O mundo é pequeno - Imagine Inuzuka Kiba
1 Capítulo Único
Notas iniciais
[Nome] acordou com a luz do sol entrando no seu quarto. Decidiu se levantar antes que seus pais viessem ao seu quarto chamar para partir de viagem para as mini férias em família que iam ter nestes dias.
A sorte da jovem foi que já tinha preparado sua mala na noite anterior para conseguir dormir mais uns minutos. A viagem iria ser um pouco longa até a cidade vizinha; iriam para uma reserva natural aproveitar a natureza para acampar e fazer algumas atividades ao ar livre.
Foi para o andar de baixo, onde encontrou a sua família a tomar o café da manhã. Cumprimentou-os com um “bom dia” e foi para seu lugar de costume para comer sossegada. Previa que a viagem seria barulhenta por causa dos seus irmãos mais novos.
Ao terminar de comer, foi logo em direção ao carro para se sentar no banco de trás perto da janela, porque sabia que, se fosse a última a entrar, teria que ficar entre os irmãos, que brigariam na mesma se estivessem juntos ou separados.
Durante o trajeto, só queria ficar na janela observando a paisagem, enquanto escuta música pelos fones e pensa em algumas ideias para escrever uma história que estava realizando com uma amiga.
(...)
No meio da viagem, [Nome] acabou por adormecer e só foi acordada pelo pais quando chegaram ao destino. Saiu do carro com seus irmãos, carregando alguns equipamentos que iam usar nos dias que acampariam.
Enquanto seus pais tratavam da papelada do lugar e das atividades, [Nome] ficou com a tarefa, junto dos caçulas, de montar a tenda — era uma das tarefas que mais odiava fazer. Demorava uma eternidade para colocá-la em pé e, quando ficava pronta, alguma peça saía fora do lugar; no fim, seu pai tinha que ajudar.
— Podem parar de brigar e ajudar? — [Nome] virou-se para os irmãos mais novos, com uns 3 anos de diferença, e encontrou os garotos a brigar pela consola de videogame para ver quem jogava primeiro.
A irmã mais velha, vendo que eles não a escutavam, decidiu intervir e foi até eles tentando tirar o objeto, mas antes acabou por escorregar numa pedra que estava no caminho.
— Não se magoou? — falou uma voz masculina que viu [Nome] cair e foi correndo até ela com um cão que o acompanhava.
— Em princípio estou bem. — [Nome] aceitou a mão do jovem e, ainda olhando para os joelhos, viu se tinha alguma mancha de sangue.
Depois de constatar que não estava ferida, decidiu observar a pessoa que a ajudou para agradecer.
— Kiba? — [Nome] ficou sem palavras ao ver seu amigo de escola à sua frente.
— Só agora que reparaste que era eu? — Kiba sorriu. Quando se aproximou de [Nome], percebeu que sua amiga não tinha notado que era ele quando se meteu com ela para ver se estava tudo bem.
— Não estava à espera de te encontrar aqui. — Dava para ver a sinceridade de [Nome]; normalmente, quando viajava com sua família, quase nunca encontrava algum amigo.
— Quem diria que este ano viemos passar férias no mesmo sítio… — Todos os anos, Kiba tinha o costume de passar férias em algum parque de campismo; era um dos lugares que podia trazer o Akamaru para passear.
— Realmente, o mundo é pequeno. — [Nome] ainda não estava acreditando na coincidência que teve de estar junto a Kiba durante as férias.
— E o melhor é que somos vizinhos! Estou ficando ali. — Kiba apontou para o lugar onde estava a ficar com sua família, que estava sentada aproveitando o sol.
— Quer dizer que podemos fazer companhia um ao outro nas atividades! — Ao saber que seu amigo era seu vizinho no parque, [Nome] ficou feliz por ter alguém da sua idade para acompanhá-la nas trilhas que ia fazer; pelo menos não precisaria aturar seus irmãos mais novos sozinha.
— Acho que vamos nos divertir imenso nos dias que estivermos juntos. — Inuzuka estava contente por [Nome] ter sugerido fazer companhia um ao outro. Sempre gostou de estar perto da colega de turma; o ambiente ao redor dela fica calmo e mais leve.
Os amigos se separaram por um tempo, já que os pais de ambos estavam chamando-os para terminar de arrumar os pertences que tinham trazido e para comer alguma coisa antes de começarem a explorar a reserva.
(...)
A família de [Nome] decidiu se juntar aos Inuzuka para fazer a trilha, cujo percurso ia durar mais ou menos uma hora, ou até mais. Queriam parar em alguns pontos de observação para tirar fotos das paisagens e dos animais que aparecessem durante o caminho.
— Ainda bem que teus pais sugeriram fazermos atividade juntos. — [Nome] estava animada. Viu que seus pais ficaram felizes por encontrar gente conhecida durante as férias e assim todo mundo podia conviver junto.
— É muito raro encontrar alguém conhecido aqui nas férias. — Quase todos os anos Kiba passava as férias com sua família; os seus pais e irmã gostavam de estar na natureza, longe do estresse da cidade.
Os dois adolescentes caminhavam devagar; eram os últimos do grupo que ficaram mais para trás conversando. Queriam aproveitar bem aquele momento deles sem os amigos que tinham em comum da escola.
