia ter sido tarde demais!

– Não diga besteiras Konan. Sempre há um clone meu com você, e ele sempre me levará até você.

– Isso é insuficiente! – Disse firme – Eu sou seu braço direito aqui, tem que haver um meio de EU me comunicar com você. Os clones são lentos demais. – testou.

– Você sabe que se houvesse um meio de conectar você a mim, eu já o teria feito. – ah como ela sabia, se Nagato soubesse como, colocaria uma coleira com rinegan nela.

Mas ela sorriu, quase se sentindo feliz. A resposta do ruivo deixava claro para si que nem ele mesmo sabia tudo sobre o próprio poder. E como fogos de artifício a esperança explodiu em luzes dentro dela.

– A comunicação entre vocês vem daqui, não é? – perguntou mesmo que já soubesse a resposta, enquanto tocava um dos vários piercings de Nagato.

– É... – disse vago.

– Então por que não me da um desses também? Você se comunicaria comigo assim como faz com eles.

– Porque você não está morta Konan, e nem eu a quero fria e como um fantoche meu. – como se ela já não fosse, a diferença era que seu coração ainda batia.

– Mas talvez justamente por eu não estar morta, isso possa funcionar de forma diferente comigo. Muito provavelmente apenas um piercing desses me manteria ligada a você.

Quantos de nós partiram
sem ter seus sonhos de criança concebidos

E aquela era a questão, ela não estava morta. Konan tinha uma linha de chakra próprio, que interferiria na freqüência de Nagato.

Ela sabia que ele poderia sim ser morto por um clone, Nagato mesmo lhe deu essa informação e esta se repetiu no pergaminho que leu. Mas o dono do Rinegan tinha uma fraqueza, ele se superestimava demais. Nagato tinha a mais convicta certeza de que nunca ninguém seria mais forte que seu poder, ele não sabia, se quer desconfia que Yahiko tinha tanto domínio sobre si mesmo, como nenhum outro corpo jamais teve.

E se Konan tivesse ligação ao chakra deles, ela podia interferir e manter Nagato às cegas para o ataque de Yahiko, quando chegasse a hora. O chakra de Konan também seria o que manteria Yahiko acordado depois do fim de Nagato, mas para isso, outra coisa teria que acontecer, mas naquele momento tinha que dar apenas um passo, tinha que conseguir convencer Nagato a lhe dar esse poder.

– Não vou me arriscar a perder você. – Ele disse convicto.

Konan se moveu na cama, rolando o corpo de Nagato pela mesma até que se pusesse sobre o ruivo. Já tinha ido longe demais para fracassar ali, ela conseguiria o que queria.

Viu o olhar do ruivo se tornar curioso sobre si, sorriu, deixando seu corpo descer sobre o dele, tomando-lhe os lábios e logo em seguida puxou a pele de seu pescoço com os dentes, iria convencer Nagato a lhe dar o que queria, independente de quanto isso lhe custasse. A vingança era mesmo um sentimento tão forte, que fazia com que até mesmo o mais puro dos anjos alcançasse as rachaduras sob o solo do inferno, e Konan iria até o fim.

Yahiko estava com Kakuso, traçando planos, quando sentiu em si uma linha quente de chakra. E então ele soube, o plano estava dando certo, Konan tinha conseguido mais uma coisa importante daquele plano maluco. Suspirou, daria certo, de alguma forma seu corpo inominado sentia que tudo ia dar certo.

Tinha que ser naquele momento, onde Nagato também estivesse se adaptando ao chakra de Konan, e disperso para todo o resto que ele tinha que tirar um de seus próprios piercings. E assim o fez, entregando para Kakuso, caberia ao mais velho colocar aquele pedaço de metal em Konan, na hora certa. Poderia ser agora, mas ambos sabiam que Nagato veria no corpo do anjo e isso traria problemas.

Para que o chakra de Konan o mantivesse acordado após o fim de Nagato, aquela peça teria que estar no corpo da azulada. Mas para que o plano desse certo, Nagato não poderia nem imaginar isso.

E não houve nenhuma surpresa quando a azulada apareceu em uma reunião da organização com um piercing de Nagato no espaço de pele abaixo do lábio inferior. Kakuso sabia que teria que ser ele a implantar o piercing de Yahiko na menina, e admirou Konan ainda mais.

