O mundo dos Dragões - O Dragão branco
4 Who... Who am I?
Notas iniciais
Acordei por volta das cinco da manhã, cedo... Cedo demais para um final de semana.
Me coloquei em pé, cambaleando até meu guarda-roupas, me apoiei no mesmo e respirei fundo, dando alguns tapas em minhas próprias bochechas, na tentativa de me despertar.Caminhei para fora do quarto, bocejando.
Já havia se passado uma semana desde que eu havia deixado o dragão no bosque e tinha o visitado algumas vezes, pude notar que ele aprendera a caçar com facilidade, e que estava um pouco maior a cada dia.
Terminei de descer as escadas e me direcionei para a cozinha, me sentando em um dos banquinhos na mesma.
Dei um longo bocejo e disse logo após:
— Kate, um café...
A empregada concordou com a cabeça e me trouxe uma xícara de café. Peguei-a com a mão direita e a levei lentamente a boca, tomando um pouco do líquido.
Coloquei a xícara, ainda com bastante café, em cima do balcão e saí da cozinha, indo em direção ao meu quarto. Subi as escadas lentamente, bocejando de tempo em tempo.
Quando finalmente cheguei ao fim das escadas, movi meu rosto de um lado para o outro na esperança de me despertar totalmente, então me direcionei ao meu quarto, andando mais rápido que anteriormente, até o mesmo.
Abri a porta do cômodo, adentrando-o. Caminhei até meu computador, e apertei o botão de Power, ligando-o.
Esperei alguns segundos e me levantei, abrindo a janela, iluminando o quarto inteiro. Fechei os olhos quase que instantaneamente, reclamando da fraca luz solar.
Voltei a me sentar em minha cadeira do computador, abrindo o navegador e logo após o Skype.
Assim que o login terminou, recebi um pedido de chamada de dois amigos meus, Peter e Andrew. Movi a mão até o mouse e aceitei o pedido de chamada. Puxei meu headset e o coloquei na cabeça, bocejando.
— Milagre você acordado essa hora da manhã, Noah. — Disse uma voz mais grossa que a minha, era Peter.
— Vai se foder...
Andrew deu uma risada.
— Vai jogar ou vai ficar ai só falando, como um retardado?
— Cala a boca, Andrew. Acabei de acordar, porra. Quer que eu jogue como?
— Com as mãos, talvez? — Respondeu Peter.
—Não me diga, capitão óbvio...
— Se tu não vai entrar a gente vai ai na sua casa. E jogamos um pouco no console. — Concluiu Andrew.
— Tanto faz...
— Então falou, demente.
— Vai lá, putinha.
Andrew e Peter deram uma última risada e então saíram da conversa.
Chamei uma das empregadas, que rapidamente arrumou meu quarto. Então me troquei, e desci as escadas mais uma vez, indo na direção da sala de jogos.
Entrei no salão de jogos, fitando o grande telão que usamos no console. Olhei para o resto da sala e caminhei até a estante dos jogos, pegando alguns de tiro em primeira pessoa, atirando-os no sofá.
Caminhei então até uma zona bem separada no salão, olhando para Mudjong, um boneco humano feito de metal e uma espada de metal não afiada ao lado.
Levei a mão lentamente ao cabo da espada, levantando-a.
Comecei uma série de ataques ao Mudjong e logo após ao boneco humano, que por sua vez, tinha alguns movimentos robóticos, bem simples, mas que podia simular uma luta “real.” Continuei atacando os alvos por alguns minutos, até começar a suar, e então parei, colocando a espada de lado.
— Espadas... Legal é ter que treinar sem um mestre bom.
A campainha tocou e então corri para o sofá, sentando no mesmo. Fechei meus olhos, estendendo minha mente à dos dois indivíduos fora da casa, identificando-os como Andrew e Peter.
Era uma habilidade bem útil... Invasão de privacidade, mas útil. Com isso eu podia descobrir tudo sobre qualquer um, simplesmente esticando minha mente a de outra pessoa e vasculhando os pensamentos e sentimentos dela. Eu tinha melhorado essa habilidade nos últimos dois dias, já que seria necessária em meu trabalho como cavaleiro, assim como o bloqueio mental, a habilidade de bloquear a invasão de um mago inimigo.
