O namorado do Izaya

5 Extra: A Matemática de Shizuo


Notas iniciais
Este extra não estava programado, mas a inspiração veio e eu simplesmente me deixei levar rs Tendo esses dois como musos inspiradores, nunca me faltará ideias!! kk (; Já aviso, preparem-se para cenas fortes! kk As duas historias são paralelas, mas tem alguns pontos em comum, uma se passa bem antes do primeiro capítulo e a outra apenas alguns meses atras do mesmo. Eu fiz esse extra com muito amor, por isso, divirtam-se lendo! [Leiam a nota final, por favor!]

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Kasuka + leite = — violência

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Shizuo levou mais um cigarro aos lábios, seu queixo tremia e as lágrimas insistiam em escorrer por sua face. Levantou do sofá, precisava de um copo d'água para se acalmar. Porém assim que abriu a porta da geladeira deu de cara com uma garrafa solitária de leite que muito se assemelhava com as que Kasuka lhe oferecia quando estava para perder o controle. O loiro não aguentou, desabou a chorar.

Arrependia-se amargamente do momento que decidiu assistir tevê naquela tarde de domingo...

Como não tinha nenhum programa em especial para assistir, percorreu pelos canais incerto a procura de algo pelo menos agradável para passar o tempo. Insatisfeito com a programação, Shizuo largou o controle e deitou-se no sofá fitando o teto. A televisão permaneceu ligada em qualquer canal aleatório, enquanto o loiro tentava relaxar naqueles raros momentos que tinha paz.

Prestou atenção no silencio que preenchia seu modesto apartamento, mas não conseguiu relaxar. Buscou um cigarro no bolso da camisa, repetiu os gestos que já eram automáticos para si e como resultado tragou vagarosamente o filtro daquele pequeno tubo cheio de substancias nocivas a saúde. Sem pensar nesses detalhes, assoprou a fumaça para cima e observou a mesma se dissipar pelo ar.

A quietude, de certa forma, era desconfortável para o ex-barman. Talvez por não estar acostumado com ela, sentia-se assim. É, talvez. Entendiado, virou-se novamente para o televisor e reparou que estava passando um filme de animação. Notou que estava no inicio e como não tinha nada mesmo para fazer prestou atenção.

Apenas quinze minutos assistindo o longa-metragem, fizeram o loiro levantar do sofá a procura de água para se recompor e o resto vocês já sabem.

Shizuo chorava como uma criança, não estava preparado para reviver tantas emoções e encarar um dos seus maiores medos assim tão de repente. Lamentava por muitas coisas que já havia feito na vida, isso era fato, mas de uma coisa pudia-se orgulhar: em nenhum dos seus momentos de fúria e descontrole havia machucado o seu irmão.

Repetia isso para si, pois estava mesmo desconsolado por ter visto a personagem do filme passando por este mesmo medo. Era realmente terrível ter tamanha força e saber que esta mesma força poderia facilmente ser direcionada a quem se amava, ele entendia, entendia perfeitamente e talvez mais do que ninguém o aquela personagem estava passando.

O loiro foi até a pia e lavou o rosto na tentativa de se recompor. Normalizou sua respiração e pegou o leite na geladeira. Dirigiu-se novamente ao sofá, assistiria o filme até o final em respeito e apoio a protagonista da trama. Assim que voltou alegrou-se por não ter perdido muita coisa enquanto esteve fora.

A irmã mais velha havia descontrolado a sua força e com medo de machucar sua irmã ou qualquer outra pessoa, refugiou-se. Shizuo já tinha pensando em fazer algo parecido, mas não conseguiria viver longe daqueles que amava e gostava. Assim que teve esse pensamento, assistiu a irmã mais nova decidindo que iria entrar em uma jornada em busca de sua irmã. "Será que Kasuka faria a mesma coisa?" pensou. Não gostaria de testar para descobrir.......

