O mundo dos Espectros

4 Espectro do Golem - Terceira Noite


Notas iniciais
Ola pessoal, feliz ano novo a todos! Devo confessar que por causa das festas eu quase não consegui escrever e postar esse capitulo, mas espero que gostem ;3

– Uma garota... Mas que interessante.... — Abarai estava caminhando em direção a uma mulher no saguão de um hotel. – Quarto 365, por favor.

– Só um momento. – A recepcionista pegou o telefone e ligou para o quarto e foi rapidamente dita para deixa-lo subir. – Pode ir senhor, 6º andar.

Abarai saiu andando sem dizer mais nada. Ao chegar à porta nem bateu e já entrou. Havia outro homem de terno preto sentado numa espécie de trono. Abarai se curvou.

– Senhor, infelizmente o Espectro Misto se aliou a um Espectro de Dragão.

– E no que isto afeta sua missão de captura-lo? – O homem estava com a mão cruzada no queixo e no escuro, era difícil vê-lo.

– Senhor, o dragão esta ensinando ele a controlar suas habilidades e logo será forte o suficiente para resistir até ao grande Espectro de Borracha V.

– Eu não dou a mínima, seu trabalho é captura-lo. E se ele pode ficar tão forte assim, utilize logo o V e acabe com o dragão.

– Sim senhor, mas tem mais uma coisa. – Ele finalmente se ergueu. – Eu descobri outro Espectro na área do Misto.

– Verdade? Deixe-me ver... – Ele havia fechado os olhos e começou a se concentrar. Uma aura negra surgiu e desapareceu rapidamente. – É apenas um Espectro da Natureza Terrestre, nada de mais. Faça um favor e mate-a.

– Sim senhor. – Ele fez outra reverencia e saiu.

– Esse Abarai, ele é quase mais inútil que uma lesma. É melhor eu ligar para o chefe e requisitar outro soldado. Esse não passa dessa semana.

Em outro lugar da cidade Issamu estava deitado em sua cama ainda, apesar de serem 9 horas. “A Midori é uma espectro também. Como é possível?” Ele não tinha dormido direito aquela noite. Estava preocupado com o destino dela. Yun havia dito que esta noite ela iria entrar com eles, querendo ou não.

– Acho melhor me levantar. – Ele não estava pensando bem no que fazer sobre a situação.

Issamu almoçou e ligou para Midori, como foi combinado com Yun. Eles iriam estar com ela no momento em que entrassem e os trigêmeos iriam delimitar uma área pequena em volta deles. Mas o plano deu errado, Midori havia ficado de castigo por ter ficado bêbada. Issamu resolveu comunicar o ocorrido.

– Olá, aqui é o Issamu.- Ele tinha preferido ligar, não se sentiu bem naquela mansão.

– Oh! Oi Issamu, então esta tudo certo para nosso plano?

– É sobre isso que liguei, a Midori ficou de castigo por ficar bêbada. O plano foi pelo ralo.

– Droga. E não podemos delimitar aquela área da casa dela, a torre de rádio consegue enfraquecer a barreira.

– Mas, tê-la enfraquecida é melhor que nada! Vamos delimitar a área.

– Bem... Posso ver com eles se eles aceitam mesmo assim.

– OK. Mas o que faremos se aquele homem, Abarai se não me engano, aparecer?

– Teremos de lutar para protegê-la, é o único jeito.

– Mas... Eu ainda não estou confiante nas minhas habilidades... Nem sei qual é o meu espectro ainda.

– Calma, logo ele irá se comunicar com você.

Issamu fez um sonzinho para concordar. Yun havia dito que os Espectros conseguem se comunicar com seus donos em casos especiais. Issamu infelizmente nunca conseguiu ouvir sequer um ruído de seu espectro. Yun dizia ser normal, que essas coisas demoravam, mas Issamu estava achando que seu espectro não queria falar com ele.

A noite caiu e Issamu ainda estava preocupado. Pelo bem da missão ele resolveu guardar suas duvidas para si mesmo e prosseguiu para a praça que ficava perto da casa da Midori.

– OK, Issamu, não há risco você ficar andando por aqui até a hora, você é amigo dela ninguém vai estranhar.

– Eu sei. Vou ficar rondando a área até começar.

– Os irmãos já estão em posição, eu ficarei aqui na praça, assim que começar busque-a, não podemos deixa-la sozinha um único instante. Principalmente se tiverem Borrachas por perto.

Foi chato e entediante. Issamu ficou rondando por quase 1 hora e meia o local. “Mais 5 minutos e irá começar, vou me posicionar perto da entrada da casa dela.”