Ouvi alguém abrindo a porta e logo meus dois amigos estavam ao meu lado. Andrew era um pouco mais alto que eu e mais gordo, tinha cabelos extremamente escuros e um tom de pele moreno, eu o conhecia desde sempre, nossos pais eram amigos de infância o que nos fez crescer juntos praticamente. Peter era um pouco mais baixo que eu, seus cabelos avermelhados cobriam os olhos e seu físico declarava que ele nunca havia praticado esporte, conheci Peter há três anos, nós estudamos juntos, antes de meus pais me trocarem de escola, bem isso não vem ao caso.
— O que querem jogar, filhos da puta?
Peter deu um pequeno sorriso e abriu a boca para falar, já com o controle na mão esquerda, enquanto apontava o dedo indicador direito para um dos jogos de FPS.
— Que tal... Roleta russa? — Disse uma voz masculina logo atrás de nós três.
Me levantei do sofá e virei com velocidade, fitando um homem alto que vestia um terno, eu já havia o visto em algum lugar antes, ele segurava minha irmã com o braço esquerdo, prendendo-a junto ao seu próprio corpo, enquanto mantinha um revolver apontado para a cabeça dela.
Senti minhas pernas bambearem, eu estaria caído no tapete da sala, se Andrew não tivesse me segurado.
— Noah... Noah, diga onde o seu amiguinho está e eu a solto.
— Não sei do que você está falando.
O homem deu um sorriso e soltou com velocidade minha irmã, que deu um passo para fugir, ele por sua vez foi bem mais rápido, levou sua palma contra as costas dela e a empurrou com uma força anormal em minha direção.
Saltei por cima do sofá, e segurei minha irmã, antes que ela batesse a cara contra o sofá.
— Desculpe... Noah.
Depois do pedido de desculpas eu me toquei do que estava acontecendo, ela havia deixado o segredo vazar, me levantei e fitei o homem, que mostrava o tambor da arma, que continha apenas uma bala. Ele atirou o revolver em minha direção e logo após isso puxou duas pistolas do interior do terno, apontando-as para mim.
— A brincadeira é simples... Você vai girar o tambor e apontar na direção da sua irmã, e então vai apertar o gatilho... Bem, se a bala não sair você pode me perguntar o que quiser Noah. Mas, se a bala sair, sua irmã morre e você vai ter que me revelar à localização do espécime.
— Espécime? É ele, E-L-E, e é bem mais inteligente que você.
Ergui o revolver, puxando o cão, curiosamente sabia como funcionava todo o mecanismo da arma, mas nunca havia utilizado uma.
— E o que acontece se eu não aceitar o trato?
O homem deu um pequeno sorriso e moveu os dois braços com velocidade, apertando o gatilho das duas pistolas, duas balas voaram para trás de mim, uma acertou a cabeça de Peter em cheio, matando-o na hora, já a outra, pegou no ombro de Andrew, que caiu ajoelhado atrás do sofá.
— Isso — O homem estava totalmente sério agora, mantinha uma das pistolas apontadas contra o chão e a outra contra mim
Pude sentir uma enorme raiva tomar contra do meu corpo, um único pensamente vinha em minha mente, uma palavra, eu estava em puro ódio, senti uma energia diferente de tudo que já havia presenciado e essa energia estava vindo de dentro de mim, o que era ainda mais estranho. Ergui a mão vagarosamente, com um olhar de raiva extrema.
— JIERDA! — A palavra escapou em um grito, vindo do fundo da minha mente, minha visão ficou quase que instantaneamente turva, todo o ar de dentro do meu corpo se foi e me peguei caído no chão, totalmente arfante, meu olhar ainda estava focado no homem de terno, que estava caído no chão, gritando de dor, enquanto parte de seu fêmur saia para fora da perna, em uma fratura exposta, o sangue escorria lentamente pelo chão branco.
Movi minha cabeça de um lado para o outro, tentando recuperar minhas energias, e focar minha visão.
— E-mmy, vá agora pra cozinha, mande Kate chamar um médico, o Andrew ainda está vivo.
Minha irmã concordou com a cabeça e mesmo assustada se levantou e correu na direção da cozinha, passando o mais longe possível do corpo do homem.