O loiro ficou realmente alegre e contagiado com o clima do filme, atento a cada cena, apenas nas partes de musical ele não prestava tanta atenção. Quando o longa chegou em seu clímax, onde a irmã mais nova estava correndo risco de vida por causa de um vacilo da irmã mais velha. O ex-barman que estava emocionado no inicio da cena, agora sentia-se com raiva e cheio de energia. Gostaria de entrar na televisão e resolver aquele problema para as duas.

Por estar no reino de Arendelle, o local onde se passava a historia do filme, Shizuo não reparou quando o informante de Shinjuku adentrou seu apartamento. Como um gato, o moreno andou silencioso e elegante pelas sombras daquele pequeno, porém aconchegante lar.

Izaya já era dono de uma copia da chave do apartamento de Shizuo muito antes dos dois começarem a namorar. Gostava de fazer essas "surpresas" ao loiro. Rumou até Ikebukuro com o objetivo de se distrair com o namorado, claro que não no modo tradicional.

Todavia, notou que havia algo incomum naquele domingo, esta suspeita nasceu quando constatou que o loiro não percebeu sua presença, mesmo estando em pé ao lado do sofá onde ele estava. Reparou também que seu semblante estava um tanto abalado e que ele estava mais do que atento a televisão.

Olhou para o televisor, um filme de animação, tipico do loiro que em diversos momentos poderia ser facilmente confundido com uma criança. Cruzou os braços observando o guarda-costa. Nunca havia visto aqueles olhos castanhos amarelado tão concentrados em um filme antes. O rosto do informante tornou-se sério. Talvez aquela situação fosse realmente rara e como investigador teria que descobrir as causas e as consequências da mesma.

Com esta determinação em mente, o moreno tentou se afastar silencioso para um local onde estivesse mais oculto e pudesse observar de um angulo melhor, porém, para a sua infelicidade, o loiro percebeu sua presença quando foi tomar mais um gole de leite e teve que virar um pouco o corpo para pegar a garrafa que estava na mesinha do lado do sofá.

Shizuo ficou surpreso e rapidamente irritado com aquela invasão – Porra, pulga! Que susto! Não invada a minha casa assim! — gritou nervoso.

Izaya apertou os punhos com alguma força, aquilo não fazia parte do plano. Contudo, disse com a voz habitual — Boa tarde para você também, Shizu-chan! Estava esperando você me notar~

O loiro encarou o informante — Estou ocupado agora, Izaya.

–Ocupado até para mim? — perguntou manhoso.

Shizuo suspirou, como conseguiria ver o filme com Izaya ali o perturbando como sempre?! Voltou o rosto a tevê e constatou aliviado que ainda estava no comercial que o havia liberado a poucos segundos atrás para tomar mais um gole de leite. Porém, para o seu incomodo, aquela pulga apareceu ali de repente, o que faria agora?

–Shizu-chan, se for pelo filme, eu não me importo de esperar acabar — a voz do informante soou estranhamente limpa, limpa de qualquer sarcasmo ou segunda intenção. O loiro olhou para o moreno ainda duvidando se tinha ouvido certo — Não faça essa cara, vi que estava concentrado e não vou atrapalhar — Dito isso, Orihara andou até o outro lado do sofá, sentou-se, sacou seu celular e fingiu que nem estava ali ao lado do loiro.

O ex-barman, claro, obvio, desconfiou da atitude do moreno, até o observou por alguns segundos, mas logo teve sua atenção totalmente tomada novamente pelo filme que havia voltado. Estava perto do fim da historia, seu coração estava até batendo mais rápido devido as cenas decisivas que estavam passando na tela.

Izaya prontamente pesquisou em seu celular sobre o filme que Shizuo estava assistindo. Leu rapidamente a sinopse da trama e depois o enredo completo. Sorriu, admirado. Esta obra cinematográfica tinha como plot basicamente o fardo que Shizuo tinha que carregar devido a sua força e sua relação melosa e extremamente protetora em relação a Kasuka. Incrível! Como um filme da Disney pudia ser tão certeiro assim em relação ao loiro? A existência de Shizuo realmente era uma acontecimento a parte na historia do planeta. Estes foram alguns dos pensamentos que rondavam a mente do informante de Shinjuku.