Gostava daquele sentimento, concordava que a dor deixava as pessoas mais fortes, mas a azulada estava dando um show em particular com aquele sentimento tão forte de raiva e ódio. Agora era apenas uma questão de dias.

As nossas fantasias

Que a gente teve um dia

Foram esquecidas no passado

Por você e eu

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Aquele era para ser mais um dia como outro qualquer, tirando o fato de que eles virariam tudo às avessas. O plano era simples, Konan iria fugir, atraindo a atenção dos clones, contaria com a ajuda de Kakuso para derrotá-los, ou simplesmente mantê-los ocupados. Enquanto isso, Yahiko cuidaria do que realmente importava.

Mas para isso precisavam estar longe dos demais membros daquela organização. Coube a Kakuso e Konan manter os demais membros ocupados com besteiras mascaras com ganância. Ainda assim, não poderiam estar a mercê caso um deles voltasse antes do tempo para a sede. Por isso uma história sem erros foi contada a Nagato por Konan, que os levaria para o mesmo casebre onde tudo havia começado. Nagato estava se mostrando fácil demais de ser controlado.

– Chegou a hora. – Disse Kakuso à azulada. – Onde está Nagato?

– No quarto. Yahiko está lá com ele, faça logo Kakuso-san. – Respondeu a menina.

– Levante a blusa. – Ordenou, vendo-a lhe obedecer, já havia sido determinado que o piercing de Yahiko repousaria sobre seu umbigo.

– Vai dar certo, não vai? – perguntou sentindo o líquido muito gelado passar por sua pele para assepsia.

– Vai sim Konan-san, Yahiko terá o seu chakra e eu ficarei com o coração e os olhos de Nagato, como combinado. – Respondeu o mais velho trancando a circulação no local e logo furando a pele antes de lhe colocar o piercing.

– Mas... Você não é o portados original do rinegan Kakuso-san, pode não dar certo. Tenho medo de qual reação isso resultará em Yahiko, tenho medo de você não conseguir. – Konan disse com aparente medo, o desconforto de ter sua pele furada não era nada comparada com cada dor que ela já fora obrigada a sentir.

– Penso que se eu manter o coração dele batendo, posso manter Nagato aprisionado em seu próprio jutsu, onde irei torturá-lo até que me de o que eu quero. Então terei o rinegan, este poder é tudo o que eu sempre quis e ele me dará. Pronto. – disse se afastando da azulada.

– Isso não faz sentido!! – Konan disse abaixando sua blusa, pronta para dar continuidade ao plano.

– Talvez seja por isso que pode dar certo. – encorajou o velho. – Agora fuja..

– Não vou muito longe. – Assegurou e lhe sorriu, estava feliz afinal, aquele era o dia da sua liberdade.

E como combinado, Konan deu as costas à Kakuso, passando por várias peças da casa, atraindo a atenção dos clones de Nagato, explodindo três bombas explosivas na direção dos mesmos, e arrebentando a porta do casebre com um jutsu forte e movimentos exagerados. Queria e precisava chamar atenção.

Sinto que existe agora

Uma distancia bem maior entre nos dois

Maior que o inferno e o céu

A reação foi imediata, Nagato ao ouvir os estrondos pensou se tratar de uma invasão. Mas a comunicação entre os Cinco lhe mostra o autor daquela ação: Konan estava fugindo.

Ele não entendia o motivo daquilo, não depois de tanto tempo em que passou em rendição a si, se fosse antes, ele já estaria esperando, mas Konan e ele estavam bem agora. A azulada era o seu braço direito, seu anjo e sua amante. Ela tinha entendido que o lugar dela era ao seu lado, não tinha motivos para fugir.

Mas se tinha escolhido isso, teria que arcar com as conseqüências. Konan sabia que era impossível fugir de si. Nagato olhou para dois clones que estavam ali presentes consigo, nenhuma apalavra foi dita, eles sabiam qual era a ordem dada. E igualmente sem respostas, ambos os corpos se moveram para direção da porta, mas o segundo deles se voltou para si.

A troca de olhares entre Yahiko e Nagato fora intensa, o portador do rinegan logo percebeu a movimentação contraditória do mais novo dos seus clones. Ele não tinha entendido o que aquilo poderia significar até ver a movimentação agressiva do ruivo em sua direção.