Me levantei com dificuldades, cambaleando até o homem, Kate passou por ele horrorizada, e quando acenei com a cabeça para Andrew e Peter, ela o ignorou, correndo até os dois. Apontei o revolver para a cabeça do homem e um nome me veio à cabeça.
— Ryan...
Uma expressão de espanto surgiu na face dele, e na minha também, como eu podia saber o nome dele?
— Heh... Parece que ele não conseguiu remover toda a sua memória.
— Minha memória? O que você quer dizer com isso?
— Me mate.
Me ajoelhei, encostando o cano na testa do homem.
— Quem mais sabe sobre o dragão?
— Me mate. — Ele insistiu.
— Responda! — Apertei o gatilho, mas a bala não saiu, era um dos espaços livres no tambor.
— Me mate!
— O que diabos você quer comigo e com o dragão?
— Pergunte ao seu... — O rosto de Ryan se contorceu de dor e seu tronco se moveu para frente, com dificuldade, ele tossiu várias vezes, manchando sua própria mão e terno com sangue.
— Perguntar a quem?
— Ao seu pai!
Levantei-me lentamente, sem tirar a atenção e a mira da cabeça de Ryan
— Meu pai não sabe nada sobre o dragão...
— Eu me refiro ao seu pai Noah, não ao idiota que te roubou dele.
— Roubou?
Ele tossiu novamente, ofegante.
— Tente se lembrar de algo realmente claro de sua vida antes dos 10 anos... Vamos Noah, você tem 16, não deveria ser difícil...
Forcei minha mente tentando me lembrar de algo, mas o máximo que vinha a mim era uma imagem de um bolo de aniversário com o número nove, nada mais.
— Difícil não é mesmo? Afinal, tiraram sua memória. Você nunca se perguntou Noah? Por que coisas que pessoas normais acham difíceis são bem fáceis para você, ou de onde veio? Coisas desse tipo...
— Eu nasci e cresci nessa casa, tudo, além disso, é... Detalhe.
— Se... — Mais uma onda de tosse o possuiu — Continuar com esse pensamento idiota, nunca vai descobrir nada sobre si mesmo.
— Como eu recupero?
— Sua memória? Isso vai depender do seu treinamento com a magia... Os livros, eu sei que você os leu, caso contrário não saberia sobre a palavra Jierda... Use-os... Eles podem ajudá-lo.
Forcei minha mente mais uma vez, e uma pequena onda de memória tomou conta de mim.
Em algum lugar dos Estados Unidos, Sete anos atrás.
Eu estava em um ponto de visão panorâmico em um cômodo totalmente preto, uma pequena lâmpada fluorescente vermelha iluminava o local, revelando uma mesa e duas cadeiras, em uma das pontas das cadeiras um garoto estava sentado, ele aparentava ter nove anos de idade, e estava preso a cadeira por fitas adesivas, uma delas tampava sua boca, ele se contorceu várias e várias vezes até que um capuz que estava em sua cabeça caiu, revelando o rosto do garotinho. Ele tinha cabelos esbranquiçados, que quase chagavam a bater nos olhos ele era... Eu.
A cadeira quase caiu para trás, mas o garotinho-eu conseguiu mantê-la equilibrada, tentando se soltar das amarras, foi então que a porta se abriu, dando passagem a três pessoas.
Um homem de cabelo longo e escuro que vestia um terno preto se sentou na cadeira do outro lado da mesa, fitando o garoto.
— Você não disse que era apenas uma criança, James. — Disse um homem ao lado do meu... Pai.
— Comece logo com isso, ele vai ser útil, mas não deve se lembrar de nada.
— Por que nós deveríamos acreditar em você? — Disse um homem baixinho ao lado do que falara com meu pai.
— Ele nasceu em Alagaësia... E conseguiu sair daquele continente, então voltar também é possível para ele. Se nós realmente quisermos acabar com os mitos e revelar a verdade sobre a magia e os dragões vamos ter que usá-lo.
— Você o tirou de sua família e ainda por cima quer que eu roube a memória dele?
James se levantou, e levou a mão ao interior do terno.
— Às vezes me pergunto de que lado vocês realmente estão, Willian e Jack.
Os dois bufaram e Willian, o mais alto, caminhou até o lado do garoto, pousando suas mãos na cabeça do mesmo, ele então fechou os olhos e começou a cantar na língua antiga. Ele então ergueu sua cabeça, e abriu os olhos, ainda cantando.