Shizuo sentiu seus olhos marejarem quando viu a irmã mais nova se sacrificando pela mais velha. O nome do seu irmão escapou bem baixo dos seus lábios ainda em reflexo pela cena assistida. Izaya foi tirado dos seus devaneios naquele momento, quando ouviu aquele sussurro quase inaudível, passou a observar discreto as reações do loiro a partir dai.

Observou que as mãos do guarda-costa estavam cravadas em suas cochas, sua respiração estava um pouco descompassada e que ele mal piscava os olhos atento a cada ato do filme. Em um momento repentino, viu o loiro prender a respiração, apressou-se para distinguir em que momento estaria a historia a qual conhecia todo o enredo agora, constatou que era o momento que o amor fraterno vencia tudo. Mais que rapidamente voltou sua atenção ao loiro.

Assim que viu o semblante do ex-barman, os olhos de Orihara arregalaram-se levemente. Havia percebido que o loiro estava muito, totalmente, envolvido com o filme, mas não achou que chegaria a tanto. Os olhos do loiro derramavam lágrimas grossas, seu rosto estava vermelho e tinha um pequeno sorriso, discreto, nos lábios.

Limpou as lágrimas rapidamente quando lembrou que Izaya estava ali. "Puta merda! Chorei na frente do Izaya! To perdido, acabado!" pensou, sem encarar o informante. Terminou de ver as cenas finais do final feliz do filme e desligou a tevê assim que os créditos passaram a rolar pela tela.

Virou-se para o informante que permanecia quieto fitando o celular em mãos. Izaya estava utilizando de seu inigualável autocontrole para continuar ali encenando. O loiro apenas suspirou e encarou o rosto do informante — Pode rir. — disse curto e direto.

O moreno até tentou segurar, mas acabou soltando uma risada. A tensão do momento presente estava sendo muito mais cômica na opinião do informante, do que ver Shizuo chorando por um filme destinado a crianças. O loiro apenas revirou os olhos com indiferença e já ia levantar do sofá quando sentiu a mão do informante em sua camisa.

– Não estou rindo pelo seu choro, estou rindo pela situação que você me colocou — Orihara disse sincero e pratico. Shizuo o olhou sem entender muito bem na hora, mas depois entendeu o que o informante queria dizer com aquela frase.

Izaya, sem saber muito bem o que fazer, abraçou o corpo do ex-barman com algum carinho. Respeitava o loiro e mesmo tirando sarro mais tarde sobre aquilo, entendeu perfeitamente o porque da emoção do guarda-costa assistindo aquele filme.

Shizuo ficou muito surpreso com aquele apoio vindo do informante, o abraçou de volta ainda sem acreditar no que estava acontecendo ali. "Você é mesmo uma gracinha, Shizu-chan" foi o que Izaya pensou quando percebeu o rubor no rosto do loiro, quando este segurou seu rosto para beijá-lo.

Foi está situação que inspirou o informante a, mais tarde, planejar a surpresa para Shizuo e Kasuka no aniversario de vinte e oito anos do loiro.

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Izaya x pudim = — cigarro

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Izaya suspirou, pensando em como Shizuo estava o aborrecendo naquela manhã. Olhou para a tela de seu notebook, verificando as horas e depois respondeu a pergunta do loiro com o máximo de paciência que dispunha — Só mais meia hora, Shizu-chan~

Ouviu o guarda-costas reclamar sobre a hora que não passava e espiou o mesmo deitando agitado no sofá da sala. Shizuo estava em processo de desintoxicação. Há uma semana não levava um cigarro aos lábios. Há uma semana não deixa o informante trabalhar em paz. Em uma semana havia comido a quantidade de doces que Izaya comeria pela sua vida inteira. E, para completar, há uma semana Izaya estava servindo de confeiteiro para o loiro.