Não muito longe, do lado de fora do casebre, Konan sabia que de nada adiantaria gastar seu chakra lutando com aqueles clones. Eles jamais morreriam. Ela precisava dar um jeito de desmembrá-los, e manter as partes de seus corpos afastadas. Não seria uma tarefa fácil, mas contaria com as múltiplas habilidades de Kakuso para a ajudar.

Sinto que existe agora

Uma distancia bem maior entre nos dois

Maior que o inferno e o céu

Nagato riu, palavras não precisavam ser ditas. Mentalmente, ele até chegou a elogiar a força de Yahiko, pois ele havia sido o primeiro a ter algum controle dentro de seu jutsu. De certa forma, conhecendo o menino que conheceu um dia através de Konan, dentro de uma caverna, Nagato chegou a pensar que talvez apenas aquele pequeno demônio teimoso poderia ser capaz de tal ato.

Mas isso não o amedrontava, ele era Deus.

Yahiko era impaciente demais, afobado, emotivo. Certamente tinha conseguido algum movimento próprio no dia em que tinha colocado uma parte de si em Konan, sim, Nagato acima de todos, sentiu o calor suave da corrente de chakra que se misturou com a sua. Mas de forma imprudente, como sempre fora, Yahiko certamente pensou que ser capaz de algum movimento por vontade própria seria o suficiente para se ver livre de si.

Em sua prepotência Nagato se quer poderia imaginar toda a trama, friamente planejada, executada com cautela dia após dias por seu lindo anjo. E foi somente quando tirou de seu corpo a lança negra que lhe correspondia ao corpo de Yahiko, que ele percebeu que havia sido enganado.

Yahiko devia ter caído naquele momento, mas não caiu. O pequeno pedaço de metal que jazia no umbigo de Konan o mantivera ali, um pouco mais livre, mas também ao mesmo tempo um pouco mais fraco, sem a força do poder lhe dado por Nagato. Do lado de fora a azulada sentiu suas forças serem cortadas pela metade no mesmo instante em que cortava fora a cabe;ca de um dos quatro corpos, sempre soube que aquele seria o primeiro ato de Nagato.

– Kakuso-san, temos que ser rápidos, Nagato rompeu a comunicação como o corpo de Yahiko. – disse ofegante, vendo o mais velho fazer o mesmo com outro corpo. Konan se apressou na direção de um terceiro corpo, iniciando mais uma batalha.

Não era uma tarefa fácil, os corpos de Nagato eram fortes, mas os dois sabia que aquela ação só estava sendo possível pelo fato de Yahiko estar desviando a atenção de Nagato. E quem diria, sem os comandos diretos do Uzumaki, eles não eram tão imbatíveis.

– Corra você na frente. Eu logo termino aqui. – Disse Kakuso cercando o pescoço de um quarto corpo com os fortes fios cirúrgicos que prendia o punho em seu antebraço, decepando-o com uma facilidade assustadora, fazendo seu chakra correr pela mesma.

– Não demore. Logo ele romperá a ligação comigo também. – Disse a azulada se desfazendo em minúsculos pedaços de papel, que se dobraram em pequenas borboletas e voaram. Deixando o último corpo de Nagato para trás.

No interior da casa Yahiko imitava o mesmo ato de Nagato, tirando de si uma fina lança negra. Tinha que continuar desviando a atenção de Nagato, sabia que sem aquela comunicação era apenas um corpo sem poderes perto do ruivo. Ainda assim avançou contra o mesmo, tentando em vão acertar o corpo magro.

Nagato limitava-se apenas a rir, era engraçado por demais var aquele fantoche fraco achando que conseguiria fazer ao menos um arranhão em si. Mas Yahiko era ágil e antes mesmo do outro perceber, o punho fechado atingiu sua face em cheio. Sem acreditar no que seus olhos viam, Nagato cuspiu dois dentes envoltos em sangue.

Quem aquelezinho pensava que era, afinal. Insolente. Somente Yahiko mesmo para continuar a lhe irritar mesmo depois de morto.

Nagato crispou os dentes em ira, tinha que colocar um basta naquilo, Konan e Yahiko pagariam muito caro por aquela traição. Parecia um insulto a si mesmo usar um ninjutsu contra um corpo sem poder nenhum, ainda assim não se importou em fechar os olhos e unir suas mãos espalmadas.