— ÄFTAKA ONR MANIN!
Fitei o eu de sete anos atrás, ele estava completamente suado e mal conseguia respirar com a fita presa em sua boca, o homem que havia tirado-lhe a memória também estava cansado, todo aquele uso de magia quase o matou, ele levou uma das mãos a fita, tirando-a.
— Q-quem são vocês? Quem... Sou eu? — O garotinho perguntou desesperado.
James se aproximou do garoto, ajoelhando-se a sua frente, e então o abraçou.
— Você finalmente acordou... Noah. Você é meu filho.
Casa de Noah, tempos atuais
Minhas costas bateram contra a parede, e então percebi que estava arfante e completamente encharcado de suor.
— Que droga de vida é essa? Eu nem mesmo sei quem sou.
Cambaleei até Ryan.
— Se achar que os livros não s-são o suficientes como ajuda... Procure o autor.
— Por que está me ajudando? Até agora você queria nos matar...
— Eu não sabia que se lembrava... E nem que podia recuperar a memória. Eu te treinava, Noah. Gostaria de te ajudar, mas... — Uma última crise de tosse chegou a Ryan e então um dos vidros da janela quebrou e uma bala atingiu a cabeça do homem, matando-o.
Recuei assustado, e olhei pela janela, um homem com vestes escuras longas corria para fora da casa.
Esqueça... Algo no fundo da minha mente me falava.
— Kate... Andrew está bem?
— S-sim.
— Dê um sedativo a ele, deve ter algum no quarto do meu pai, isso se você já não tem algum... E me espere aqui, nessa sala.
Me levantei com dificuldades e corri escadaria acima, tentando me lembrar de mais coisas, qual era o real motivo de tudo aquilo? Dentre todas as pessoas...
Abri a porta do meu quarto e em seguida corri na direção da mesa do meu computador, abrindo uma portinha na mesma, levei as mãos a quatro livros diferentes, puxando-os um de cada vês para fora de dentro da mesa. Primeiramente fitei o livro azul, que continha um dragão da mesma coisa desenhado em sua capa e depois olheis os outros três livros, todos continham dragões de cores diferentes em suas capas.
— O ciclo da Herança... Bem, talvez os passos para a magia me ajudem.
Abri meu guarda-roupas, puxando uma mochila de dentro do mesmo, abri um dos zíperes e guardei um notebook dentro do mesmo, junto com alguns pares de roupas e logo em seguida fechei o zíper, abrindo outro. Neste outro zíper joguei minha carteira, junto com alguns bolos de dinheiro que quase nunca gastava e logo em seguida os quatro livros. Fechei a mochila e a coloquei nas costas, correndo para fora do quarto. Saltei grande parte das escadas, e corri até Ryan.
Peguei as duas pistolas, colocando-as dentro da mochila, em um bolso qualquer e então vasculhei os bolsos do homem, puxando um pente extra e um pote com balas pro revolver, colocando tudo, inclusive a arma, dentro da mochila.
— Kate, leve o Andrew para a Ferrari Spider preta.
— É... O carro favorito do seu pai.
— Foda-se, leve-o agora.
Ela concordou com a cabeça, e levou Andrew para fora da casa, caminhei para fora da casa, mas alguém segurou minha camiseta, me puxando para trás.
— Desculpa... Noah. — Minha irmã falou baixinho.
— Tanto faz... Isso foi até bom. Adeus Emmy, nunca mais dos veremos.
A fiz soltar minha camiseta e corri até o carro entrando no mesmo. Levei a mão a um botão vermelho, apertando-o ligando assim, o carro.
Engatei a ré, e afastei o carro na parede, saindo em alta velocidade na direção da empresa do meu pai.
Faltava cinco minutos para chegarmos à entrada do local quando Andrew acordou, ele me fitou meio abalado, e olhou para o caminho, já sabendo para onde estávamos indo.
— P-pode me deixar em casa?
— Não.
— Ahn?
— Seu pai... Ele tirou minha memória, e eu a quero de volta, onde ele está, Andrew?
— Meu pai? Não brinque com isso Noah, é impossível.
Respirei fundo, e acelerei, passando pelos guardas sem nenhum problema, virei o volante com brutalidade, avançando em alta velocidade contra o bosque, adentrando-o com o carro. Levei minha mão direita a frente do rosto de Andrew, mostrando-o a marca prateada.