Se a abstinência de Shizuo fosse suprida por doces e Izaya tivesse que fazê-los, ele até que não se queixaria tanto. O problema é que não era suficiente. Mesmo o açúcar o tranquilizando, Shizuo ainda apresentava irritação, impaciência e estava com muita insônia. Logo, nesse estado, a convivência com o loiro não estava a das mais agradáveis.

Izaya levantou, afastando-se da sua mesa de trabalho e foi até a cozinha verificar um bolo de chocolate que estava preparando. Por algum motivo que nem ele mesmo sabia explicar, Izaya tinha um dom para fazer sobremesas. Eram realmente saborosas. O moreno soltou uma risada fraca quando pensou no assunto "Nasci para satisfazer o Shizu-chan" concluiu, sarcástico.

Abaixou-se para conferir o bolo que estava no forno e juntou as sobrancelhas em preocupação constatando que a massa não estava apresentando o volume que esperava. Teria errado na quantidade de fermento? No tempo, talvez? Bom, descobrir a causa não resolveria o problema agora.

Na visão mais otimista teria que esperar mais alguns minutos para que o bolo ficasse no ponto e somando com o tempo que teria que esperá-lo esfriar para que pudesse ser ingerido, seriam mais meia hora de sua vida ouvindo o loiro perguntando quando poderia comer o bolo. Izaya bufou, impaciente. Teria que pensar em alguma coisa rápido.

Sem aviso prévio, a razão de suas alegrias e desgostos apareceu no cômodo. Shizuo estava sem camisa, vestia apenas uma calça de moletom. Entrou com passos lentos no aposento, carregando um felino de pelagem predominantemente negra, com exceção de suas patinhas que eram brancas.

O gato parecia mais do que a vontade nos braços do ex-barman. Suas peludas orelhas estavam sendo acariciadas por ele — Izaya, vou comer o Yue se eu tiver que esperar mais — disse o loiro descontraído.

O moreno sem querer soltou uma leve risada, mesmo estando farto daquela situação — Isso foi uma ameaça?

Shizuo sorriu, botou o gato no chão com cuidado e abraçou o moreno com carinho — Entenda como quiser, pode ser apenas um aviso — disse baixo no ouvido de Orihara.

Izaya não esperava por aquela resposta. Involuntariamente, foi lembrado do porquê de estar fazendo tudo aquilo por Shizuo. Queria fazer o loiro parar de fumar. Lembrava-se claramente da frase que disse a ele: "Eu vou fazer você parar de fumar, Shizu-chan". Foi uma promessa. Um ultimato. Um aviso, talvez. Bom, independente da interpretação, ele havia se comprometido. Estava arcando com as consequências agora.

O guarda-costa apertou um pouco mais o corpo do informante e bocejou. Fazia dias que não dormia adequadamente. Sentia-se cansado e estressado por isso. Todavia, Izaya estava sendo muito compreensivo consigo e isso o deixava realmente contente — Pulga, faz pudim para mim? — Disse, um tanto receoso. O loiro não se sentia totalmente a vontade de pedir pratos ao namorado, pois não queria abusar dele. No entanto, a necessidade de consumir a comida de Izaya era maior do que o desconforto de pedi-la.

O moreno respirou. Afastou um pouco o corpo do loiro e respondeu — Shizu-chan vai virar uma bola nesse ritmo — Comentou. Encarou o rosto do namorado, era fácil notar a expectativa que ele tinha por um 'sim' vindo dele. Sabia que teria menos trabalho cozinhando o que ele queria, do que recusar e ter que lidar com a fúria do loiro que nunca esteve tão perigoso como agora — Ok, eu faço — Suspirou derrotado, sentindo o corpo do ex-barman lhe abraçando calorosamente em agradecimento. Ouviu um 'obrigado' animado e sentiu os lábios do loiro em sua bochecha, num beijo afetuoso. "Francamente, ele parece uma criança as vezes." Pensou, afastando o loiro — Tá, Shizu-chan. Agora me larga. Você está muito grudento! — reclamou.

O loiro deu mais um beijo na bochecha de Izaya, só para irritá-lo. Mais um 'obrigado' escapou dos seus lábios e afastou-se depressa, antes que Orihara lembrasse dos velhos tempos e lhe atacasse com uma faca.