Ficaram alguns momentos em silêncio, apreciando a paisagem e escutando os sons que a natureza transmitia a eles. Akamaru corria de um lado para outro junto com os irmãos de [Nome], que pararam de brigar na hora em que a mãe deles se aproximou.
— Escutei pela Hinata que vocês vão escrever um conto para o jornal da escola — Kiba decidiu meter conversa enquanto andava devagar para acompanhar o mesmo ritmo de [Nome].
— Nós já temos um tema, só agora vamos pensar em algumas ideias para depois decidir como começar — contou [Nome], que estava empolgada de ver o seu texto publicado. Ela ganhara um concurso com Hinata que seria mostrado no jornal.
— Vai dar tudo certo, o sonho de vocês de serem escritoras aos poucos vai se tornar realidade. — O garoto sempre acreditou, porque já lera imensos textos delas e vira a dedicação e o carinho que tinham pelo que faziam.
[Nome] ficou envergonhada vendo como o Kiba apoiava seu sonho; não estava habituada a ser elogiada, por isso decidiu mudar de assunto:
— Falando em Hinata, quando vais confessar os teus sentimentos a ela? — Sabia dos sentimentos que o colega tinha por sua amiga e queria saber como estava a situação.
— Eu pensava que já tinha contado… Deixei de ter sentimentos amorosos pela Hinata, só a vejo como uma amiga agora — revelou Kiba, surpreso ao ver para onde o rumo da conversa estava indo. Não estava nada à espera de que [Nome] tocasse nisso; pensava que já tivesse reparado nesse detalhe há mais tempo.
— Não sabia, já que ultimamente nunca estamos juntos para falar. — Foi um detalhe que [Nome] reparou quando estava na sala de aula ou nos corredores da escola: Kiba fugia sempre que a via e, por isso, achou estranho ele não a evitar naquele momento.
Kiba olhou para frente e viu que sua família e a de [Nome] já estavam bem afastadas deles. Então decidiu começar a pensar em como ia responder à amiga. Percebeu pelo olhar de [Nome] que ela queria saber a razão do afastamento dele quando ficavam no mesmo ambiente com outros amigos.
[Nome] viu que seu amigo tinha ficado nervoso. O corpo dele entregava quando alguma coisa se passava. Deu festas ao Akamaru, que veio correndo para eles para acompanhá-los o resto do caminho.
Os jovens conseguiram alcançar a família no resto do percurso, onde estavam sentados perto de um rio a refrescar os pés na água, enquanto os esperavam.
(...)
De volta ao parque de campismo, Kiba segurou a mão de [Nome] para dar a resposta ao assunto que ele evitou por uns bons minutos, em que refletiu que devia ser sincero com sua amiga.
Foram para um local calmo e longe das famílias, que sabiam que algo estava passando aos adolescentes, mas respeitavam a privacidade que eles queriam ter no momento.
— Não te evito por mal… É que não sei lidar com os meus sentimentos em relação a ti — acabou por revelar Kiba e viu a cara de espanto da garota.
— Quer dizer que gostas de mim? — [Nome] não conseguia segurar sua expressão facial.
Sempre apoiou Kiba sobre a Hinata, via que eles formavam um belo casal, mas nunca pensou que, com as trocas de conselho que teve com ele, iria mudar o rumo dos sentimentos para si.
— Sim, e fui percebendo com o tempo… — Kiba foi notando quando começou a gostar de [Nome] pelos gestos: quando ela sorria de alguma piada que alguns dos seus amigos em comum diziam e na maneira de como ela o tratava, conquistando o coração do jovem até esquecer de Hinata, que estava em uma relação com Naruto.
— Não sei o que dizer… É a primeira vez que alguém me confessa… — A surpresa foi tanta que [Nome] ficou sem palavras. Nunca imaginou que algum dos seus amigos iria se confessar para ela. Sempre pensou que nunca teria alguém para namorar, como suas amigas tinham.
— Foi por isso que tentei me afastar, porque não quero acabar com a nossa amizade. — O garoto continuava segurando a mão de [Nome] e reparou que ambos estavam nervosos com esse momento, com medo do que viria a seguir.
— Eu fico feliz por teres sido sincero, é uma qualidade única de ti. — [Nome] decidiu sorrir para Kiba pela coragem que teve. Foi por esse motivo que gostava de estar perto dele: preocupava-se muito com os outros e dizia sempre a verdade que muitas pessoas não queriam contar aos amigos para não ficarem mal vistas.
— Vou perceber se quiseres afastar-te de mim. — O dono do Akamaru tentava não demonstrar que não queria que a amizade deles terminasse ali; continuar ao lado de [Nome].
— Para com esses pensamentos idiotas! Não vais ver-se livre de mim tão cedo! — Sem pensar muito, [Nome] abraçou Kiba, mostrando a ele que estava feliz por saber que alguém lhe tinha um carinho especial. A jovem não era capaz de mostrar seus sentimentos, mas se sentia bem ao lado dele e percebeu que, afinal, gostava dele como um homem.
O casal de adolescentes, mesmo tendo ido para um local calmo e longe dos olhares da família, não percebeu que tinha uma pequena plateia ali numa árvore. Os irmãos e os pais de cada um foram ver este momento tão aguardado que ficaria na memória.
O que era para ser uma mera coincidência de um dia de férias acabou por se tornar em algo mais profundo. Todos os anos em que [Nome] fosse de férias com sua família, nunca iria esquecer o dia em que encontrou Kiba e onde a história de namoro deles começou.
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