O namorado da minha melhor amiga

2 Capítulo 2 - Um amor de verão!


Notas iniciais
HISTÓRIA EM REFORMAAA Ei amores, obrigado a todos que leram ♥ e a gata da Sollare que fez uma nova capa para mim, lindaaa. Esse provavelmente será o menor capitulo da fic, já que é tipo como uma introdução para o três, espero que gostem. Aproveitem o capitulo, comentem ♥ hahahaha

Depois disso, eu podia propriamente passar dessa para uma melhor. Que porra de coincidência era aquela? Será que eu devia me benzer? Provavelmente.
Nos dias que seguiram após o encontro desastroso, no dia do falecimento dos meu órgãos, tentei inutilmente ignorar o casal, mas Francie não me deu paz, achando que se tratava de um ciúmes bobo e na verdade era um ciúmes sim mas nada bobo. Quanto ao Thomas? Ele não fazia ideia de quem eu era e mesmo depois de inúmeras desculpas, nem assim, consegui me ver livre da tarde no shopping para as compras de aniversário.
— É esse, sério, é perfeito! – Doze de março, a última sexta feira antes dos tão esperados dezoitos anos da loira, infeliz dia das compras ou melhor, o dia em que Francie se apaixonava por todas as vitrines do Shopping enquanto eu carregava as sacolas, bem, na verdade Thomas carregava as sacolas.
— Esse? E quanto aos dez últimos? – O garoto ironizou parado ao meu lado com o rosto todo coberto, com exceção a seus olhos e cabelos.
Nesse ano Fran andava mais intensa, não pelo fato de ter duas pessoas como escravos, se tratava de Verônica, sua tia rica viajar para a América do Sul deixando sua casa a ‘’ disposição ‘’ para que pudesse fazer sua festa de aniversário. Não que sua tia precisasse saber da dimensão da festa que ela havia imaginado.
— É só mais essa, eu prometo! – Francie fez bico e não esperou nenhuma confirmação de seu namorado – Jess você vem? — Olhei para o garoto ao meu lado praticamente sufocado, meu lado solidário, leia se idiota, debi, trouxa, retardado, resolveu ajudar.
— Eu acho melhor ajudar o Thomas a levar todas essas coisas para o carro. – Vi Francie dar de ombros antes de correr para dentro da Marks & Spencer.
Esperei que ela sumisse entre as prateleiras antes de me virar novamente encarando um par de olhos azuis, exaustos.
— Deus, eu vou morrer — Soltou, com a voz ainda abafada pelas compras. — Como você aguenta?
Ri, lembrando que Francie fazia isso desde os doze anos e provavelmente não pararia tão cedo. E assim que nos livramos de todas as sacolas, ofegantes e com o rosto cheio de glitter das embalagens incrementadas, o analisei, não controlando uma gargalhada alta :
— tá doida? Que foi?
— Seu rosto... – Disse, ainda entre risos.
Tom virou para o o retrovisor encarando vários tons de rosa e azul enfeitando sua bochecha, e tentou tirar, em vão, fazendo com que o brilho espalhasse ainda mais.
— Que merda. – Agora ele passava a mão com mais força deixando o local vermelho, e ainda cheio de brilho . — Como eu chego em casa parecendo o Edward Cullen?
— Deveria te deixar assim, tá bonitinho — Ironizei — Mas ok, eu sou legal – Molhei meus dedos com o resto de água que havia sobrado em minha garrafa e passei levemente sobre a bochecha do garoto vendo o glitter se descolar fácil, fácil – Viu?! Te livrei do seu lado vampiresco. – Ele sorriu e também molhou seus dedos escorregando-os por meu rosto:
— Também está brilhando, Bella. — E por um deslize meus olhos desceram até seus lábios, próximos, respirações entretidas e sincronizadas. Meu coração acelerou, minha perna bambeou, o que era aquilo? Dei um largo passo para trás enquanto ele ainda me olhava profundamente como se também tivesse se perdido naquela sensação estranha. Peguei meu celular, disfarçando, e correndo fotos aleatórias que nem eram do meu interesse. Ele percebeu, claro que percebeu, porque nem ao menos tentou falar comigo novamente durantes os longos minutos que Francie ainda demorou dentro daquele shopping.
E no caminho de volta toda minha atenção ficou voltada para os prédios novos e antigos que preenchiam a cidade de Liverpool, o carro também se mantinha em silencio já que Fran se entretia com os convites virtuais de sua festa no sábado, e Thomas dirigia calado envolto em seus pensamentos, assim como eu.

Flashback..
— Fran.. Eu não tô conseguindo te ouvir... Fran? Droga – Eu encarei as barrinhas de sinal de meu telefone, nenhuma, claro que minha mãe tinha que escolher um lugar onde tudo fosse bonito menos o sinal do celular, wifi please? E para completar eu ainda estava afastada da trilha que levaria de volta para a pousada, sozinha, no meio da noite. Olhei para todos os lados e além de muita areia e água a minha frente e uma floresta gigantesca atrás de mim, nada mais era visto, nenhuma alminha sequer. — Ótimo – Disse para mim mesma começando a caminhar lentamente enquanto tentava me esquivar da trilha de pedras abaixo de meus pés.
Estava quase perto das árvores quando ouvi um barulho estranho, acelerei o passo me enfiando em meio a algumas pedras pontiagudas antes de dar de cara com um garoto, apenas iluminado pela luz da lua
— Deus — Levei a mão ao coração – Você quer me matar? Quer dizer, eu espero que não.
— Matar? — Gargalhou — não era essa minha atenção mas já que você citou...
— O QUE?
— tô brincando — Gargalhou ainda mais — Você precisa de ajuda?
— Talvez?
— Eu acho que você precisa – Estendeu sua mão para que eu saísse do meio das pedras, me sentindo completamente aliviada quando meus pés tocaram a areia morna.
— Obrigada – Agradeci rapidamente e me virei em direção a floresta determinada a achar o hotel novamente.
— Onde você vai?
— Não te interessa. – dei de ombros enquanto o garoto ainda me seguia pela praia.
— Você tá perdida, nervosinha!
— Não tô não, eu só estava dando uma respirada, agora vou voltar para MEU hotel qual eu sei exatamente onde fica.
Como uma mula teimosa que sou, dei as costas, caminhando pela direção oposta a ele.
— Você tá indo pelo lado errado. – O garoto soltou outra gargalhada e eu me virei para encará-lo, semicerrando os olhos em meio a escuridão
— Ok Senhor Sabichão, você tem razão. Eu tô completamente perdida, satisfeito? Agora se me der licença, preciso dar um jeito de sair daqui.
Voltei a caminhar enquanto ouvia seus passos largos atrás de mim e sua risadinha miúda.
— Ei, eu posso te levar. – Acelerou, parando de frente a mim estendendo sua mão – Vai... Não precisa ser tão orgulhosa, é o Havaí, todo mundo se perde.
Bem, ele tinha razão afinal. Não adiantava bater água em pedra a essa altura da minha noite.
— Tudo bem. Eu tô ficando na Hawaii Inn, sabe onde é?
— Sei sim – Ele sorriu – Eu também estou hospedado lá, lugar afastado, tá fugindo de alguém? – Notei o ar brincalhão na sua voz, e nem me importei, afinal, ele não parecia ser um mal garoto
— Você nem imagina — Brinquei
— Agora você vai ter que me contar, senhorita?
— Jéssica, Jess.
— Nome bonito para uma garota bonita. Eu sou Thomas, Tom.

End. Of

Notas finais
Até a proxima