Izaya bufou, não gostava nenhum pouco de ser agarrado dessa maneira pelo loiro. Sentia-se uma mãe, nesses momentos. Não era uma sensação interessante para o informante. O loiro sabia muito bem disso e mesmo assim o provocava....

Mas deixando isso de lado, Izaya levou a mão ao queixo e se concentrou. Devia haver outra forma de saciar a ausência de nicotina no corpo de Shizuo. Algo mais divertido para si e, quem sabe, mais eficiente também.

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Shizuo esperava ansioso pelo bolo de chocolate ao leite. Estava imaginando o gosto em sua boca, enquanto assistia um documentário qualquer na sala de estar.

Ainda submerso na lembrança do gosto da sobremesa, sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Os braços de Izaya haviam envolvido seu pescoço e ele nem mesmo havia reparado que o moreno estava por perto.

O informante estava atrás do loiro sentado no sofá. Desta forma, o ex-barman estava com uma visão muito reduzida do mesmo — Tenho uma surpresa para você — disse Izaya com uma voz perigosamente afetuosa. O guarda-costa respirou, a tensão que dominou seu corpo o deixou um tanto atordoado. Ele e Izaya já estavam juntos há quatro anos, a propósito haviam comemorado a data há poucas semanas atrás, então confiava no informante, sabia que ele não faria mau a ele. Entretanto, não conseguia evitar ficar alerta, numa situação onde o moreno encontrava-se no controle como estava agora.

– Surpresa? — Finalmente questionou. Moveu o rosto na direção da face de Orihara a fim de fitá-lo. Sua descrença era nítida na voz e na expressão lançada ao namorado.

O moreno riu da desconfiança de Shizuo. Sinal de que o loiro o conhecia mais do que bem — Sim. Mais espere, Shizu-chan. Feche os olhos — Pediu, o tom usado era de pura animação.

– O que está armando, pulga? — Não conseguiu evitar a pergunta, notando o tom travesso que Izaya estava utilizando.

Orihara ficou sério por um momento, mas respondeu normalmente — Só me obedeça, Shizu-chan. Não vai se arrepender — a voz do informante soou leve, porém cheia de segundas intenções na segunda sentença.

O guarda-costa suspirou. Não seria nem a primeira e nem a última vez que seria enganado pelo informante. E como já estava mais do que acostumado com as travessuras de Izaya, fechou os olhos e se perguntou o que seria daquela vez.

O loiro ouviu os passos do moreno contornando o sofá, permaneceu quieto — Sabe, Shizu-chan. O preparo de um pudim é considerado fácil pela maioria das pessoas. O único empecilho na fabricação desta sobremesa, com certeza, é o tempo que ela deve passar no forno e na geladeira que somados ultrapassam de cinco horas facilmente — Shizuo levantou uma sobrancelha, onde o informante queria chegar? — Dito isso, apresento lhe meu novo prato que não apresenta tal contratempo.

Shizuo até que ficou animado. Uma nova sobremesa de Izaya! Com este pensamento rondando sua mente abriu os olhos. Por um momento, sentiu confusão. Poucos segundos depois, ficou em choque.

Izaya estava na sua frente, totalmente nu. Até ai, tudo ótimo. Uma excelente visão. Todavia, o que deixou o ex-barman em choque e com a boca levemente aberta foi ver o traseiro de Izaya apontado para si sendo coberto vagarosamente por calda de pudim. Era..o bumbum de Izaya sendo lambuzado por calda de pudim...Calda de pudim em Izaya,...... a bunda deliciosa daquela pulga sendo coberta por açúcar.....Sendo apontada para si...era...fascinante, arrebatador e principalmente irresistível para o guarda-costas. Shizuo não saberia dizer quanto tempo ficou admirando e repassando aquela imagem em sua mente, mas provavelmente não foi por pouco tempo.

– Não vai fazer nada, Shizu-chan? — disse Orihara sentindo a calda escorrer por suas pernas, o loiro estava apresentando uma reação um tanto lenta demais na opinião do informante.