Mas ao chegar lá, viu algo preocupante. Abarai estava parado à porta. “Essa não! Ele veio até aqui?”

A Hora Negra havia começado. Abarai olhou Issamu com um sorriso maldoso.

– Olá Misto, dessa vez você não é meu alvo, então suma por favor.

– Mis-misto? Meu nome é Issamu, não Misto!

– Eu sei que seu nome não é Misto idiota, Misto é o seu espectro, odeio usar nomes mundanos aqui.

– Meu espectro se chama Misto? Mas como sabe disso?

– Não interessa na verdade, então vá brincar com os Borrachas por favor, preciso mata-la agora. – Ele estalou os dedos e vários Borrachas apareceram.

– Droga, cade o Yun quando preciso dele? – Ele se concentrou e os braços apareceram. – Muito bem, vamos la seus babacas!

Os espectros começaram a avançar em grupo. Apesar de Issamu ainda não ter aperfeiçoado o estilo de sumo, ele sabia dar alguns socos e a bloquear. Logo sobraram apenas 4 deles.

– Ora, ora. Esta bem mais forte pelo visto. Acho que não tem problema eu chamar o V.

– V? O que é isso?

Abarai abriu uma pequena agenda que tirou do bolso e começou a recitar uma espécie de encantamento.

– Eu, Abarai do Especto de Ventríloquo, chamo tu, grande Espectro de Borracha modo V! Venha!

E do céu começaram a surgir vários Borrachas e se acumularam em uma massa única. Quando aquela coisa que lembrava uma Amoeba começou a tomar a forma de um homem, mais ou menos da altura de Issamu. Mas quando tomou sua forma final, ele não parecia bem um homem, estava mais para um tipo de armadura.

– V! Acabe com ele, mas não o mate, ainda precisamos dele.

V era rápido, Issamu nem viu ele se aproximando, apenas sentiu o golpe que levou no estomago. “Mas que droga é essa? É muito rápido.”

Issamu fazia o seu melhor para se proteger, mas sempre havia um golpe que passava pela sua defesa. “Se continuar assim, vou ser nocauteado.” Ele já estava ficando exausto em bloquear. Uma bola de fogo veio voando e acerto em cheio V.

– Desculpe a demora, tinha uma grande quantidade de Borrachas na minha área, tive que limpá-la.

– Tudo bem, ainda bem que chegou.

Nesse instante uma janela se abriu na casa e Midori apareceu nela.

– Que barulheira é essa aqui fora? – Ela estava brava

– Então você é o Espectro da Natureza? Que patético, nem pra ser bonitinha.

– Ei! – Foi um grito duplo, Midori e Yun gritaram. Issamu achou engraçado.

– OK, agora você vai se ver comigo Abarai. – Yun começou a avançar nele mas V o bloqueou. – Essa coisa é muito chata.

– E como, não temos chance!

– Exatamente, agora com licença, tenho uma missão para cumprir. – Ele começou a andar na direção de Midori na janela.

V estava dando muito problema para os dois e nenhum conseguia se livrar de sua velocidade.

– Droga! To cheio dessa merda! – E Issamu começou a avançar em Abarai, V tentou o bloquear pela frente, mas Issamu usou os braços para defender. V atacou as costas de Issamu, mas algo estranho aconteceu, Issamu não sentiu o impacto.

– Issamu! Parece que seu Espectro resolveu se liberar por completo.

Em volta de Issamu uma aura havia aparecido, mas era uma aura solida, parecia um gigante de pedra.

– Uau, isso aqui é um... Golem?

– Parece que sim.

– Bem, acho melhor testá-lo.

Abarai havia parado, seus temores se realizaram, o garoto havia despertado o Golem.

V tentou golpeá-lo de toma forma, mas cada parte de seu corpo estava protegida pelo corpo do Golem. Issamu o atacou e acertou. Também descobriu que estava muito mais forte do que antes. V tentou acertá-lo novamente, mas Issamu o segurou com o braço.

– Cansei dessa coisa tentando me acertar. – E esmagou V entre as mãos.

–Dro-droga... – Abarai estava chocado. – O mestre não vai gostar disso nem um pouco.

Todos voltaram a suas posições originais, a Hora havia terminado. Abarai saiu correndo e Issamu não conseguiu persegui-lo.

Yun chegou 10 minutos depois com os trigêmeos. Eles chamaram Midori e contaram tudo.

Enquanto contava, Yun pensava “Um Golem? Mas ele é o Misto... O que isso significa?”.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!