Notas iniciais
Pessoas, como eu esqueci de postar semana passada e também tiveram muitas coisas que me impediram de escrever, vou postar dois capítulos para vocês que lêem minha história: um hoje e outro no sábado. Agradeço pelo carinho e espero que gostem do que eu preparei.

Paramos de nos segurar um nos braços do outro, embora tenha sido eu apoiada nos braços do Pedro mas logo recomeçamos a andar para minha casa de mãos dadas.

– Desde quando?

– Desde quando o q Kat?

– Vc gosta de mim?

– Ah. Sobre isso, eu não acho q sei explicar mto bem mas é como a Hazel conta no livro "gradativamente e de repente".

– Interessante.

Dei uma pausa não só na fala como nos meus passos lentos e alinhados.

– Desculpa Pedro. É que eu não sei reagir com isso e eu nunca pensei que você e eu, ainda mais com tudo isso acontecendo e minha cabeça girando não consigo entender mais nada. Desculpa.

– Tudo bem. Na verdade achei que você me rejeitaria e fizesse coisas bem piores então estou bem feliz com uma das melhores hipóteses de resposta.

– Então, se o que eu fiz foi uma das melhores respostas, qual era a melhor?

– Você vai achar estranho então não vou contar pra você.

– Se você não falar vou quebrar seu pc. — Olhei para ele com uma cara ameaçadora, da qual ele temia porque sabia que eu era capaz disso.

– Eu tô falando que você vai achar estranho e esquisito mas não reclama, ok?

– Ok, vai. Conta logo qual seria a melhor resposta pra você.

– A melhor seria você me convidar pra ir pra cama depois de a gente ir para o meu quarto. — Ele ficou vermelho, provavelmente mais do que eu, mas ele escondeu o rosto enrubescido atrás da jaqueta de couro que deixava ele completamente atraente que provavelmente escolheu justo para aquele dia.

Chegando até minha casa, nos despedimos mas antes de entrar, vi que o marido da diretora estava me encarando da janela do seu quarto, com aquele olhar como se eu tivesse quebrado seus óculos com um alicate. Como sempre, só fingi que não vi e entrei na casa fria olhando para o chão mas senti que havia algo diferente, algo que incomum e quando eu olhei para a sala estar à minha frente, vi o que parecia um tribunal onde o culpado fica sentado no meio de uma bancada em formato de roda de madeira escura, onde homens e mulheres baixinhos conversavam até eu pisar no chão da minha própria casa. Quando percebi que a única saída seria a porta que abri, virei minhas costas para a rua mas quando dei meu primeiro passo para o asfalto, algo muito poderoso me paralisou. Não conseguia mover minhas mãos, meus pés e muito menos conseguia piscar ou fazer meu cabelo negro bagunçado sair do meu rosto.

– Sente-se pequena Katerine, precisamos ter uma conversa séria com você, mocinha.

– Não vou fazer nada que vocês mandarem!! Eu nem conheço vocês e não tenho a mínima do que vocês estão fazendo na MINHA casa!! Me larguem!! E me expliquem o que raios está acontecendo aqui!!

O homem careca de terno cinza e bigode grisalho surgiu do meu lado como se já estivesse lá.

– Eu lhe avisei, senhorita Katerine.

– Mas o que!? Da onde você...?! O que está acontecendo!? Mãe!! Pedro!! Alguém me ajude!! Socorro!!

– Ninguém vai escutá-la senhorita. Usaram um feitiço paralítico mutício, que impede a pessoa de se mover e de se comunicar com outras pessoas que não sejam como nós.

Fui andando involuntariamente até o meio da roda de madeira com os anões com cara de picles. Vi a porta se fechando enquanto eu me sacudia amarrada a cadeira com cordas extremamente fortes e praticamente urrando por ajuda.

– O que vocês querem fazer comigo, seus imbecis!? Me tirem dessa cadeira!! Me soltem!!

Todos eles estavam parados, sentados em seus banquinhos altos por trás da bancada circular de madeira.

– Katerine, se acalme — disse uma das mulheres pequenas com cara de limão e roupas extremamente rosas — precisamos que você esteja completamente calma para fazer o tes...

– Não quero fazer coisa alguma que vocês mandarem!! Eu sei do que sou capaz então me soltem, seus idiotas!!

Senti uma dor se espalhar pela parte da trás da panturrilha direita.

– Katerine, somos da mesma espécie, não precisa se extasiar. Somos todos MUNCHUKANS, acalme-se.

E o que antes parecia minha casa, virou um tribunal que escurecia, até eu perder a consciência e esquecer de tudo por pelo menos um momento.

Notas finais
Obrigado por lerem mais esse capítulo da minha história. Se gostaram, avaliem e comentem o que eu posso melhorar nos meus textos futuros. Até amanhã pessoal!!