Sinto que existe agora

Uma distancia bem maior entre nos dois

Maior que o inferno e o céu

Mas antes que qualquer coisa fosse feita, algo se chocou contra a pele de seu rosto fazendo o tirano abrir os olhos a tempo de ver o pequeno pedaço de papel que tinha se colado em seu rosto. E mais uma vez, riu de forma doentia enquanto muitos outros pedacinhos de papel se uniram àquele de forma muito rápida, tentando bloqueá-lo e sufocá-lo.

Míseros instantes após a ação de Konan, os mesmos pedacinhos de papel explodiram em todas as direções, sendo repelidas por Nagato que finalmente pode ver seu lindo anjo flutuando com suas asas de papel a frente de Yahiko. A azulada não esperou para ver como Nagato retrucaria sua ação e logo fechou suas asas, desferindo contra ele suas shirukens de papel.

Nagato se quer se moveu. Como os pedaços de papel, cada shiruken foi repelida por seu corpo instantes antes de tocar sua pele, e voltaram na direção de Konan com a mesma velocidade mortal com que foram arremessas contra si.

Mas antes de tocarem a mulher origami, as armas voltaram a ser somente papel, caindo ao chão entre ambos. Nagato guiou uma centena de lanças mortais contra a amiga de infância sem se preocupar em feri-la, preparou-se para puxá-la para si, mas a um escudo de papel se formou ante o anjo que sumiu por trás do mesmo antes de ser pega pelo jutsu de Nagato.

Havia barulho de papel jogado ao vento, e a luz dos olhos âmbares brilhando entre um meio esboço fraco de parte de seu rosto, formado por alguns poucos repicos soltos e sem contesto. Konan tinha um dom natural para o origami, e dos papeis ao vento mil garças se fizeram voando o pequeno ambiente em que estavam.

Por um segundo a luz amarelada dos olhos dela buscou a confusão na face do demônio. Se mil garças pudessem realizar o seu desejo...

Neste momento, a mão ligeira de Kakuso, guiada pelos longos fios pretos atravessou, das costas ao peito, o corpo esguio de Nagato. Seu coração fora tomado, e Konan se deixou cair ao lado do corpo do amado de forma aliviada.

Seus sonhos foram feitos ... de papel

Seus sonhos foram feitos ... de papel

Seus sonhos foram feitos ... de papel

.:.

Os raios de sol apareciam discretos entre as nuvens, não havia mais tempestades. Konan estendeu a mão ao ruivo que se sentia fraco.

Até que Kakuso conseguisse forçar Nagato a lhe dar o seu rinegan as coisas seriam difíceis para o fantoche Yahiko. O chakra de Konan era a única coisa que o mantinha “acordado”.

Caminhando um pouco mais para a direita do casal estava Kakuso, cansado, ainda se adaptando àquele coração em conflito. Acompanhando com os olhos a urna de papel feita por Konan que levava o corpo desfalecido de Nagato.

– Para onde agora? – Perguntou Konan.

– Akatsuki. – Respondeu o mais velho com toda certeza.

– Bijus? – A azulada perguntou em desanimo.

– Mais tarde. Há um doujutsu bastante raro no mundo shinobi que é capaz até mesmo de trazer a vida de volta. – Revelou, fazendo o jovem casal se voltar para si com curiosidade.

– Há um meio de devolver a vida a Yahiko? – Konan não se conteve em perguntar.

– Que doujutsu é esse Kakuso-san? – a voz fraca do ruivo se fez ouvir.

– É uma variação muito pouco conhecida da kekkei genkai sharingan. É raríssima até mesmo entre o clãn Uchiha, diz-se que apenas um prodígio seria capaz de algum dia aprende-la.

– Então é praticamente impossível. – Concluiu Yahiko.

– Há um Uchiha capaz de dominar essa técnica. – disse com um sorriso no rosto.

– Qual é o nome desta pessoa? – Perguntou Konan em aflição.

– Uchiha Itachi..

– Então já temos para onde ir. – Ditou a azulada puxando a urna com o corpo de Nagato com o dobrar de sua mão, e a reduzindo a uma folha grande de papel que fora dobrada diversas vezes e colocada em um envelope dado a Kakuso.

Notas finais
NOTA: A parte em itálico é a letra da Música “Sonhos de papel” da banda Tequila Baby
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!