— Você sabe muito bem o que é isso não é mesmo?
Escutei Andrew suspirar espantado e ainda olhando para frente apertei o freio do carro, parando-o a alguns metros da árvore onde o dragão ficava.
— Fique aqui dentro.
Saí do carro e caminhei até a árvore, assobiando.
O dragão branco saltou para fora do tronco de árvore, flutuando em minha direção. Abri os braços e o peguei, acariciando sua cabeça. Dei um pequeno sorriso e caminhei na direção do carro, adentrando-o junto com o dragão, que rapidamente se ajeitou em meu colo, fitando Andrew em estado de alerta.
Andrew olhou para o dragão, assustado, mas ao mesmo tempo conformado, e então colocou o cinto de segurança.
— Meu pai... Está em Washington.
— Entendo... Então eles foram falar com o presidente. — Conclui, ligando o carro.
Saí do interior da indústria, indo à alta velocidade na direção do aeroporto. A viagem até o local durou menos de cinco minutos, e então puxei minha carteira de dentro da mochila, pegando o cartão de crédito.
— Venha logo, Andrew.
Sai do carro e então abri o porta-malas da Ferrari, puxando uma mochila qualquer de dentro do mesmo, coloquei meus livros dentro dela, e no zíper onde eles estavam coloquei o dragão, que entendeu o que estávamos prestes a fazer. Joguei a segunda mochila, que estava com os livros e a carteira para Andrew que a pegou e colocou nas costas, reclamando da dor no ombro.
Adentramos o aeroporto e então fitei os seguranças que estavam fazendo todos passarem pelo detector de metal.
— Droga.
Puxei minha identidade e um cartão da empresa do meu pai e caminhei até os seguranças.
— Ahn... Posso falar com você, é importante, senhor.
Ele olhou para os outros dois seguranças que concordaram com a cabeça, e então o segurança direcionou eu e Andrew até um local isolado.
— Diga.
Mostrei minha identidade e o cartão da empresa, sabia que reconheceriam, já que meu pai sempre passa por eles sem usar o detector.
— É filho do Sr. James?
— Sim... Meu pai pediu a mim e ao Andrew que levasse essa mochila até ele em Washington e nos disse para falar com você sobre isso... Ele disse que... Ahn, o detector. Ele não quer que causemos tumulto.
O segurança pensou por alguns segundos e então levou a mim e ao Andrew até uma porta, nos passando para dentro do Aeroporto, sem nenhum problema. Tirei algumas notas de cem dólares da carteira, dando-as ao segurança.
— Obrigado por tudo. Vamos Andrew.
Nosso embarque para Washington foi bem rápido e fácil, paguei duas passagens de primeira classe e logo estávamos voando em direção do meu pai. Passei o voo todo relendo o livro um do ciclo da Herança, e então comecei a praticar as magias básicas, assim como Eragon, utilizando uma pedra que peguei de um vaso, pouco antes de embarcar.
— Stenr Rïsa! — Ordenei, usando minha reserva de energia interior, imediatamente a pedra flutuou por alguns segundos, e então caiu em meu palmo. Uma gota de suor escorreu pelo meu rosto.
— Isso é tão legal... — Andrew murmurou ao meu lado, fitando a pedra flutuar.
Continuei meu treinamento por grande parte do voo, enquanto alimentava meu ódio por meu pai e meu desejo por resposta evoluía, triste por ter que deixar o dragão, na mochila.
Depois de mais ou menos uma hora de vôo, Andrew se virou para mim, fitando a mochila aos meus pés, onde o dragão estava.
— Qual o nome dele? — Perguntou Andrew.
— Ainda não sei... Estava pensando em Zorn. — Falei, espantando Andrew, que era fluente em Alemão.
— Vai chamá-lo de Ira?
— Exatamente... Stenr Rïsa! — ordenei mais uma vez, mantendo a pedra flutuando por alguns minutos, desta vez.
Notas finais
Äftaka Onr Manin: Roubar sua memória/Roubar Memória.
Stenr Rïsa: Flutue, pedra!
Fps: First person shot (tiro em primeira pessoa).
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Se esqueci de alguma palavra desculpem.
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