Shizuo ainda em choque e contemplação, atendeu, de certa forma, o pedido do moreno e levou suas mãos até o quadril do mesmo. A partir daquele momento, sabia que se existisse um paraíso, com certeza, com certeza absoluta, este lugar estaria repleto de imagens da bunda gostosa de Izaya sendo lambuzada por calda de pudim de açúcar mascavo.

O loiro aproximou o corpo do informante de si. Izaya já havia soltado a concha que estava utilizando para entornar a calda nele próprio. Ainda questionava a atitude do ex-barman, pois esperava uma reação bem mais descontrolada depois da visão que proporcionou a ele. Era realmente irritante e interessante sua imprevisibilidade, característica que ainda se fazia presente mesmo depois de tantos anos.

Finalmente, Izaya sentiu a língua de Shizuo lambendo delicadamente o cume de seu traseiro. A delicadeza usada estava surpreendendo o informante. "Shizu-chan está realmente comendo um pudim" Constatou o moreno que já havia observado que seu namorado comia sua sobremesa preferida com mais cuidado e atenção comparado a forma que ele devorava outros doces.

O loiro assim que consumiu todo o açúcar do topo do bumbum, dirigiu-se para nádega direita de Izaya, apertou a carne macia e passou a lambê-la com um pouco mais de impaciência. O gosto doce da calda combinava perfeitamente com a pele do informante que, na opinião de Shizuo, era tão doce quanto.

As mãos do ex-barman saíram do quadril e posicionaram-se na base do bumbum de Izaya, o empinando mais ainda. O guarda-costa até tentou resistir, mas acabou mordendo com intensidade aquela carne suculenta quando lhe foi proporcionado tal visão. O moreno protestou o ato e recebeu um leve tapa no traseiro como resposta.

Voltando a degustação, Shizuo concentrou-se na nádega esquerda do informante. A calda já estava um tanto cristalizada naquela área, o loiro olhou ao redor e achou a concha que Izaya havia usado para derramar a calda em si. Alegrou-se constatando a quantidade generosa de calda que ainda restava, sem pestanejar entornou um pouco sobre a nádega esquerda e começou a mordiscá-lá, apertá-la e lambê-la com vontade.

Izaya sentia diversas sensações, Shizuo era intenso e deverás criativo quando o assunto era sexo. Desta forma, o moreno sempre se esforçava em surpreender o loiro para que o mesmo o surpreende-se de volta. Suas expectativas sempre eram prazerosamente ultrapassadas.

O guarda-costas, satisfeito com o trabalho na nádega direita. Posicionou as mãos no centro do bumbum e afastou as bandas, sem deixar de apertá-las no processo, para lambuzar com a calda o orifício de Izaya. Feito isso. Shizuo admirou um pouco a visão e depois bateu com alguma força no traseiro do informante. Disse em seguida com a voz afetada — Empine-se mais — Izaya apenas obedeceu, ciente de que tudo era para seu prazer.

Com tudo pronto, o loiro pressionou a língua na entrada do informante. O moreno sentiu um choque percorrer todo o seu corpo depois daquela ação, a língua de Shizuo estava tão molhada e movia-se com tanta agilidade que Orihara apertou os lábios para conter os gemidos incessantes que protestavam para ser liberados.

Shizuo continuou por mais alguns instantes naquele prazeroso beijo grego. Todavia, seu membro já clamava por Izaya. Clamava para estar dentro do informante. Movido por esta suplica, Shizuo mais do que rapidamente posicionou o pênis na entrada de seu namorado e o penetrou brusco. Enterrando o pênis todo em Izaya logo na primeira estocada, ao fazer isso soltou um suspiro de puro alivio e sentiu seu rosto esquentar ainda mais.

Izaya que havia sido pego de surpresa, berrou ao ser invadido daquela forma. Teria reclamado se não tivesse ficado tão duro depois daquilo, pois, querendo ou não, o moreno adorava aquela brutalidade.

Após aquela primeira estocada, Shizuo até que esperou um pouco para o moreno se habituar ao volume dentro de si. Mas foi por pouco tempo, logo seu ritmo voltou a crescer. Chegou em um ponto que movia-se tão intensamente que estava chacoalhando o corpo todo de Izaya.

Os gemidos, o som das respirações ofegantes e dos corpos se chocando ecoavam pela sala de estar/escritório do informante de Shinjuku. Aquela melodia porém não durou muito. O prenuncio do fim partiu da boca de Izaya, que soltou um gemido um pouco mais alto e despudorado quando atingiu seu orgasmo. Em seguida, o loiro prendeu a respiração e depois a soltou em alivio quando sentiu o seu.

Todavia, para a surpresa do informante, Shizuo ainda não estava totalmente satisfeito. Queria saborear um pouco mais sua nova sobremesa favorita. Sem perder tempo, o loiro deitou seu pudim de pulga no chão da sala. O moreno protestou contra o feito — Shizu-chan, o chão está frio e eu estou todo melecado!

Shizuo apenas pegou a concha e despejou sem muito cuidado o liquido adocicado sobre o queixo e o peito de Orihara — Calado, pulga. Pudins não falam — Dito isso, o loiro ficou sobre o informante e o beijou antes que ele falasse mais alguma coisa. O beijo foi carinhoso na maior parte do tempo, foi travesso apenas no fim, quando Izaya mordeu o lábio inferior de Shizuo em busca de ar.

O loiro passou a lamber o queixo do informante. A calda já tinha escorrido até o pomo-de-adão do mesmo, Shizuo fez questão de lamber e chupar toda extensão até o local citado. Suas mãos passeavam incertas e delicadas pelo corpo do moreno que estava gostando das caricias, mas sentia-se realmente incomodado com seu corpo peguento grudado ao chão.

Finalizado a tarefa no pescoço, o guarda-costa direcionou-se ao peito. Quando aproximou-se da pele, percebeu que Orihara prendeu a respiração, por um momento havia esquecido a grande sensibilidade que o moreno tinha naquela área.

Sem pressa alguma tocou os dentes levemente no mamilo esquerdo do informante, viu a respiração do mesmo vacilar e seus pelos arrepiarem. Dar prazer a Izaya havia se tornado tão ou mais importante para Shizuo do que dar prazer a si mesmo, não sabia bem dizer quando passou a pensar dessa forma, mas parecia o certo a se seguir.

Fascinado com as reações do moreno, continuou a tortura lentamente, sem deixar de observá-lo por um minuto se quer. Não se perdoaria se perdesse qualquer rastro de satisfação ou desejo oriundas do informante.

Na sua exploração pelo tórax de Orihara, dois momentos se destacaram: o primeiro aconteceu quando Shizuo chupou a pele abaixo da clavícula, Izaya correspondeu involuntariamente a ação pressionando o rosto do loiro sobre seu peito. Devido a proximidade Shizuo ouviu nitidamente as batidas mais do que aceleradas do coração do informante, tal momento lhe proporcionou uma emoção forte que descreveria como fascínio. O coração dele batia tão forte assim quando estava em seus braços, foi o que questionou. Ainda admirado com esse fato, o segundo momento aconteceu.

Izaya que já estava mais do que satisfeito em ser saboreado pelo loiro que só o mordia, lambia, apertava e o chupava disse — Shizu-chan, ....me come logo... — a voz soou baixa e rouca, porém ainda autoritária.

O loiro olhou para o moreno, se já não bastasse estar afetado pelo som dos batimentos cardíacos do mesmo, agora era fitado por aqueles olhos castanhos avermelhado extremamente dilatados em uma face pintada em vários tons de vermelho, sem contar, que esta visão foi produzida após ter ouvido um pedido nada casto com aquela voz rouca e provocadora que só o informante conseguia produzir. Era demais para o loiro. Demais.

Sem demora, Shizuo derramou o que restava de calda na virilha de Izaya, apertou as cochas dele e deu algumas mordidas onde o liquido havia caído só para o informante reclamar impaciente. Satisfeito, posicionou o membro na entrada do moreno e diferente da ultima vez introduziu de forma lenta.

Quando estava totalmente dentro, passou a se movimentar com um ritmo moderado. Orihara havia contornado seu quadril com suas pernas e Shizuo debruçou-se sobre o moreno quando ele fez o mesmo com seu pescoço. Estavam muito próximos agora. Ouvia cada variação da respiração do moreno e cada nuance de gemido que ele soltava. Era inebriante daquela forma.

Passou a ir mais forte e mais fundo desejando mais daquilo para si — I...zaya.. — disse com a voz prejudicada, encontrando os lábios do informante em um beijo lascivo e necessitado. As línguas agitadas batalhavam por espaço na boca dos dois amantes. A batalha foi cessada apenas quando a falta de ar os atacou, mas assim que recuperaram o folego, voltaram a unir os lábios.

Naquele ritmo harmonioso chegaram ao orgasmo quase ao mesmo tempo. Orihara foi o primeiro devido a estimulação dupla que passou a receber e Shizuo foi logo em seguida sentindo o aperto que as paredes de Izaya o proporcionaram após o seu gozo.

Ainda recuperando o ar, eles permaneceram por alguns minutos naquele abraço no chão da sala. O guarda-costa foi o primeiro a se mover. Afastou-se um pouco, rolando para o lado para sair de cima do informante. Sua mão permanecia sobre o peito dele — Ei,.. — chamou, o moreno apenas virou o rosto na direção do loiro — Você é o pudim mais delicioso que já comi, Izaya — Orihara continuou apenas fitando o rosto daquele que havia lhe elogiado, apenas suas sobrancelhas se sobressaíram.

O rosto do ex-barman transmitia felicidade e satisfação, seu comentário havia sido totalmente sincero, porém não conseguiria ficar acordado para receber qualquer resposta. Izaya antes que pudesse falar coisa alguma assistiu os olhos do loiro se fechando. Ficou observando, por um curto espaço de tempo, o sorriso bobo que permaneceu no rosto do loiro.

Com certeza havia apagado de vez, pensou. Chamou o só para ter certeza — Shizu-chan? — Depois de mais algumas tentativas fracassadas, concluiu que a insonia do loiro havia sido curada.

Olhou para o teto e suspirou. Depois riu do seu estado deplorável; estava pelado, coberto de calda de pudim, saliva, suor e sêmen, grudado no chão de sua sala de estar, ao lado de um loiro adormecido praticamente desmaiado e para completar estava inegavelmente feliz por ter sido considerado como o mais delicioso pudim que um viciado em doces já havia comido. Ridículo, pensou. O sorriso formado por seus lábios era genuíno e largo naquele momento.

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Conclusão da história: Shizuo dormiu por mais de dez horas depois de suas atividades com o informante, Izaya ficou de molho em sua banheira por mais de duas horas depois de suas atividades com o guarda-costas, conseguiu recuperar o bolo que estava preparando para o loiro e preparou um "novo pudim", o tradicional, para quando ele acordasse. Terminado seus afazeres o moreno finalmente recuperou a paz e silencio em seu apartamento pelo resto daquele dia.

Notas finais
Escrever um lemon Shizaya é de certa forma libertador, porque diferente da família brasileira, a família Shizaya está preparada para todo tipo de expressão de amor e desejo! rsrsrs Falo sério, para mim é realmente relaxante, me sinto totalmente a vontade para soltar a imaginação e qualquer tipo de fantasia maluca kk Recomendo a todos! Escrevam lemons Shizaya! kkk É uma delicia, sério! rsrs Bom, depois dessa recomendação em prol da saúde e bem estar publico(que eu não pudia deixar de falar), só tenho mais um comentário: Shizuo é tão simples e tão difícil como a Matemática! kk Mesmo assim, sou apaixonada pelos dois sz Foi legal expor um pouco mais esse lado apegado e infantil dele, sou louca por esse loiro *-* Agradeço a quem leu e até mais!!